sábado, 3 de agosto de 2013

* Mistério de 'babuínos paralisados' (não é crítica aos assessores ociosos do governo)

Sim! Aconteceu mesmo. Isso não é críticas a assessorias ociosos de governo municipal!


Mistério de 'babuínos paralisados' intriga zoo holandês


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Veja os destaques de Meio Ambiente (2013)201 fotos

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Agosto - Funcionários do zoológico de Emmen, na Holanda, estão preocupados com o comportamento dos babuínos nos últimos dias. Os 112 primatas permaneceram parados, juntos uns dos outros, sem comer ou brincar no recinto desde segunda-feira (29) - alguns voltaram a comer maças só nesta sexta-feira (2) Vincent Jannink/Efe
Funcionários de um zoológico na Holanda estão tentando descobrir o que fez com que seu grupo de mais de cem babuínos permanecesse paralisado durante dias na área destinada a eles.
O comportamento estranho dos animais teve início no começo da noite de segunda-feira, com os babuínos sentados juntos, encostados uns nos outros e comendo pouco. Só nesta sexta-feira os 112 animais voltaram ao normal, segundo um biólogo no Zoológico de Emmen.
O zoológico ainda não sabe o que assustou tanto os babuínos-sagrados (ou hamadryas), mas os funcionários afirmam que já é um bom sinal o fato de os animais terem voltado a se alimentar de maçãs e a se movimentar.
"O que os assustou? Não sabemos, é um mistério. Há muitas possibilidades - um terremoto, cobras que fugiram, alienígenas, trovão", disse à BBC Wijbren Landman, biólogo do zoo. "Os outros animais estão bem. [Os babuínos] Têm lêmures, elefantes e cangurus como vizinhos, e eles não mostraram sinais de pânico", acrescentou.
Predadores
Landman disse que consultou um especialista francês que já testemunhou esse tipo de histeria entre babuínos soltos na natureza, desencadeada quando eles notam que há um predador nas proximidades.
Mas, o especialista afirmou que nunca viu esse comportamento por um período tão prolongado como o observado no Zoológico de Emmen.
"A primeira anomalia foi observada na noite de segunda-feira. Íamos levá-los para o anexo noturno, algo que dura geralmente um minuto, mas precisamos de uma hora para colocar todos lá dentro", disse o biólogo.
"Então, na manhã seguinte, foi uma dificuldade tirá-los de lá. E, imediatamente depois, eles sentaram nas árvores e nas rochas e não fizeram mais nada."
Landman disse que alguns machos, que ocupam um posto mais alto na hierarquia do grupo, devem ter ficado assustados por alguma razão e os demais babuínos seguiram os líderes.
Segundo Landman, é improvável que eles tenham ficado assustados devido à presença de uma raposa, pois o zoológico fica no centro da cidade. E eles também estão acostumados a ver garças voando por cima de seu cercado, então não seria possível que uma ave de rapina tenha deixado os animais em pânico.
O Zoológico de Emmen fica no nordeste da Holanda, perto da fronteira com a Alemanha.
Os funcionários já observaram episódios parecidos em 1994, 1997 e em 2007 e afirmam que alguns dos babuínos - que chegam aos 30 anos de idade - podem ter passado pelas experiências de pânico anteriores.

* Discriminação racial e de crença em Hospital: "Manda essa negra macumbeira sair da sala"!


Ialorixa
Um acontecimento na última semana chocou a comunidade do candomblé de Salvador. A ialorixá Therezinha da Silva, 65 anos, estava no Hospital Roberto Santos, onde procurava pelo médico de prenome Raimundo, quando diz ter sido destratada pela coordenadora da emergência da unidade, chamada Carol.
“Fui totalmente maltratada por essa mulher”, contou a líder religiosa, visivelmente abalada, ao Bahia Notícias. Segundo dona Therezinha, após perguntar por Raimundo, Carol teria relatado a ausência do profissional e pedido que ela se retirasse da sala. Do lado de fora, contudo, a ialorixá ouviu a suposta frase que gerou o problema.
“Manda essa negra macumbeira sair da sala, já conheço ela aqui do hospital”, acusou.
Consternada com a situação, a idosa se dirigiu à ouvidoria da unidade e teve como resposta que “a pessoa [Carol] estava nervosa e que quando eu precisasse falar com o médico, não fosse ao hospital”.
A equipe do Roberto Santos foi procurada pela equipe do Bahia Notícias, porém não quis se pronunciar. “Publique. Depois a gente responde”, disse a assessora Bernadete Farias, aos gritos.

"Nossos médicos não são bons clínicos e se baseiam só em exames", diz doutor em Saúde

Importação de médicos: fatos que a imprensa omitiu

Os médicos brasileiros têm medo de quê?

Por que o CFM tem medo dos médicos cubanos?

Fonte: Bahia Noticia

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

* Presidente da Federação Nacional dos Médicos é funcionário fantasma de hospital público



Há poucos dias, o Brasil inteiro tomou conhecimento do caso do médico paulista Cesar Camara, assistente de um dos urologistas mais caros do Brasil, que apareceu na "Folha de S. Paulo" decepcionado com o programa Mais Médico cujo alvo são médicos no início da carreira.

Soube-se depois que Camara - que cobra 450 reais por consulta -, se inscreveu no programa para boicotá-lo.

Agora os telejornais estão inundados de denúncias contra médicos que ganham do governo e sequer vão lá assinar o ponto, como revelou reportagem do SBT.

O caso mais emblemático e não mencionado pela emissora é do médico potiguar Geraldo Ferreira, presidente da poderosa Federação Nacional dos Médicos.

Ferreira é um combatente full time do Mais Médico. Todos os dias, chova ou faça sol, ele aparece na televisão, no rádio e nos jornais criticando o programa e acusando o governo em querer tapar o sol com a peneira.

Pois bem. Esse doutor, representante nacional dos médicos, é funcionário do Hospital Onofre Lopes, da UFRN, onde recebe um salariozinho de R$ 6.700,00, para uma jornada de 20 horas semanais, devendo prestar só um turno por dia, de segunda a sexta, como anestesista (Portal da Transparência).

Mas há um pequeno problema: Geraldo Ferreira não coloca os pés ali há anos.

Como é mesmo? Geraldo ganha sem trabalhar? É o que parece. Uma fonte do hospital me contou que criaram uma espécie de escala, mas o médico nunca é chamado.

Pergunta que não quer calar: Onde anda o bravo Ministério Público Federal?

* Prefeitura de SP paga por 1 200 médicos que não existem

Quase metade das vagas abertas pelas Organizações Sociais que mantêm postos de saúde não está preenchida, mas repasse de verba continua

A maioria dos médicos estrangeiros no Brasil são bolivianos (880), seguidos dos peruanos (401), colombianos (264) e cubanos (216)
Ausência dos médicos não leva a descontos automáticos às organizações contratadas (Thinkstock)
A rede municipal de saúde de São Paulo paga pelo menos 1 286 médicos que não existem. Os profissionais deveriam atuar nas unidades de atendimento administradas por Organizações Sociais (OSs), instituições que recebem repasses da prefeitura para manter os postos em funcionamento. Por mês, são pagos 116 milhões de reais à rede terceirizada que, assim como ocorre no serviço público, alega dificuldades na contratação, especialmente quando a vaga está na periferia.
A Zona Leste da capital é a mais prejudicada. Na região há 571 plantões médicos abertos para as mais diversas especialidades, como pediatria, ginecologia e dermatologia. A demanda por clínicos gerais também é enorme nos bairros mais afastados, como Cidade Tiradentes, Guaianases e São Mateus. A Zona Norte é a segunda na lista de espera por profissionais, seguida pelas Zonas Sul, Sudeste e Centro-oeste.
Somente a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) precisa contratar quase 700 médicos – 41 deles para compor o número de funcionários da Assistência Médica Ambulatorial (AMA) Tito Lopes. Da lista de nove entidades que prestam serviço para a prefeitura, a OS é a que registra o maior déficit. E também é a que recebe o maior repasse mensal: 26 milhões de reais.
Mas, apesar de o quadro de funcionários estar incompleto na maioria das unidades, os depósitos feitos mensalmente pela Secretaria Municipal da Saúde continuam. Isso quer dizer que a ausência dos médicos não leva a descontos automáticos às organizações contratadas, apenas prejuízo aos cofres públicos.
De acordo com cálculos da pasta, quase metade das vagas para médicos abertas pelas OSs não está preenchida – índice semelhante ao registrado pelo conjunto de postos administrado pela própria secretaria.
Salário – Os números contrariam o principal argumento da prefeitura ao manter parceiros na área da saúde – a agilidade na contratação de profissionais pelas instituições, que estão livres da obrigação de promover concursos públicos.
As dificuldades enfrentadas pelo setor ainda vão contra a tese de que salários altos seguram os médicos. Pagar até 1 100 reais por um plantão de 12 horas – o dobro do pago pela prefeitura – não tem surtido efeito em São Paulo.
O resultado está nas salas de espera das unidades comandadas pelas OSs. Há filas para atendimento de emergência, de especialidade ou mesmo hospitalar. O mesmo quadro encontrado por pacientes que buscam postos de saúde administrados de forma direta. "É tudo igual. Se não fosse pela placa na porta, a gente nem iria notar essa diferença aí (de gestão). Falta médico de todo jeito", diz a dona de casa Daniele de Souza, de 28 anos, usuária da AMA Perus, na Zona Norte da capital.
Punição – A Prefeitura de São Paulo anunciou que estuda uma forma de modificar o modelo atual dos contratos de gestão para poder aplicar multas às OSs que comandam unidades públicas com o quadro de médicos incompleto. O secretário municipal da Saúde, José de Filippi Junior (PT), disse que deve haver descontos nos repasses feitos às entidades a partir de um determinado "índice de faltas".
A proposta em estudo prevê punir as OSs que não conseguem contratar ou manter no serviço pelo menos 85% do número obrigatório de médicos. Na prática, isso quer dizer que se faltar um de oito médicos obrigatórios em uma Assistência Médica Ambulatorial (AMA), por exemplo, a entidade responsável não será multada, já que o porcentual de médicos no local ficaria em 87%. Mas, se faltarem dois, o desconto passará a ser aplicado.
"A ideia é assegurar uma equipe mínima. Estamos começando a tocar na ferida. Há Organizações Sociais (OSs) fazendo corpo mole para contratar, sim. Elas alegam que os contratos estão sem reajuste há dois, três anos, e isso dificulta. Em parte, têm razão, mas não podemos aceitar. Com menos médico, a qualidade cai", reconhece o secretário.
(Com Estadão Conteúdo)

* Países organizam ações para a Semana Mundial do Aleitamento Materno

1/8/2013 14:00
Por Redação, com ABr - de Brasília

A meta da instituição é elevar a taxa mundial de aleitamento materno exclusivo
A meta da instituição é elevar a taxa mundial de aleitamentomaterno exclusivo
Apenas 38% das crianças no mundo são amamentadas exclusivamente com leite materno nos seis primeiros meses de vida, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade alerta que o aleitamento materno é a melhor fonte de nutrição para bebês e crianças pequenas e uma das formas mais eficazes de garantir a saúde e a sobrevivência. Segundo a OMS, o aleitamento materno reduz as chances de obesidade na vida adulta e o risco de diabetes.
A meta da instituição é elevar a taxa mundial de aleitamento materno exclusivo, nos primeiros seis meses de vida do bebê, em pelo menos 50% até 2025. O objetivo é melhorar a saúde de crianças menores de 5 anos em todo o mundo. Para isso, a partir desta quinta-feira, os governos de mais de 170 países organizam uma série de atividades para comemorar a Semana Mundial do Aleitamento Materno.
Porém, em um levantamento divulgado esta semana, a OMS alerta que apenas 37 dos 199 países (19%) signatários das diretrizes da entidade sobre o tema aprovaram leis que refletem todas as recomendações, entre elas, a de proibir totalmente a publicidade de produtos substitutos do leite.
A agente de segurança Tatiana Pereira Leal reconhece essas vantagens no dia a dia. Tatiana amamentou a primeira filha até os 3 anos de idade, apesar de ter enfrentado dificuldades nos primeiros meses. A filha mais nova, que hoje tem 12 anos, foi amamentada até 1 ano de idade, quando Tatiana teve que voltar ao trabalho.
“Acho que faz toda a diferença na formação deles. Minhas filhas não tomaram mamadeira ou [usaram] chupeta e foram do peito para a comida. Só tiveram gripes bobas enquanto minha sobrinha que não mamou tem vários problemas de saúde. Ela tem a imunidade muito baixa”, disse.
Representantes do Departamento de Nutrição para Saúde e Desenvolvimento da OMS afirmaram que, apesar de quase todas as mulheres serem capazes de amamentar seus filhos, muitas são desencorajadas e passam a acreditar que os complementos alimentares são as melhores opções.
O levantamento da OMS não destaca números da situação brasileira. O Ministério da Saúde deve divulgar dados mais atualizados no final da manhã de hoje. No site do ministério, o governo destaca que vários esforços vêm sendo feitos para estimular o aleitamento materno, mas reconhece que, ainda assim, “as taxas de aleitamento materno no Brasil, em especial as de amamentação exclusiva, estão aquém do recomendado”.
A última pesquisa sobre aleitamento feita pelo Ministério da Saúde, abrangendo todo o país, ocorreu em 2009 e apontou que 41 % das crianças menores de 6 meses recebem alimentação exclusivamente por aleitamento. O levantamento ainda mostra que, durante a primeira hora de vida, 67,7% das crianças mamam.
Números do governo apontam que o Brasil tem a maior rede de bancos de leite do mundo, com 210  unidades e 117 postos de coleta. Por ano, são coletados em média 166 mil litros de leite humano que beneficiam, aproximadamente, 170 mil recém-nascidos, segundo dados do Ministério da Saúde.  A expectativa é que, este ano, a pasta invista R$ 7 milhões nos bancos de leite, ou seja, quatro vezes mais do que tem sido gasto (R$ 1,7 milhão por ano).

* Um por cento mais rico tem mais dinheiro do que 99% da humanidade

1/8/2013 14:27
Por Redação, com ACSs - de Londres

Cartaz do movimento 99%
Cartaz do movimento 99%
As 300 maiores fortunas do planeta acumulam mais riqueza que os mais de 3 bilhões de pobres que existem no mundo e representam 99% da população. Assim afirma o professor Jason Hickel, da escola de Economia de Londres, assessor do movimento The Rules, que luta contra a desigualdade.
– Citamos estes números porque nos oferece uma comparação clara e impressionante: as 200 pessoas mais ricas possuem aproximadamente US$ 2,7 trilhões e isso é muito mais que o que possui as 3,5 bilhões de pessoas, que possuem um total de US$ 2,2 trilhões – explica o economista Jason Hickel, citando um estudo recente da ONG Oxfam, que salienta que o 1% dos mais ricos aumentou seus ingressos em 60% nos últimos 20 anos com a radicalização das políticas imperialistas.
No vídeo A desigualdade da riqueza mundial, o movimento The Rules expõe como cresce esta desigualdade social com o passar do tempo em diferentes países. Assim, durante o período colonial, a brecha entre os países ricos e pobres aumentou de 3:1 a 35:1. Desde então, a brecha cresceu até um nível de 80:1.
De acordo com o economista, o crescimento da brecha se deve em parte às políticas econômicas neoliberais que instituições internacionais como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização Mundial do Comércio (OMC) impuseram aos países em desenvolvimento durante as últimas décadas.
– Essas políticas estão desenhadas para liberar os mercados à força, abrindo-os a fim de dar as multinacionais um acesso sem precedentes à terra barata, recursos e mão de obra. Mas a um preço muito alto: que os países pobres percam por volta de US$ 500 milhões por ano de seu PIB – explica o professor citando o economista Robert Pollin, da Universidade de Massachusetts.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

* Como fazer sua própria transmissão ao vivo de protesto

Preparamos um guia para que qualquer pessoa possa transmitir o que está acontecendo - é preciso apenas ter um celular

por Murilo Roncolato

Editora Globo
Manifestante durante o Quarto Protesto Contra o Aumento da Tarifa de Ônibus em São Paulo
Na cobertura das recentes manifestações em São Paulo e no Rio de Janeiro uma chamou  a atenção pela ousadia. A  Mídia Ninja cobriu os protestos da perspectiva dos manifestantes e mostrou às pessoas que ficaram em casa o que estava acontecendo em tempo real - e, para isso, usou uma estrutura simples. O modelo ganhou adeptos: surgiram ideias como o Tomada.tv (site que reúne vídeos editados dos registros feitos pelas pessoas presentes nas manifestações), o coletivo Linha de Frente Audiovisual e o Rio na Rua.
A partir da atuação, organização e orientação desses coletivos, preparamos um guia com dez passos para quem gostaria de fazer transmissões ao vivo fazendo uso de um equipamento mínimo e praticamente universal nos dias de hoje: o celular. 
1. Equipamento
Tenha em mãos um celular como boa capacidade de processamento e boa resolução de câmera (se possível, no mínimo 5 megapixels). Bons modelos que atendam esses critérios não custam muito mais caro hoje em dia. Mais importante que isso é o serviço de dados contratado. Celulares G conseguem cumprir o objetivo, mas o ideal é o 4G, disponível no mercado. A própria Mídia Ninja fazia uso de equipamentos 3G até o início de julho, quando passou a usar 4G em alguns casos. Em aglomerações, é possível que o sinal enfrente problemas e, nesses casos, não há muito o que fazer. Caso o celular não tenha 3G, uma opção é usar um modem móvel ligado a um PC e configurá-lo para funcionar como um roteador. 
2. Aplicativos
Há boas opções para celulares Android e iPhone. O TwitCasting é bastante popular por ser também o utilizado pela Mídia Ninja. O app cumpre sua função, realiza as transmissões com facilidade, permite a interação com as redes sociais e armazena os registros (gratuito para iOS e Android). Alternativas são o Ustream (iOS e Android), o Livestream (iOS e Android), o Bambuser (iOS e Android) e o Qik (iOS e Android), comprado pelo Skype. 
3. Onde ficar
Se a finalidade é mostrar o que está acontecendo a partir de um ponto que a maioria das pessoas não consegue (ou não tem coragem de) estar, o seu lugar é na linha de frente (é dessa condição que nasceu o nome do coletivo carioca). Mas há maneiras mais prudentes de estar lá. Procure ficar próximo a outros câmeras e fotógrafos. Nunca fique entre a polícia e os manifestações. Fuja do meio, preferindo sempre fazer uso das laterais das vias e, se possível, perto de qualquer coisa que possa ser usada como proteção, como árvores, postes, caçambas etc. 
4. Como filmar
Evite balançar muito a câmera. Se a internet apresentar algum atraso, o ato de balançar a câmera resulta, para quem está assistindo, em um grande borrão. Como nem sempre é possível estar com a imagem estável, fale sempre o que está acontecendo. Esse procedimento é importante inclusive porque o vídeo não consegue captar o cenário da maneira como você o está vendo, nem com a mesma nitidez. A narração é importante para que o público possa continuar fazendo outras atividades enquanto acompanham a transmissão. 
5. Como se manter seguro
Em caso de tumulto ou confronto, siga o passo 3 e fale para quem quiser ouvir que você está apenas cobrindo a manifestação e não necessariamente participando dela. Saiba sempre onde você está, nome da rua, tenha em mente quais são as ruas próximas e tente saber com antecedência onde se localizam casas, shoppings, lojas ou postos que possam servir como “QGs”. Importante também saber qual o Departamento de Polícia mais próximo e quais são os hospitais da região. 
6. Como andar
Ande sempre em grupo. Se possível, vá para a rua com algum colega que esteja munido de uma câmera e que possa filmar não só o que está acontecendo na manifestação, mas para filmar você, caso necessário. Importante estar com roupas adequadas para correr, panos e vinagre. Apesar de ser recomendável o uso de máscaras, para evitar respirar gás lacrimogênio, no caso de transmissões ao vivo que o narrador tenha que fazer relatos do que está acontecendo, a máscara pode atrapalhar. Um procedimento importante é se filmar, mostrar o que há na mochila antes e, se possível, em algum momento durante a filmagem para evitar possíveis acusações de porte de material usado no conflito, como bombas. 
7. Não pare a transmissão
Evite parar a transmissão por qualquer motivo. É importante, se o objetivo é manter uma audiência, que a transmissão seja contínua. Para isso, leve carregador e baterias extras. Em caso de conflito, filme o quanto puder, mas se a coisa ficar muito feia, não banque o valentão e corra para algum lugar seguro e proteja-se. 
8. Mantenha-se informado
O ideal é ter algum amigo assistindo tudo o que está acontecendo de casa, pela televisão e pela internet. Ele, mais o amigo presente na manifestação e você, devem ter a possibilidade de se falar a qualquer momento. Por isso é indicado levar um segundo celular, somente para este fim. É importante estar a par do que está acontecendo na manifestação em outras localidades. 
9. Avise as redes
Use esse amigo de casa como base para ajudá-lo na divulgação e moderação da transmissão. É importante distribuir o link pelas redes sociais a fim de atingir a maior quantidade de pessoas possível e ainda é importante ouvir o que as pessoas que estão assistindo falam sobre a transmissão e que informações adicionais elas estão passando. 
10. Na hora evite tomar partido
É importante não fazer xingamentos ou fazer qualquer tipo de incitação à violência - isso pode ser considerado crime.