Mostrando postagens com marcador Ciências. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ciências. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de março de 2014

* Quando começa a aprendizagem?

Estudos recentes apontam a vida intrauterina como um importante período de desenvolvimento cognitivo. A aprendizagem, no ventre materno ou fora dele, ocorreria em estreita interação com os estímulos que provêm do ambiente.
Por: Vera Rita da Costa
Quando começa a aprendizagem?
Mais que uma espera para o nascimento, a gravidez começa a ser reconhecida como importante período que pode influenciar substancialmente a vida futura, inclusive a aprendizagem. (foto: Gullermo Ossa/ Sxc.hu)
É comum pensarmos que o aprendizado começa quando a criança entra na escola ou, quando muito, que se inicia com o nascimento. No entanto, pesquisas das áreas de biologia evolutiva e psicologia cognitiva estão começando a mudar esse panorama e a estabelecer uma nova visão sobre a importância do período que passamos no útero. 
Muito mais do que uma mera espera para o grande evento que seria o nascimento, a gravidez começa a ser reconhecida como um importante período em si mesmo, que pode influenciar substancialmente a nossa vida futura, inclusive a nossa aprendizagem. 
Denominado pelos especialistas ‘origem fetal’, esse novo campo de conhecimento vem se desenvolvendo rapidamente ao longo dos últimos 20 anos
Denominado pelos especialistas 'origem fetal’, esse novo campo de conhecimento vem se desenvolvendo rapidamente ao longo dos últimos 20 anos, sobretudo em relação à área de saúde. Alguns dos resultados obtidos já permitem relacionar determinadas condições vividas pelo feto a doenças que ocorrerão em sua vida adulta. A deficiência nutricional, por exemplo, relaciona-se à ocorrência na vida adulta de problemas como hipertensão, obesidade e resistência à insulina. 
Mas o que dizer em relação à educação? Também para essa área os resultados de pesquisa e, principalmente, a discussão que se trava no campo da ‘origem fetal’ são interessantes, embora pouco debatidos entre nós. Com base neles, é possível perceber, por exemplo, que algumas de nossas concepções precisam mudar, a começar pela nossa ideia de quando deve se iniciar a aprendizagem. 
Também deve mudar a forma como tratamos os recém-nascidos ou as crianças bem pequenas. Afinal, se a aprendizagem começa ainda quando estamos no útero, mesmo recém-nascidos já possuiriam um conjunto de conhecimentos sobre o mundo que deveria ser levado em conta por aqueles responsáveis por dar prosseguimento e estimular as suas aprendizagens futuras.

Apenas cuidar?

Não caberia mais, portanto, a ideia ainda disseminada entre nós de que não devemos nos preocupar com o assunto quando se lida com recém-nascidos e bebês. Ou, ainda, que não é necessária a formação pedagógica (e de qualidade) para quem lida com essa faixa etária ou trabalha em berçários e creches, pois a função nesses casos seria apenas ‘cuidar’, não propriamente ensinar.
O que, de fato, os resultados de pesquisa estão nos indicando é algo bem diferente: somos aprendizes vorazes, sobretudo na infância (e, como estamos nos dando conta agora, também na vida intrauterina). Mas a aprendizagem, seja no ventre materno ou fora dele, ocorre em estreita interação e dependência dos estímulos que provêm do ambiente, incluindo-se aí – e de maneira muito especial – as pessoas com as quais nos relacionamos nessas fases fundamentais da aprendizagem. 
Em termos de educação há, portanto, lições a se tirar dessas pesquisas, e uma delas, essencial, é que as aprendizagens na infância podem se tornar mais adequadas, servindo de incentivo à continuidade da curiosidade e do desejo de aprender também ao longo da adolescência e da vida adulta. Isso se os conhecimentos prévios e as predisposições que trazemos da vida intrauterina forem mais bem conhecidos e compreendidos por pais e profissionais da área.

O que sabemos antes de nascer?

No livro Origens: como os nove meses anteriores ao nascimento moldam as nossas vidas (Editorial Presença, 2012), a jornalista especializada em ciência e educaçãoAnnie Murphy Paul faz um apanhado dos resultados de pesquisas realizadas nas últimas duas décadas com o objetivo de verificar a influência do período de gestação e das condições vividas nos meses que passamos no útero sobre nossa vida futura, principalmente sobre nossa saúde, temperamento e aprendizado.  
De modo geral, como relata a autora, os resultados mais expressivos dizem respeito ao desenvolvimento dos órgãos dos sentidos e ao aumento de nossa capacidade de perceber, organizar e interpretar os estímulos que captamos do ambiente. 
Ao longo do desenvolvimento fetal, relata Paul, os sentidos tornam-se gradativamente disponíveis, suprindo o cérebro, também em rápido desenvolvimento, com informações sobre ‘o mundo que nos aguarda’. Essas informações, por sua vez, consolidam-se como padrões de identificação e decodificação de estímulos, configurando nossas primeiras memórias e aprendizagens. 
Recém-nascido
Recém-nascidos reconhecem a voz materna e humana, e demonstram preferência por elas até quando comparadas a outros sons com propriedades acústicas similares. (foto: Guenter M. Kirchweger/ Sxc.hu)
O exemplo mais didático e menos distante de nós encontra-se na avidez ou aversão por certos alimentos. Afinal, praticamente toda família tem um caso desse tipo para relatar, como o da mãe que consumiu muito suco de melancia na gravidez e teve um filho ‘viciado’ na bebida ou de outra que teve uma experiência negativa com peixe na gravidez e encontra aí a justificativa de seu filho não ‘suportar’ esse tipo de alimento. 
O interessante é que essas ideias aparentemente sem sentido ou até tidas como crendices começam a encontrar respaldo científico e a ser reforçadas por dados de pesquisas, nas quais se analisam o ritmo e a intensidade da mamada de recém-nascidos na presença de determinados estímulos ou suas expressões faciais quando expostos a eles. 
Qual a possível explicação científica para essas ocorrências? Segundo pesquisasdiscutidas por Annie Murphy Paul em seu livro, a resposta está no fato de cheiros e sabores serem captados pelo feto e passarem a fazer parte das suas memórias, principalmente a partir do sétimo mês de gestação, quando as papilas gustativas e os receptores olfativos já se encontram desenvolvidos. Ao nascer, portanto, é comum que as crianças demonstrem preferência pelos alimentos consumidos pela mãe na gravidez. 
Ideias aparentemente sem sentido ou até tidas como crendices começam a encontrar respaldo científico e a ser reforçadas por dados de pesquisas
Ainda mais interessantes são os resultados de estudos obtidos em dimensões não tão evidentes. Um exemplo está na aquisição de padrões sonoros e da própria linguagem, que também se iniciariam no período fetal, a partir do sétimo mês de gravidez, quando a audição humana encontra-se plenamente funcional. 
Como discutem  Anthony Decasper e Melanie Spence, das universidades da Carolina do Norte e do Texas (EUA), a percepção e o processamento do som, ainda no período intrauterino, são acompanhados pela memorização de padrões sonoros e pelo desenvolvimento de outras importantes habilidades linguísticas, como a capacidade de identificar características acústicas e padrões de ênfase e ritmos. Isso torna o recém-nascido humano capaz de reconhecer e demonstrar preferência por sons ouvidos na vida intrauterina, como a voz de sua mãe, a sua língua nativa e trechos de histórias e canções.  
Recém-nascidos não hesitam em reconhecer a voz materna e humana, e demonstram preferência por elas até quando comparadas a outros sons com as mesmas propriedades acústicas (como a própria fala humana reproduzida de trás para frente), afirmam Decasper e Spence.

Aprendizes vorazes e supereficientes

Em Bem-vindo ao cérebro do seu filho: como a mente se desenvolve desde a concepção até a faculdade (Cultrix, 2013), os neurocientistas Sandra Aamodt e Sam Wang também fazem uma revisão detalhada de como se processa a aprendizagem em diferentes fases da vida humana e destacam a importância das pesquisas sobre a aprendizagem adquirida ainda na vida intrauterina.
Segundo Aamodt e Wang, o pensamento mais comum ainda é o de que recém-nascidos são ‘tábulas rasas’ ou receptores passivos de ensinamentos, dependendo única e exclusivamente dos conhecimentos que receberão dos adultos depois de nascer. Mas, de maneira muito diversa disso, os dados de pesquisa têm revelado que somos aprendizes inatos e supereficientes, “moldados pela evolução” para interagir e sobreviver em um mundo extremamente desafiante, a começar pelo ‘mundo’ intrauterino. 
Ao nascer, argumentam os autores, podemos não possuir as capacidades necessárias para expressar nosso conhecimento, mas isso não significa que ele não exista. Ao contrário, já chegamos ao mundo preparados ou “equipados com um kit básico de ferramentas”, que inclui habilidades essenciais, entre elas as que nos permitem, inclusive, investir na própria aprendizagem.
Qual o porquê de tudo isso? Por que aprender ainda no útero? A resposta, nesse caso, vem da biologia evolutiva.
Como discute Annie Murphy Paul em seu livro, quando um feto capta, processa e memoriza estímulos ou padrões ainda no útero materno, ele está, mesmo que indiretamente, captando e processando informações também sobre o ambiente onde nascerá. Em outras palavras, está se antecipando e se preparando para o mundo em que viverá.
“Todos nós aprendemos sobre o mundo antes mesmo de fazermos parte dele”, diz Paul. Não somos inertes ou passivos, mas criaturas ativas, dinâmicas e muito flexíveis, capazes de responder e nos adaptarmos a diferentes condições que se apresentem.
Feto
Os efeitos da desnutrição sobre 40 mil fetos cujas mães passaram o ‘inverno da fome’, durante a Segunda Guerra Mundial, foram notados imediatamente e também décadas depois. (foto: Bill Davenport/ Sxc.hu)
Nossas mães, por sua vez, são nossas primeiras professoras ou informantes. Sem necessariamente ter consciência disso, elas estão, durante a gestação, nos passando informações e ensinando sobre o mundo em que nasceremos – por exemplo, sobre o que está disponível e é seguro comer; qual a língua falada em nossa comunidade ou quem é ela ou o cuidador em quem podemos confiar.
Esse tipo de aprendizagem, explica a autora, auxilia na sobrevivência do recém-nascido. Ao reconhecer e responder melhor à voz ou a língua materna, por exemplo, um feto amplia a sua ligação com a pessoa que cuidará dele. Ou, ainda, ao antecipar-se na memorização de gostos e sabores e estabelecer precocemente preferências e aversões alimentares, poderá evitar alimentos nocivos ou buscar com mais avidez aqueles de que necessitará quando recém-nascido.
Sem necessariamente ter consciência disso, nossas mães estão, durante a gestação, nos passando informações e ensinando sobre o mundo em que nasceremos
Como “cartões postais do mundo de fora”, exemplifica Paul, “os estímulos recebidos por intermédio da mãe na gravidez informam o feto e o fazem produzir respostas a perguntas críticas para a sua sobrevivência: vou nascer em um mundo de abundância ou de escassez? É um mundo protegido e seguro ou de perigos e ameaças constantes? A vida nesse mundo será longa e frutífera ou curta e desprovida?”
Um estudo detalhado no livro de Paul exemplifica o quanto a aprendizagem intrauterina pode ser significativa. Diz respeito aos efeitos da desnutrição sobre os cerca de 40 mil fetos que estavam em gestação durante o ‘inverno da fome’, provocado quando as tropas alemãs bloquearam o oeste da Holanda, em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial.

Possíveis efeitos

Os efeitos da desnutrição sobre esses fetos, como se pode imaginar, foram imediatamente notados. Houve aumento do número de natimortos, defeitos congênitos, baixo peso ao nascer e mortalidade infantil. Mas também houve efeitos que só foram constatados décadas depois, como maior incidência de obesidade, diabetes e doenças do coração entre as pessoas gestadas durante esse período de carestia.
Uma possível explicação para isso, segundo Paul, encontra-se na enorme capacidade do corpo humano de responder ao contexto, procurando adaptar-se fisiologicamente e sobreviver. 
Diante da escassez de nutrientes, os fetos submetidos ao ‘inverno da fome’ direcionaram os poucos recursos que tinham ao cérebro, adaptando-se fisiologicamente e garantindo, assim, a sua sobrevivência em curto prazo. Mas, devido à carência inicial de nutrientes, outros órgãos, como o coração e o fígado, se fragilizaram e tornaram-se passíveis de mau funcionamento, sobretudo quando submetidos a um mundo de abundância, para o qual não se encontravam preparados. As doenças observadas nos fetos que sobreviveram a esse regime de fome podem ser encaradas, portanto, como respostas inadequadas a um contexto que não reflete as aprendizagens ou os padrões estabelecidos inicialmente, argumenta a autora. 
Atentado
Estudo com 1.700 grávidas que tiveram experiências traumáticas durante o atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, nos EUA, mostra que seus filhos apresentavam sintomas da síndrome de estresse pós-traumático um ano após o episódio. (foto: Robert Linden/ Sxc.hu)
Outro estudo relatado por Annie Murphy Paul diz respeito a 1.700 grávidas que tiveram experiências traumáticas durante o atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, e ao fato da análise realizada nessas gestantes e em seus filhos um ano após o episódio ter revelado a presença de sintomas da síndrome de estresse pós-traumático também nos recém-nascidos. 
Considerando-se a perspectiva da ‘origem fetal’, a explicação para o ocorrido nesse caso, assim como no episódio do ‘inverno da fome’, também é reveladora e, de certa forma, surpreendente. Os pesquisadores acreditam que, provavelmente, os fetos de mulheres grávidas que experimentaram o trauma do atentado foram “informados por suas mães” e se prepararam para um mundo no qual a prontidão, característica do estresse, poderia ser útil à sobrevivência. 
Com base nas pesquisas e discussões sobre ‘origem fetal’, é possível perceber que as informações que recebemos de nossas mães ainda no útero podem ser positivas ou negativas
Pense por um instante: características típicas da síndrome do estresse pós-traumático, como a hipervigilância, o distanciamento psíquico e a irritabilidade, podem ser relativamente úteis em um mundo ameaçador, que requer níveis de atenção máximos, mas não se configuram aprendizagens relevantes em um mundo relativamente seguro. 
Nesse contexto, ao contrário, essas características seriam desnecessárias ou mesmo representariam um alto custo para quem as possuísse – custo que os pesquisadores consideram que está sendo cobrado dos fetos que passaram pelo ‘inverno da fome’, assim como dos que ‘vivenciaram’ o atentado de 11 de setembro. 
Com base nas pesquisas e discussões sobre ‘origem fetal’, é possível perceber que as informações que recebemos de nossas mães ainda no útero podem ser positivas ou negativas. Melhor dizendo, podem ser adequadas ou não diante do contexto em que nascemos ou em nossa vida futura. 
Mas tão importante quanto isso é começarmos a nos dar conta de que nossa visão sobre quando e como se dá a aprendizagem precisa ser ampliada. Os dados de pesquisas têm nos mostrado que, de fato, aprende-se sempre, inclusive, antes de nascer.

Vera Rita da Costa
Ciência Hoje/ SP

quarta-feira, 12 de março de 2014

* Os 7 maiores mistérios do universo

Questão 1 - Deus existe?
O unicórnio é um cavalo com barbicha, um chifre na testa e supostos poderes mágicos. Ele não existe, claro, é uma invenção. Só que isso é impossível de provar. Da mesma forma, não temos nenhum indício objetivo da existência de Deus - que pode perfeitamente ser apenas uma criação humana. Mas isso também é impossível de provar. É que a única maneira de provar definitivamente uma coisa é usar o chamado método científico, que foi proposto por Galileu Galilei no século 16 e tem quatro etapas. Primeira: observar um fato concreto. Segunda: fazer uma pergunta sobre ele. Terceira: elaborar uma hipótese, ou seja, uma resposta à pergunta. Quarta: fazer uma experiência controlada para confirmar ou negar a hipótese. Simples, não?

Mas com o unicórnio, tropeçamos já na primeira etapa - porque não existe nenhum elemento concreto, como um pedaço de cabelo ou qualquer outra pista deixada por um unicórnio. Com Deus, você consegue passar pelas primeiras fases. É possível observar um fato concreto (o Universo existe) formular uma pergunta a respeito (foi Deus que o criou?) e elaborar uma hipótese (sim ou não). Mas como vencer a quarta etapa - e criar uma experiência científica que pudesse confirmar ou negar Deus?

É difícil até de imaginar. Isso ajuda a explicar por que a existência de Deus divide a opinião dos cientistas. Um estudo feito nos EUA pelo Instituto Pew revelou que 51% deles admitem a existência de alguma forma de poder divino (contra 95% na população em geral).

Alguns pesquisadores vão além do impasse, e dizem ter evidências de que Deus existe - ou inexiste. A primeira categoria é liderada por Francis S. Collins, que foi diretor do Projeto Genoma Humano e hoje dirige os Institutos Nacionais de Saúde (NIH), principal órgão de ciência do governo nos EUA. Para ele, a prova da existência de Deus é chamada sintonia fina. Por essa tese, o Big Bang obedeceu a alguns parâmetros muito precisos e coordenados entre si. Se a força que mantém unidos os prótons e os nêutrons fosse um pouco menor, por exemplo, só o hidrogênio teria se formado - e não existiria a matéria-prima da vida, o carbono. Para Collins, nossa existência depende de tantas variáveis, numa combinação matematicamente tão improvável, que não pode ser acaso. "A sintonia fina não é acidental. Ela reflete a ação de algo que criou o Universo", diz.

O polo ateu é liderado pelo físico Victor Stenger, professor da Universidade do Havaí e autor de God: The Failed Hypothesis ("Deus: a tese fracassada", inédito no Brasil). Ele descarta a tese da sintonia fina. Diz que o Universo não foi sintonizado para nós; nós é que somos adaptados às condições dele. Também apresenta exemplos de como o Universo simplesmente não precisa de Deus. "Até o século 20, acreditava-se que a matéria não poderia ser criada nem destruída, só transformada de um tipo para outro". Se é impossível criar matéria, a existência dela só poderia ser um milagre. "Mas aí Einstein provou que a matéria pode ser criada a partir de energia, sem violar as leis da física", diz. "A ciência pode provar que Deus não existe? A resposta é sim". Mas ele mesmo faz ressalvas. "Não me refiro a uma prova lógica [definitiva], mas a uma prova acima de dúvida, como a usada num tribunal." Traduzindo: para Stenger, é possível provar que nada depende de Deus, e a partir daí inferir que ele não existe. Mas mostrar que ele não existe, felizmente para uns e infelizmente para outros, continua impossível.


Questão 2 - De onde viemos?
O Universo surgiu há 13,7 bilhões de anos como um pontinho muito pequeno e denso, que se expandiu e deu origem a tudo o que existe - as estrelas, os planetas, você e eu. Essa é a história do Big Bang. Mas o que aconteceu antes dele? A hipótese mais tradicional (e mais frustrante também) diz que o tempo surgiu junto com a explosão, e portanto não existe "antes do Big Bang". A outra é de que houve outros universos antes do nosso. E haverá outros depois dele, numa sequência eterna de renascimentos. "Cada ciclo começa com seu próprio Big Bang", diz Roger Penrose, professor da Universidade de Oxford e um dos físicos mais importantes da segunda metade do século 20. Para ele, cada universo se expande até que suas partículas perdem massa e dão lugar a uma espécie de vácuo, o tempo para e aquele universo morre - para se transformar em outro por meio de um Big Bang. Penrose tenta provar a tese em seu novo livro, Cycles of Time: An Extraordinary New View of the Universe ("Ciclos do tempo", inédito no Brasil).

Ideias heterodoxas como essa estão longe de ser aceitas pela maioria dos cientistas. Mas vêm ganhando espaço, pois a lógica tradicional do Big Bang não consegue explicar tudo. Ela explica apenas 4% do Universo, porcentagem que corresponde à matéria e à energia que nós podemos perceber (e que formam galáxias, planetas e seres). Todo o resto, 96%, supostamente é preenchido por coisas estranhas: a energia escura e a matéria escura, que não somos capazes de ver. A teoria do Big Bang tampouco explica por que o Universo está se expandindo cada vez mais rápido, num fenômeno chamado aceleração cósmica. Para alguns físicos, a responsável por isso é justamente a tal energia escura - que fará nosso Universo se expandir até acabar e renascer, mais ou menos como Penrose propõe.

Mais estranhamente ainda, talvez existam vários universos além do nosso. Isso porque, segundo uma tese bem aceita, o Big Bang não foi homogêneo. Uma porção do espaço teria se inflado muito rápido, como uma tira de borracha, e nosso Universo estaria dentro dela. "Outras partes do espaço podem ter se expandido em outros momentos", diz o físico Marcelo Gleiser, da Universidade Dartmouth. "Haveria então outros universos, separados por espaços gigantescos". Todos existindo ao mesmo tempo.

Além de tentar descobrir de onde viemos, a ciência também luta para explicar como nascemos, ou seja, como tudo o que existe se formou. Nisso, tem feito grandes progressos. Tudo graças ao famoso bóson de Higgs, partícula que finalmente foi detectada ano passado. O bóson é uma peça-chave porque deu massa às demais partículas que compõem o nosso Universo. Logo após o Big Bang, o Universo era um caos de partículas subatômicas viajando na velocidade da luz. Só que ele estava cheio de bósons - e conforme as partículas entraram em contato com os bósons, algumas ganharam massa e outras não. As partículas de luz (fótons), por exemplo, não ganharam massa. Mas outras, como os quarks, sim - e se transformaram em tudo o que existe. As estrelas, os planetas, você e eu.


Questão 3 - Qual é o sentido da vida?
A ciência propõe duas explicações para essa dúvida metafísica. A primeira, mais tradicional, é: o sentido (objetivo) da vida é se reproduzir, ou seja, ter filhos. Ponto. Isso vale tanto para nós como para o sabiá, o cordeiro patagônico ou o bicho-da-seda. Pelo menos é o que diz a tese do gene imortal, uma das mais populares da biologia evolutiva. Ela tem sido desenvolvida desde os anos 1970 pelo biólogo britânico Richard Dawkins, e reinterpreta a teoria da evolução de Darwin.

A transmissão de informação genética entre pais e filhos não é perfeita. Podem ocorrer erros: as mutações. Eles sempre acontecem - em média, cada humano nasce com 60 mutações. Esses erros no DNA podem provocar síndromes e doenças, mas também podem ser positivos. Se um indivíduo tem uma mutação que o torna mais apto que os demais (mais forte ou mais bonito, por exemplo), ele tende a se reproduzir mais e espalhar essa mutação na sociedade. Os mais aptos permanecem e os demais desaparecem. É a chamada seleção natural.

Dawkins fez uma ligeira modificação nessa teoria. Para ele, os protagonistas da seleção natural não são as espécies nem os indivíduos: são os genes. Nós seríamos meras máquinas de sobrevivência que os genes construíram para se preservar ao longo das gerações. "As máquinas de sobrevivência têm aparência muito variada. Um polvo não se parece em nada com um rato, e ambos são muito diferentes de uma árvore. Mas, em sua composição química, eles são quase iguais", escreve Dawkins. É verdade. Cada ser vivo tem um código genético diferente - mas ele sempre é construído com as mesmas moléculas. E a nossa missão na Terra é espalhar essas moléculas. "Todos nós, desde as bactérias até os elefantes, somos máquinas de sobrevivência para o mesmo tipo de replicador: as moléculas de DNA." Como há vários tipos de ambiente no mundo, os replicadores construíram uma ampla gama de máquinas para prosperar neles. Um macaco preserva os genes nas copas das árvores; um peixe preserva os genes na água, e assim por diante. Os genes também nos dotaram de instintos que nos levam à reprodução - é por isso que o sexo é tão prazeroso, e a atração sexual tão forte. A tese do gene imortal é convincente e elegante. Mas não explica tudo.

O cérebro humano possui um mecanismo chamado sistema de recompensa. São grupos de neurônios situados em certas regiões, como o septo - que fica bem no centro do cérebro. Toda vez que fazemos algo física ou mentalmente agradável, qualquer coisa mesmo, esses neurônios causam a liberação de dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. As demais áreas do cérebro são inundadas pela dopamina - inclusive aquelas que manejam o autocontrole e as emoções. Você sente prazer. E tem vontade de sentir de novo. E de novo. E de novo... O sistema de recompensa tem uma influência gigantesca sobre nossas ações e decisões. Sempre que você se sente bem, ou mal, é esse sistema que está fazendo isso acontecer. E ele nem sempre nos guia no caminho de gerar descendentes - você deve conhecer gente que não tem filhos, nem quer ter, e está muito bem assim. Porque existe uma segunda explicação para o sentido da vida. Em vez de espalhar genes, o objetivo pode ser contentar o sistema de recompensa. Traduzindo: ser feliz.

O sistema de recompensa foi descoberto nos anos 1950 pelos psicólogos James Olds e Peter Milner, da Universidade McGill, no Canadá. Usando eletrodos, eles notaram que um rato sempre voltava a um ponto da gaiola para receber um choquinho (prazeroso) no septo. Chegou a passar 7 mil vezes por hora, sem ligar para nada mais. Nem para os próprios filhotes. "O animal vai se estimular com frequência, e por longos períodos, se puder fazê-lo", concluíram Olds e Milner. Hoje a ciência sabe que outras coisas (drogas, açúcar, gordura, sexo) também têm o poder de atuar nessas áreas. Por isso elas são tão atraentes - e, em algumas pessoas, podem se tornar viciantes.



Questão 4 - O que acontece após a morte?
Quando morreu pela primeira vez, em 1993, o empresário americano Gordon Allen estava a caminho da UTI. Havia sofrido uma parada cardíaca momentos antes. Seu sangue deixou de fluir, a respiração se deteve, o cérebro apagou. Mesmo assim, ele sentiu algo. "Fui transportado para fora do corpo e comecei a viajar. Não senti dor, apenas leveza. Vi cores maravilhosas, que não existem na Terra", recorda Allen no site da fundação que leva seu nome. Os médicos o ressuscitaram com um desfibrilador.

Assim como Gordon Allen, milhares de pessoas que tiveram morte clínica foram trazidas de volta. "Há uma semelhança incrível nos relatos", diz Maria Julia Kovács, coordenadora do Laboratório de Estudos sobre a Morte da USP. "Muitos dizem ter visto um túnel e uma luz branca. Outros veem uma imagem de Deus." Os relatos também incluem encontros com parentes mortos e a sensação de estar fora do corpo. São as chamadas experiências de quase-morte (EQM). A explicação mais aceita é que se trata de alucinações, causadas pela falta de oxigênio no cérebro. Um estudo feito em 2010 pela Universidade George Washington monitorou o cérebro de sete pacientes terminais. Em todos os casos, a atividade cerebral disparava logo antes da morte. Isso supostamente acontece porque, conforme os neurônios vão morrendo, perdem a capacidade de reter carga elétrica - e começam a descarregar numa sequência anormal, que poderia provocar alucinações.

O intrigante é que, durante a EQM, às vezes a pessoa vê coisas que realmente aconteceram - e que ela, em tese, não teria como saber. "Muitos pacientes dizem ter se encontrado com um parente que ninguém sabia que havia morrido. Nem o próprio paciente. Por exemplo, um tio que morreu minutos antes de o paciente ter a EQM", disse o psiquiatra Bruce Greyson, da Universidade da Virgínia, num seminário realizado em Nova York. "Outras pessoas contam coisas que se passavam na sala do hospital [enquanto elas estavam mortas]".

Mas como explicar que os pacientes estejam conscientes mesmo sem atividade cerebral? Depois de acompanhar 344 sobreviventes de paradas cardíacas, dos quais 18% tiveram EQM, o médico holandês Pim van Lommel criou uma teoria a respeito. "A consciência não pode estar localizada num espaço em particular. Ela é eterna", diz. "A morte, como o nascimento, é mera passagem de um estado de consciência para outro." Ele reconhece que as pesquisas sobre EQM não provam isso, mesmo porque as pessoas com EQM não morreram - só chegaram muito perto. "Mas ficou provado que, durante a EQM, houve aumento do grau de consciência. Isso significa que a consciência não reside no cérebro, não está limitada a ele", acredita.



Questão 5 - Alma existe?
Em 1901, o médico americano Duncan Macdougall fez uma experiência com doentes terminais. Colocou cada paciente, com cama e tudo, sobre uma balança gigante. "Quando a vida cessou, a balança mexeu de forma repentina - como se algo tivesse deixado o corpo", escreveu Macdougall na época. A balança mexeu 21 gramas, e o doutor concluiu que esse era o peso da alma. A descoberta caiu na cultura popular e até inspirou um filme (21 Gramas, de 2003). Ela não tem valor científico, pois a balança era muito imprecisa - e cada paciente gerou um valor diferente. Mas será que não dá para refazer a experiência com a tecnologia atual? Se alma existir mesmo, dá para medir? Em tese, sim. Tudo graças a Einstein e sua equação E=mc2 (E é energia, m é massa e c é velocidade da luz). Se consideramos que a alma existe, e é uma forma de energia, então deve haver massa relacionada a ela. Se a energia muda, a massa também muda. Se alma existe, e sai do corpo quando a pessoa morre, o corpo sofrerá perda de massa - que pode ser medida. O médico Gerry Nahum, da Universidade Duke, propôs uma experiência para testar a hipótese: construir uma caixa perfeitamente selada, que ficaria sobre uma balança hipersensível, capaz de medir 1 trilhonésimo de grama. O problema é que, por razões éticas, não dá para colocar uma pessoa moribunda dentro de uma caixa hermeticamente fechada, pois isso a faria morrer. E o teste nunca foi feito.

Mas os cientistas continuam em busca de evidências para a alma. E os estudos mais surpreendentes vêm de uma dupla que está na vanguarda da ciência: o anestesista americano Stuart Hameroff, do Centro de Estudos da Consciência do Arizona, e Roger Penrose - sim, o mesmo físico de Oxford autor da teoria sobre o que veio antes do Big Bang. Mas, desta vez, a tese é ainda mais inacreditável. Dentro de cada neurônio existiriam 100 milhões de microtúbulos: tubinhos feitos de uma proteína chamada tubulina. A tubulina atuaria como bit, ou seja, como menor unidade de informação que pode ser criada, armazenada ou transmitida. Os tubinhos vibram, interferem com a tubulina e geram ou processam informação - que é passada de um neurônio a outro.

Mas os microtúbulos são tão pequenos que as leis da física quântica se aplicam a eles. E essas leis preveem algumas possibilidades bizarras, como a superposição (uma partícula pode existir em dois lugares ao mesmo tempo). Para os pesquisadores, haveria uma relação quântica entre os tubinhos do cérebro e partículas fora dele, espalhadas pelo Universo. "Quando o cérebro morre, a informação quântica [gerada nos microtúbulos] não fica presa. Ela se dissipa no espaço-tempo", diz Hameroff. Pela mesma lógica, quando alguém nasce, essa informação espalhada no Universo entraria nos microtúbulos. Ou seja: a alma existiria, sim, como um conjunto de relações quânticas entre partículas dispersas no Universo. Embora Hameroff tenha escrito centenas de páginas a respeito, nada disso tem comprovação. "Não reivindico nenhuma prova. Só ofereço um mecanismo cientificamente plausível", diz.



Questão 6 - Há vida fora da Terra?
Em 15 de agosto de 1977, um radiotelescópio do Instituto Seti ("Busca por Inteligência Extraterrestre", na sigla em inglês), nos EUA, captou uma mensagem estranha. Foi um sinal de rádio que durou apenas 72 segundos, só que muito mais intenso que os ruídos comuns vindos do Cosmo. Ao analisar as impressões em papel feitas pelo aparelho, o cientista Jerry Ehman tomou um susto. O sistema captara um sinal 30 vezes mais forte que o normal. Seria alguma civilização tentando fazer contato? Ehman ficou tão impressionado que circulou os dados do computador e escreveu ao lado: "Wow!". O caso ficou conhecido como Wow signal (sinal "uau"!), e até hoje é o episódio mais marcante na busca por inteligência extraterrestre. O Seti e outras instituições tentaram detectar o sinal várias vezes depois, mas ele nunca mais foi encontrado.

Mesmo assim, hoje muitos cientistas acreditam que o contato com extraterrestres é mera questão de tempo. "Numa escala de 1 (pouco provável) a 10 (muito provável), eu diria que nossa chance de fazer contato com ETs em meados deste século é 8", acredita o físico Michio Kaku, da City College de Nova York. Esse otimismo tem justificativa. "Pelo menos 25% das estrelas têm planetas. E, dessas estrelas, pelo menos a metade tem planetas semelhantes à Terra", explica o físico Marcelo Gleiser. Isso significa que, na nossa galáxia, podem existir até 10 bilhões de planetas parecidos com o nosso. Uma quantidade imensa. Ou seja: pela lei das probabilidades, é muito possível que haja civilizações alienígenas. O satélite Kepler, da Nasa, já catalogou 2 740 planetas parecidos com a Terra, onde água líquida e vida talvez possam existir. Um dos mais "próximos" é o Kepler 42d, a 126 anos-luz do Sol (um ano-luz equivale a 9,5 trilhões de quilômetros).

Kaku acredita que, para civilizações muito avançadas, essa distância não seria um problema - pois elas poderiam manipular o espaço-tempo e utilizar portais no Cosmos, como nos filmes de ficção científica. Ok, mas então por que até hoje esse pessoal não veio aqui? "Se são mesmo tão avançados, talvez não estejam interessados em nós", opina Kaku. "É como a gente ir a um formigueiro e dizer às formigas: `Levem-nos a seu líder¿." Para outros cientistas, contudo, a existência de civilizações avançadas é mera especulação. E explicar por que elas não colonizaram a Terra já é querer dar uma de psicólogo de aliens.





Vida x vida inteligente
Tudo bem que existem bilhões de Terras por aí. E que a probabilidade de existir vida lá fora é muito grande. Mas não significa que seja vida inteligente. "Você pode ter um planeta cheio de vida, mas formada por amebas e outros seres unicelulares", acredita Gleiser. Afinal, com a Terra foi assim. A vida aqui existe há cerca de 3,5 bilhões de anos. Mas durante quase todo esse tempo (3 bilhões de anos), só havia seres unicelulares: as cianobactérias, também chamadas de algas verdes e azuis.

Além disso, não basta o tempo passar para que as formas de vida se tornem complexas e inteligentes. A função essencial da vida é se adaptar bem ao ambiente onde ela está. A vida só muda - na esteira de alguma mutação genética - se uma mudança ambiental exigir que ela mude. Assim, se o ambiente não mudar e a vida estiver bem adaptada, as mutações genéticas que em geral aparecem ao longo de gerações não vão fazer diferença. Tudo depende da história de cada planeta. Se o asteroide que matou os dinossauros há 65 milhões de anos não tivesse caído aqui na Terra, e os dinossauros não tivessem sido extintos, não estaríamos aqui.

"Não temos nenhuma prova ou argumento forte sobre a existência de vida inteligente fora da Terra", diz Gleiser. "Existe vida? Certamente. Mas como não entendemos bem como a evolução varia de planeta para planeta, é muito difícil prever ou responder se existe ou não vida inteligente fora daqui", completa. "Se existe, a vida inteligente fora da Terra é muito rara." Decepcionante.

Mas antes de lamentar a solidão da humanidade no Cosmos, saiba que ela pode ser uma boa notícia. Porque se aliens inteligentes realmente existirem, não serão necessariamente bondosos. "Se eles algum dia nos visitarem, acho que o resultado será o mesmo que quando Cristóvão Colombo chegou à América. Não foi bom para os índios nativos", comparou certa vez o físico Stephen Hawking.



Questão 7 - Destino existe?
Uma pergunta aparece com frequência nas provas de vestibular. Você sabe onde um objeto está no momento inicial (t = 0) e precisa usar equações para determinar onde ele estará num momento futuro (como t = 5). Basta usar algumas fórmulas. Dá para calcular a velocidade do carro dividindo a distância pelo tempo. Ou descobrir a força exercida sobre ele multiplicando a massa pela aceleração (2a Lei de Newton, lembra?). A física clássica é assim: ela descreve o mundo seguindo leis fixas e permanentes. E essas leis permitem prever o que vai acontecer.

Agora pense no seguinte. O Big Bang foi uma explosão que espalhou partículas pelo Universo, certo? Então, usando as leis da física, em tese é possível calcular exatamente onde essas partículas irão estar e o que elas irão fazer. O deslocamento e as interações dessas partículas já estão traçados - porque são apenas uma consequência do que aconteceu na origem do Universo. Ou seja: por esse raciocínio, destino existe, sim. E, como nós somos feitos de partículas, ele existe para nós também. Essa é a base do determinismo - a ideia de que o comportamento de um sistema pode ser determinado a partir de suas condições iniciais. Se quisermos levar essa ideia ao extremo, podemos dizer que até as nossas decisões já estão traçadas. Afinal, o pensamento deriva de um fenômeno físico (o deslocamento de elétrons e neurotransmissores dentro do cérebro). E, como tal, ele deve ter uma trajetória previsível.

Você deve estar duvidando disso. Afinal, você é livre para tomar as próprias decisões. Pode continuar a ler este texto ou escolher se levantar e ir pegar um café, por exemplo. Mas há indícios de que não é bem assim - e quando nossa consciência resolve fazer algo, na verdade o cérebro já decidiu sozinho. Essa hipótese foi comprovada em laboratório pelo cientista John-Dylan Haynes, do Centro de Neuroimagem Avançada de Berlim. Numa experiência criada por ele, os participantes receberam um joystick que tinha dois botões, um para cada dedo indicador. Em algum momento, quando achassem que deveriam, os voluntários estavam livres para decidir qual dos dois botões apertar. Tomada a decisão, deveriam pressioná-lo imediatamente. Por imagens de ressonância magnética, Haynes percebeu que o córtex pré-frontal dos voluntários (região cerebral responsável pela tomada de decisões) era ativado até dez segundos antes de a pessoa resolver apertar o botão. "Nossa mente consciente acredita que somos livres para escolher entre diferentes opções, mesmo quando o cérebro já decidiu o que vai acontecer", diz Haynes.

Isso só foi provado em situações muito simples. "Decisões complexas são mais difíceis de investigar com um scanner cerebral. É difícil colocar alguém no aparelho e dizer: `Por favor, agora decida com quem você vai se casar'." Mesmo assim, a descoberta abre um caminho intrigante: além do destino cósmico, poderia existir também uma espécie de destino neurológico, traçado por decisões que nosso cérebro toma sem nos avisar. "Nossos experimentos tornam o determinismo bastante provável. Mas ainda precisamos de muita pesquisa para prová-lo", diz Haynes. Então, se destino existe e já está traçado e não temos livre-arbítrio, devemos parar de tentar controlar ou melhorar nossas vidas e simplesmente ficar no sofá vegetando? É claro que não. A física clássica explica bem o mundo ao nosso redor. Mas ela derrapa na hora de descrever o mundo das partículas muito pequenas. Isso tem sido tarefa para a física quântica - onde muitas coisas são imprevisíveis. "O determinismo estrito não funciona", diz o físico Marcelo Gleiser. "Nós não somos a solução de uma equação complexa. Até porque ninguém sabe que equação é essa. E mesmo que alguém soubesse, nunca conseguiria resolvê-la", afirma. "Uma das características da inteligência é justamente o livre-arbítrio. E quanto mais complexo o cérebro é, mais liberdade de escolha ele tem. A menos que nós sejamos uma simulação rodando num computador gigante. Mas aí já é uma outra história." 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

* O QUE ACONTECE QUANDO SE MISTURA LEITE E COCA COLA...

Esta experiência foi feita num programa de TV japonês, e mostrou algo curioso ao misturar leite com coca-cola… Depois de se misturar algumas gostas de leite na garrafa de coca-cola, o refrigerante foi perdendo a cor escura, e separou todos os compostos da coca-cola da água.


VIDEO ABAIXO:


Curioso não?

* Grafeno branco: conheça o novo material que suga a poluição

Material consegue absorver todo tipo de poluente orgânico, tendo fácil limpeza para reutilização.


Um novo material conhecido como grafeno branco está dando o que falar graças ao seu poder de atrair a poluição. Ele contém apenas um átomo de carbono, e suga em instantes produtos químicos de água contaminada.

Da mesma maneira que o grafeno, esta forma de nitreto de boro assume uma estrutura hexagonal plana, e seus átomos se dispõe em grandes camadas bidimensionais.

O grafeno branco consegue absorver todo tipo de poluente orgânico, como resíduos químicos industriais e óleos de motor por exemplo. Além disso ele pode ser limpo e reutilizado muito facilmente.

O segredo para isso é o fato do composto estar em uma estrutura porosa, o que lhe permite absorver facilmente contaminantes. O material consegue absorver até 29 vezes o seu próprio peso em óleo de motor, mantendo a capacidade de flutuar na água, mesmo quando saturado. Para limpá-lo é preciso aquecê-lo em um forno industrial.

Fonte: BBC


Leia mais em: http://www.techmestre.com/grafeno-branco-conheca-o-novo-material-que-suga-a-poluicao.html#ixzz2fSEXBhQW

* Cientistas não identificam pequenas estruturas achadas na Amazônia do Peru




Pequenas estruturas não identificadas são encontradas na Amazônia do Peru4 fotos

1 / 4
Pequenas estruturas afixadas ao tronco de árvores na Amazônia peruana vêm intrigando pesquisadores e cientistas, que não chegam a um consenso na hora de definir o que elas seriam Troy S. Alexander/Tambopata Research Center
Pequenas estruturas afixadas ao tronco de árvores na Amazônia peruana vêm intrigando pesquisadores e cientistas, que não chegam a um consenso na hora de definir o que elas seriam.
Parecidas com uma pequena estalactite rodeada por uma espécie de cerca e em material de textura similar à de teias de aranha, as estruturas tem em média dois centímetros de diâmetro e vêm sendo vistas desde o começo de junho, quando o estudante norte-americano Troy Alexander encontrou o primeiro exemplar delas durante viagem ao Peru.
Impressionado com a descoberta, o estudante postou imagens das estruturas em diversos fóruns virtuais especializados em biologia, sem que ninguém consiga ao certo defini-las. Até o momento, Alexander afirma ter encontrado quatro das misteriosas estruturas.
"Todas elas estavam em uma pequena ilha localizada no rio Tambopata, no sudeste do país", disse ele à revista norte-americana Wired, que postou em seu site as imagens captadas pelo estudante e convidou pesquisadores a opinarem sobre o que elas seriam.
Para o entolomogista William Eberhard, do Instituto Smithsonian, não há como precisar o que elas seriam. O especialista em aracnídeos Norm Platnick, do Museu de História Natural de Nova York, também não arrisca dizer o que elas seriam. "Vi as fotos e não faço ideia de que animal poderia ser responsável pelas estruturas", afirmou.
Já a pesquisadora da Universidade de Cornell Linda Rayor arriscou que as estruturas poderiam ser obra de um inseto chamado crisopa, da família dos Neuroptera, mas garantiu ser apenas um palpite.
O descobridor das estruturas, contudo, acredita que elas possam ter sido feitas por uma nova espécie, ainda não conhecida pelo homem.
"Quando as vi, achei que algo tão singular já seria do conhecimento da ciência. Mas falei com inúmeros estudiosos e ninguém soube dizer o que elas seriam, por isso me sinto à vontade em dizer que encontrei uma nova espécie ou, ao menos, um novo comportamento animal", disse Alexander, aluno de pós graduação da universidade norte-americana Georgia Tech.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

* Cientistas provam que o DNA pode ser reprogramado por palavras e frequências

O DNA humano é uma Internet BIOLÓGICA e superior em muitos aspectos a uma rede artificial. A mais recente pesquisa científica russa, direta ou indiretamente, explica fenômenos como a clarividência, a intuição, atos espontâneos e remotos de cura, auto-cura, as técnicas de afirmação vocal, a luz incomum/aura em torno de pessoas, influência da mente sobre padrões climáticos e muito mais.

Além disso, há evidências de um novo tipo de medicina nas quais o DNA pode ser influenciado e reprogramado por palavras e frequências SEM remover e substituir um único gene, ou sem a prática da medicina invasiva convencional. “Cromossomos vivos funcionam como solitônicas / computadores holográficos que usam a irradiação Laser do DNA endógeno”. Isso significa que eles conseguiram, por exemplo, modular a frequência de certos padrões em um raio laser e com isso influenciar a frequência do DNA e, assim, a própria informação genética. Desde que a estrutura básica dos pares alcalinos do DNA e da linguagem sejam da mesma estrutura, nenhuma decodificação do DNA foi necessária.

Nós agora sabemos que, assim como na Internet o nosso DNA pode alimentar seus dados apropriados para a rede, pode chamar os dados da rede e podemos estabelecer contato com outros participantes da rede. A cura à distância, telepatia ou sensibilidade à distância” sobre o estado de parentes, etc pode ser explicado. Mestres esotéricos e espirituais conheceram por eras que o nosso corpo é programável pela linguagem, palavras e pensamentos. Isso já foi cientificamente provado e explicado. Alguns animais sabem também à distância quando os seus donos planejam voltar para casa ou quando algum acontecimento importante está prestes a acontecer.

Isso explica finalmente e cientificamente por que as afirmações, os decretos, recitação de mantras, o treinamento autógeno, hipnose e similares podem ter efeitos tão fortes nos seres humanos e em seus corpos. É perfeitamente normal e natural para o nosso DNA reagir à linguagem humana (o poder do Verbo). Enquanto os pesquisadores ocidentais cortam genes simples das fibras do DNA e inserem-nos em outra parte, os Russos trabalharam entusiasticamente nos artifícios que podem influenciar o metabolismo celular através das adequadas frequências moduladas de rádio e luz e assim reparar defeitos genéticos.

É claro que a frequência tem que ser correta. E é por isso que nem todos são igualmente bem-sucedidos ou podem fazê-lo sempre com igual força e resultado. A pessoa individualmente deve trabalhar nos processos internos e na maturidade (espiritual), a fim de estabelecer uma comunicação consciente com o seu DNA.

Assim, de acordo com as descobertas, a molécula de DNA é como um antena para nossa consciência e a energia dos nossos pensamentos. Isso poderia explicar a cura espiritual e os milagres biomédicos?

http://goo.gl/GWu0G
http://goo.gl/SAQPD
http://goo.gl/Ij48q
De: Denize Fialho
Fotos da publicação de Denize Fialho em 2012 A Era de Ouro.
VIA: João Carlos de Campos

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

* As músicas do mundo são programadas na Conspiração contra a mente humana!


440Hz – Conspiração contra a mente humana?

Publicado por  em Notícias
A maior parte da música mundial é afinada em 440Hz desde que a International Standards Organization (ISO) aprovou em 1953. As descobertas recentes da vibração – oscilação natural do universo indica que essa afinação contemporânea pode gerar um efeito prejudicial à saúde ou um comportamente anti-social na consciência dos seres humanos.
A=432Hz, conhecido como Lá de Verdi é uma afinação alternativa que é matematicamente consistente com o universo. Músicas baseada em 432Hz transmite energia de cura benéfica, porque é um tom puro de matemática fundamental da natureza.
Há uma teoria que diz que a mudança de 432Hz para 440Hz foi ditada pelo ministro de propaganda nazista, Joseph Goebbels. Ele usou-a para fazer com que as pessoas pensassem e sentissem de uma certa maneira, e para fazê-los prisioneiros de uma certa consciência. Então, por volta de 1940, os Estados Unidos introduziram mundialmente o 440Hz, e finalmente em 1953, tornou-se o padrão pela ISO.
440Hz é o padrão antinatural de afinação, removido da simetria das vibrações sagradas e harmônicos que tem declarado guerra ao subconsciente do homem do ocidental.
Em um manuscrito intitulado “Musical Cult Control” (Controle de culto musical), Dr. Leonard Horowitz escreveu: “A indústria da música tem essa frequência imposta que é “pastorear” populações para uma maior agressividade, agitação psicossocial e sofrimento emocional que predispõe as pessoas as doenças físicas”.
Você apenas tem que ir até a rua e olhar ao redor. O que você vê? Criancas da escola, jovens indo para o trabalho, uma mulher com seu bebê na praça, um homem com o seu cachorro – e o que eles tem em comum? IPods e MP3 Players! Engenhoso, não é?
“Se você quer encontrar os segredos do universo, pense em termos de energia, frequência e vibração.” – Nikola Tesla
Os poderes que estão com sucesso reduzindo as vibrações, não só das jovens gerações, mas também de todos nós também. Estas frequências destrutivas arrastam os pensamentos para a interrupção, desarmonia e desunião. Além disso, elas também estimulam o orgão controlador do corpo – o cérebro – para a ressonância desarmônica, que em última análise cria a doença e a guerra.
A diferença entre 432Hz e 440Hz. Ouça e entenda!
Frequência e vibração detêm um poder extremamente importante, ainda escondido para afetar as nossas vidas. nossa saúde, nossa sociedade e nosso mundo. A ciência da Cymatics (ou seja, o estudo do som visível e vibração) prova que frequência e vibração são as chaves mestras e fundação organizacional para a criação de toda a matéria e da vida neste planeta.
Quando as ondas sonoras se movem através de um meio físico (areia, água, ar, etc), a frequência das ondas tem um efeito direto sobre as estruturas que são criadas pelas ondas sonoras que passam por esse meio particular.
Para entender melhor o poder da frequência sonora, assista o vídeo abaixo.
“Se alguém deseja conhecer se o reino é bem governado, se sua moral é boa ou ruim, a qualidade de sua música irá fornecer a resposta” - Confúcio
A música tem um poder oculto para afetar nossas mentes, nossos corpos, nossos pensamentos e nossa sociedade. Quando a música é baseada em um padrão de afinação propositadamente retirados dos harmônicos naturais encontrados na natureza, o resultado final pode ser a intoxicação psíquica da mente em massa da humanidade.
Como o documentário Kymatica diz, a redescoberta do conhecimento da ciência do som mostra que o som é algo mais do que meros sinais vibratórios, não só o som interagi com a vida, mas sustenta-a e desenvolve-a. Ele atua como um canal de intenção consciente entre as pessoas, sociedades e civilizações inteiras.
Tradução: Bruno Garcia Fermiano

* Inversão de polaridade do Sol vai afetar todo o Sistema Solar


 
  
 
Buraco no Sol foi registrado pela Nasa em julho: inversão de campo magnético deve ocorrer em breve - Foto: Nasa 
  

Erupções de energia podem aumentar os raios cósmicos e ultravioleta que chegam à Terra, afetando a temperatura e as comunicações no planeta


Nos próximos três a quatro meses, o campo magnético do Sol completará uma inversão de polaridade, um processo que ocorre a cada 11 anos e está quase na metade do caminho, de acordo com a Nasa (agência espacial americana). 
"Esta mudança terá repercussões em todo o Sistema Solar", disse o físico solar Todd Hoeksema, da Universidade de Stanford (Califórnia), em declarações para a agência espacial.

A inversão de polaridade - norte e sul trocam de posição - ocorre no fim de cada ciclo solar, quando o dínamo magnético interno do Sol se reorganiza. Durante essa fase, que os físicos denominam máximo solar, as erupções de energia podem aumentar os raios cósmicos e ultravioleta que chegam à Terra, e isto pode interferir nas comunicações de rádio e afetar a temperatura do planeta. 
Hoeksema é diretor do observatório Solar Wilcox, de Stanford, um dos poucos observatórios do mundo que estudam os campos magnéticos do Sol e cujos magnetogramas observaram o magnetismo polar da estrela a partir de 1976, desde quando já foram registrados três ciclos.

Phil Scherrer, outro físico solar em Stanford, disse que "os campos magnéticos polares do Sol se debilitam, ficam em zero, e depois emergem novamente com a polaridade oposta. É parte regular do ciclo solar". 
O alcance da influência magnética solar, conhecida como heliosfera, se estende a bilhões de quilômetros além de Plutão, e as sondas Voyager, lançadas em 1977, que agora rondam o umbral do espaço interestelar, captam essa influência.