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sábado, 12 de abril de 2014

* Quilombola relata falhas do Governo do Estado de Pernambuco



Cláudio, quilombola do Quilombo do Engenho Siqueira, de Rio Formoso - PE, relata atropelos por falhas do Governo do Estado de Pernambuco, durante a Conferência Nacional sobre a Igualdade Racial.
Entrevista cedida após 2ª Plenária do Fórum Regional de Economia Solidária da Mata Sul de Pernambuco, ocorrido dia 31 de Março de 2014, na Cúria Diocesana dos Palmares.

sábado, 31 de agosto de 2013

* Município sergipano de Brejo Grande é considerado território quilombola


Em verde, área considerada ‘Quilombo Brejão dos Negros’, equivalente a oito mil hectares (Reprodução: Ministério Agrário)
Em verde, área considerada ‘Quilombo Brejão dos Negros’, equivalente a oito mil hectares (Reprodução: Ministério Agrário)
O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), através do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), emitiu um parecer técnico conclusivo, garantido que o município de Brejo Grande, localizado a 137 km da capital sergipana, é território remanescente de quilombo. O laudo indiscutível batizou a região que fica entre Brejo Grande e Pacatuba, de território da comunidade remanescente do ‘Quilombo Brejão dos Negros’.
O relatório antropológico já foi concluído. Caso a Presidenta Dilma Rousseff (PT), homologue o reconhecimento de área de oito mil hectares, como sendo de remanescente de quilombo, já declarado por órgãos federais, a município de Brejo Grande pode deixar de existir. Assinando o decreto, a Polícia Federal e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), irão tirar todos que estão dentro das terras reconhecidas.
Se assinado o Decreto Presidencial, 50 propriedades, entre sítios, ilhas, fazendas e casas, passarão a título de posse, uso fruto, para a Associação Quilombo Brejão dos Negros, equivalente a cerca de oito mil hectares de área, rural e urbana.
Clique aqui e leia
*Extraído de matéria de Roberto Miranda, publicada em Aqui Acontece.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

* URGENTE: Quilombo Cambury em risco de receber despejo!

Por , 26/07/2013 15:25

Quilombo-do-Cambury
Informações enviadas para Combate Racismo Ambiental por Rebeca Campos Ferreira:
O Presidente do TJ-SP mandou um ofício cobrando o comando da PM para cumprir a execução do mandato de reintegração.
Fomos informados que a polícia pode chegar a qualquer momento. O TJ é estadual e quer valer o que foi decidido na Justiça Estadual.
Hoje dia 26/07 ás 16:00 vai ter uma reunião no STF em Brasília, que vai decidir sobre o conflito de competência. Esperamos que o presidente do STF tenha uma visão progressista e social sobre a lei dos quilombolas.
Aguardamos uma decisão favorável.
Leia mais sobre o caso abaixo, na matéria da Agência Brasil desta tarde:
Impasse deixa apreensiva comunidade quilombola de São Paulo ameaçada de remoção
Camila Maciel, Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Cerca de 40 famílias que vivem no Quilombo Cambury, na região de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, voltaram a ficar apreensivas com a ameaça de que a reintegração de posse da área, autorizada pela Justiça Estadual, seja feita a qualquer momento. Apesar de liminar da Justiça Federal em Caraguatatuba, do último dia 24, garantir a permanência das famílias por pelo menos 90 dias, a presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) solicitou reforço do policiamento na área para cumprimento imediato da medida.
O TJSP alega que “Justiça Federal não tem a mínima competência para afastar a decisão da Justiça do Estado, até porque ambas estão no mesmo patamar”. O ofício assinado ontem (25) pelo presidente do tribunal, Ivan Sartori, cita a reintegração de posse na comunidade Pinheirinho, em São José dos Campos, para justificar que o caso é de competência da estadual. Na época do fato, ocorrido em janeiro do ano passado, a esfera federal também tentou impedir o cumprimento da ordem.
A advogada da comunidade quilombola, Juliana Graciolli, reafirmou hoje (26), em entrevista à Agência Brasil, que a situação é temerária, pois as famílias estão assustadas com a possibilidade de remoção. “É uma tortura viver uma situação dessa. O ideal é que o Executivo já tivesse feito a desapropriação da área e [isso] iria evitar esse litígio”, declarou.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Fundação Cultural Palmares, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), protocolaram, na última na quarta-feira (24), um recurso no TJSP defendendo que a competência para analisar a ação é da Justiça Federal, porque existe interesse de autarquias federais na área em questão. De acordo com a assessoria do instituto, o interesse é justificado por se tratar de um quilombo, e a Constituição Federal de 1988 assegura aos moradores de comunidades quilombolas não só a posse, mas também a propriedade da área.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a comunidade já foi reconhecida como remanescente de quilombo tanto pelo governo federal quanto pelo estadual. “A titulação das terras, portanto, é questão de tempo e depende apenas de medidas administrativas do Incra”, ressalta, em nota, o ministério.
O instituto informou que a comunidade foi reconhecida como remanescente de quilombo pela Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo em 2005, pela Fundação Cultural Palmares em 2006 e pelo Incra em 2008. O território total identificado no Relatório de Identificação e Delimitação (RTID), elaborado pelo Incra, é 972 hectares.
Edição: Juliana Andrade