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segunda-feira, 12 de maio de 2014

* carro movido a energia solar e eólica

Nigeriano transforma fusca em carro movido a energia solar e eólica



O estudante nigeriano Segu Oyeyiola transformou um antigo fusca em um carro movido a energia solar e eólica. Prestes a se tornar um engenheiro, o aluno da Universidade de Obagemi Awolowo dedicou boa parte do seu tempo extra-curricular a este projeto.
Conforme informado pelo próprio inventor ao site Fast Co.Exist, foi necessário o investimento de seis mil dólares para as adaptações feitas no automóvel. Além disso, o jovem ainda contou com sucatas doadas por familiares e amigos.
O fusca verde foi equipado com placas fotovoltaicas, instaladas no teto, e um sistema que conta com uma pequena turbina eólica, posicionada sob o capô. Dessa forma, o veículo consegue produzir a sua própria energia mesmo durante a noite, um fator essencial para garantir sua autonomia independente dos combustíveis fósseis.
Em entrevista ao portal norte-americano, Oyeyiola explica que a iniciativa faz parte de um projeto pessoal que visa reduzir as emissões de gás carbônico lançado na atmosfera. Esta é apenas uma das opções para um problema tão grande.

Foto: Divulgação
O carro criado pelo nigeriano recebeu elogios do Dr. John Preston, presidente do departamento de engenharia física da Universidade McMaster. O professor garantiu nunca ter visto um projeto deste tipo e disse que o feito é bastante notável.
Mesmo com todas essas inovações, o fusca de Oyeyiola ainda está longe de ser perfeito. A recarga da bateria leva entre quatro e cinco horas e os materiais usados ainda não são os melhores, mas o estudante garante que está trabalhando nisso e que pretende tornar este o modelo de carro do futuro da Nigéria.
Redação CicloVivo

quarta-feira, 16 de abril de 2014

* Placas solares para bombear água são instaladas pela Celpe em Serra Talhada

A nova tecnologia utiliza painéis fotovoltaicos com equipamentos fabricados exclusivamente no Brasil



 / Foto: Divulgação/ Celpe

Foto: Divulgação/ Celpe

Um projeto pioneiro em Pernambuco implantou uma nova tecnologia para bombear água de poços.A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) instalou painés solares fotovoltaicos, construídos exclusivamente com equipamentos de fabricação, com a finalidade de gerar energia para bombeamento de água em poços artesianos da zona rural do município de Serra Talhada, Sertão de Pernambuco. 
A nova tecnologia funcionam da seguinte maneira: as placas solares transformam a radiação do Sol em energia elétrica suficiente para operação das bombas.A água excedente será aramazenada nos reservatórios de 10 mil litros para aproveitamento do recurso à noite, por exemplo, quando não há incidência da luz do sol.
No semi-árido, já foram implantados sete sistemas, que além de  funcionar por meio de uma fonte renovável de energia, têm a vantagem de baixo custo de operação e a pequena necessidade de manutenção, já que utiliza equipamentos produzidos no Brasil. Durante os primeiros meses de operação, uma equipe permanecerá monitorando o funcionamento das instalações, para analisar possíveis pontos de melhoria e realizar a manutenção, caso necessário.Após a conclusão dos estudos, o modelo de captação de água por meio de energia solar será disponibilizado para governos, instituições privadas e clientes particulares para que possa ser replicado e utilizado quando viável.
O projeto que tem o objetivo demonstrar a viabilidade técnica e econômica de sistemas de bombeamento compostos por equipamentos nacionais associados a módulos fotovoltaicos é um ação integrada do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e compõe o projeto que vem sendo desenvolvido há alguns meses pela Celpe em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a Secretaria de Recursos Hídricos e Energia do Governo do Estado (SRHE) e o Centro Brasileiro de Energia e Mudanças Climáticas (CBEM). Em todo o processo experimental, estão sendo aplicados cerca de R$ 900 mil.

quinta-feira, 20 de março de 2014

* Tecnologia promete acabar com os fios de eletricidade em casa


Imagine não ser obrigado a ficar parado junto à tomada esperando o celular carregar enquanto conversa com alguém, ou ter a liberdade de levar seu abajur a qualquer canto da casa sem se preocupar com a tomada. É o propõe a startup WiTricity, criadora de uma tecnologia capaz de garantir esse tipo de facilidade.
O produto em questão desenvolve um campo magnético no ambiente, espalhando a eletricidade que está ligada a uma fonte ressonadora: uma bobina de fio elétrico.
Quando outra bobina é colocada próxima àquela, cria-se o campo magnético e os aparelhos eletrônicos que entrarem nesse espaço passam a ser alimentados. Não há riscos às pessoas porque o campo é o mesmo utilizado por roteadores Wi-Fi.
Seria possível usar a tecnologia em celulares, laptops, tablets, controles de televisão (e na própria TV) e uma série de outras coisas comuns, como lâmpadas. Para isso, basta anexar uma bobina às baterias.
Outra possibilidade está no carros, que podem ser carregados dessa forma. Indo mais longe, dá para construir uma estrada cheia de ressonadores e assim os carros elétricos sequer precisariam de baterias, pois seriam alimentados conforme trafegam.

Via CNN e WGBH

* Nasa prevê que planeta está à beira do colapso

Setores como clima, energia e crescimento da população provocariam o fim da civilização, assim como ocorreu com o Império Romano



Crescimento previsto do consumo fará com que sejam necessários cinco planetas para abastecer a população
Foto: AFP

Crescimento previsto do consumo fará com que sejam necessários cinco planetas para abastecer a população AFP
Impérios como Roma e Mesopotâmia entre tantos outros, espalharam-se por territórios imensos, criaram culturas sofisticadas e instituições complexas que influenciaram cada aspecto do cotidiano de seus habitantes — até, séculos depois, e por diversas razões, sucumbirem. A civilização ocidental segue o mesmo caminho e está a um salto do abismo, segundo um estudo divulgado ontem pela Nasa. As raízes do colapso são o crescimento da população e as mudanças climáticas.
O estudo foi baseado em um modelo desenvolvido por um matemático da Universidade de Maryland. Safa Motesharrei analisou ciências ambientais e sociais e concluiu que a modernidade não vai livrar o homem do caos. Segundo ele, “o processo de ascensão-e-colapso é, na verdade, um ciclo recorrente encontrado em toda a História”.
“A queda do Império Romano, e também (entre outros) dos impérios Han, Máuria e Gupta, assim como tantos impérios mesopotâmios, são testemunhos do fato de que civilizações baseadas em uma cultura avançada, sofisticada, complexa e criativa também podem ser frágeis e inconstantes”, escreveu em seu estudo, financiado pelo Goddard Space Flight Center, da Nasa.
Motesharrei lista os ingredientes para o fim do mundo. O colapso pode vir da falta de controle de aspectos básicos que regem uma civilização, como a população, o clima, o estado das culturas agrícolas e a disponibilidade de água e energia. O Observatório da Nasa já constatou diversas vezes a multiplicação de eventos climáticos extremos, como o frio intenso do último inverno na América do Norte e o calor que, nos últimos meses, afligiu a Austrália e a América do Sul. Seus estragos paralisam setores vitais para o funcionamento da sociedade.
A economia também desempenha um papel importante. Quanto maior for a diferença entre ricos e pobres, maiores as chances de um desastre. Segundo a pesquisa, a desigualdade entre as classes sociais pauta o fim de impérios há mais de cinco mil anos.
Com o desenvolvimento tecnológico, agricultura e indústria registraram um aumento de produtividade nos últimos 200 anos. Ao mesmo tempo, porém, contribuíram para que a demanda crescesse de um modo quase incessante. Hoje, se todos adotassem o estilo de vida dos americanos, seriam necessários cinco planetas para atender as necessidades da população. Por isso, segundo Motesharrei e sua equipe, “achamos difícil evitar o colapso”.
A pesquisa da Nasa, no entanto, ressalta que o fim da civilização ainda pode ser evitado, desde que ela passe por grandes modificações. As principais são controlar a taxa de crescimento populacional e diminuir a dependência por recursos naturais — além disso, estes bens deveriam ser distribuídos de um modo mais igualitário.
No documento, a agência lida mais com análises teóricas. Outros estudos mostram como crises no clima ou em setores como o energético podem criar uma convulsão social.
Ignorância sobre o clima
Outra pesquisa, divulgada ontem pela Associação Americana para o Avanço da Ciência, faz uma espécie de cartilha para os principais debates sobre as mudanças climáticas.
Professor da Universidade da Califórnia, Mario Molina (vencedor do Nobel por ter descoberto a camada de ozônio) destaca que, devido às emissões de carbono, o clima é, hoje, mais imprevisível do que há milhões de anos. Molina alerta que os gases-estufa ficarão na atmosfera por mais de uma geração e que, por isso, é preciso tomar ações urgentes para reduz a emissão de gases-estufa.
Mesmo rodeado por fenômenos rigorosos, como nevascas e furacões, apenas 42% dos americanos acreditavam, em 2013, que a maioria dos cientistas estava convencido do aquecimento global. Molina ressalta que 97% da comunidade científica está certa da influência do homem. O relatório conclui que faltam informações básicas para a sociedade entender como é grave o momento atual.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

* Pernambuco terá energia renovável gerada a partir de esgoto

A parceria entre a Celpe e a Compesa tem como objetivo produzir, inicialmente, um sistema de geração de energia renovável com potência estimada em 200 kW


Na foto, a Estação de Tratamento de Esgoto no bairro do Cabanga / Foto: Guga Matos/JC Imagem

Na foto, a Estação de Tratamento de Esgoto no bairro do Cabanga

Foto: Guga Matos/JC Imagem

Dar destino para o lixo e o esgoto é um desafio para a administração de qualquer cidade grande. A Região Metropolitana do Recife, segundo o IBGE, produz 3.221 toneladas de lixo por dia e nem sempre o descarte é feito pelo caminho sustentável. A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) irá oferecer uma solução para transformar todo o lixo em energia limpa. A iniciativa tem como finalidade criar a tecnologia necessária para transformar resíduos sólidos e efluentes líquidos em biogás, que será utilizado na matriz energética brasileira.
Em parceria com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) será construído um sistema de geração de energia renovável com potência estimada em 200 kW, em uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). No total serão investidos mais de R$ 4,6 milhões na aquisição dos equipamentos, capacitação profissional, desenvolvimento da tecnologia, instalação e acompanhamento após implantação.
Inicialmente, a energia gerada pelo biogás será utilizada na própria unidade de tratamento ou, caso haja excedente, injetada na rede da Celpe. O percentual não consumido pelo cliente e destinado à rede da concessionária será revertido em crédito para o consumidor, como prevê a Resolução Normativa nº 482/2012, que trata sobre geração distribuída.
O projeto faz parte do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor Elétrico da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e conta com a parceria da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos do Governo do Estado (SRHE), e executado pela Universidade de Pernambuco (UPE), Centro de Gestão de Tecnologia e Inovação (CTGI) e as empresas B&G Pesquisa e Desenvolvimento em Sistemas Elétricos Ltda e Sustente Energias Sustentáveis Ltda.
Além de proporcionar a geração de energia limpa, o projeto em desenvolvimento pela Celpe ainda pode contribuir de forma decisiva para diminuir o déficit de tratamento de esgoto no País. “Vamos estudar uma tecnologia que possa ser aplicada em várias situações. Em paralelo à ETE, vamos procurar uma solução para os resíduos produzidos em supermercados, feiras, lixões, aterros, restaurantes e todos os locais onde exista a obra-prima para o biogás”, comenta o gestor de Meio Ambiente da Celpe, Thiago Caíres.
Por estimular a descentralização da produção energética, o projeto se enquadra na modalidade de geração distribuída de energia elétrica. Nos casos de clientes que aderem ao sistema de micro ou minigeração não há necessidade de construção de linhas de transmissão, uma vez que a energia é consumida no mesmo local em que é produzida, reduzindo consideravelmente os níveis de perdas técnicas inerentes ao transporte da energia elétrica.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

* Brasileiro inventor de "luz engarrafada" tem ideia espalhada pelo mundo

Alfredo Moser poderia ser considerado um Thomas Edison dos dias de hoje, já que sua invenção também está iluminando o mundo.
Em 2002, o mecânico da cidade mineira de Uberaba, que fica a 475 km da capital Belo Horizonte, teve o seu próprio momento de 'eureka' quando encontrou a solução para iluminar a própria casa num dia de corte de energia.
Para isso, ele utilizou nada mais do que garrafas plásticas pet com água e uma pequena quantidade de cloro.
Nos últimos dois anos, sua ideia já alcançou diversas partes do mundo e deve atingir a marca de 1 milhão de casas utilizando a 'luz engarrafada'.
Mas afinal, como a invenção funciona? A reposta é simples: pela refração da luz do sol numa garrafa de dois litros cheia d'água.
"Adicione duas tampas de cloro à água da garrafa para evitar que ela se torne verde (por causa da proliferação de algas). Quanto mais limpa a garrafa, melhor", explica Moser.
Moser protege o nariz e a boca com um pedaço de pano antes de fazer o buraco na telha com uma furadeira. De cima para baixo, ele então encaixa a garrafa cheia d'água.
"Você deve prender as garrafas com cola de resina para evitar vazamentos. Mesmo se chover, o telhado nunca vaza, nem uma gota", diz o inventor.
Outro detalhe é que a lâmpada funciona melhor se a tampa for encapada com fita preta.
"Um engenheiro veio e mediu a luz. Isso depende de quão forte é o sol, mas é entre 40 e 60 watts", afirma Moser.
BBC
O mecânico brasileiro Alfredo Moser e suas invenções com garrafas plásticas pet
O mecânico brasileiro Alfredo Moser e suas invenções com garrafas plásticas pet
APAGÕES
A inspiração para a "lâmpada de Moser" veio durante um período de frequentes apagões de energia que o país enfrentou em 2002. "O único lugar que tinha energia eram as fábricas, não as casas das pessoas", relembra.
Moser e seus amigos começaram a imaginar como fariam um sinal de alarme, no caso de uma emergência, caso não tivessem fósforos.
O chefe do inventor sugeriu na época utilizar uma garrafa de plástico cheia de água como lente para refletir a luz do sol em um monte de mato seco e assim provocar fogo.
A ideia ficou na mente de Moser que então começou a experimentar encher garrafas para fazer pequenos círculos de luz refletida.
Não demorou muito para que ele tivesse a ideia da lâmpada.
"Eu nunca fiz desenho algum da ideia".
"Essa é uma luz divina. Deus deu o sol para todos e luz para todos. Qualquer pessoa que usar essa luz economiza dinheiro. Você não leva choque e essa luz não lhe custa nem um centavo", ressalta Moser.
PELO MUNDO
O inventor já instalou as garrafas de luz na casa de vizinhos e até no supermercado do bairro.
Ainda que ele ganhe apenas alguns reais instalando as lâmpadas, é possível ver pela casa simples e pelo carro modelo 1974 que a invenção não o deixou rico. Apesar disso, Moser aparenta ter orgulho da própria ideia.
"Uma pessoa que eu conheço instalou as lâmpadas em casa e dentro de um mês economizou dinheiro suficiente para comprar itens essenciais para o filho que tinha acabado de nascer. Você pode imaginar?", comemora Moser.
Carmelinda, a esposa de Moser por 35 anos, diz que o marido sempre foi muito bom para fazer coisas em casa, até mesmo para construir camas e mesas de madeira de qualidade.
Mas parece que ela não é a única que admira o marido inventor.
Illac Angelo Diaz, diretor executivo da fundação de caridade MyShelter, nas Filipinas, parece ser outro fã.
A instituição MyShelter se especializou em construção alternativa, criando casas sustentáveis feitas de material reciclado, como bambu, pneus e papel.
Para levar à frente um dos projetos do MyShelter, com casas feitas totalmente com material reciclado, Diaz disse ter recebido "quantidades enormes de garrafas".
"Nós enchemos as garrafas com barro para criamos as paredes. Depois enchemos garrafas com água para fazermos as janelas", conta.
"Quando estávamos pensando em mais coisas para o projeto, alguém disse: 'Olha, alguém fez isso no Brasil. Alfredo Moser está colocando garrafas nos telhados'", relembra Diaz.
Seguindo o método de Moser, a entidade MyShelter começou a fazer lâmpadas em junho de 2011. A entidade agora treina pessoas para fazer e instalar as garrafas e assim ganharem uma pequena renda.
Nas Filipinas, onde um quarto da população vive abaixo da linha da pobreza (de acordo com a ONU, com menos de US$ 1 por dia) e a eletricidade é muito cara, a ideia deu tão certo, que as lâmpadas de Moser foram instaladas em 140 mil casas.
As luzes 'engarrafadas' também chegaram a outros 15 países, dentre eles Índia, Bangladesh, Tanzânia, Argentina e Fiji.
Diaz disse que atualmente pode-se encontrar as lâmadas de Moser e comunidades vivendo em ilhas remotas. "Eles afirmam que eles viram isso (a lâmpada) na casa do vizinho e gostaram da idéia".
Pessoas em áreas pobres também são capazes de produzir alimentos em pequenas hortas hidropônicas, utilizando a luz das garrafas para favorecer o crescimento das plantas.
Diaz estima que pelo menos um milhão de pessoas irão se beneficiar da ideia até o começo do próximo ano.
"Alfredo Moser mudou a vida de um enorme número de pessoas, acredito que para sempre", enfatiza o representante do MyShelter.
"Ganhando ou não o prêmio Nobel, nós queremos que ele saiba que um grande número de pessoas admiram o que ele está fazendo".
Mas será que Moser imagina que sua invenção ganharia tamanho impacto?
"Eu nunca imaginei isso, não", diz Moser emocionado.
"Me dá um calafrio no estômago só de pensar nisso".

sábado, 3 de agosto de 2013

* Maior parque eólico em alto mar do mundo é inaugurado


A estrutura da usina de energia eólica construída em pleno Mar do Norte será capaz de produzir eletricidade para quase 500 mil casas por ano


O Reino Unido inaugurou o maior parque eólico do mundo no início de junho no Mar do Norte, localizado no Oceano Atlântico. O London Array e suas 175 turbinas aerogeradoras ocupam uma área de 100 km², com capacidade instalada para gerar 3,6 gigawatts (GW), o bastante para abastecer quase meio milhão de casas por ano, podendo chegar a 18 GW nos próximos dez anos.
A usina eólica de tecnologia offshore (que permite instalar as plataformas em alto mar, afastadas da costa, diferente das convencionais) funciona desde abril. O projeto é de propriedade de uma empresa dinamarquesa, alemã e de Abu Dhabi, especialistas em métodos de geração de energia renovável. Neste recurso as turbinas aerogeradoras são fixadas a 30 metros de profundidade, de modo que não flutuem e as hélices não percam estabilidade.
O parque eólico ajudará a reduzir a emissão de 925 mil toneladas de gás carbônico, diminuindo a colaboração dos britânicos no aquecimento global. Além desta contribuição para a atmosfera, a instalação do parque eólico traz avanços socioeconômicos e tecnológicos para o Reino Unido.
Parque Eólico do Reino Unido
Foto: inhabitat
Para David Cameron, primeiro ministro britânico, que esteve presente na inauguração do parque, “o Reino Unido tem uma das melhores fontes de energia renovável da Europa, mas os ministros não estão fazendo o suficiente para desenvolver esse enorme potencial e criar milhares de novos empregos”, destacou o ministro em uma entrevista ao jornal The Guardian.
Agora o Reino Unido é considerado líder mundial da indústria eólica offshore. Entretanto, no ranking geral de energia eólica (tanto em mar quanto em terra), o país é o sexto colocado com cerca de 3% de participação mundial.
Em 2012, o estudo do Conselho Global de Energia Eólica revelou que mesmo em crise, o país obteve um bom desempenho, já que instalou mais 1,9 mil MW, que corresponder a 4,2% do crescimento mundial no setor no mesmo ano.
Para a Don Energy, uma das empreendedoras do parque eólico, o objetivo é criar outros projetos de parques semelhantes com tecnologia offshore que produzam energia eólica em torno de US$ 152 por megawatt-hora até 2020.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

* Céu ainda nublado para a energia solar

Em conferência promovida pelo ICH, ex-ministro da Ciência e Tecnologia Sérgio Rezende discute as possibilidades para o desenvolvimento da energia solar no país e a centralidade da implementação de políticas públicas de incentivo na área.

Por: Marcelo Garcia
Publicado em 25/07/2013 | Atualizado em 25/07/2013
Céu ainda nublado para a energia solar
Apesar do grande potencial do Brasil para explorar a energia solar, ainda há pouco investimento do governo nessa área. (foto: Attila ACS/ Flickr – CC BY-NC-SA 2.0)
Um país tropical, abençoado por Deus e rico em energia por natureza – e que, por isso mesmo, deveria fazer mais para aproveitar um de seus mais preciosos recursos naturais: a luz do Sol. Foi o que mostrou o físico da Universidade Federal de Pernambuco e ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, em conferência promovida pelo Instituto Ciência Hoje durante a 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Ao derrubar mitos sobre a geração desse tipo de energia, Rezende discutiu as possibilidades de exploração dessa fonte no Brasil e destacou que o avanço da área passa pela adoção de políticas públicas eficientes.
Embora a matriz energética brasileira seja bastante diversificada, cerca de 80% de nossa eletricidade é gerada em hidrelétricas. Na avaliação de Rezende, isso ajuda a explicar o pouco investimento do país na pesquisa de novas fontes de energia. Para se ter uma ideia, ocupamos apenas a 19ª colocação entre os maiores produtores de conhecimento nessa área – são 350 artigos publicados em 2012 contra quase 7 mil da China e mais de 3 mil dos Estados Unidos. “Parece que, por termos tantos recursos hidrelétricos, uma fonte de energia barata, não é preciso investir pesado em alternativas”, avaliou.
O Brasil ocupa apenas a 19ª colocação entre os maiores produtores de conhecimento na área de novas fontes de energia
É verdade que hoje temos três grandes projetos hidrelétricos em implementação: Jirau, Santo Antônio e Belo Monte – esta última se tornará a segunda maior hidrelétrica do país quando finalizada, produzindo 11 gigawatts de energia por ano. No entanto, Rezende argumentou que a demanda energética continuará crescendo e, depois dessas hidrelétricas, quase não haverá mais opções para empreendimentos semelhantes a custos baixos na Amazônia – e, em outras regiões, como o Nordeste, o limite do potencial hidrelétrico já foi atingido.
Nesse contexto, uma das fontes mais promissoras e que pode ganhar espaço na matriz brasileira é a solar. Os números apresentados por Rezende impressionam: no total, a demanda energética mundial é de 150 petawatts-hora (150 milhões de gigawatts-hora). E a energia total que chega à Terra vinda do Sol, em forma de ondas eletromagnéticas, é de 1,5 milhões de petawatts-hora – 10 mil vezes maior. Mesmo que 30% desse total sejam refletidos pela atmosfera e 25% consumidos em ciclos naturais (como o hidrológico, a fotossíntese e a geração de ventos, ondas e marés), quase 50% são simplesmente convertidos em calor – um enorme potencial ainda pouquíssimo explorado.

Explorando o inexplorado

Tecnologias para utilizar essa energia, no entanto, já existem. Uma delas é o sistema de energia solar por aquecimento, que pode ser usado, por exemplo, para aquecer água: ela passa por canos no alto de uma construção aquecidos pelo Sol e por um conjunto de espelhos que retém o calor, de modo similar ao que ocorre no efeito estufa. Outra opção são as torres de energia solar, que utilizam um conjunto de espelhos no solo para refletir a luz solar para um receptor no topo de uma torre. Esse receptor produz gás, que movimenta uma turbina e gera energia.
Mas talvez a maior esperança da geração de energia de base solar sejam as células fotovoltaicas. Feitas de silício, elas transformam a radiação do Sol em corrente elétrica, que pode ser armazenada em baterias para utilização em dias de tempo ruim e à noite. Rezende derrubou alguns mitos sobre essa tecnologia: que seria muito cara e pouco eficiente. “Os custos diretos são maiores, por exemplo, que os da hidrelétrica, mas vêm caindo bastante”, afirmou. “Sobre a eficiência, quando o primeiro painel solar foi criado, em 1975, tinha só 1% de eficiência, mas hoje já se consegue 44% em pesquisas.”
Painel solar
As células fotovoltaicas, que transformam a radiação do Sol em corrente elétrica que pode ser armazenada em baterias, são uma das grandes esperanças do Brasil na geração de energia de base solar. (foto: Wikimedia Commons/ Jsoler13 – CC BY-SA 3.0)
Segundo o ex-ministro, considerando a incidência solar e a eficiência de uma célula fotoelétrica normal utilizada hoje (cerca de 14%), seria possível produzir o equivalente a toda a energia gerada no Brasil cobrindo com painéis solares uma área correspondente a apenas 2,5% da área total de Pernambuco, por exemplo.

A política da energia

Para Rezende, o maior impeditivo para a energia solar é a falta de uma orientação política do governo. “Não temos energia solar porque não queremos, falta decisão política; muitos países europeus que não têm nossa irradiação solar incentivam os moradores a instalar o equipamento, subsidiam sua instalação, dão descontos pela economia”, ressaltou. “Por isso, o Brasil está apenas em 28º lugar na produção de energia solar no mundo, com 27 megawatts produzidos, mil vezes menos que a Alemanha, a primeira no ranking.”
Rezende: O maior impeditivo para a energia solar é a falta de uma orientação política do governo
O físico também destacou a possibilidade de utilizar medidas para atrair o investimento privado no setor, como foi feito com a energia eólica – que hoje conta com milhares de turbinas instaladas pelo Nordeste. “O crescimento da exploração da energia eólica aconteceu após o primeiro leilão desse tipo de energia realizado no país, em 2009, que tornou o mercado mais interessante para a iniciativa privada.”
Um importante passo nesse sentido seria baratear a instalação dos painéis solares, por meio do estímulo à produção nacional ou da criação de mais facilidades para a importação. “Em geral, os equipamentos precisam ser comprados de países como China, Japão, Alemanha e Estados Unidos, com altas taxas, que poderiam ser abrandadas”, avaliou. “Ou, considerando que o Brasil é um dos maiores produtores de silício do mundo, poderia haver um incentivo à produção nacional.” Ele lembrou que o país já teve uma empresa do ramo, na década de 1970, que faliu justamente pela falta de compradores e de incentivos públicos.

Sobre rodas elétricas

Rezende destacou ainda uma mudança no horizonte: a introdução em maior escala dos carros elétricos. Segundo o ex-ministro, apesar de ainda apresentarem algumas limitações, como o tempo de abastecimento mais longo, esses veículos já são uma realidade. “Eles têm muitas vantagens, como a eficiência de seus motores, que chega a 96%, contra cerca de 20% dos motores tradicionais”, analisou. “E o ideal é que sejam associados com fontes de energia 'limpas' como a solar; poderíamos ter, por exemplo, estacionamentos cobertos por painéis solares, onde o carro pudesse ser recarregado com a eletricidade produzida; seria um sistema muito sustentável”, cogitou.

Marcelo Garcia
Ciência Hoje On-line

quinta-feira, 18 de julho de 2013

* Cerca de 8,5 milhões de pessoas na Alemanha já estão usando a energia solar

Uma em cada dez pessoas na Alemanha já usa energia solar

Freibourg na Alemanha é totalmente abastecida por Energia Solar Fotovoltaica
Cerca de 8,5 milhões de pessoas na Alemanha já estão usando a energia solar para gerar eletricidade ou calor
A Alemanha é líder em soluções e eficiência quando se trata de energia solar. Em um país que possui menos da metade da insolação do Brasil, uma em cada dez pessoas já usam a energia solar fotovoltaica para gerar eletricidade ou calor e a cada ano esse número de adeptos aumenta. Já são 8,5 milhões de pessoas que vivem em edifícios e casas com sistemas de energia solar segundo o Solar Industry Association (BSW-Solar). O uso ativo dessa fonte proporciona uma maior independência para a população que não fica a mercê do aumento dos preços da energia e evita grandes quantidades de dióxido de carbono liberados no meio ambiente anualmente.
Nos últimos dois anos, a energia solar tem desempenhado o papel de liderança entre todas as outras fontes de energia. Nos últimos cinco anos quase dobrou o número de pessoas que vivem em edificações alimentadas com calor ou eletricidade solar. As pessoas estão tomando a iniciativa de geração própria investindo na tecnologia e abastecimento de suas casas e empresas com energia solar forçando os políticos a avançarem no incentivo do uso da fonte com facilidades e benefícios.
A maior feira de energia solar do mundo que acontece anualmente no país, a Intersolar Europe, em 2013 reuniu mais de 1.300 empresas de todo o mundo que apresentaram novos produtos e soluções de sistemas. O foco, além de componentes solares cada vez mais eficientes e baratos, é particularmente em soluções tecnológicas para sistemas de armazenamento e na gestão inteligente da energia solar. Um número crescente de proprietários e empresários querem utilizar a energia solar que produzem independente da hora e condições meteorológicas e é por isso que há um alto nível de interessados em sistemas de armazenamento de baterias solares.
A energia solar fotovoltaica já cobre 5% da demanda de eletricidade na Alemanha e as indústrias do setor estabeleceram a meta de aumentar a produção fotovoltaica no país para 10% até 2020 e, para 20% até 2030! Objetivo bastante audacioso mas que pelo crescente uso dos painéis fotovoltaicos por empresas e cidadãos alemães parece claramente viável.
Um mercado interno forte é indispensável para que a indústria de energia solar seja bem sucedida. Políticos devem, portanto, assegurar que as fontes de energia renováveis constituam o núcleo do sistema de abastecimento de energia do país e que a sua rápida expansão mais uma vez seja prioridade para que cidadãos e empresas que invistam na energia solar tenham a segurança de um investimento sólido. Desde 1 de Maio de 2013, os sistemas de armazenamento de energia solar na Alemanha recebem o apoio de um novo programa do grupo bancário KfW para financiamento.
Energia Solar Fotovoltaica em Freibourg na Alemanha
Em Freibourg (foto acima) uma cidade devastada por bombas na segunda guerra mundial é hoje umadas cidades mais “verdes” do mundo onde, não são permitidos carros no centro da cidade, o bonde é a alternativa limpa. Cada casa produz mais energia do que consome, graças ao seu teto solar. Cada casa recolhe a sua própria água da chuva e é equipado com três caixas de gestão de resíduos. A cidade mais abrangente de Freiourg recicla mais de 1 milhão de rolhas por ano, que são processados ​​em "recykork", um material de isolamento eco-friendly. Além disso, a produção de energia renovável é incentivado por créditos fiscais do governo federal e subsídios de entidades regionais. Além disso, em 2009 os próprios cidadãos investiu mais de 6 milhões de euros em nove moinhos de vento, 8 matrizes fotovoltaicas e uma usina hidrelétrica.
Hoje, outros países estão reconhecendo o fato de que não há alternativa tão rápida e sustentável para expansão da matriz alternativa energética como a energia solar.
Energia Solar Fotovoltaica em Freibourg na Alemanha
No Brasil, os defensores da energia renovável já podem expressar o seu apoio para a expansão dessas fontes como acontece na Alemanha. A Energia Pura Empreendimentos disponibiliza os equipamentos mais eficientes disponíveis no mercado mundial para Sistemas de Microgeração Solar Fotovoltaica, além de Eólica, para casas e negócios. Atuando desde 1993 como uma das empresas pioneiras no segmento no país já atendemos clientes como o banco HSBC, VALE, Caixa Econômica, Ipiranga, Eurofarma, Mormaii, entre outros projetos que podem ser conferidos no link https://www.energiapura.com/projetos.
As fontes de energia renováveis beneficiam a sociedade e sua rápida expansão deve continuar a ser uma alta prioridade aqui e no mundo.

* Mude para o consumo de energia limpa!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

* Energia mais suja e cara

Entre 2005 e 2010 houve uma enorme mudança no padrão de emissões de gases de efeito estufa no Brasil.  Dados divulgados em junho pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, mostram que as emissões totais de GEE do Brasil caíram 38,7% resultado formidável e explicado pela queda de mais de 70% das emissões oriundas de desmatamento. Por outro lado, as emissões dos demais setores cresceram  quase 12% puxados principalmente pelo setor de energia que aumentou em 21,4% as emissões.

O setor de energia que representava 16% das emissões em 2005, em 2010 atingiu 32%. Desde então a situação só se agravou. As termoelétricas convencionais (diesel, carvão, gás) que deveriam ser utilizadas apenas como energia de reserva, ligada em situações esporádicas (em geral até 30 dias por ano) estão ligadas continuamente desde meados de 2012.

O Ministro de Minas e Energia acaba de anunciar o desligamento de parte destas termoelétricas a partir de julho. Para além dos enormes custos que ocasionaram (cerca de R$ 1,4 bilhão por mês) tiveram enorme impacto nas emissões de GEE.

Em 2011 as emissões geradas para produzir energia elétrica no Sistema Integrado Nacional foi de 14,8 milhões de tCO2 (o equivalente a emissão de 14 milhões de carros populares rodando com gasolina). Em 2012 estas emissões ultrapassaram 34 milhões de tCO2, ou seja, um aumento de 130%. Apenas nos seis primeiros meses de 2013 as emissões já superam 28 milhões de tCO2.

Neste contexto, é um paradoxo a decisão da Empresa de Planeamento Energético e do MME realizar um leilão exclusivo para energia de termoelétricas, com destaque para o carvão mineral, a fonte mais poluente.  A lógica é de trocar a geração de reserva por geração de base, continua, com vistas a redução de custos. Assim, o que antes era um aumento circunstancial das emissões se tornará um fato consumado e sedimentado para os próximos anos, tornando mais poluente nossa matriz energética no momento em que o planeta precisa de energia mais limpa.

Enquanto isso desperdiçamos cerca de 2 GWh de potencial de produção Eólica (já instalados e prontos para operar) e outros 4 GWh de cogeração com bagaço de cana por falta de linhas de transmissão e entraves burocráticos.  Se tivessem sendo aproveitadas estaríamos evitando mais de 50% das emissões das termoelétricas ligadas nos últimos meses.

Ainda  é tempo de rever o leilão de termoelétricas marcado para agosto e recolocar o Brasil no trilho de uma matriz energética mais limpa.

Engenheiro florestal, consultor e empreendedor social em sustentabilidade, floresta e clima. Foi Diretor Geral do Serviço Florestal Brasileiro e Diretor Executivo do Imaflora.
Publicado em O GLOBO em 10/07/2013

sábado, 7 de fevereiro de 2009

* Recorde na obtenção de energia solar com células fotovoltáicas!


A cada dia que se passa mais avançam as pesquisas relativas ao desenvolvimento da energia solar. Na verdade, podemos dizer que a tecnologia para a geração de energia elétrica pela luz do sol já está plenamente dominada, o que se persegue agora é encontrar os materiais que proporcionem a melhor relação custo/benefício, obtendo a melhor performance a um custo mais acessível. Vejam a notícia:
Uma equipe de cientistas europeus que integram o projeto
Fullspectrum criou um tipo de células solares fotovoltaicas multijunção (compostas por diferentes materiais) que permitem converter 39,7% da energia solar em eletricidade, contra os atuais 17% dos painéis fotovoltaicos convencionais de primeira geração em silício cristalino e policristalino.
Esta eficiência nunca antes alcançada é significativamente superior, mesmo em relação aos painéis de segunda geração, que empregam a tecnologia de filmes finos (já fabricados em Portugal), que são capazes de transformar 31% da energia solar.
Um dos grandes entraves à propagação em larga escala da energia solar é o custo elevado da produção de eletricidade, em consequência do pesado investimento inicial nos painéis. Tendo em conta essa situação, os centros de pesquisa e os fabricantes do setor estão empenhados em baixar os custos na produção e em elevar o patamar de eficiência das células solares.
Com o apoio da
Comissão Européia, coordenação do Instituto de Energia Solar da Universidade Politécnica de Madrid, com uma dotação orçamentária de quase 15 milhões de euros, o Fullspectrum, é um projeto que tem o objetivo de aproveitar todo o espectro solar para produzir eletricidade.
Abrange 19 centros de pesquisa e instituições européias de sete Estados-membros (Portugal não faz parte) mais a Suíça e Rússia.
Já foram investidos mais de 100 milhões de euros em pesquisa na área da energia fotovoltaica desde 2002 pela União Européia que tem o objetivo de que a contribuição das células fotovoltaicas na matriz energética passe dos atuais 3% para 12% do total em 2020. Para tal é necessário um crescimento anual de 40% na capacidade de produção européia neste domínio.