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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

* A nova manteiga é verde e cresce nas árvores

Especialistas dos EUA recomendam untar abacate nas torradas. A fruta contém mais de 25 nutrientes essenciais



Durante anos foi declarado um dos arqui-inimigos das dietas baixas em calorias por seu alto conteúdo de gordura. Mas as acusações foram se transformando quase em elogios até que o Instituto Americano para a Investigação do Câncer começou a recomendar que fosse usado como substituto para a manteiga. Estamos falando do abacate, um alimento que contém mais de 25 nutrientes essenciais.
"De fato, o abacate tem um alto conteúdo de gordura (em uma porção de 30 gramas há 5 de gordura), mas se consumido com moderação contribui com muitos benefícios ao organismo", aponta a nutricionista Patricia Penelas Poy. Ao redor de 72% de seu conteúdo gorduroso é monossaturado e por isso é rico em ácido oleico. Este tipo de gordura aumenta os níveis de colesterol HDL (o colesterol bom) e isso a converte em uma fruta boa para o coração.
Segundo um estudo do Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, este aumento dos níveis de colesterol bom diminui o risco de doenças cardiovasculares e mantém o índice de massa muscular.
"O consumo regular de abacate ajuda a reduzir o colesterol, diminui a tensão arterial por seu alto conteúdo em potássio e tem propriedades anti-inflamatórias pela presença de flavonoides e betacarotenos", acrescenta a nutricionista Patricia Penelas.
Além disso, é uma fruta rica em fibra que ajuda a evitar a prisão de ventre e sacia o apetite, contendo vitaminas A, C, D E, K e do complexo B, assim como fósforo e magnésio. "A baixa quantidade de sódio previne a retenção de líquidos", sustenta a especialista.
Um dos benefícios mais desconhecidos do consumo de abacate é que pode ajudar a prevenir o câncer de próstata graças à luteína, segundo um estudo da Universidade da Califórnia. "O abacate é rico nesta substância antioxidante da família dos carotenóides que previne doenças oculares como as cataratas ou a deterioração da mácula (camada amarelada no centro da retina)", explica Penelas.
O abacate também é um grande aliado para a pele. Seu valor nutritivo é tão elevado que o azeite de abacate tem maior penetração que o de amêndoas, oliva ou soja.
Sua textura cremosa permite que seja usado em qualquer tipo de preparação: sucos, molhos, saladas, untado em pão ou simplesmente com uma pitada de sal. Aqui, vamos propor uma receita de creme de abacate para untar e seguir, assim, a recomendação de substituir a manteiga por esta fruta e dar outra textura e cor ao seu café-da-manhã.

Creme de abacate

Preparo:
1- Descascar os abacates e tirar o caroço. Em seguida, amassar a polpa com um garfo.

Ingredientes (para 4 pessoas):

- 4 abacates grandes
- Um pedaço de cebola
- Creme de leite azedo (sour cream)
- Molho picante
- Suco de limão
- Sal
2 - Espremer meio limão e jogar uma colher pequena sobre o abacate para evitar a oxidação.
3 - Acrescentar uma colher de sopa de cebola ralada, uma colher pequena de sal, outra de molho picante e 1/2 xícara de creme de leite azedo (sour cream). Misturar bem.
4 - Passar o creme sobre as torradas


terça-feira, 22 de abril de 2014

* McDonald's revela receita das suas batatas


McDonald's revela receita das suas batatas

A cadeia de fast-food norte-americana decidiu acabar com o mistério e explicar o segredo das suas famosas batatas frita.

Porque é que as batatas fritas do McDonald's são únicas? A cadeia de fast-food norte-americana resolveu revelar o segredo. Ou melhor: os segredos. Para além de sal e óleo para fritar, as batatas levam também glicose (um tipo de açúcar), pirofosfato de sódio (para manter a cor), ácido cítrico (como conservante) e dimetilpolisiloxano (um derivado de silicone que serve de antiespumante).
Mas há mais: o óleo é uma mistura especial de óleo de colza, de milho, cártamo e de soja hidrogenado com o antioxidante Terc-butil-hidroquinona, mais conhecido como TBHQ.
Estas revelações foram feitas no âmbito de uma campanha intitulada "A nossa comida, as suas perguntas", que pretende prestar toda a informação aos clientes. Mas a inteção da McDonald's pode acabar por prejudicar a gigante norte-americana com vários sites já a alertarem para os riscos de alguns ingredientes, como o TBHQ.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

* Açúcar e demência

Altos níveis de glicose no sangue aumentam o envelhecimento do cérebro e o risco de doenças, aponta estudo
saúde
A pesquisa mostrou que um maior índice de glicose no sangue pode indicar maior chance de demência

O envelhecimento da população transformou as demências em problema de saúde pública. As epidemias mundiais de obesidade e diabetes parecem aumentar a incidência de algumas formas de demência, embora os resultados dos estudos sejam muitas vezes controversos.
A relação entre as taxas de açúcar no sangue e o risco de desenvolver demência foi explorada num trabalho conjunto realizado nas Universidades de Washington e Harvard.
Pelo número de pessoas acompanhadas, a metodologia científica criteriosamente selecionada e a publicação em revista de grande impacto (The New England Journal of Medicine), essa pesquisa tem tido grande repercussão na literatura.
O estudo envolveu 1.228 mulheres e 839 homens com 65 anos de idade ou mais (média: 76 anos), sem sinais de demência, que faziam parte de uma coorte seguida pelo Adult Changes in Thought (ACT), no estado de Washington.
Os participantes retornavam a cada dois anos para testes de avaliação das habilidades cognitivas. Se o resultado mostrasse algum déficit, eram encaminhados para uma bateria de exames clínicos, laboratoriais e neuropsicológicos para afastar ou confirmar o diagnóstico de Alzheimer ou outro quadro demencial.
Os níveis de glicose no sangue foram recolhidos das sucessivas dosagens de glicemia e de hemoglobina glicada, realizadas pelos participantes a partir de 1988. As médias desses valores nos últimos cinco anos foram comparadas com as de períodos anteriores.
Para afastar a ingerência de outros fatores sabidamente envolvidos no risco de desenvolver demência, o grupo foi estratificado de acordo com a prática de atividade física, nível educacional, fumo, doença coronariana, doenças cerebrovasculares e hipertensão.
Nos cinco anos que precederam a avaliação, a média da glicemia de jejum dos participantes sem diabetes foi de 101 mg/dL, número que aumentou para 175 nos portadores de diabetes.
Em 6,8 anos – período médio de acompanhamento – ocorreram 524 casos de demência (25,4%), assim distribuídos: 450 entre os 1.724 sem diabetes (26,1%) e 74 entre os diabéticos (21,6%).
Entre os participantes sem diabetes o risco de demência aumentou à medida que os níveis de glicose no sangue aumentaram: entre aqueles com glicemia de jejum de 115 mg/dL houve 18% mais demências do que naqueles com glicemia igual a 100.
Entre os diabéticos, quanto mais alta a glicemia maior o número de demências. Aumentar a glicemia de 160 para 190 mg/dL fez aumentar 40% no risco de demência.
A conclusão dos autores é enfática: “Nesse estudo prospectivo, realizado na comunidade, verificamos que níveis mais altos de glicose estão associados a aumento do risco de demência, em populações com ou sem diabetes. Os dados sugerem que níveis mais elevados de glicose podem ter efeitos deletérios no cérebro que envelhece”.
Fartura à mesa, vida sedentária, obesidade, hipertensão arterial, diabetes, demência na velhice, será esse o destino implacável de nossa espécie?

segunda-feira, 7 de abril de 2014

* Suco de uva integral do Brasil é o melhor do mundo

Bebida brasileira tem diversos benefícios ao organismo, do cérebro à redução de gordura. Produto do Vale do São Francisco tem a maior concentração de antioxidantes


Bebida integral tem indicação no rótulo / Divulgação/Terra Sol

Bebida integral tem indicação no rótulo

Divulgação/Terra Sol

Uma coisa que poucos sabem: o suco puro de uva, 100% integral, sem aditivos químicos, é exclusividade do Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), além de concentrar sais minerais, antioxidantes e outros nutrientes, a bebida também atua na redução da gordura. Essas e outras vantagens estão empurrando as vendas do produto, que cresceram 43% somente no ano passado. 
A bebida não deve ser confundida com seus congêneres menos valorosos (néctar, suco em pó, refrigerante, etc). As propriedades do suco são obtidas a partir dos bioativos naturais da fruta, enriquecidos no processo de fabricação: o líquido é aquecido, aumentando as trocas químicas entre casca, polpa e sementes. Essa troca libera mais polifenóis, as grandes estrelas dos derivados da uva, que ficaram mais conhecidas através dos vinhos. Mas as propriedades benéficas ao organismo são vastas: nove minerais, alto teor de vitamina C, fibras, efeitos anti-inflamatório, melhoria cognitiva e da memória, inibição da formação de coágulos (trombos), entre outros. 
Segundo a doutora em biomedicina Caroline Dani, que desenvolve pesquisas com o produto desde 2004, um teste recente feito com 30 ratos submetidos a uma dieta hiperlipídica provou seu papel ativo na redução da gordura corporal. Os animais foram divididos em dois grupos e aqueles que não ingeriram suco de uva integral engordaram mais e tiveram aumento de pressão arterial. “Isso ocorre porque o suco de uva aumenta o metabolismo, impedindo o acúmulo de gordura”, explica. A dosagem diária recomendada pela especialista é de 7 ul por grama de peso, o que dá cerca de 7 ml para cada quilo. “Para as crianças de 10 kg seria mais ou menos 70 ml; e adultos de 70 kg, o equivalente a 400 ml”, esclarece. No caso de diabéticos, pode haver restrições devido ao açúcar natural da fruta. 
DO SERTÃO - Se suco de uva integral é bom, o que vem do Vale do São Francisco é ainda melhor, como defende o doutor em engenharia de alimentos e professor do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE), Marcos dos Santos Lima. O Vale tem uma vantagem importante sobre as demais áreas produtoras: duas safras por ano, devido ao clima ensolarado do Tropical Semiárido e a irrigação constante. Lima explica que essas características influenciam na composição química da uva. “Os sucos do Vale do São Francisco apresentam maiores concentrações de compostos bioativos, como procianidinas e trans-resveratrol, do que em sucos de outras regiões mundiais”, detalha o pesquisador. 
Versatilidade no uso é um trunfo
Nas prateleiras dos supermercados, padarias e delicatessens, o suco de uva integral não é um item com preço popular. Garrafas de 300 ml podem custar de R$ 5 a R$ 7 e as de 1 litro podem chegar a quase R$ 17, embora rótulos pernambucanos como o Terra Sol sejam encontrados a R$ 9,50.
O valor é explicado pelo custo de produção. O processo de fabricação da bebida, especialmente sem aditivos químicos, ainda é caro, agravado pelo fato de não haver embalagens mais em conta além do vidro. Há, também, o dificultador da logística, que aumenta o custo do frete da bebida que vem da região Sul para cá. E mesmo quando não há tanta distância, como é o caso de Petrolina e demais cidades do Vale do São Francisco, o custo dos insumos acaba pesando no valor de venda. 
Entre as alternativas à bebida estão o consumo in natura e o suco feito em casa, tanto a partir da polpa congelada quanto da fruta, dos quais é possível obter parte dos bioativos da uva. Mas, nestes casos, além de o consumo ter que ser imediato, o resultado é mais pobre do que o produto fabricado nas vinícolas, uma vez que este envolve aquecimento, o que aumenta as trocas químicas entre a casca, a polpa e as sementes. “Não existem estudos científicos que comprovem a perda ou não de nutrientes no suco feito em casa com a uva. O que de fato pode trazer preocupação é a conservação, pois existe uma chance de fermentação caso não seja bem pasteurizado. Quanto às sementes, o maior cuidado está em não esmagá-las”, explica a doutora Caroline Dani. No caso do derivado a partir da polpa congeladas, também há perda de polifenóis, devido ao congelamento. 
Já os que aderirem ao suco de uva integral podem contar com outras formas de consumo. A sommelière da Vinícola Salton, Monica Coletti, diz que é possível fazer inúmeras receitas, compondo drinques sem álcool ou em preparações alcoólicas. “Por seu sabor forte, mais intenso, as pessoas também adicionam um pouco de água ou algumas pedras de gelo, mas isso não diminui os benefícios”, destaca. A chef de gastronomia na Salton, Idana Spassini, acrescenta que o suco de uva pode entrar no preparo de sobremesas, incluindo caldas doces e sorvetes. “Dependendo da receita, também pode ser utilizado em pratos salgados, em molhos para carnes vermelhas”, complementa Idana.
Independentemente da origem, cada vez mais consumidores aderem ao suco de uva. Segundo dados do Ibravin, em 2013 a produção aumentou 43,6% somente no Rio Grande do Sul, principal polo produtor do País, chegando a 72 milhões de litros. No Vale do São Francisco, o volume ainda é pequeno e não passa dos 300 mil litros anuais, mas deve triplicar nos próximos anos. Para continuar impulsionando esse mercado, o Ibravin desenvolveu a campanha Suco de uva 100% do Brasil para divulgar os benefícios da bebida. 

quarta-feira, 12 de março de 2014

* Receita de "Yakult" caseiro

Sabia que você pode fazer em casa um "Yakult" caseiro e se beneficiar do ótimo lactobacilo dele?

Para fazê-lo, ferva um litro de leite de vaca desnatado ou de soja (veja AQUI como fazer o leite de soja).

Lave bem um pote de vidro com tampa e esterilize com água quente.

Passe o leite para o pote e mantenha-o bem tampado.

Quando o leite estiver morno (cerca de 37 graus, ou seja, a temperatura que não causa queimadura quando em contato com a pele), adicione dois potinhos de Yakult.

O Yakult comprado no comércio contém açúcar.

Neste Yakult feito em casa, porém, o açúcar fica bastante reduzido.

Prosseguindo com a receita: mexa delicadamente o leite com uma colher limpa.

Enrole o pote em uma toalha de rosto limpa e coloque em um saco plástico.

Aqueça levemente o forno (uns 50 graus), desligue e guarde o pote dentro.

O Yakult caseiro leva de oito a dez horas para ficar pronto. 

Se você morar num lugar muito frio, em vez de aquecer o forno, coloque dentro dele uma bolsa de água quente.

Tome uma pequena quantidade deste Yakult, pois em excesso ele desregula o intestino. - See more at: http://www.curapelanatureza.com.br/2013/09/receita-de-yakult-caseiro.html#sthash.FmKcXnAC.dpuf

sexta-feira, 7 de março de 2014

* Alho quanto mais velho melhor

Você já deve ter comprado um pacote de alho e notado que, com o tempo, um talo esverdeado começa a brotar, certo? Saiba que isso não significa que está na hora de o tempero ir para a lixeira — muito pelo contrário. De acordo com um estudo recém-publicado no periódico Journal of Agricultural and Food Chemistry, nesse momento a capacidade antioxidante do alho é ainda maior do que quando ele está fresco. Os pesquisadores acreditam que, ao nascerem essas estruturas, novos compostos são criados, intensificando a presença de substâncias capazes de nos proteger contra o câncer, aumentar a imunidade e contribuir para a saúde cardiovascular.

sábado, 31 de agosto de 2013

* No Brasil do desperdício, a cada ano, 26,3 milhões de toneladas de comida são jogadas fora


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O Brasil esbanja recursos naturais. De tudo se perde. A cada ano, 26,3 milhões de toneladas de comida são jogadas fora: volume suficiente para distribuir 131,5 kg para cada brasileiro ou 3,76 kg para cada habitante do planeta. Toda essa comida alimentaria facilmente os 13 milhões de brasileiros que ainda passam fome, nas contas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Poderia ainda facilitar o trabalho do Banco Central no combate à inflação. Com uma oferta maior de produtos, os preços não subiriam tanto e o país poderia até mesmo diminuir a importação de feijão preto da China.
O desperdício de comida provoca mais do que prejuízos financeiros, gera revolta e inconformismo. Ainda assim, o Brasil pouco se mobiliza no sentido de mudar esse quadro aterrador. Desde 1998, a chamada Lei do Bom Samaritano, em alusão a uma passagem bíblica, tramita no Congresso Nacional, e não há previsão alguma para que seja votada. A intenção da proposta é isentar doadores de alimentos de responsabilidade civil e penal, se agirem de boa-fé, na distribuição de comida — semelhante ao que ocorre em países da Europa e nos Estados Unidos.
Enquanto essa lei não é aprovada, o Estado brasileiro pune severamente os doadores. A legislação atual prevê até cinco anos de prisão caso quem receba os alimentos sofra algum tipo de dano em decorrência da comida. Com isso, donos de restaurantes, por exemplo, se sentem obrigados a despejar no lixo as sobras diárias da produção. “É um crime”, define o diretor executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Gustavo Timo.
O ajuste na legislação, segundo Timo, poderia ajudar — e muito — o Brasil a conter o desperdício. “A regra em vigor é completamente inapropriada. Por parte do setor, não falta boa vontade”, insiste o representante da Abrasel, ressaltando que, em outros países, existem programas organizados de doações para evitar que toneladas de comida em bom estado acabem no lixo.
Entraves
Combater a assombrosa perda de alimentos, no entanto, é muito mais complexo. O pesquisador Antônio Gomes, do Centro de Agroindústria de Alimentos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), enumera outros entraves, como o manuseio inapropriado dos produtos no campo, as embalagens inadequadas utilizadas no transporte e o armazenamento ineficaz no atacado.
Aprimorar o escoamento da produção agrícola, sustenta Gomes, aumentaria a oferta de alimentos sem a necessidade de alterar a área plantada. Em determinados casos, como o da banana e o do morango, o desperdício no caminho entre a propriedade e a prateleira do supermercado chega a 40%. “Quem arca com esse prejuízo é o consumidor”, lembra o pesquisador da Embrapa, ao explicar que, no fim das contas, o produto que se perdeu no caminho se converte em aumento de preço.
O desperdício de que fala Gomes é facilmente percebido nas centrais de abastecimento. Por dia, os irmãos Berlândio e Ernandes da Silva jogam no lixo de 50 a 60 caixas de alimentos que, na avaliação deles, não poderiam ser aproveitados. “Às vezes, a comida já chega estragada. Ou então com uma aparência que a gente sabe que a dona de casa não vai comprar”, diz Ernandes.
Vida real
São muitos os brasileiros que, diariamente, ficam de prontidão nas Ceasas espalhadas pelo país, enquanto funcionários separam as frutas e verduras aceitáveis pelo mercado. “A gente fica sentido, porque, mesmo assim, a perda é muito grande. Tanta gente passando fome e nós aqui jogando essa comida no lixo”, desabafa Berlândio.
Desde que contraiu uma trombose na perna e perdeu o emprego de auxiliar de serviços gerais, Cilene de Sousa Rodrigues, 47 anos, vai à Ceasa de Brasília duas vezes por semana garantir os alimentos de casa, onde vive com seis pessoas. “Isso aqui é ouro”, afirma ela, segurando uma maçã retirada de uma caçamba de lixo. “Amanhã é dia de verdura”, avisava ela.
Cilene diz que “muita coisa boa” vai para o lixo. As maçãs descartadas na Ceasa, por exemplo, ela usa para fazer doces e geleias. E ainda distribui o que sobra para vizinhos e o motorista do ônibus que a leva de volta para casa. “Teria vergonha se estivesse roubando ou fazendo coisa errada. Pegar comida do lixo é algo honesto”, comenta a moradora do Recanto das Emas, na periferia da capital federal.
Todos os dias, milhares de pessoas também desperdiçam comida nos restaurantes. Além de não consumirem tudo o que foi produzido pelos estabelecimentos, deixam comida no prato. No restaurante self-service João Rosa, em Belo Horizonte, onde cerca de 350 refeições são servidas por dia — uma média de 120 quilos de comida —, a perda chega a 16% do total produzido, cerca de 20 quilos por dia. Em dinheiro, o prejuízo diário varia entre R$ 600 e R$ 800. No mês, considerando 20 dias úteis, pode chegar a R$ 16 mil.
Além da comida que sobra no buffet e vai para o lixo, em função das normas da vigilância sanitária que não permitem o reaproveitamento, a sócia-proprietária Catarina das Graças Artur, conta que parte do seu faturamento vai embora com aqueles que colocam a comida no prato, mas não comem. “Cerca de 30% não consomem tudo o que retiram dos recipientes”, afirma. (Colaborou Carolina Mansur)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

* McDonald's perdeu processo e terá que alterar receita das carnes servidas!

O Chef Jamie Oliver acaba de ganhar uma batalha contra a maior cadeia de "junk food" do mundo. Depois que Oliver mostrou como fazer hambúrgueres, à McDonalds, a marca anunciou que vai alterar a receita.

De acordo com Oliver, as peças de carne gordas são "lavadas" com hidróxido de amónia e, em seguida, utilizadas na fabricação do "bolo" de carne para encher o hambúrguer. Antes deste processo, de acordo com o apresentador, a carne era imprópria para consumo humano.

Oliver, Chef ativista radical, que tinha assumido uma guerra contra a indústria de alimentos, diz: estamos a falar de carne que tinha sido vendida como alimento para cães e após este processo serve para os seres humanos. Para além da qualidade da carne, o hidróxido de amónia é prejudicial para a saúde.

Em outras iniciativas Oliver demonstrou como são os nuggets de frango: Depois de selecionar os "melhores momentos", o resto: a gordura, pele, cartilagem, órgãos, ossos, cabeça, pernas, são submetidos a separação mecânica liquefeitos, é o eufemismo usado por engenheiros de alimentos, e, em seguida, que a pasta de sangue-de-rosa é desodorada, descoloridos reodorizada e repintado, capeadas de marshmallow farináceos e frito, este é geralmente reboiler em óleos parcialmente hidrogenados, ou seja tóxico.

Nos EUA, Burger King e Taco Bell já abandonaram o uso de amônia nos seus produtos. A indústria alimentar utiliza hidróxido de amónia como um agente anti-microbiano, o que permitiu à McDonalds usar nos seus hambúrgueres de carne de entrada, impróprios para consumo humano.

Mas irritante ainda é a situação em que essas substâncias à base de hidróxido de amónio são consideradas "componentes legítimos para procedimentos de produção" na indústria de alimentos, com as bênçãos das autoridades de saúde em todo o mundo. Portanto, o consumidor não pode nunca por a descoberto o que os produtos químicos que põem na nossa comida."

* Brasil terá nova pirâmide alimentar

Calorias e tempo entre as refeições serão reduzidos e alimentos típicos e exercícios incluídos no gráfico
Menos calorias e tempo entre as refeições, mais alimentos típicos e atividade física. A conta simples pode resumir as alterações previstas na pirâmide alimentar do brasileiro. Criado em 1999, o gráfico, que orienta a população sobre os tipos e quantidade de alimentos que devem ser ingeridos em um dia, passará por uma reformulação. O anúncio ocorreu no mês passado (junho) no 5º Congresso Brasileiro de Nutrição Integrada.
A nova pirâmide modifica a recomendação de calorias/dia: a atual prega o consumo de 2.500 calorias/dia. Com a mudança esse número será de 2 mil. Outra redução será no intervalo entre as refeições, explica a nutricionista, Thais Eliana Carvalho de Lima, do Einstein. “A nova pirâmide vai oficializar a recomendação de comer a cada três horas.” Assim, seis refeições deverão ser feitas diariamente. “A divisão (comer de três em três horas) já é utilizada (por nutricionistas), mas será recomendada por órgãos oficiais, como o Ministério da Saúde.”
Mas nem só de restrições e cortes será feito o novo gráfico. A atividade física e alimentos típicos do Brasil foram incluídos. “Pela primeira vez uma tabela nutricional recomenda atividade física”, ressalta Thais. A recomendação é de no mínimo 30 minutos diários de exercícios. Somados à atividade física, alimentos brasileiros ganharão espaço na pirâmide, como por exemplo o caju, a graviola, e as castanhas do Pará e de caju. “É uma adequação ao paladar nacional (a atual pirâmide é inspirada em um modelo norte-americano).”

Motivos da reformulação

Os hábitos brasileiros podem ser apontados como responsáveis pelo redesenho do gráfico alimentar. Os últimos dados da Pesquisa de Orçamento Familiar, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostraram uma “epidemia” de excesso de peso. Entre 2006 e 2010, o número de homens com quilos a mais do recomendado passou de 18,5% para 50,1%. Já entre as mulheres, no mesmo período a proporção passou de 28,7% para 48%. Saiba mais aqui
Pirâmide alimentar
Fonte: Thais Eliana Carvalho de Lima, nutricionista do Einstein​​

* Mandioca volta a ser valorizada para consumo!

A DESPREZADA MANDIOCA COMEÇARÁ A SER REVALORIZADA NO BRASIL?

Demanda maior que a oferta da mandioca faz com que agricultor ganhe mais vendendo raiz que produzindo farinha: estaria começando uma nova era para este alimento dos nossos índios?

O site brasileiro de temas socioambientais EcoDebate destaca hoje um estudo dos pesquisadores Raimundo Nonato Brabo Alves e Moisés de Sousa Modesto Júnior, ambos engenheiros agrônomos e ligados à Embrapa, cada um com uma especiliade, os dois com observações muito oportunas sobre a Mandioca, nome pelo qual é conhecida a espécie comestível mais largamente difundida do gênero Manihot (raízes comestíveis), uma tradição nativa na alimentação também dos índios brasileiros. "Talvez, por este detalhe e por ser entendida apenas somente como alimento de pobres, a Mandioca venha sendo historicamente e culturalmente desprezada no Brasil, mas agora diante do que escrevem estes dois cientistas especializados a situação comece a mudar, a bem da saúde e também da economia sustentável no país", comenta por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, nosso editor, que hoje abre este webespaço a informações do texto da dupla Raimundo Alves e Moisés Modesto. Confiram que vale. 


Junto com a mandioca se revalorizará a cultura nativa do Brasil?

"O Estado do Pará lidera o ranking nacional de produção de raiz de mandioca há 21 anos (1992 a 2012) com uma área colhida de 301.364 hectares e produção de 4.808.743 toneladas de raiz em 2012, com participação de 20,54 % da produção nacional (IBGE, 2013). A forte demanda por mandioca no estado do Pará fez com que a tonelada de raiz fosse comercializada a R$ 750,00, no mês de março de 2013, no município de Castanhal e vem provocando a elevação vertiginosa e atípica dos preços da farinha, com o saco de 60 kg sendo comercializado nas farinheiras ao preço de R$ 250,00. A farinha é um alimento tradicional na dieta paraense e a elevação no preço repercute de imediato na cesta básica. A farinha de mandioca foi o produto que mais impactou a cesta básica do brasileiro em 2012. Nos últimos 12 meses (março 2012 a março de 2013) a farinha aumentou no Pará de R$ 3,09 para R$ 7,41, um aumento de 139,81% (DIEESE/PA), enquanto a inflação para o mesmo período ficou em 7,22% (INPC/IBGE)
A situação inusitada dos preços dos produtos derivados da mandioca no mercado local resultou em condições de comercialização de alta rentabilidade para os agricultores que permaneceram com o cultivo da mandioca e dispõem de estoque do produto no campo. Vender raiz de mandioca tem sido mais lucrativo que produzir farinha.Este estudo foi feito em uma farinheira semi-artesanal de um agricultor que cultiva a mandioca em sistema semi-mecanizado com área média de 25 hectares anuais, com preparo de solo no sistema de aração e gradagem com reposição de fertilidade com esterco de aves, resíduos de cultura e fertilizante químico. Planta a mandioca com seleção de cultivares, preparo de manivas-semente e com definição de espaçamento entre plantas. Faz o controle de invasoras com até duas aplicações de herbicidas, complementado com uma a duas capinas manuais e colhe a mandioca conforme a necessidade de processamento, após os 12 meses, obtendo produtividade média de raiz na ordem de 42,7 t/ha. Contrata toda a mão-de-obra composta por oito descascadores, um lavador, um prensador e dois torradores, para o processamento médio de 280 sacos de farinha por mês. Na Tabela abaixo, são apresentados os indicadores de rentabilidade da farinheira tomando-se por base um hectare de mandioca com produtividade de 42,70 t/ha, rendimento de farinha de 25% em relação à produtividade e preço de R$ 750,00 para tonelada de raiz e R$ 250,00 para o saco de 60 kg de farinha.
Indicadores de rentabilidade de um hectare de mandioca para venda de raiz e para venda de farinha, em Castanhal, PA, março de 2013
IndicadoresVenda de raizVenda de farinha
Receita bruta (R$)32.025,0044.250,00
Custo operacional total (R$)5.205,7536.267,48
Margem bruta (R$)26.819,257.982,52
Relação benefício/custo (B/C)6,151,22
Custo unitário (R$/)121,91129,53
Ponto de nivelamento6,9145,1
Margem de segurança (%)(83,74)(18,04)
Fonte: Dados da pesquisa

A receita bruta foi maior com a comercialização da farinha (R$ 44.250,00) que com a venda de raiz (R$ 32.025,00), porém a margem bruta se inverte sendo maior para a venda de raízes (R$26.819,25) que para a venda de farinha (R$ 7.982,52), em função do alto custo operacional (R$ 36.267,48) que vai desde a colheita até a produção de farinha, atividade altamente absorvedora de mão-de-obra. O torrador da farinha que é considerada mão-de-obra especializada ganha uma diária de R$150,00 para produção de 10 sacos de farinha, em março de 2013. Verifica-se na Tabela acima que vender diretamente as raízes tem menor custo operacional de (R$ 5.205,75). Ao vender raízes o agricultor tem relação benefício/custo de 6,15 enquanto que vendendo farinha tem apenas 1,22. Isso significa dizer que para cada R$ 1,00 investido na produção, retorna R$ 6,15 na venda de raízes, enquanto que o retorno na venda de farinha é de apenas R$ 1,22. O negócio da venda de raízes é mais seguro (83,74%) que a venda de farinha (18,04%), o que depende apenas de um mercado com demanda aquecida como é o caso do mercado de fécula.
De acordo com o Cepea-Esalq/USP (2013) a produção nacional de fécula em 2012 foi de 519,67 mil toneladas e a região Sul de destacou como principal destino das vendas das fecularias, absorvendo 36,9 % do total, seguido pelo Sudeste (36,2 % do total), Centro-Oeste (13,4%), Nordeste (11,4 %) e Norte com apenas 2,1 %. O Pará produziu apenas 3.000 toneladas de fécula, o que corresponde a 0,6 % da produção nacional, mesmo tendo uma capacidade instalada para processamento de 200 toneladas/dia. O setor atacadista seguiu como principal comprador de fécula de mandioca em 2012 com 25 % das vendas totais, seguido pelo setor de massa, biscoito e panificação (18,6 %), papel e papelão (15,8 %), frigoríficos (13,2 %), varejistas (7,6 %), gerais (5,6 %), outras fecularias (5,2 %), indústria química (4,7 %), setor têxtil (3,7 %) e exportação com apenas 0,6 %. Não podemos esquecer que a farinha como o produto final, mesmo temporariamente com menor rentabilidade, em última instância, estimula a demanda, gerando emprego e renda no seu processamento. Esta realidade pode orientar dois novos segmentos de mercado no Pará: agricultores que cuidam exclusivamente do plantio e empreendedores que se dediquem exclusivamente ao processamento de farinha".

Referências
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Banco de dados SIDRA. Disponível em: http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/prevsaf/default.asp . Acesso em 24 de jun./2013.
CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM ECONOMIA APLICADA. Produção de fécula fica estagnada e margem diminui em 2012. São Paulo, SP: Eslq/USP. 2013. Disponível em: http://www.cepea.esalq.usp.br/pdf/Cepea_CensoFecula2013.pdf. Acesso em: 06 de Ago./2013.

Esta realidade no Pará pode orientar uma revalorização da mandioca em todo o país?


Fontes: www.ecodebate.com.br

terça-feira, 6 de agosto de 2013

* Evo Morales culpa frango de granja por homossexualidade e calvície

Presidente afirma que 'hormônio' dado às aves afeta os homens e as mulheres


O presidente da Bolívia, Evo Morales, surpreendeu sua audiência ao assegurar que os frangos de produções industriais são responsáveis pelos "desvios" dos homens para a homossexualidade e para a calvície na Europa.
Evo acena durante comemoração do Bicentenário da Independência da Venezuela - Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Evo acena durante comemoração do Bicentenário da Independência da Venezuela
Na abertura de uma cúpula social que realiza em seu país para discutir a mudança climática, o líder boliviano atacou a criação intensiva de aves com essas afirmações e outras, sobre os supostos prejuízos à saúde da Coca-Cola e das batatas holandesas.
Segundo o mandatário, os frangos são engordados com hormônios femininos. "O frango que comemos está carregado de hormônios femininos. Por isso, os homens que comem esses frangos têm desvios em seu ser como homens", disse Morales a milhares de pessoas na abertura da Conferência Mundial dos Povos sobre a Mudança Climática e os Direitos da Mãe Terra.
Ele também acrescentou, às as consequências desse tipo de alimento, a calvície, e profetizou: "Em cinquenta anos, todo mundo será calvo". Segundo o presidente, esses dados demonstram que o "ocidente cada vez mais traz mais e mais veneno".
A ideia de que hormônios são adicionados às aves em criações comerciais é considerada um mito sem fundamento por especialistas.

"O frango que comemos está carregado de hormônios femininos. Por isso, os homens que comem esses frangos têm desvios em seu ser como homens."
- Evo Morales


VEja o vídeo:

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

* Cientistas apresentam primeiro hambúrguer feito em laboratório

David Parry/Press Association/AFP
Cientistas apresentam primeiro hambúrguer feito em laboratório
A carne foi produzida a partir de células-tronco bovinas
Dois voluntários que experimentaram pedaços de hambúrguer produzido em laboratório deram boas notas sobre a textura, mas ambos concordaram que faltava algo. "Eu sinto falta do sal e da pimenta", disse a nutricionista austríaca Hanni Ruetzler. O jornalista norte-americano Josh Schonwald confessou sua dificuldade em julgar um hambúrguer "sem ketchup, cebola, jalapeños ou bacon.''

A dupla deixou de lado o pão, alface e fatias de tomate oferecidos para se concentrar na carne.

Mark Post, o cientista holandês que liderou o grupo que fez com que carne fosse produzida a partir de células-tronco bovinas, lamentou ter servido o prato sem seu acompanhamento favorito: queijo gouda. "Isso teria melhorado muito a experiência", disse ele à Associated Press. Ele afirmou estar contente com os comentários. "Não foi perfeito, mas é um bom começo."

Post, cujo grupo da Universidade de Maastricht na Holanda desenvolveu o hambúrguer ao longo de cinco anos, espera que a produção de carne em laboratório possa, eventualmente, ajudar a alimentar o mundo e a combater as mudanças climáticas, embora esse objetivo esteja provavelmente a uma década ou duas de distância, namelhor da hipóteses.

"Os primeiros produtos de carne (feitos em laboratório) serão muito exclusivos", disse Isha Datar, diretor da New Harvest, organização de pesquisa sem fins lucrativos que promove alternativas à carne. "Estes hambúrgueres não estarão disponíveis antes de alguém rico e famoso tê-los degustado."

Os cientistas acham que melhorar o sabor provavelmente não será difícil. "Sabor é o problema menos importante, já que pode ser controlado ao permitir que algumas células-tronco se transformem em células de gordura", disse Stig Omholt, diretor de biotecnologia da Universidade Norueguesa de Ciências da Vida, que não está envolvido no projeto.

O grupo de Post produziu a carne a partir de células do músculo do pescoço de duas vacas criadas de forma orgânica. As células foram colocadas numa solução de nutrientes para se transformarem em tecido muscular, que então se transformaram em pequenos filamentos de carne.

Foram necessários 20 mil filamentos para produzir um único hambúrguer de 140 gramas que, para o evento desta segunda-feira foi temperado com sal, ovo em pó e farinha de rosca. Suco de beterraba e açafrão foram adicionados para ajudar o hambúrguer a ter mais aparência de carne. Segundo Post, a carne de laboratório tem uma coloração amarelada. Fonte: Associated Press.
Cientistas apresentam primeiro hambúrguer feito em laboratório



domingo, 4 de agosto de 2013

* Bom exemplo de boicote ao imperialismo: Bolivianos rejeitaram McDonald's!

Rejeição nacional obriga McDonald’s a fechar todas as lojas na Bolívia

Por , 03/08/2013 15:51
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Por Amary Nicolau, da Redação ANDA
A população boliviana não acredita na publicidade e no preparo rápido de alimentos, como nos EUA. Os bolivianos simplesmente não confiam em alimentos preparados em tão pouco tempo. As informações são da Natural News.
Sessenta por cento dos bolivianos são indígenas que preferem não trocar um alimento saudável, a gastar dinheiro em um lugar como o McDonald’s. Apesar de preços convidativos oferecidos pela rede, o McDonald’s não conseguiu convencer os bolivianos a comerem seus BigMacs, McNuggets ou McRibs.
A boliviana, Esther Choque disse, enquanto esperava um ônibus em frente a uma das franqueadas já fechada do McDonald´s: “O mais perto que eu já cheguei desse restaurante foi em um dia que estava chovendo e subi os degraus para me manter seca. Mas os funcionários me enxotaram, dizendo que eu estava sujando o restaurante. Por mim podem ir embora da Bolívia mesmo.”
Rede de ‘fast food’ permaneceu na Bolívia por uma década, apenas com perdas anuais
Oito restaurantes da rede de ‘fast food’, localizados nas cidades de La Paz, Cochabamba e Santa Cruz de La Sierra, supostamente operaram com perdas anuais. Após 14 anos de presença no país, loja após loja foi fechando as portas.
Uma profunda rejeição cultural
A partida do McDonald’s da Bolívia foi algo tão importante que um documentário começou a ser filmado, chamado “Porque o McDonald’s quebrou na Bolívia”, apresentando cozinheiros, nutricionistas, historiadores e educadores rompendo a realidade repugnante do alimento oferecido pelo McDonald’s.
A rejeição não é necessariamente com base no sabor ou no tipo de alimento, mas sim uma rejeição ao sistema ‘fast food’. De forma que os bolivianos valorizam a qualidade do alimento que ingerem. O tempo de preparo das refeições de ‘fast food’ serve como um tipo de alerta para eles. Os bolivianos buscam refeições locais e querem saber que foram preparadas da maneira correta.
Este pensamento boliviano evita o processamento da carne utilizado por várias redes de ‘fast food’, como o McDonald’s.
Você sabia que o McRib é processado com 70 ingredientes diferentes, que incluem azodicarbonamida, a farinha de branqueamento usada na produção de espuma e plástico? McRib se constitui por misturas de tripas, coração e estômago. As proteínas são extraídas da mistura muscular que se liga a carne de porco, de forma que possa ser moldada nas fábricas. Embora seja vendido como costela, não existe nada de costela.
A rejeição boliviana contra o McDonald’s criou um bom exemplo para o resto do mundo seguir.
Enviada para Combate Racismo Ambiental por José Carlos.

sábado, 3 de agosto de 2013

* Desperdício de alimentos no Brasil

De acordo com o Instituto Akatu, o Brasil é o 4° maior produtor mundial de alimentos e também um dos campeões em desperdício. Cerca de 26 milhões de toneladas de alimentos vão para o lixo por ano, essa quantidade é suficiente para alimentar cerca de 19 milhões de pessoas com três refeições ao dia (café da manhã, almoço e janta).
Segundo o caderno temático do Instituto Akatu “A nutrição e o consumo consciente” (2003), aproximadamente 64% do que se planta no Brasil é perdido ao longo da cadeia produtiva. O infográfico abaixo aponta a origem dos maiores desperdícios de alimento:
Infográfico Desperdício de Alimentos
Com o consumismo desenfreado, infelizmente, esses números só aumentam. Quantas vezes ao andarmos em praças de alimentações, bares e restaurantes, vemos as pessoas pedirem lanches, pratos rápidos e diversas outras opções para almoçar ou jantar e depois largar metade da comida no prato, que depois tem como destino certo o lixo?
Com o aumento e a facilidade das lanchonetes e restaurantes, acabamos ficando “preguiçosos”, não temos mais a necessidade de “comer para viver”, plantando e comendo como os nossos avós ou bisavós faziam, tem sempre a falta de saciedade e sobra de gula! Vejo a falta de moderação e disciplina até entre os meus familiares, em um simples almoço de domingo, quando forçam as crianças a comerem aquele prato cheio e a criança come no máximo três colheradas, deixando o resto até esfriar e depois: lixo! Acho que todo mundo já viu isso algum dia.
Com o aumento e a facilidade das lanchonetes e restaurantes, acabamos ficando ‘preguiçosos’, não temos mais a necessidade de ‘comer para viver’, plantando e comendo como os nossos avós ou bisavós faziam, tem sempre a falta de saciedade e sobra de gula!”
Um estudo feito pela ONU aponta que em todo mundo, até metade dos alimentos produzidos são jogados fora e o planeta sofre com essa desigualdade alimentícia, são cerca de 870 milhões de pessoas que passam fome diariamente, 26% das crianças de todo o mundo são consideradas raquíticas por desnutrição. No Brasil cerca de 19 milhões de pessoas passam fome diariamente.
O desperdício de alimentos também está ligado ao de água e energia, segundo a ONU, a agricultura consome cerca de 70% de toda a água usada no mundo, somando todo o volume usado para produção dos alimentos que são desperdiçados a cada ano, dá para encher cerca de 70 milhões de piscinas olímpicas. São números assustadores.

* Alimentação sustentável para uma dieta saudável

Hábito que alia sustentabilidade e alimentação prevê uma vida mais saudável, agradando o paladar e contribuindo para a preservação do meio ambiente

CATEGORIA: DICAS2 DE AGOSTO DE 2013

publicado por


Redação
O termo e o conceito de sustentabilidade estão cada vez mais presentes em nosso dia a dia, invadindo até mesmo os pratos e as mesas da população. A chamada alimentação sustentável leva em consideração a maneira de cultivo e produção do alimento e o impacto ambiental e social dessa produção.
Esse tipo de gastronomia é tendência em restaurantes e vem sendo cada vez mais utilizada pelos chefes de cozinha. Isso porque é um tipo de dieta saudável que visa agradar o paladar, tornando a escolha e o preparo dos alimentos mais equilibrado, de modo a melhorar a qualidade de vida das pessoas.
A utilização de alimentos orgânicos, ou seja, sem o uso de agrotóxicos, fertilizantes ou pesticidas, é bastante levada em consideração nesse tipo de culinária, já que evita o desperdício e o risco de doenças.
Além disso, cozinhar de panelas tampadas, utilizar alimentos frescos e reaproveitar os “restos” são importantes passos para quem quer manter uma alimentação saudável, balanceada e sustentável. Confira mais exemplos:
• Diminua o consumo de carne – a criação de bovinos é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa;
• Abuse dos vegetais – eles diminuem a evidência de doenças epidêmicas e reduzem o risco de doenças degenerativas;
• Faça uma lista de consumo – com a criação de um cardápio e uma lista de supermercado, você compra e consome somente o necessário, evitando o desperdício.

“Reduza a sua pegada alimentar”

Um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) revelou que mais de um bilhão de toneladas de comida são desperdiçadas por ano em todo mundo. “Nas regiões industrializadas, quase metade da comida descartada, cerca de 300 toneladas por ano, ainda está própria para o consumo”, afirmou o diretor geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva.
Visando combater esse problema, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em parceria com a FAO, lançou a campanha global intitulada “Pensar. Comer. Conservar: diga não ao desperdício”.
A campanha prevê a promoção da conscientização de consumo da população mundial, com informações e dicas práticas para combater o desperdício, reduzir o impacto ambiental e poupar recursos.