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quarta-feira, 16 de abril de 2014

* Água engarrafada: mais uma farsa do capitalismo?

Para Annie Leonard, especialista em comércio internacional e saúde ambiental, empresas investem em propagandas que moldam a atitude das pessoas em relação ao consumo, conferindo uma imagem negativa para a água filtrada
Por Redação
Água em garrafa é realmente mais saudável e seguro que a filtrada? Annie Leonard, especialista em comércio internacional e saúde ambiental, diz que não. Tudo não passaria de mais uma oportunidade de negócios bem aproveitada pela indústria de bebidas, como ela explica no vídeo abaixo.
Annie argumenta que tudo isso se deve ao fato de que as empresas do setor precisam continuar crescendo, e assim investem em propagandas que moldam a atitude das pessoas em relação ao consumo da água. Por consequência, fazem uma imagem negativa da água filtrada, mesmo que pesquisas científicas comprovem que o produto engarrafado muitas vezes tenha pior qualidade do que a filtrada – inclusive utilizando em suas embalagens lugares belos e pacíficos e uma natureza intocável como sendo a fonte, quando, na realidade, a água simplesmente vem da torneira destas próprias indústrias.
Ela também questiona a falta de consciência ecológica dos cidadãos que compram garrafas de água enquanto poderiam beber água tratada, apresentando também o dano que essa prática causa ao planeta, como o aumento da poluição, por exemplo.
Assista:

sábado, 12 de abril de 2014

* Rastros Químicos: Destruição de Ecossistemas – O que eles estão pulverizando no céu?

Poderia o alumínio, bário e outras substâncias de aerossol estratosférico estar destruindo os ecossistemas do nosso planeta?

Por Michael J. Murphy
O que você faria se você fosseinformado  que substâncias tóxicas estão sendo pulverizados no céu, contaminando o solo e dizimando os ecossistemas ao redor do planeta? Esta é a afirmação feita por vários cidadãos no lado de fora da reunião da AAAS – American Association for the Advancement of Science no mês passado em San Diego, que despertou meu interesse em investigar mais sobre o assunto.
A reunião da AAAS hospedou diversos cientistas de topo da geo-engenharia, que se reuniram para discutir a plausibilidade de implementar diversos programas de geo-engenharia em todo o mundo. Uma das opções abordado era aerossol estratosférico de geo-engenharia [stratospheric aerossol geo-engineering - SAG], apelidado de Chemtrail pelos teóricos de conspiração, onde os renomados cientistas discutiam a plausibilidade de pulverizar aerossóis de alumínio, bário e outras partículas metálicas no céu, como meio de bloquear o sol, ”reduzindo” a temperatura da terra. Quando questionados sobre os riscos potenciais associados à utilização de aerossóis metálicos no céu, os cientistas responderam que não havia estudos sobre os riscos associados com aerossóis metálicos, acrescentando que algo terrível poderia acontecer no futuro que não têm sido previsto atualmente. Quando perguntados sobre os programas de aerossóis em andamento, os cientistas responderam que não havia programas de aerossol implementado no momento.
As pessoas que conheci no lado de fora da reunião reivindicavam o oposto. Eles vieram em protesto depois de avistarem aviões que eles acreditam estar frequentemente pulverizando aerossóis no céu. Muitas pessoas neste grupo têm detectado níveis extremamente elevados de alumínio, bário e outras substâncias metálicas em seu solo, água e neve. Ironicamente, as substâncias achados correspondem exatamente com as substâncias que os cientistas estão ”considerando” usar em vários programas de geo-engenharia discutido na reunião. Eles acreditam também que os aerossóis metálicos estão levando a destruição de ecossistemas, e que são provenientes de pulverizações de Chemtrail em andamento. Devido à seriedade do problema e meu desejo de conhecer a verdade fui levado a Condado de Shasta, norte da Califórnia, para investigar não somente as reivindicações de que estão pulverizando substâncias no céu, mas também realizar testes de solo, água e neve que muitos moradores e pesquisadores afirmam estar contaminados devido á pulverização de Chemtrails.
Na minha primeira parada nesta viagem conheci Dane Wigington e sua bela propriedade particular de 200 acres, com vista para o lago Shasta. Depois de apreciar a vista deslumbrante da paisagem, Wigington apontou para o céu onde rastros múltiplos cobria o céu. Ele disse que os rastros estão presentes quase todos os dias no Norte de Califórnia. Ele considerou esta pulverização como moderado. Como muitos outros moradores no Condado de Shasta, Wigington mudou-se para esta propriedade para ficar longe da poluição do Sul da Califórnia. Seus sonhos de morar longe das cidades e viver em harmonia com a natureza foi interrompido porque atualmente ele está dedicando o seu tempo e energia sobre a questão da geo-engenharia.
Wigington ficou preocupado com Chemtrail quando começou a perceber mudanças dramáticas de energia solar que ele usa para abastecer a sua propriedade. Dono de um dos maiores sistemas de energia solar residencial no Norte da Califórnia, ele começou a notar declínio acentuado em fornecimento de energia solar. Em dias de pulverizações intensas, o fornecimento de energia solar era reduzida em até 60 por cento. Wigington disse: ”Os rastros estão literalmente bloqueando o sol.” Ele disse que passou a recolher regularmente amostras de finas camadas de poeira nos painéis solares e de outras superfícies exteriores e detectou constantemente níveis extremamente elevados de alumínio, bário e outras substâncias metálicas. Ele considera que estes são produtos da pulverização de Chemtrails.
Wigington percebeu também que, ao mesmo tempo que a energia solar reduzia, mudanças dramáticas ocorria em sua propriedade, as arvores, as plantas, os insetos e os animais selvagens misteriosamente começaram a morrer. Isto o levou a fazer o seu primeiro teste de chuva apenas quatro anos atrás. Os resultados foram chocantes, os níveis de alumínio resultaram em 7ug/L ou 7 partes por bilhão (ppb). Embora o alumínio possa ser encontrado em quantidades menores ao redor do mundo, geo-hidrologistas lhe disseram que esse número era bastante elevado. Desde aquela época ele teve resultados de alumínio aumentado para níveis tão elevados como 50.000% com 3.400 ug/L. Isto é literalmente uma chuva tóxica letal. Estes resultados o levaram a fazer novos testes adicionais de pH do solo com dois cientistas da USDA, que produziram resultados ainda mais chocantes. O pH do solo foi de 6,6 em uma área e 7,4 em outra. Isto é equivalente a 11 vezes a alcalinidade normal do solo, que deve estar na faixa de 5,0 a 5,5. É importante observar que os testes foram realizados na floresta, distante de quaisquer indústrias, estradas e rios. Quando perguntado sobre o que estas alterações poderiam fazer no ecossistema, Wigington respondeu que é devastador. Ele disse: ”Se isto continuar, só podemos esperar coisas muito piores. Não apenas estamos vendo as nossas árvores morrendo aqui, mas também um declínio dramático na vida selvagem e de peixes. Wigington citou que, segundo a The National Oceanic Atmospheric Administration, os cardumes de salmão que eram vistos em abundância nesta área diminuiu de 769.868 em 2002 para 39.530 em 2009. Isto é uma queda de 90 por cento. Curiosamente, este declínio começou a acontecer no mesmo período de tempo em que os moradores começaram a perceber um aumento dramático no que eles acreditam ser pulverização de Chemtrails. Os esforços de Wigington em divulgar os testes aos funcionários de agências governamentais tem sido praticamente ignorados.
O meu espanto inicial pela beleza deslumbrante da paisagem me levou a uma profunda tristeza, frustração e ódio diante da contaminação que está destruindo o ecossistema. Isso me incentivou a investigar mais profundamente, procurando um especialista em biologia. Arrumei o meu carro e rumei direto para o norte da vila do Monte Shasta. Mt. Shasta é conhecido pela sua paisagem, ar puro e fontes de água que abastecem as companhias de água mineral. Muitos viajantes ao redor do mundo escalam esta montanha e passam as férias nesta bela paisagem na parte oeste dos USA.
Francis Mengels, Bacharel em Ciências de Engenharia Florestais, mestrado em zoologia, um conservacionista do solo e um biólogo aposentado que trabalhou durante trinta e cinco anos para o Serviço Florestal dos USA, me recebeu em sua bela casa, na vila do Monte Shasta, para discutir a ”crise” escondida que está acontecendo. Mengels me alertou sobre o rápido declínio dos peixes nos rios e córregos próximos á casa. Mengels me apresentou um riacho que havia oferta abundante de peixes há alguns anos atrás. Porque a dieta principal dos peixes no rio é de insetos aquáticos, ele executou um método de amostra-padrão para medir a quantidade de insetos presentes no rio. As amostras colhidas antes das pulverizações de Chemtrails havia em média 1000 insetos aquáticos. A nossa atual amostra rendeu apenas 31 insetos. Uma queda espantosa de 96%. Mengels afirmou que os peixes sobrevivem de insetos, então eles estão morrendo de fome. Este rápido declínio na quantidade de insetos é provavelmente devido as mudanças químicas da água. As únicas alterações no rio que Mengels está consciente são aumento dramático de alumínio, bário e estrôncio, que ele acredita ser proveniente das pulverizações de Chemtrails.
Ele testou também o pH do solo nas proximidades e o resultado foi alcalinidade 10 vezes acima do normal. Mengels tem provas de que esta mudança drástica no nível de pH do solo é devido ao aumento maciço de alumínio. Ele afirmou que as florestas, os campos e as ecologias das fazendas prosperam em solos ácidos. O alumínio age como um tampão que aumenta a alcalinidade do solo, o que pode dizimar ecologia em grandes quantidades. Mengels testou também a neve do Monte Shasta, que foi enviado para o EPA – Enviromental Protection Agency, os resultados foram de 61.100 ug/L de alumínio, e 83 ug/L de bário. A quantidade padrão de alumínio na neve no Monte Shasta é de 0,5 ug/L. O alumínio em água potável é admissível no máximo em 50 ug/L. Isso significa que o alumínio detectado na neve no Monte Shasta é 1200 vezes mais tóxico do que o permitido em água potável. Mengels disse, ”os escaladores que vêm de todo o mundo estão bebendo a água envenenada da neve da montanha”. Mengel esclareceu que para o governo agir é necessário detectar apenas 1.000 ug/L de alumínio. Embora várias agências ambientais terem sidos alertados sobre os achados, nenhuma ação governamental foi tomada até agora. Mengels me levou a outros locais em torno da vila do Monte Shasta, onde ele testou o solo, a água e a neve, que também resultaram em pH de alcalinidade dez vezes acima do normal. Ele disse que estes tipos de alterações químicas no solo, água e neve são muito raros, excepto em outros lugares ao redor do mundo onde as pessoas têm testemunhado o que muitos acreditam ser a pulverização de Chemtrails. Mengels afirmou que essas contaminações são responsáveis por essa ”crise ecológica”, e terá terríveis consequências se continuar. Mengel disse: ”As perdas serão incrivelmente enormes para a nossa economia. O crescimento das árvores será dramaticamente reduzida o que irá resultar na perda de muitos empregos. O declínio das plantas naturais e cultivadas irá resultar no desaparecimento da indústria pecuária e de pesca, e o pior de todos, a perda total da agricultura básica no norte da Califórnia.”
O que é realmente surpreendente é que esses e muitos outros testes ao redor do mundo são completamente ignorados pelas entidades governamentais que existem para combater esse problema. Muitos políticos como o presidente do Concelho do Monte Shasta, Ed Valenzuela ignoram o problema. Valenzuela em uma reunião do concelho da cidade foi alertado sobre a contaminação em massa no Monte Shasta, onde ele afirmou que a cidade não queria examinar os testes, porque o pedido era uma ”Caixa de Pandora” e que ao ”abrir uma caixa de Pandora” a cidade teria que pagar caro. Apesar de vários cidadãos locais ter voluntariamente financiado US$22,000 do teste realizado no laboratório da EPA, ambos os chefes do comitê Russ Porterfield e Valenzuela votaram não para ter a água testada. O prefeito Stearns queria o teste, mas foi rejeitado por um voto de 3-2. Essa resposta não é incomum, Mengel apresentou esses problemas e dados científicos para mais de 15 agências locais e federais, incluindo o gabinete do senador Feinstein e senador Boxer. Apesar disto não recebeu qualquer resposta ou ação do governo até a data.
É coincidência que as substâncias achados na chuva, neve e solo aqui e outras regiões do planeta correspondem exatamente com as substâncias que os cientistas estão ”considerando” usar em vários programas de geo-engenharia ao redor do mundo? Porque é que as agências governamentais ignoram os resultados dos testes que indicam destruição maciça do nosso ecossistema? Será que os funcionários estão com medo de expor um crime ecológico mundial? Ou eles acreditam que este problema é demasiadamente grande e complexo para eles resolverem? Seja lá qual for a razão para esta ignorância, precisamos que as nossas perguntas sejam esclarecidas e os resultados chocantes dos testes serem publicadas e abordadas, não só em Condado de Shasta, mas também em todas as partes do mundo. Nosso futuro neste planeta depende sobre este problema ser abordado e solucionado.
Porque este movimento está sob constante ataque vindo de pessoas que parecem estar protegendo os interesses políticos e corporativos associados ás pulverizações de Chemtrail, é essencial que as pessoas ao redor do planeta se envolvam nos testes de chuva, solo, neve e outras superfícies exteriores e comunicar os resultados para os funcionários eleitos e as agências ambientais locais. Devemos estender a mão e educar todas as pessoas envolvidas com o programa Chemtrail, que podem não estar cientes das implicações ambientais catastróficas associados aos seus programas. Testes de detecção de pH é bem simples e podem ser realizados em qualquer lugar do mundo a um preço nominal.
Instrução de testes simples e mais informações sobre os programas de geo-engenharia podem ser encontrados na internet em, <http://geoengineeringwatch.org>
Biologist Francis Mengels can be contacted by e-mail at <mailto:bioguy0311@sbcglobal.net> para obter mais informações sobre esta questão, testes realizados e sugestões sobre os procedimentos de teste.
Por favor, tomem atitudes através de testes e relatórios, exigindo respostas sobre este assunto tão importante. Ambos, a natureza e a humanidade depende disto.


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

* Grafeno branco: conheça o novo material que suga a poluição

Material consegue absorver todo tipo de poluente orgânico, tendo fácil limpeza para reutilização.


Um novo material conhecido como grafeno branco está dando o que falar graças ao seu poder de atrair a poluição. Ele contém apenas um átomo de carbono, e suga em instantes produtos químicos de água contaminada.

Da mesma maneira que o grafeno, esta forma de nitreto de boro assume uma estrutura hexagonal plana, e seus átomos se dispõe em grandes camadas bidimensionais.

O grafeno branco consegue absorver todo tipo de poluente orgânico, como resíduos químicos industriais e óleos de motor por exemplo. Além disso ele pode ser limpo e reutilizado muito facilmente.

O segredo para isso é o fato do composto estar em uma estrutura porosa, o que lhe permite absorver facilmente contaminantes. O material consegue absorver até 29 vezes o seu próprio peso em óleo de motor, mantendo a capacidade de flutuar na água, mesmo quando saturado. Para limpá-lo é preciso aquecê-lo em um forno industrial.

Fonte: BBC


Leia mais em: http://www.techmestre.com/grafeno-branco-conheca-o-novo-material-que-suga-a-poluicao.html#ixzz2fSEXBhQW

terça-feira, 13 de agosto de 2013

* empresa de Eike pode ter causado grande desastre ambiental

Denúncias de ambientalistas revelam que obras para construção do porto contaminaram a região
Cláudia Freitas - Jornal do Brasil
As obras realizadas pela empresa OSX, do grupo de Eike Batista, na região do Açu, em São João da Barra, Norte Fluminense, podem ter causado uma das maiores tragédias ambientais do estado. Durante as perfurações e extração do sal para a construção do Complexo Portuário do Açu uma falha técnica em um dos tanques de transferência provocou o derrame de água salgada para os córregos, rios e propriedades de pequenos agricultores, contaminando toda a região.
As denúncias são do geólogo Marcos Pedlowski, que está desenvolvendo pesquisas de campo nos terrenos afetados. O impacto ambiental também está em análise por cientistas da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), que já constataram que tanto a água quanto o solo da região sofreram contaminação, apresentando um aumento expressivo de salinidade, que pode representar danos irreversíveis para a natureza e, consequentemente, para a economia do lugar, que tem base na agricultura e pecuária.
Segundo Marcos Pedlowski, a primeira queixa partiu de um agricultor no bairro de Água Preta, em novembro do ano passado, que notou um sabor estranho na água que estava consumindo. Amostras de água e solo deste agricultor foram encaminhadas ao Laboratório de Ciências Ambientais (LCA) da Uenf, que constatou através de testes com equipamentos de precisão que o nível de sal no líquido colhido estava muito além do normal. Os estudos foram conduzidos pelo biólogo Carlos Resende, que continua prestando apoio aos agricultores do Açu, com orientações técnicas que visam amenizar os efeitos da salinização no uso familiar.
Resende explicou que as montanhas de areias extraídas pelas dragas da OSX e colocadas num aterro hidráulico, não tiveram a contenção adequada e a água salgada migrou para o solo das áreas mais baixas. “Precisa de um plano eficiente de contingência do sistema de drenagem, para evitar falhas como essa. É só imaginarmos que, numa dragagem, 70% do resíduo é água e somente 30% sólido. Isso é básico”, disse o biólogo.
Para o geólogo Marcos Pedlowski, a questão da contaminação do solo e da água em São João da Barra é muito séria e representa grave risco à saúde da população. “O processo de salinização da terra é acelerado e irreversível, pode prejudicar a fauna, a agricultura e, principalmente, as pessoas que consumirem os alimentos e a água contaminada”, alertou Pedlowski. Segundo ele, a prefeitura de São João da Barra não está realizando o monitoramento da água distribuída na região, serviço que é da sua competência e as conseqüências podem ser ainda mais sérias.
Pedlowski conta que a retirada de areia com água salgada é feita por uma das maiores dragas do mundo, alcançando o aprofundamento do canal em 14,5 metros de profundidade. A capacidade de sucção é de mais de 30 mil m³ por hora, permitindo a construção dos canais do estaleiro. Toneladas de areia e água do mar são extraídas por um duto, sem uma contenção preventiva e adequada. Os resíduos vão para um aterro hidráulico que fica às margens das obras e os canais de drenagem jogam a água salgada para as terras próximas, causando a salinização do lençol freático do Açu.
Quem mais sente as conseqüências são as propriedades que ficam nas áreas mais baixas. “Pelos meus estudos, eu não tenho qualquer dúvida que os 7.200 hectares de terras próximas ao empreendimento estão sofrendo esse impacto ambiental. Isso vai de São João da Barra até Campos. As autoridades de preservação ambiental, como oIbama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] e o Inea [Instituto Estadual do Ambiente], dizem que o problema está resolvido, mas isso não é possível. Acho até que está pior, porque o sal não diluiu e eles estão empurrando as áreas contaminadas para mais longe, através do processo conhecido como diluição”, explicou Pedlowski.
Além da contaminação por salinidade, Pedlowski conta que a retirada da vegetação local também está acontecendo de forma desenfreada e sem planejamento. “Eu já presenciei caminhões carregados com a vegetação de restinga saírem daqui. Será que eles não tem noção dos danos que estão provocando para a fauna e flora desse lugar? Cadê as autoridades ambientais que não enxergam esse crime?”, questionou o pesquisador.
No ano passado, as denúncias dos moradores levaram o Inea até a região do Açu. Os agentes do instituto confirmaram as informações e avaliaram que “ocorreu um erro de execução de projeto em um dos aterros hidráulicos da empresa OSX, onde água de um dos aterros (que são compostos por areia e água salgada dragadas do mar) escoou por declividade natural para o rio Quitingute, aumentando a salinidade da água do rio e podendo prejudicar temporariamente os usuários”. Segundo os técnicos do Inea, o problema poderia ser evitado se a OSX tivesse comunicado a falha imediatamente ao órgão ambiental e tomado providências imediatas, como, por exemplo, paralisar o uso do aterro até construir uma segunda linha de drenagem com bombeamento.
O Inea garantiu que monitora o rio Quitingute de 15 em 15 dias e a empresa OSX envia semanalmente os resultados do controle de águas superficiais e, mensalmente, de águas subterrâneas. Segundo o órgão, todos os resultados atuais apontam que os níveis de salinidade retornaram ao padrão normal no rio Quitingute, em torno de 0,2% de salinidade. “A contaminação da área jáfoi solucionada. O que o INEA quer atualmente é levantar os danos que podem ter ocorrido na época do acidente, e se algum pode ter persistido até hoje.
Mas a salinidade da água do Quitingute foi solucionada”, afirma o Inea através de e-mail ao Jornal do Brasil. A OSX deverá seguir estritamente o projeto licenciado e se reportar imediatamente ao órgão ambiental no caso de qualquer suspeita de problema. A empresa foi multada em 1,3 milhão, além de assumir um investimento de R$ 2 milhões com a implementação do Parque Estadual da Lagoa do Açu e de custear, anualmente, gastos de cerca de R$ 350 mil para a manutenção da unidade de conservação. Para ajudar a diluir a salinidade das águas do Canal Quitingute, a OSX ainda foi obrigada a dragar três pontos assoreados do rio, aumentando assim o volume de sua correnteza, intervenção essa que demandou investimento de R$ 1 milhão. Porém, segundo o Inea, essa dívida ainda não foi paga, porque a empresa de Eike Batista recorreu e o processo está em fase de recurso no Tribunal de Justiça do Rio. O recurso impetrado pela OSX será encaminhado para o Conselho Diretor do Inea na próxima segunda-feira (19/08), quando deve ser decidido ou não pelo indeferimento.
No fim de semana, o Jornal do Brasil publicou uma série de denúncias feitas pelos moradores de São João da Barra, contra outra empresa de Eike Batista, a LLX. Pequenos agricultores da região, que tiveram as suas propriedades desapropriadas para a construção do Complexo Porto do Açu, entraram com processo contra o governador do Rio,Sérgio Cabral, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e Eike Batista. Eles acusam a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) de irregularidades no processo de desocupação da terras. As vítimas afirmam também que a Codin e a LLX estão usando de violência para retirar os moradores dos imóveis, além de constantes ameaças. O processo segue no Tribunal de Justiça da capital.

Porto do Açu e o canto da sereia. Entrevista especial com Marcos Pedlowski



Foto: programafaixalivre.org.br
Foto: programafaixalivre.org.br
“Dificilmente o Porto do Açu acontecerá nas dimensões que foram apresentadas por Eike Batista. Afinal, o superdimensionamento do empreendimento já é visto por muitos como a principal razão de todo o atraso que se deu”, constata o geógrafo
IHU On-Line - O Porto do Açu, um empreendimento localizado no município fluminense de São João da Barra, e desenvolvido pelo grupo EBX, “se encontra num estado de animação suspensa em meio a grave crise financeira e de credibilidade do Sr. Eike Batista e do seu conglomerado de empresas”, diz Marcos Pedlowski (foto ao lado) à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail. E ironiza: o “chamado Complexo Logístico, Industrial do Superporto do Açu – CLIPA não passou de muita espuma e pouco chopp”.
De acordo com Pedlowski, os prognósticos em torno do futuro do Porto do Açu são “arriscados, pois não se sabe bem a real condição do que já foi construído e da viabilidade de se construir ou ampliar uma série de estruturas de apoio, tais como ferrovias, linhas de transmissão e rodovias”. A continuidade da obra, assinala, “vai depender do esforço que o governo federal, através principalmente do BNDES, fizer para convencer grandes corporações de que o Porto do Açu é um negócio viável”.
Na entrevista a seguir, Pedlowski, que vem acompanhando o empreendimento de perto, comenta a situação de agricultores e pescadores que tiveram suas terras desapropriadas, e aponta que, apesar da incerteza em relação à continuidade do projeto, terras continuam sendo desapropriadas. De acordo com ele, 29 agricultores do V Distrito de São João da Barra apresentaram uma queixa-crime contra Eike Batista, Sérgio Cabral e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, por conta das desapropriações. “É apenas a ponta do iceberg de uma grande batalha judicial que se inicia por causa de tudo que vem ocorrendo no Porto do Açu desde que as desapropriações começaram em 2009”, afirma.
Marcos Pedlowski é graduado e mestre em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e doutor em Environmental Design And Planning – Virginia Polytechnic Institute and State University. É professor associado da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, com atuação no âmbito do Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico do Centro de Ciências do Homem da UENF. Confira a entrevista.
IHU On-Line – Qual a atual situação do Porto de Açu? Há dúvidas em relação aos investimentos no Porto de Açu, considerando a situação financeira de Eike Batista e ao fato de seus sócios estarem deixando o negócio? Como fica o empreendimento caso a situação financeira de Eike piore?
Marcos Pedlowski - Eu diria que a melhor definição da situação do Porto do Açu é que o empreendimento se encontra num estado de animação suspensa em meio a grave crise financeira e de credibilidade do Sr. Eike Batista e do seu conglomerado de empresas. Em relação ao possível abandono de sócios, creio que a situação é até anterior a isso, pois o que houve foi a assinatura de uma série de cartas de intenção entre o Grupo EBX e uma série de corporações nacionais e multinacionais que, ao longo do tempo, vêm anunciando o abandono do empreendimento. O fato, usando uma linguagem popular, é que o chamado Complexo Logístico, Industrial do Superporto do Açu – CLIPA não passou de muita espuma e pouco chopp. Essa, aliás, é uma característica marcante da ação do Sr. Eike Batista, que anunciava feitos incríveis pelo Twitter, e que agora ficamos todos sabendo que era muito mais propaganda do que fatos.
Em relação ao futuro do Porto do Açu, creio que todo prognóstico é arriscado, pois não se sabe bem a real condição do que já foi construído e da viabilidade de se construir ou ampliar uma série de estruturas de apoio, tais como ferrovias, linhas de transmissão e rodovias. Eu me arriscaria a dizer que tudo vai depender do esforço que o governo federal, através principalmente do BNDES, faça para convencer grandes corporações de que o Porto do Açu é um negócio viável. Entretanto, mesmo que esse convencimento seja exitoso, dificilmente o Porto do Açu acontecerá nas dimensões que foram apresentadas por Eike Batista. Afinal, o superdimensionamento do empreendimento já é visto por muitos como a principal razão de todo o atraso que se deu.
IHU On-Line – Como foram negociadas as desapropriações de terras dos agricultores do V Distrito de São João da Barra? Qual é o emaranhado legal que envolve essas desapropriações?
Marcos Pedlowski - A primeira coisa que precisa ficar claro é que no tocante aos agricultores familiares e pescadores nunca houve uma negociação para que as desapropriações fossem feitas. Desde o início, o que tivemos foram medidas de força, aprovadas pelo governo do Rio de Janeiro, para garantir a quantidade de terra demandada pelo Grupo EBX. E agora chegamos a uma situação muito complexa, onde os próprios decretados do governo estadual, que foram supostamente feitos em nome do interesse público, podem ser questionados em função da crise em que o empreendimento se encontra. Além disso, há a questão de que as desapropriações comandadas pela Companhia de Desenvolvimento Industrial – CLIPA foram feitas de forma em que os interesses legais dos desapropriados não foram respeitados. Tudo isso dá uma ampla margem para uma interminável quantidade de processos na justiça, seja contra o governo do Rio de Janeiro ou contra o Grupo EBX. E justamente isso que já começou a acontecer.
IHU On-Line – Qual a situação dos agricultores e pescadores que vivem no entorno do Porto de Açu? Por que os ex-proprietários de terras são considerados réus ignorados?
Marcos Pedlowski - A situação de agricultores e pescadores, especialmente aqueles que decidiram resistir contra o processo de desapropriação, é a mais caótico possível.  Temos inúmeros casos em que os atingidos pelas desapropriações esperam em vão pelo ressarcimento de suas propriedades. Além disso, o fato de que o sistema produtivo que vigia há vários séculos foi interrompido pelo estabelecimento de cercas que interrompem ou dificultam a locomoção do gado implica numa diminuição flagrante da produção agrícola e pecuária. O fato é que ali tínhamos um sistema que combinava agricultura com pecuária em rodízio de áreas que exemplificava uma bela adaptação às condições ecológicas da região. Quando se interrompeu isto, a vida dos agricultores ficou muito difícil, para não dizer impossível. No caso dos pescadores, temos ainda o fato de que eles estão enfrentando graves dificuldades por causa do fechamento de áreas tradicionais de pesca que ficam exatamente na chamada área de exclusão do Porto do Açu. Além disso, o processo de salinização que atingiu várias lagoas, mas principalmente a Lagoa de Iquipari, diminui os estoques de peixes e colocou a maioria dos pescadores artesanais que ali trabalhavam em graves dificuldades.
Em relação à questão dos “réus ignorados” esse é um dos aspectos mais peculiares desse processo todo, pois é sabido que a CODIN cadastrou todos os proprietários e não haveria razão alguma para citá-los ignorados. Aliás, há uma razão sim, a de dificultar que os desapropriados possam constituir advogados para se defender. Esse, aliás, foi o caso da desapropriação do Sítio Camará, que pertencia há 40 anos ao Sr. José Irineu Toledo. No dia 26 de julho, exatamente no dia em que o José Irineu faleceu, a propriedade dele foi desapropriada, e o gado da família foi removido para uma fazenda do Grupo EBX e, pasme, o processo movido contra ele se deu usando a figura do “réu ignorado”.
IHU On-Line – Em que consiste a queixa-crime contra Eike Batista, Sérgio Cabral e Luciano Coutinho por causa das desapropriações feitas pelo governo do Rio de Janeiro?
Marcos Pedlowski - Essa queixa-crime, que foi apresentada por 29 agricultores do V Distrito de São João da Barracontra Eike Batista, Sérgio Cabral e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, é apenas a ponta do iceberg de uma grande batalha judicial que se inicia por causa de tudo que vem ocorrendo no Porto do Açu desde que as desapropriações começaram em 2009.  Ao se ler a peça jurídica que instruiu a entrada desse processo, é possível ver que os agricultores estão apontando para a existência de uma série de relações ilegais entre Sérgio Cabral e Eike Batista para tomar terras agrícolas que eram altamente produtivas.
No tocante ao presidente do BNDES, o que está se apontando é que a entrega de vários bilhões de recursos públicos se deu de uma forma em que a crise do empreendimento poderá implicar em graves perdas para o tesouro nacional. Quero frisar é que esta queixa-crime é provavelmente apenas o início de uma longa batalha dentro dos tribunais.
IHU On-Line – Quais são as especulações em torno da possível venda do Porto de Açu?
Marcos Pedlowski - O fato é que o que temos até agora são meras especulações. Aliás, como existem sinais de que a obra do Porto do Açu enfrenta problemas, creio que a opção pela sua aquisição será precedida por uma cuidadosa avaliação estrutural. Afinal, num momento em que a economia mundial está vivendo um período de graves dificuldades, nenhuma grande corporação vai querer investir em alguma coisa que não tenha um retorno líquido e certo. E de líquido e certo no Porto do Açu, só existem os conflitos que estão ocorrendo em seu entorno. Mas se olharmos o retrospecto de Eike Batista, é possível observar que ele adora plantar informações para fortalecer a sua posição. O problema é que agora há menos gente querendo cair no seu canto de sereia. Talvez ai resida a maior dificuldade dele em passar o Porto do Açu para frente.
IHU On-Line – O senhor diz que o Porto do Sudeste, que fica em Itaguaí, está em melhores condições de ser vendido. Qual a situação do Porto e informações acerca de uma possível venda?
Marcos Pedlowski - O que a grande mídia está noticiando é que efetivamente o Porto do Sudeste é um ativo mais sólido e que existem diferentes grupos interessados em sua aquisição. A última notícia que se teve no final de julho é que a USIMINAS estaria se movimentando para adquirir sozinha ou em consórcio com outras empresas o controle do Porto do Sudeste. Entre estas empresas poderiam estar gigantes como a Usiminas, Gerdau e ArcelorMittal. Outra empresa que poderia entrar nessa aquisição é a AngloAmerican, que também tem participação direta no Porto Sudeste. Mas, mais uma vez, o que vem se desenrolando é algo que só poucas pessoas sabem neste momento.
IHU On-Line – O senhor mencionou recentemente que as desapropriações de terras em torno do Porto de Açu continuam e, segundo argumento da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro – CODIN, tais terras serão utilizadas para construir um complexo industrial até 2030. Como está acontecendo esse processo e quais suas implicações?
Marcos Pedlowski - Olha essa é uma das questões que mais clamam por resposta neste momento. O fato é que apesar de toda essa crise que cerca o Grupo EBX e o Porto do Açu, a CODIN continua desapropriando terras como se nada estivesse acontecendo. Além disso, o mesmo esquema envolvendo o uso de grandes contingentes policiais e de seguranças privados das empresas “X” continuam a ser usados para remover de forma rápida e inapelável as famílias, seus pertences e animais. Tudo isso à luz da informação da própria CODIN que menos de 10% da área desapropriada está tendo algum uso útil. Agora a CODIN diz que essas desapropriações são para garantir a construção do Distrito Industrial de São João da Barra até 2030. Ora, se essa é a data de conclusão, por que tanta pressa de se retirar as famílias de suas terras?
As implicações desse processo é que estamos tendo uma espécie de reforma agrária a contrário, onde 7.200 de terras que eram usadas produtivamente por 1.500 famílias estão sendo passadas para um grupo econômico que se encontra à beira da falência que não está fazendo nada com elas, a não ser usá-las como peças de barganha na sua tentativa de não afundar de vez.
À luz disso tudo, o que está acontecendo aqui tem graves implicações não apenas para as famílias, que estão sendo diretamente atingidas pelas desapropriações, mas também por aquelas que dependiam de sua produção agrícola, que se ressalte não era pequena.
IHU On-Line – Deseja acrescentar algo?
Marcos Pedlowski - Eu queria finalizar dizendo que todo esse contexto de desrespeito aos direitos básicos dos habitantes do V Distrito de São João da Barra já vem sendo denunciado há vários anos. Lamentavelmente tivemos que ter o colapso do Império “X” para que tivéssemos mais abertura para falar desse assunto e para dar voz aos que estão sofrendo os impactos mais pesados disso tudo. Mas antes tarde do que nunca, e o que espera agora é que todos os responsáveis pela violação dos direitos dos agricultores e pescadores do Açu sejam identificados e punidos dentro das normas da lei. Afinal de contas, já passou o tempo em que se podia sapatear sobre o direito constitucional dos outros e ainda sair impune para continuar repetindo essas ações em outros cantos do nosso país.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

* Todo o oceano pacífico está contaminado pelo vazamento da Usina Nuclear de Fukushima.

Neste momento, uma enorme quantidade de água altamente radioativa está escapando para o Oceano Pacífico a partir das ruínas da instalação nuclear de Fukushima, no Japão . Isso vem acontecendo em todo o dia, todos os dias por mais de dois anos.

As enormes quantidades de trítio, césio e estrôncio que estão sendo liberados estão sendo transportados pelo vento, chuva e correntes oceânicas em todo o hemisfério norte. E, claro, a costa oeste dos Estados Unidos está sendo particularmente atingida. Quando você beber água ou comer frutos do mar que tenha sido contaminado com estas partículas radioativas, eles podem ficar por um tempo muito longo. Nos próximos anos, este desastre em curso pode afetar a saúde de milhões e milhões de pessoas que vivem no hemisfério norte, e o triste é que muitas dessas pessoas nunca vão saber a verdadeira causa de seus problemas de saúde.
Água radioativa de Fukushima está sistematicamente envenenando o Oceano Pacífico inteiro.

Durante muito tempo, o governo japonês foi confiando na Tepco para lidar com esta crise, mas agora tornou-se claro que a Tepco não tem idéia nenhuma do que estão fazendo. Na verdade, o fluxo de água radioativa ficou tão ruim que as autoridades do Japão estão agora chamando-o de "emergência".

Vazando água altamente radioativa para o oceano a partir do Japão da danificada usina nuclear de Fukushima é a criação de uma "emergência" que o operador está lutando para conter, um funcionário da agência nuclear do país, disse na segunda-feira.

Esta água subterrânea contaminada violou uma barreira subterrânea, está subindo em direção à superfície e está excedendo os limites legais de descarga radioativa, Shinji Kinjo, chefe de uma Autoridade Reguladora Nuclear (ARN), força-tarefa, à Reuters.

A quantidade de água que estamos a falar é absurdamente enorme. De acordo com o Yahoo, a 400 toneladas métricas de água está sendo bombeada para as caves de edifícios destruídos em Fukushima a cada dia.

As bombas de utilidade fora cerca de 400 toneladas por dia de água subterrânea que flui das colinas acima da usina nuclear de Fukushima Daiichi nas caves dos edifícios destruídos, que mistura com água altamente irradiada que é usado para resfriar os reatores em um estado estável abaixo de 100 graus Celsius.

Tepco está tentando impedir que as águas subterrâneas de atingir a planta através da construção de um "desvio", mas picos recentes de elementos radioativos na água do mar fez com que o utilitário para reverter meses de desmentidos e, finalmente, admitir que a água contaminada está a atingir o mar.

E, claro, tudo isso a água tem que ir para algum lugar. Durante muito tempo, a Tepco tentou negar que estava ficando no oceano, mas agora eles estão finalmente admitindo.

Tepco disse na sexta-feira passada que um acumulado de 20 a 40 trilhões de becquerels de trítio radioativo provavelmente tinha vazado no mar desde o desastre. A empresa disse que isso era dentro dos limites legais.

O trítio é muito menos prejudicial do que o césio e estrôncio, que também foram liberados a partir da planta. Tepco está programado para testar os níveis de estrôncio seguinte.

40 trilhões de becquerels de trítio radioativo tem começado a cair no Oceano Pacífico?

E isso é o que eles estão admitindo publicamente. A realidade é provavelmente muito pior.

E tudo isso trítio vai ser em torno de um tempo muito longo. Você vê, a verdade é que o trítio possui uma meia-vida de cerca de 12 anos.

Mas estrôncio é ainda pior. Estrôncio pode causar cancro do osso e tem uma semi-vida de cerca de 29 anos.

E agora Tepco está admitindo que níveis extremamente perigosos de estrôncio foram escapando de Fukushima e entrar na água subterrânea. E, claro, a água subterrânea flui para o Oceano Pacífico.

Tepco disse que no final de junho que tinha detectado o estrôncio-90 é altamente tóxico, um subproduto da fissão nuclear, que pode causar câncer ósseo se ingerido, em níveis 30 vezes a taxa permitida.

As substâncias, que foram liberados pelos colapsos de reatores na usina, no rescaldo da enorme tsunami de março de 2011, não foram absorvidos pelo solo e fizeram seu caminho para a água subterrânea.

Água do subsolo geralmente flui para o mar, ou seja, essas duas substâncias poderiam normalmente fazem o seu caminho para o oceano, possivelmente afetando a vida marinha e, finalmente, afetar os seres humanos que comem criaturas do mar.

Césio tem uma meia-vida ainda mais do que o estrôncio faz. Ele tem uma meia-vida de cerca de 30 anos, e de acordo com as amostras que foram tiradas cerca de um mês atrás níveis de césio em Fukushima foram aumentando dramaticamente.

Amostras colhidas na segunda-feira mostrou níveis de possivelmente cancerígeno césio-134 foram mais de 90 vezes maiores do que eram na sexta-feira, em 9.000 becquerels por litro, Tokyo Electric Power (Tepco) revelou.

Os níveis de césio-137 era de 18 000 becquerel por litro, 86 vezes maior do que no final da semana passada, disse que o utilitário.

"Nós ainda não sabemos por que o nível de radiação aumentou, mas vamos continuar os esforços para evitar a expansão da contaminação", disse um porta-voz da Tepco afirmou.

Quando césio recebe em seu corpo, ele pode fazer uma enorme quantidade de danos. O seguinte é um excerto de um artigo NewScientist que descreveu o que acontece quando césio e iodo entrar no corpo humano.

Além disso, o corpo humano absorve iodo e césio prontamente. "Essencialmente, todo o iodo ou césio inalado ou ingerido cruzes no sangue", diz Keith Baverstock, ex-chefe da protecção contra as radiações para o escritório europeu da Organização Mundial de Saúde, que tem estudado os efeitos na saúde de Chernobyl.

O iodo é rapidamente absorvido pela tiróide, e deixa apenas como decai radioactivamente, com uma semi-vida de oito dias. O césio é absorvida pelos músculos, onde a sua meia-vida de 30 anos significa que ele continua até que seja excretada pelo organismo. Leva entre 10 e 100 dias de excretar a metade do que foi consumido.

E é importante ter em mente que, estima-se que cada piscina de combustível gasto no complexo nuclear de Fukushima pode ter 24 mil vezes a quantidade de césio, que foi produzido pela bomba atômica que os EUA lançaram sobre Hiroshima no final da Segunda Guerra Mundial 2.

Em geral, a instalação nuclear de Fukushima originalmente continha um colossal 1.760 toneladas de material nuclear.

Isso é uma enorme quantidade de material nuclear. Chernobyl continha apenas 180 toneladas.

E, claro, a crise em Fukushima poderia ser ainda pior a qualquer momento por um grande terremoto. Na verdade, um terremoto de magnitude 6,0 atingiu o norte do Japão neste domingo.

Isto é um pesadelo que não tem fim. A cada dia, enormes quantidades de água altamente radioativa de Fukushima está envenenando sistematicamente todo o Oceano Pacífico. O dano que está sendo feito é absolutamente incalculável.

Por favor, compartilhe este artigo com tantas pessoas quanto possível. A grande mídia não parece querer falar sobre isso, mas é um assunto que é extremamente importante para cada homem, mulher e criança que vive no hemisfério norte do nosso planeta.
Sobre o autor : Michael T. Snyder é um ex-advogado de Washington DC, que agora publica

Todo o oceano pacífico está contaminado pelo vazamento da Usina Nuclear de Fukushima.
Vejam os vídeos:



Publicado em 08/02/2013
This is a 10 year timelapse of the radiation from Fukushima, Japan, contaminating the Pacific Ocean

A sequence of global ocean circulation models, with horizontal mesh sizes of 0.5°, 0.25° and 0.1°, are used to estimate the long-term dispersion by ocean currents and mesoscale eddies of a slowly decaying tracer (half-life of 30 years, comparable to that of 137Cs) from the local waters off the Fukushima Dai-ichi Nuclear Power Plants. The tracer was continuously injected into the coastal waters over some weeks; its subsequent spreading and dilution in the Pacific Ocean was then simulated for 10 years. The simulations do not include any data assimilation, and thus, do not account for the actual state of the local ocean currents during the release of highly contaminated water from the damaged plants in March--April 2011. An ensemble differing in initial current distributions illustrates their importance for the tracer patterns evolving during the first months, but suggests a minor relevance for the large-scale tracer distributions after 2--3 years. By then the tracer cloud has penetrated to depths of more than 400 m, spanning the western and central North Pacific between 25°N and 55°N, leading to a rapid dilution of concentrations. The rate of dilution declines in the following years, while the main tracer patch propagates eastward across the Pacific Ocean, reaching the coastal waters of North America after about 5--6 years. Tentatively assuming a value of 10 PBq for the net 137Cs input during the first weeks after the Fukushima incident, the simulation suggests a rapid dilution of peak radioactivity values to about 10 Bq m−3 during the first two years, followed by a gradual decline to 1--2 Bq m−3 over the next 4--7 years. The total peak radioactivity levels would then still be about twice the pre-Fukushima values.

LINKS:
http://oceanrep.geomar.de/14788/
http://environmentalresearchweb.org/c...


Publicado em 06/08/2013
Michael Snyder brings you news that you won't get on the propaganda television
No, the state-controlled media won't tell you about this disaster and when the bone cancer cases start popping up from the strontium, you won't hear about it!
We, the people, now have to take over the role that the media played and spread truth about Fukushima, but remember that anyone who brings truth to the people, will be portrayed as a traitor, by the Nazi regime!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

* Escola interditada no DF por causa de gás de lixão não tem data para reabrir


Lixão da Estrutural, DF
Lixão da Estrutural, DF. Foto de arquivo

Apresentação de Lourival Macedo, da Radioagência Nacional / EBC
A Escola Classe 01 da Estrutural foi interditada no ano passado. A escola foi construída em cima de um antigo lixão e, com o tempo, o material em decomposição começou a produzir gás e colocar em risco a saúde dos alunos e profissionais da escola

quinta-feira, 25 de julho de 2013

* Sobre o milagre da multiplicação dos paralelepípedos!

Ontem eu encontrei um fiscal da prefeitura chamado Jonson (da limpeza urbana). Uma pessoa boa, atenciosa que me perguntou se tiraram o resto de material de construção da calçada da minha casa (foto ao lado). Material proveniente de quando taparam um buraco na rua. Eu disse que não tiraram. Prometeu resolver... 
Bom ter quem atenda bem e seja atencioso. E melhor ainda quando resolve esses problemas.
Ele é a pessoa com quem podemos resolver essas pendências dos entulhos de dejetos nas calçadas e ruas. 

Aproveitei para citar lixo de construção no outro lado da rua, defronte ao Centro Cultural do GRUCALP (Pontodecultura Grucalp) que obra vizinha depositou lá (essas construções e consertos de imóveis deveriam comunicar à Prefeitura quando colocam lixo da obra nas calçadas e vias de tráfego de veículos, pois vemos impedimentos diversos nas ruas da cidade por motivos desses incautos)... 
O ex Prefeito Luiz Portela de Carvalho mandava recolher qualquer material de construção que estivesse nas vias públicas. Dizia que se estivesse na via de tráfego seria lixo e pertenceria à Prefeitura. "Lugar de guardar material de construção é dentro da obra", assim afirmava o ex prefeito. Existia ordem na cidade, mesmo que algumas pessoas reclamassem quando a prefeitura recolhia materiais de construção.

O fiscal perguntou sobre a sujeira deixada na minha calçada porque eu reclamei na rede social, divulgando fotos. Ou ele viu a metralha na minha calçada, deu ordens para limpar e não houve cumprimento. Mas ontem pediu desculpas.

E o mais interessante foi a sobre de paralelepípedos. Incrivelmente, ao taparem o buraco da rua, sobraram paralelepípedos! Será que o buraco diminuiu ou os paralelepípedos incharam e não couberam mais no buraco onde estavam? Eis um caso a chamar o departamento de milagres da Igreja para analisar "o milagre da multiplicação dos paralelepípedos?
Há meses que o material está na minha calçada (até final da tarde do dia 25 de Julho de 2013 o entulho continua na minha calçada)...


Histórico do entulho:
Em fevereiro houve conserto de encanamento de um vizinho. O buraco ficou aberto durante 2 meses. Quando consertaram o buraco, por incrível que pareça sobraram paralelepípedos, os quais ficaram na minha calçada, junto com restos de barro, areia, brita e pedaços de asfalto!... Em Junho fizeram emendas no asfalto aqui na rua onde resido... E o material continuou na minha calçada...
Interessante que apareceu até mesmo fotógrafo para registrar a OPERAÇÃO TAPA BURACOS... Mas até agora não houve a OPERAÇÃO LIMPEZA... Estou aguardando...


Falta Educação Ambiental em Palmares! Sei como é difícil manter a limpeza urbana em comunidades indisciplinadas, mal educadas... Porém governo não deve reclamar da falta de educação do povo porque é dever dele educar. Para isso deve existir campanhas de educação ambiental.

Os habitantes da cidade devem ajudar.
Os cidadãos deveriam obedecer regras de limpeza urbana em prol da higiene e bom visual da nossa cidade:
- Observar o horário que o carro de coleta de lixo passa e somente alguns minutos antes colocar o lixo defronte à casa;
- Avisar a um fiscal de limpeza urbano sobre algum entulho que tirará de dentro de casa;
- Não reservar locais para entulhar lixo durante o dia. 

Foto do dia 25 de Julho de 2013, às 17h. 20min
(ocaminhão do lixo passa apos 18h.).
Há dias que o montante de lixo fica maior.
Por exemplo, na entrada da Rua do Jardim, os moradores fazem isso, tendo ao lado um lanchonete (foto ao lado). 
Onde está a vigilância sanitária? É caso para o serviço de vigilância sanitária agir. 
Deveria existir multas para quem joga lixo fora do horário de passagem do caminhão de coleta. 
A proprietária da lanchonete reclamou até no Programa Combate da Rádio Cultura dos Palmares sobre esse desrespeito dos vizinhos. E eu fico sem poder abrir a janela da minha biblioteca, também na esquina, por motivos da fedentina desse lixão na entrada da Rua do Jardim. 
É uma péssima imagem para quem passa.
Garanto que quem faz depósito de lixo na minha esquina, não gostaria disso na frente da sua própria casa. Imagina em dias de calor não poder abrir as janelas! E pior que tem uma lanchonete na outra esquina!
Moradores mal educados:
Monte de lixo da entrada da Rua do Jardim, amontoado
antes do horário do caminhão de coleta do lixo passar.
Deixo claro que na minha residência colocamos os sacos de lixo alguns minutos antes do caminhão de coleta passar. E selecionamos nosso lixo: colocamos em sacos separados o lixo orgânico e noutros sacos outros dejetos...
Nossa reportagem mostrará outros lugares onde fazem depósitos de lixo até pior que esse exemplo (um mau exemplo). Palmares está repleto de maus costumes!

Na minha familia sempre mantivemos tal RESPEITO. 

Olha as janelas da minha casa sem poder abri por motivos
da fedentina do lixo acumulado durante todo o dia!
Painho (www.tellesjunior.xpg.com.br) varria calçadas, mantinha a frente da nossa casa limpinha. De repente, funcionários da prefeitura deixou restos de material de construção em nossa calçada. E vizinhos escolheram a esquina da minha casa para depositar lixo! Revoltante! Esse lixo deixado várias horas alí, são espalhados pelos animais de rua e quando chove, os dejetos entopem esgotos...
Eu fico envergonhado residir numa rua com esse desrespeito!
E deveria existir multas para quem suja a rua como ocorre em cidades evoluídas. Quando viajei para a Europa, não vi sequer um papel de confeito na rua. Lá é crime sujar a rua, o cidadão é multado! E há cidades onde é crime cuspir no chão (em lugares onde o povo é educado nem precisa de Leis regulamentadores sobre isso). Mas não precisa ir longe. No Recife há multas para quem coloca o lixo na calçada fora do horário do caminhão de coleta.

Os Vereadores deveriam criam Leis regulamentadoras para disciplinar esse povo mal educado. Melhor forma de educar é com a Lei! Mas ao mesmo tempo, quem irá disciplinar os trabalhadores que fazem obras de manutenção das vias públicas?...


Jaorish Gomes Teles da Silva