Mostrando postagens com marcador combate ao câncer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador combate ao câncer. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

* Estudo identifica mutações que dão origem a câncer


Pesquisa pode ajudar a desenvolver novos tratamentos contra o câncer.
Pesquisa pode ajudar a desenvolver novos tratamentos contra o câncer.
Cientistas anunciaram o que dizem ser um novo marco na pesquisa do câncer, após identificarem 21 mutações que estariam por trás da maioria dos tumores.
O estudo, que foi divulgado na revista Nature, afirma que estas modificações do código genético são responsáveis por 97% dos 30 tipos mais comuns de câncer.
Descobrir o que causa as mutações pode levar à criação de novos tratamentos.
Algumas dessas causas, como o hábito de fumar, já são conhecidas, mas mais da metade delas ainda são um mistério.
Durante o período de uma vida, células desenvolvem uma série de mutações que podem vir a transformá-las em tumores letais que crescem incontrolavelmente.

Origens do câncer

A equipe internacional de pesquisadores estava procurando as causas das mutações como parte da maior análise já feita sobre o genoma do câncer.
As causas mais conhecidas de mudanças no DNA, como a superexposição aos raios UV e o hábito de fumar, aumentam as chances de desenvolver a doença.
Mas cada uma delas deixa também uma marca única ─ um a espécie de assinatura ─ que mostra se foi o fumo ou a radiação UV, por exemplo, o responsável pela mutação.
Os pesquisadores, liderados pelo Instituto Sanger, do Reino Unido, procuraram por mais exemplos destas “assinaturas” em 7.042 amostras tiradas dos 30 tipos mais comuns de câncer.
Eles descobriram que 21 marcas diferentes eram responsáveis por 97% das mutações que causavam os tumores.
“Estou muito animado. Esses padrões, essas assinaturas, estão escondidos no genoma do câncer e nos dizem o que está realmente causando o câncer em primeiro lugar ─ é uma compreensão muito importante”, disse Sir Mike Stratton, diretor do Instituto Sanger, à BBC.
“É uma conquista significativa para a pesquisa sobre câncer, é bastante profundo. Está nos levando a áreas do desconhecido que não sabíamos que existiam. Acho que este é um grande marco.”

Mistérios

Outras marcas encontradas no genoma do câncer estavam relacionadas com o processo de envelhecimento e com o sistema imunológico do corpo.
As células respondem a infecções virais ativando uma classe se enzimas que modificam os vírus até que eles não funcionem mais.
“Acreditamos que quando ela (a célula) faz isso, há efeitos colaterais ─ seu próprio genoma se modifica também e ela fica muito mais propensa a se tornar uma célula cancerígena, já que tem uma série de mutações ─ é uma espada de dois gumes”, diz Stratton.
No entanto, doze dessas marcas genéticas encontradas no genoma do câncer ainda estão sem explicação.
Espera-se que se algumas delas puderem ser atribuídas a fatores ambientais, novas formas de prevenir a doença possam ser desenvolvidas.
As dúvidas também podem fomentar novas pesquisas. Uma das causas desconhecidas das mutações cancerígenas acontece no neuroblastoma, um câncer em células nervosas que normalmente afeta crianças.
“Sabemos que fatores ambientais como o fumo e a superexposição aos raios UV podem causar modificações no DNA que podem levar ao câncer, mas em muitos casos nós não sabemos o que provoca as falhas no DNA”, afirmou o professor Nic Jones, da instituição britânica voltada para pesquisa do câncer Cancer Research UK.
“As marcas genéticas encontradas nesse estudo fascinante e importante identificam muitos processos novos por trás do desenvolvimento do câncer.”
De acordo com Jones, entender o que causa esses processos pode levar a novas maneiras de prevenir e tratar a doença.
Fonte: BBC News, 14/10/2013

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

* Laser mais potente do mundo pode ajudar no combate ao câncer


laser
Para enfrentar o câncer com mais eficácia, o Instituto de Física Nuclear de Magurule, próximo a Bucareste, maior cidade da Romênia, trabalha no feixe de luz que pretende ser o mais poderoso já criado. Se tudo correr bem, será possível eliminar resíduos radioativos e abrir novos espaços para a física de materiais.
O experimento será colocado em teste em 2015, e é parte de um projeto mais abrangente apoiado por 40 instituições de 13 países europeus. Chamado ELI (Extreme Light Infrastructure), o objetivo é atingir intensidades de laser elevadas com pulsos mais curtos.
Segundo a agência Efe, o projeto prevê a aplicação de prótons, nome dado ao tratamentoque combate tumores de forma mais consistente ao passo que reduz possíveis danos às áreas saudáveis.
“Se conseguir realizar este tratamento com este novo tipo de laser, ele poderá ser aplicado com um custo menor à medida e que a tecnologia avançar e os raios ficarem mais baratos”, disse Nicole Zamfir, responsável da filial romena da ELI.
Entre os benefícios médicos estariam, ainda, maior eficácia contra a radioterapia e a quimioterapia. “Cerca de um quarto dos pacientes tratados com quimioterapia recebem um tratamento inútil, já que a substância utilizada não chega diretamente no tumor”, afirma a cientista.
Fonte: Olhar Digital

* Minas e Paraná produzirão drogas mais baratas contra câncer


 Visita de representantes da Blipack à Funed, que receberá tecnologia para produzir o anastrozol, que combate o câncer de mama

Visita de representantes da Blipack à Funed, que receberá tecnologia para produzir o anastrozol, que combate o câncer de mama
Funed, em parceria com laboratório argentino, fará o remédio com preço 30% menor que mercado
Queila Ariadne
Minas Gerais vai ser pioneiro na fabricação de medicamento de câncer de mama no Brasil. A Fundação Ezequiel Dias (Funed), de Belo Horizonte, será o primeiro laboratório brasileiro a produzir o anastrozol. A produção será possível a partir de uma parceria com o laboratório argentino Blipack e vai permitir a redução de custo do tratamento em aproximadamente 30%, segundo o representante da empresa no Brasil, Eduardo Machado.
Segundo dados do presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), Anderson Silvestrini, cada caixa custa no mínimo R$ 300 e cada paciente precisa usar o anastrozol por cinco anos, o que daria um custo total de R$ 18 mil. Com a economia de 30% estimada pela Blipack, o valor da caixa cairia para R$ 210 e, o custo do tratamento seria reduzido para R$ 12.600. A economia, de R$ 5.400 por paciente, é o equivalente a 18 caixas de anastrozol, pelo preço atual.
“Essa é a economia por paciente privado, mas, considerando que surgem cerca de 50 mil novos casos de câncer de mama por ano, a economia do governo com o tratamento pode chegar a R$ 270 milhões”, calcula Machado, considerando o período de cinco anos. Por ano, a economia seria de R$ 54 milhões.
Ontem, a diretora de projetos da Blipack, María Gabriela Fechino, e o gerente de produção, Alberto Giuliodori, visitaram o laboratório da Funed e constataram que a fundação está pronta para iniciar a produção do anastrozol. “Só faltam pequenas adaptações e ajustes, mas são processos corriqueiros. A Funed está apta”, afirmou Gabriela.
Antes dessa visita, eles receberam o presidente da Funed, Augusto Monteiro Guimarães, que foi à fábrica na Argentina, verificar a produção da Blipack e apresentar os projetos. “As tratativas estão adiantadas e temos a intenção de apresentar ao Ministério da Saúde um projeto para mostrar a economia que o governo terá ao comprar um medicamento feito dentro do Brasil”, destacou.
Atualmente, o anastrozol é feito pela AstraZenica, uma indústria biofarmacêutica de origem sueca e inglesa, que traz a matéria-prima de fora. “No caso da Funed, serão etapas até a transferência de tecnologia da Blipack ser feita. Mas, dentro de dois anos, o anastrozol já será totalmente feito no Brasil, o que vai baratear muito o processo em relação a redução de impostos, por exemplo”, afirma Eduardo Machado.
Fonte: O Tempo



Maringá fabricará remédio contra câncer


O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) vai produzir o medicamento biológico Bevacizumabe, de última geração para o combate ao câncer e a degeneração macular (perda de visão) relativa à idade, no Parque Tecnológico de Maringá.
O produto usa o princípio ativo do Avastin, da Roche, cuja patente expirou em 2012. A produção do medicamento no Paraná foi concretizada durante viagem de uma missão do Tecpar à Rússia, com o propósito de acertar os detalhes do acordo de cooperação firmado entre o instituto e a Biocad Brazil.
Pelo prazo oficial do compromisso firmado entre o Tecpar e a Biocad, em 2017 os primeiros produtos do novo laboratório a ser instalado começarão a ser entregues.
Comitiva paranaense visita a Biocad Brazil na Rússia para afina
Comitiva paranaense visita a Biocad Brazil na Rússia para afinar acordo de cooperação. Secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior Alípio Leal, Secretário da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul Ricardo Barros, Deputada Cida Borghetti e representantes do Tecpar e da Biocad Brazil Foto: Divulgação
Fonte: O Diário