terça-feira, 8 de abril de 2014

* Experiência para tentar reverter o aquecimento global pode resultar em catástrofe

Empresário norte-americano decide jogar 100 toneladas de sulfato de ferro no Oceano Pacífico e provoca o surgimento de uma mancha de fitoplâncton com 10 mil km²




O aquecimento global é causado pelo excesso de CO2 na atmosfera. Parte desse gás é absorvido pelo fitoplâncton, um conjunto de plantas e algas que vive no mar e faz fotossíntese, ou seja, se alimenta de CO2 e luz. Se você aumentar a quantidade de fitoplâncton nos oceanos, em tese ele irá sugar mais CO2 e ajudará a combater o aquecimento global. O empresário americano Russ George resolveu testar essa ideia por conta própria: e jogou 100 toneladas de sulfato de ferro no Oceano Pacífico.As algas adoram ferro (porque ele é necessário à fotossíntese), e a ação provocou o surgimento de uma mancha de fitoplâncton com 10 mil km² - seis vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Mas isso gerou protestos na comunidade científica. Tudo porque o supercrescimento de algas pode afetar o ecossistema marinho, levando à extinção de espécies, e gerar efeito oposto ao planejado.
"Se você ficar jogando ferro no mar, pode haver desequilíbrios com outros elementos. E essas microalgas podem liberar dimetil sulfeto e outros aerossóis que podem contribuir para o aquecimento global", diz Frederico Brandini, do Instituto de Oceanografia da USP. Por tudo isso, e como a técnica viola uma convenção de biossegurança da ONU, alguns pesquisadores classificaram a ação de Russ George como um ato de terrorismo ambiental. Procurado pela SUPER, ele não quis dar entrevista. Apenas enviou uma nota dizendo que a ação é "segura" e "a imprensa internacional é muito ignorante".

* Contra veneno de cobra

Poderoso antídoto para lesões causadas pela mordida de algumas serpentes do Centro-oeste brasileiro é encontrado na casca do ipê-amarelo nativo do Pantanal. A descoberta confirma uma antiga tradição do interior.
Por: Henrique Kugler
Contra veneno de cobra
A temida jararaca (‘Bothrops jararaca’) habita uma área que vai da Bahia até o Rio Grande do Sul, chegando também ao Paraguai e à Argentina. (foto: Fernando Tatagiba/ Wikimedia Commons – CC BY 3.0)
Jararaca (Bothrops jararaca), boca-de-sapo (Bothrops neuwiedi) e caiçaca (Bothrops moojeni) são temidas serpentes do centro-oeste brasileiro. Venenosas, suas mordidas podem arruinar muitas vidas. Ainda que nem sempre levem um ser humano à morte, costumam causar graves estragos no corpo das vítimas – severas inflamações, edemas, hemorragias... E até necrose dos tecidos no local onde foi inoculado o veneno. Não são raros os casos de amputação decorrentes desses impiedosos ataques.
Mas já dizia uma música do violeiro paulista Renato Teixeira: “As plantinhas do mato / Curam caxumba / Quebranto e lumbago / Veneno de cobra / Bronquite, pigarro”.
Parece ser esse o caso. Estudos da farmacologista Mônica Kadri, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), confirmaram que uma ‘plantinha’ guarda poderoso antídoto contra lesões causadas pelo veneno de algumas serpentes. Estamos falando do ipê-amarelo (Tabebuia aurea) nativo do Pantanal.
Ipê-amarelo
O ipê-amarelo (‘Tabebuia aurea’) é encontrado em diversas regiões do Brasil. Mas, até onde se sabe, é somente nos espécimes do Pantanal que existe o antídoto para o veneno de serpentes. (foto: Wikimedia Commons/ J.M.Garg – CC BY 3.0)
O segredo já é velho conhecido dos pantaneiros. Para amenizar os efeitos da mordida das temíveis cobras da região, eles usam há gerações a casca desse tipo de ipê.
“Na região do Pantanal, antes de sair para o campo a trabalho, muitos ribeirinhos mascam a casca do ipê-amarelo, tomam infusões feitas com ela ou fazem garrafadas com a planta”, conta a pesquisadora da UFMS.
Para a ‘garrafada’, eles pegam a casca da árvore e colocam-na em uma solução alcoólica – que muitas vezes é pinga. Ingerida a poção, estarão prontos para enfrentar o dia. “Assim, se a cobra picar, o estrago não é tão grande”, garantem os pantaneiros.

A ciência e a tradição pantaneira

Diante dos relatos, a equipe da UFMS resolveu testar a premissa. “Após três anos de testes laboratoriais com camundongos, confirmamos que o extrato da casca do ipê-amarelo do Pantanal tem, de fato, propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes contra o veneno de serpentes como a jararaca, a boca-de-sapo e a caiçaca”, diz Kadri, que não analisou ipês de outras regiões. “Os resultados foram muito promissores.”
O antídoto do ipê-amarelo não substitui o tratamento convencional à base de soro antiofídico
Testes apontaram para uma melhora significativa dos animais tratados com o composto. “Notamos diminuição dos quadros de inflamação, edema e hemorragia”, conta a pesquisadora. Segundo ela, substâncias da classe química dos iridoides são as prováveis responsáveis pelo poder do antídoto. “Devemos agora fazer ensaios com o produto isolado.”
Mas o antídoto do ipê-amarelo não substitui o tratamento convencional à base de soro antiofídico. “Uma mordida de jararaca pode matar não porque lesiona os tecidos do local atingido; mas sim porque seu veneno é hipotensor, isto é, pode levar a pressão sanguínea da vítima a zero”, explica Kadri. O soro evita esse quadro. Mas não impede lesão nos tecidos – efeito que pode ser diminuído pelo antídoto do ipê-amarelo. É o antídoto que poderá evitar, por exemplo, a amputação de um membro.
Cobra boca-de-sapo
Cobra boca-de-sapo (‘Bothrops neuwiedi’). As serpentes do gênero ‘Bothrops’ são responsáveis por mais de 80% dos casos de acidentes ofídicos no Brasil. (foto: Wikimedia Commons/ Daderot – CC0 1.0)
O processo de extração do antídoto já está sendo patenteado. Mas ainda não há previsões para comercialização do produto. Em geral, pesquisas desse tipo levam no mínimo uma década – é o tempo necessário para que pesquisadores realizem testes de toxicologia, por exemplo, exigidos antes que a substância possa ser testada em humanos.
O grupo da UFMS dedicará os próximos três anos de trabalho à detecção de possíveis efeitos tóxicos do antídoto para o organismo. No melhor dos cenários, testes clínicos deverão ser iniciados a partir de 2017.

Cuidado com a cobra

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, as serpentes do gênero Bothrops são responsáveis por mais de 80% dos acidentes ofídicos – ou, em linguagem popular, mordidas de cobra. A maioria dos casos é registrada em estados do Centro-oeste.
Acidentes em áreas rurais são bastante comuns. Mas em áreas urbanas eles têm se tornado cada vez mais frequentes também. Com a redução da área dos ecossistemas naturais que abrigam as cobras, elas acabam buscando outros lugares para viver e vão parar nas cidades – onde a abundância de ratos, por exemplo, é um prato cheio para garantir sua sobrevivência.

* as doenças mais comuns de cada raça de cachorro

Os cães se parecem cada vez menos com seu ancestral, o lobo. Como isso aconteceu? Com a busca por raças "puras": para fixar características desejáveis em pouco tempo, basta cruzar mãe com filhote ou irmão com irmã. É aí que mora o perigo. Quanto maior o grau de parentesco, menor a variação genética e cresce o risco de doenças. Veja aqui as mais comuns de cada raça.

por Karin Hueck, Jorge Oliveira, Eduardo Sklarz, Eber Evangelista e Luiz Iria
1. São-bernardo
Esse gigante é afetado pela dilatação gástrica. Nela, o estômago se estende devido ao acúmulo de gases. Pode se dilatar tanto que faz uma torção sobre si mesmo, prejudicando o suprimento de sangue e alimento para os órgãos do sistema digestivo.

2. Dobermann
Nessa raça, os ventrículos do coração se dilatam e o músculo cardíaco enfraquece na hora de contrair e bombear o sangue. Isso leva a insuficiência cardíaca e acúmulo de líquido no pulmão. A doença afeta até 40% dos dobermanns com mais de oito anos.

3. Buldogue inglês


O macho é pesado e compacto. Já a fêmea tem uma pelve estreita e fina, o que torna o acasalamento uma missão quase impossível. Muitas crias só são viáveis via inseminação artificial: e a maioria dos partos é feita por cesárea, já que a cabeça do feto é muito grande.

4. Pug

Como seu focinho foi selecionado para ser muito curto, o ar não tem tempo de resfriar antes de chegar aos pulmões. Isso provoca o aumento da temperatura corporal. Quando o cão faz atividades físicas intensas em dias muito quentes, a crise pode ser fatal.

Aproximadamente 10 mil pugs registrados no Reino Unido viriam de uma linhagem de apenas 50 indivíduos.


5. Golden Retriever


Como acontece com muitos cães grandes, a cabeça do fêmur não se encaixa bem na bacia. O problema, a displasia coxofemoral, prejudica a mobilidade das patas traseiras. Também é comum o desgaste da articulação do cotovelo.

6. Pastor Alemão


Os pastores que competem em exposições têm a anca mais baixa que a cernelha (ponto mais alto das costas). Por isso, sofrem problemas nas articulações e perdem a coordenação nas patas traseiras, que se abrem como se fossem de um sapo.

7. Chihuahua


A pequena estatura está associada à hidrocefalia - o aumento dos fluidos no cérebro. O volume elevado aumenta a pressão no cérebro. Em alguns casos, a pressão pode causar dor, perda das funções cerebrais e morte.

8. Dálmata
É a raça mais atingida por surdez. Até 30% dos dálmatas ficam surdos de um ouvido e 10% de ambos. E dá para prever quem será afetado: quanto maior a extensão da cor branca, maior a probabilidade de perder a audição.

9. Basset hound
Os germes aproveitam suas longas orelhas para entrar no canal auditivo e causar inflamações. Além disso, o macho sofre: como é baixinho, comprido e pesado, não consegue montar a fêmea - e precisa de uma mãozinha do dono.

10. Lulu da Pomerânia


O lulu é o campeão em deslocamento de patela (a rótula). Cerca de 40% dos cães têm uma patela que vive saindo do lugar, o que provoca dor e artrite. Também é comum a degeneração progressiva da retina, que leva à cegueira.

Outras curiosidades
* 400 são as raças de cachorros que existem - todas originadas do lobo
* Há 300 doenças genéticas causadas por cruzamentos forçados.
* 90% dos collies sofrem de uma anomalía nos olhos que envolve o nervo óptico e a retina.
* 55% dos rottweilers sofrem de displasia no cotovelo, que deixa as juntas inchadas e pode deixar o animal manco.
* 34% dos beagles sofrem de inflamações nas artérias coronárias.
De acordo com uma pesquisa da Churchill Insurance, seguradora inglesa, esse é o custo anual com veterinários e remédios.

Vira-lata - R$ 1 200
Labrador - R$ 1 550
Rottweiler - R$ 2 400
Bulldogue - R$ 3 700
Dogue alemão - R$ 5 300





Fontes Evander Bueno, médico veterinário especializado em neurologia comportamental; Canine Inherited Disorders Database; Inherited diseases in dogs; Cambridge University; Pedigree Dogs Exposed, documentário dirigido por Jemima Harrison; Universities Federation of Animal Welfare; Canine Health Information Center; Orthopedic Foundation for Animals.
Imagens: Getty Images/Wikimedia Commons/Domínio Público

* Cientistas criam corpo humano artificial para acabar com testes em animais


A equipe de Rashi Iyer, do Laboratório Nacional de Los Álamos, nos Estados Unidos, está a desenvolver um corpo humano artificial, feito propositadamente para realizar testes de toxinas que, actualmente, são feitos em animais.
O projecto da iniciativa  Athena – “Advanced Tissue-engineered Human Ectypal Network Analyzer” (Reprodução de Tecido Humano Avançado em Rede de Análise) – é composto por um fígado sintético, coração, pulmão e um rim (ver foto abaixo), que têm aproximadamente o tamanho de um ecrã de smartphone e funcionam como os órgãos humanos.
No futuro, os cientistas querem que o corpo seja mais completo e que exista, inclusive, uma conexão entre vasos sanguíneos e revestimento de tecidos orgânicos, como se fosse uma pessoa real.
O objectivo é ter um pulmão que respire, um coração que bombeei, um fígado que metabolize e um rim que excrete — tudo isso ligado a uma estrutura de tubos semelhante a vasos sanguíneos que ligam os órgãos.
O uso de sistemas que simulam órgãos e reacções químicas por chips já é utilizado para imitar órgãos individuais, mas a diferença é que este projecto liga as suas criações sintéticas e, assim, é possível ver como alguns medicamentos afectam o nosso organismo como um todo – e não fazer apenas testes para regiões específicas do corpo.
O objectivo principal do projecto passa por salvar animais de testes farmacêuticos.
Foto:  mrbichel / Creative Commons
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segunda-feira, 7 de abril de 2014

* Diamantes podem ser a chave para computadores super potentes no futuro


Quando parecia que as descobertas sobre transmissão de dados já haviam alcançado seu potencial máximo, um grupo de cientistas apresentou uma nova possibilidade: a passagem de informação através de fios de diamante. Os pesquisadores da Universidade Estatal de Ohio constataram que elétrons fluem de maneira surpreendente a partir do minério, movimentando-se de uma forma bastante diferente do convencional. 
O movimento da informação transmitida entre fios e cabos eletrônicos é conhecido como “spin”, semelhante a uma “onda” na torcida de um estádio de futebol. Como o spin do diamante acontece de maneira mais eficiente do que na maioria dos metais testados até agora, espera-se que, em pouco tempo, possamos ter uma geração de computadores mais rápidos e potentes do que os atuais.
Entre outras vantagens, o diamante é mais duro, transparente, eletricamente isolante, não poluente, altamente resistente e não retém calor. Todas essas características colocam o precioso cristal na categoria dos reis dos condutores. Diante da nova possibilidade, muitos se preocupam com o tamanho do investimento para trabalhar com material tão nobre, mas o diretor da pesquisa publicada na revista Nature Nanotechnology, Chris Hammel, afirmou que o diamante em questão seria um sintético, com as mesmas características encontradas no natural, mas de custo muito inferior.
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* Suco de uva integral do Brasil é o melhor do mundo

Bebida brasileira tem diversos benefícios ao organismo, do cérebro à redução de gordura. Produto do Vale do São Francisco tem a maior concentração de antioxidantes


Bebida integral tem indicação no rótulo / Divulgação/Terra Sol

Bebida integral tem indicação no rótulo

Divulgação/Terra Sol

Uma coisa que poucos sabem: o suco puro de uva, 100% integral, sem aditivos químicos, é exclusividade do Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), além de concentrar sais minerais, antioxidantes e outros nutrientes, a bebida também atua na redução da gordura. Essas e outras vantagens estão empurrando as vendas do produto, que cresceram 43% somente no ano passado. 
A bebida não deve ser confundida com seus congêneres menos valorosos (néctar, suco em pó, refrigerante, etc). As propriedades do suco são obtidas a partir dos bioativos naturais da fruta, enriquecidos no processo de fabricação: o líquido é aquecido, aumentando as trocas químicas entre casca, polpa e sementes. Essa troca libera mais polifenóis, as grandes estrelas dos derivados da uva, que ficaram mais conhecidas através dos vinhos. Mas as propriedades benéficas ao organismo são vastas: nove minerais, alto teor de vitamina C, fibras, efeitos anti-inflamatório, melhoria cognitiva e da memória, inibição da formação de coágulos (trombos), entre outros. 
Segundo a doutora em biomedicina Caroline Dani, que desenvolve pesquisas com o produto desde 2004, um teste recente feito com 30 ratos submetidos a uma dieta hiperlipídica provou seu papel ativo na redução da gordura corporal. Os animais foram divididos em dois grupos e aqueles que não ingeriram suco de uva integral engordaram mais e tiveram aumento de pressão arterial. “Isso ocorre porque o suco de uva aumenta o metabolismo, impedindo o acúmulo de gordura”, explica. A dosagem diária recomendada pela especialista é de 7 ul por grama de peso, o que dá cerca de 7 ml para cada quilo. “Para as crianças de 10 kg seria mais ou menos 70 ml; e adultos de 70 kg, o equivalente a 400 ml”, esclarece. No caso de diabéticos, pode haver restrições devido ao açúcar natural da fruta. 
DO SERTÃO - Se suco de uva integral é bom, o que vem do Vale do São Francisco é ainda melhor, como defende o doutor em engenharia de alimentos e professor do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE), Marcos dos Santos Lima. O Vale tem uma vantagem importante sobre as demais áreas produtoras: duas safras por ano, devido ao clima ensolarado do Tropical Semiárido e a irrigação constante. Lima explica que essas características influenciam na composição química da uva. “Os sucos do Vale do São Francisco apresentam maiores concentrações de compostos bioativos, como procianidinas e trans-resveratrol, do que em sucos de outras regiões mundiais”, detalha o pesquisador. 
Versatilidade no uso é um trunfo
Nas prateleiras dos supermercados, padarias e delicatessens, o suco de uva integral não é um item com preço popular. Garrafas de 300 ml podem custar de R$ 5 a R$ 7 e as de 1 litro podem chegar a quase R$ 17, embora rótulos pernambucanos como o Terra Sol sejam encontrados a R$ 9,50.
O valor é explicado pelo custo de produção. O processo de fabricação da bebida, especialmente sem aditivos químicos, ainda é caro, agravado pelo fato de não haver embalagens mais em conta além do vidro. Há, também, o dificultador da logística, que aumenta o custo do frete da bebida que vem da região Sul para cá. E mesmo quando não há tanta distância, como é o caso de Petrolina e demais cidades do Vale do São Francisco, o custo dos insumos acaba pesando no valor de venda. 
Entre as alternativas à bebida estão o consumo in natura e o suco feito em casa, tanto a partir da polpa congelada quanto da fruta, dos quais é possível obter parte dos bioativos da uva. Mas, nestes casos, além de o consumo ter que ser imediato, o resultado é mais pobre do que o produto fabricado nas vinícolas, uma vez que este envolve aquecimento, o que aumenta as trocas químicas entre a casca, a polpa e as sementes. “Não existem estudos científicos que comprovem a perda ou não de nutrientes no suco feito em casa com a uva. O que de fato pode trazer preocupação é a conservação, pois existe uma chance de fermentação caso não seja bem pasteurizado. Quanto às sementes, o maior cuidado está em não esmagá-las”, explica a doutora Caroline Dani. No caso do derivado a partir da polpa congeladas, também há perda de polifenóis, devido ao congelamento. 
Já os que aderirem ao suco de uva integral podem contar com outras formas de consumo. A sommelière da Vinícola Salton, Monica Coletti, diz que é possível fazer inúmeras receitas, compondo drinques sem álcool ou em preparações alcoólicas. “Por seu sabor forte, mais intenso, as pessoas também adicionam um pouco de água ou algumas pedras de gelo, mas isso não diminui os benefícios”, destaca. A chef de gastronomia na Salton, Idana Spassini, acrescenta que o suco de uva pode entrar no preparo de sobremesas, incluindo caldas doces e sorvetes. “Dependendo da receita, também pode ser utilizado em pratos salgados, em molhos para carnes vermelhas”, complementa Idana.
Independentemente da origem, cada vez mais consumidores aderem ao suco de uva. Segundo dados do Ibravin, em 2013 a produção aumentou 43,6% somente no Rio Grande do Sul, principal polo produtor do País, chegando a 72 milhões de litros. No Vale do São Francisco, o volume ainda é pequeno e não passa dos 300 mil litros anuais, mas deve triplicar nos próximos anos. Para continuar impulsionando esse mercado, o Ibravin desenvolveu a campanha Suco de uva 100% do Brasil para divulgar os benefícios da bebida. 

domingo, 6 de abril de 2014

* Eduardo Campos prometeu Projeto Cultural e não cumpriu

Em 2009 o ministro da Cultura, Juca Ferreira, recebeu das mãos do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ontem, em Brasília, os projetos para transformação da Fábrica Tacaruna na Estação Central da Cultura Pernambucana e construção de um memorial para Luiz Gonzaga.
Mas o grande projeto cultural não foi levado avante. E antes de deixar o cargo de Governador para se dedicar a campanha eleitoral para Presidente da República, o Governador Eduardo Campos doou a Fábrica Tacaruna para a a multinacional FIAT Chrysler para implantar lá um Centro de Pesquisa, Desenvolvimento, Inovação e Engenharia Automotiva daquela fábrica de automóveis. 
Movimento Cultural Pernambucano foi escanteado e dada prioridade a um acordo com uma multinacional.

Vejam as notícias publicadas na imprensa pernambucana:

Sobre o Projeto Cultural, a notícia está registrada no site do Governo do Estado de Pernambuco:


17 de agosto de 2009

Fábrica Tacaruna será centro de cultura e cidadania

A idéia é oferecer atividades nas áreas de cidadania, cultura e tecnologia para retirar das ruas centenas de jovens, dando-lhes um ofício e possibilidades de um futuro. O projeto dialoga com o Pacto pela Vida.

As intalações da antiga Fábrica Tacaruna ganham um destino definitivo. A proposta discutida entre o governador Eduardo Campos e o ministro da Cultura, Juca Ferreira deve transformar o espaço na Estação Central da Cultura Pernambucana em um centro de cidadania e de formação cultural para estudantes da rede pública.
Confira a matéria publicada dia 15/08 pelo Jornal do Commercio, na íntegra:
Tacaruna deve ganhar memorial de Gonzagão
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, recebeu das mãos do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ontem, em Brasília, os projetos para transformação da Fábrica Tacaruna na Estação Central da Cultura Pernambucana e construção de um memorial para Luiz Gonzaga. Participaram do encontro o secretário de Juventude e Emprego, Pedro Mendes, e a presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo.
A Estação Cultural do Tacaruna vai abrigar o espaço do Centro de Cidadania Padre Henrique, ligado à Secretaria de Juventude e Emprego, que ocupará o prédio central da fábrica. O espaço terá três cinemas, três teatros, museu virtual, espaço para gravação e edição de música, filme e vídeo em formato digital, uma escola integral e um centro de cidadania e formação cultural.
O orçamento do projeto é R$ 45 milhões, com recursos já garantidos pelo Governo Federal através do Programa Nacional de Segurança com Cidadania, Pronasci. Do valor total, R$ 10 milhões devem ser liberados ainda este ano e os R$ 35 milhões restantes em 2010. “A Estação Cultural dialoga com duas potencialidades de Pernambuco: a cultura e a tecnologia. Através delas, vamos tirar das ruas centenas de jovens, dar-lhes um ofício e proporcionar-lhes um futuro. Esta é uma das melhores maneiras de combater a violência”, disse Eduardo Campos, explicando que o projeto dialoga com o programa estadual Pacto pela Vida.
O memorial de Gonzagão, que será construído num espaço anexo, segundo Luciana Azevedo, foi idealizado nos moldes do Museu da Língua Portuguesa. Estão previstos um Pavilhão do Baião, um museu e salas de exibição que vão dispor de equipamentos audiovisuais, permitindo a interação com a obra do artista.
“O pavilhão será dedicado a uma programação de shows de bandas e músicos que bebem na fonte de Luiz Gonzaga. Teremos apresentações de grupos populares e de outros que fazem releituras da obra do mestre. As outras salas permitirão ao público, através de recursos interativos e multimidiáticos, conhecer mais sobre o legado deixado pelo Rei do Baião”, comentou a presidente da Fundarpe.
Luciana diz que a proposta é criar uma nova rede integrada de equipamentos culturais capazes de dinamizar a divulgação e a produção cultural do Estado, do cais ao Sertão. A Fundarpe planeja conectar o novo equipamento cultural ao Parque Aza Branca, em Exu. “Neste momento, desenvolvemos ações de catalogação do acervo, das obras de Luiz Gonzaga e dos imóveis do parque. Também incluímos Exu dentro da rota do Pernambuco Nação Cultural, que atende a todas as 12 microrregiões do Estado”, disse Luciana.
Fonte: Jornal do Commercio – 15.08.2009

Fábrica Tacaruna será centro de pesquisa automotiva da Fiat

Publicação: 03/04/2014 14:07 Atualização: 03/04/2014 14:38
Recife terá um Centro de Pesquisa, Desenvolvimento, Inovação e Engenharia Automotiva da Fiat Chrysler. O anúncio foi feito no Portomídia, complexo do Parque Tecnológico Porto Digital, no bairro do Recife, na manhã desta quinta-feira (3), e o equipamento ficará na fábrica Tacaruna, cedida pelo governo do estado para a montadora instalar o projeto. No local, serão projetados os carros da montadora italiana que serão produzidos na fábrica de Goiana e em outras unidades fabris. 

A expectativa do vice-presidente da Fiat, Stefan Ketter, é que o centro esteja instalado completamente no prazo de até dois anos. Cerca de 500 empregos serão criados para engenheiros de todas as áreas. A Fiat não revelou o valor do investimento do novo projeto. Assinaram o protocolo de intenções, o governador Eduardo Campos, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, o vice-presidente da Fiat Chrysler, Stefan Ketter, o diretor do Porto Digital, Francisco Sabóia, o cientista-chefe do C.E.S.A.R, Sílvio Meira, e o diretor regional do Senai, Sérgio Gaudêncio. 

Enquanto o prédio da fábrica Tacaruna é reformado e adaptado para receber o empreendimento, a montadora italiana inicia de imediato as atividades de prospecção de projetos automotivos nas instalações do Porto Digital, no bairro do Recife. A expectativa é atrair mão de obra especializada do Brasil e de outros países para trabalhar nos projetos automotivos.


O Governo de Pernambuco recebeu 45 milhões para transformação da Fábrica Tacaruna na Estação Central da Cultura Pernambucana?

Publicado: abril 6, 2014 em BrasilCulturaGoverno
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Vale a pergunta porque o Governo de Pernambuco anunciou, em 17 de agosto de 2009:
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, recebeu das mãos do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ontem, em Brasília, os projetos para transformação da Fábrica Tacaruna na Estação Central da Cultura Pernambucana e construção de um memorial para Luiz Gonzaga. Participaram do encontro o secretário de Juventude e Emprego, Pedro Mendes, e a presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo.
A Estação Cultural do Tacaruna vai abrigar o espaço do Centro de Cidadania Padre Henrique, ligado à Secretaria de Juventude e Emprego, que ocupará o prédio central da fábrica. O espaço terá três cinemas, três teatros, museu virtual, espaço para gravação e edição de música, filme e vídeo em formato digital, uma escola integral e um centro de cidadania e formação cultural.
O orçamento do projeto é R$ 45 milhões, com recursos já garantidos pelo Governo Federal através do Programa Nacional de Segurança com Cidadania, Pronasci. Do valor total, R$ 10 milhões devem ser liberados ainda este ano e os R$ 35 milhões restantes em 2010. “A Estação Cultural dialoga com duas potencialidades de Pernambuco: a cultura e a tecnologia. Através delas, vamos tirar das ruas centenas de jovens, dar-lhes um ofício e proporcionar-lhes um futuro. Esta é uma das melhores maneiras de combater a violência”, disse Eduardo Campos, explicando que o projeto dialoga com o programa estadual Pacto pela Vida.
O memorial de Gonzagão, que será construído num espaço anexo, segundo Luciana Azevedo, foi idealizado nos moldes do Museu da Língua Portuguesa. Estão previstos um Pavilhão do Baião, um museu e salas de exibição que vão dispor de equipamentos audiovisuais, permitindo a interação com a obra do artista.
“O pavilhão será dedicado a uma programação de shows de bandas e músicos que bebem na fonte de Luiz Gonzaga. Teremos apresentações de grupos populares e de outros que fazem releituras da obra do mestre. As outras salas permitirão ao público, através de recursos interativos e multimidiáticos, conhecer mais sobre o legado deixado pelo Rei do Baião”, comentou a presidente da Fundarpe.
Luciana diz que a proposta é criar uma nova rede integrada de equipamentos culturais capazes de dinamizar a divulgação e a produção cultural do Estado, do cais ao Sertão. A Fundarpe planeja conectar o novo equipamento cultural ao Parque Aza Branca, em Exu. “Neste momento, desenvolvemos ações de catalogação do acervo, das obras de Luiz Gonzaga e dos imóveis do parque. Também incluímos Exu dentro da rota do Pernambuco Nação Cultural, que atende a todas as 12 microrregiões do Estado”, disse Luciana.
O tombado conjunto de edificios da Fábrica Tacaruna, incluindo uma imensidão de terreno arborizado, foi doado pelo governador Eduardo Campos, no dia final de seu governo, para a italiana Fiat. Os edifícios pode servir para centro de estudos, de pesquisa, feira e stand de vendas, oficinas, exposição e garagens de carros.