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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

* A nova manteiga é verde e cresce nas árvores

Especialistas dos EUA recomendam untar abacate nas torradas. A fruta contém mais de 25 nutrientes essenciais



Durante anos foi declarado um dos arqui-inimigos das dietas baixas em calorias por seu alto conteúdo de gordura. Mas as acusações foram se transformando quase em elogios até que o Instituto Americano para a Investigação do Câncer começou a recomendar que fosse usado como substituto para a manteiga. Estamos falando do abacate, um alimento que contém mais de 25 nutrientes essenciais.
"De fato, o abacate tem um alto conteúdo de gordura (em uma porção de 30 gramas há 5 de gordura), mas se consumido com moderação contribui com muitos benefícios ao organismo", aponta a nutricionista Patricia Penelas Poy. Ao redor de 72% de seu conteúdo gorduroso é monossaturado e por isso é rico em ácido oleico. Este tipo de gordura aumenta os níveis de colesterol HDL (o colesterol bom) e isso a converte em uma fruta boa para o coração.
Segundo um estudo do Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, este aumento dos níveis de colesterol bom diminui o risco de doenças cardiovasculares e mantém o índice de massa muscular.
"O consumo regular de abacate ajuda a reduzir o colesterol, diminui a tensão arterial por seu alto conteúdo em potássio e tem propriedades anti-inflamatórias pela presença de flavonoides e betacarotenos", acrescenta a nutricionista Patricia Penelas.
Além disso, é uma fruta rica em fibra que ajuda a evitar a prisão de ventre e sacia o apetite, contendo vitaminas A, C, D E, K e do complexo B, assim como fósforo e magnésio. "A baixa quantidade de sódio previne a retenção de líquidos", sustenta a especialista.
Um dos benefícios mais desconhecidos do consumo de abacate é que pode ajudar a prevenir o câncer de próstata graças à luteína, segundo um estudo da Universidade da Califórnia. "O abacate é rico nesta substância antioxidante da família dos carotenóides que previne doenças oculares como as cataratas ou a deterioração da mácula (camada amarelada no centro da retina)", explica Penelas.
O abacate também é um grande aliado para a pele. Seu valor nutritivo é tão elevado que o azeite de abacate tem maior penetração que o de amêndoas, oliva ou soja.
Sua textura cremosa permite que seja usado em qualquer tipo de preparação: sucos, molhos, saladas, untado em pão ou simplesmente com uma pitada de sal. Aqui, vamos propor uma receita de creme de abacate para untar e seguir, assim, a recomendação de substituir a manteiga por esta fruta e dar outra textura e cor ao seu café-da-manhã.

Creme de abacate

Preparo:
1- Descascar os abacates e tirar o caroço. Em seguida, amassar a polpa com um garfo.

Ingredientes (para 4 pessoas):

- 4 abacates grandes
- Um pedaço de cebola
- Creme de leite azedo (sour cream)
- Molho picante
- Suco de limão
- Sal
2 - Espremer meio limão e jogar uma colher pequena sobre o abacate para evitar a oxidação.
3 - Acrescentar uma colher de sopa de cebola ralada, uma colher pequena de sal, outra de molho picante e 1/2 xícara de creme de leite azedo (sour cream). Misturar bem.
4 - Passar o creme sobre as torradas


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

* Cientistas usam nanotecnologia para tentar curar câncer


Robôs minúsculos poderão ser usados futuramente para ajudar no tratamento de câncer, conforme revelado por pesquisadores da Universidade da Califórnia.
Eles estão desenvolvendo uma nanopartícula anticancerígena chamada nanoporphyrin que é capaz de diagnosticar e tratar tumores sem agredir o paciente.
O recurso conseguiria reconhecer as células problemáticas dentro da pessoa e injetaria nelas as drogas de combate, matando apenas o que precisa ser morto.
Conforme explica o PhysOrg, o maior desafio dos pesquisadores tem sido justamente construir uma nanopartícula que integre as funções de diagnóstico e combate, mas os pesquisadores estão otimistas. Se conseguirem, a técnica pode se tornar a melhor opção para o tratamento de câncer, sem as agressões de uma quimioterapia e com mais chances de recuperação.

sábado, 17 de maio de 2014

* Celular aumenta risco de câncer cerebral


Celular ajuda a aumentar o risco de câncer cerebral agressivo, segundo o estudo publicado pela Universidade de Bordeaux na revista especializada “Occupational & Environmental Medicine”.
São dois tipos de tumores associados a uma prolongada exposição: os gliomas, agressivos, e os meningiomas, mais fáceis de operar.
As pessoas que utilizam o telefone por mais 30 minutos ao dia têm maior risco de que esses tumores se desenvolvam.
Os pesquisadores analisaram o perfil de 450 doentes de câncer e usuários de telefone celular acima de 15 anos entre junho de 2004 e maio de 2006. Foi feita uma comparação com 900 usuários saudáveis.
As descobertas reforçam as conclusões do Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (CIIC). Em 2013, essa instituição afirmou existir uma possível conexão entre o uso do celular e os tumores.
Para diminuir os riscos, organizações como o Instituto Nacional de Prevenção e Educação para a Saúde da França recomendam afastar o máximo possível o telefone da cabeça, usar o dispositivo com as mãos livres ou evitar chamadas longas, com o objetivo de impedir o excesso de exposição às ondas eletromagnéticas.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

* Estudo identifica mutações que dão origem a câncer


Pesquisa pode ajudar a desenvolver novos tratamentos contra o câncer.
Pesquisa pode ajudar a desenvolver novos tratamentos contra o câncer.
Cientistas anunciaram o que dizem ser um novo marco na pesquisa do câncer, após identificarem 21 mutações que estariam por trás da maioria dos tumores.
O estudo, que foi divulgado na revista Nature, afirma que estas modificações do código genético são responsáveis por 97% dos 30 tipos mais comuns de câncer.
Descobrir o que causa as mutações pode levar à criação de novos tratamentos.
Algumas dessas causas, como o hábito de fumar, já são conhecidas, mas mais da metade delas ainda são um mistério.
Durante o período de uma vida, células desenvolvem uma série de mutações que podem vir a transformá-las em tumores letais que crescem incontrolavelmente.

Origens do câncer

A equipe internacional de pesquisadores estava procurando as causas das mutações como parte da maior análise já feita sobre o genoma do câncer.
As causas mais conhecidas de mudanças no DNA, como a superexposição aos raios UV e o hábito de fumar, aumentam as chances de desenvolver a doença.
Mas cada uma delas deixa também uma marca única ─ um a espécie de assinatura ─ que mostra se foi o fumo ou a radiação UV, por exemplo, o responsável pela mutação.
Os pesquisadores, liderados pelo Instituto Sanger, do Reino Unido, procuraram por mais exemplos destas “assinaturas” em 7.042 amostras tiradas dos 30 tipos mais comuns de câncer.
Eles descobriram que 21 marcas diferentes eram responsáveis por 97% das mutações que causavam os tumores.
“Estou muito animado. Esses padrões, essas assinaturas, estão escondidos no genoma do câncer e nos dizem o que está realmente causando o câncer em primeiro lugar ─ é uma compreensão muito importante”, disse Sir Mike Stratton, diretor do Instituto Sanger, à BBC.
“É uma conquista significativa para a pesquisa sobre câncer, é bastante profundo. Está nos levando a áreas do desconhecido que não sabíamos que existiam. Acho que este é um grande marco.”

Mistérios

Outras marcas encontradas no genoma do câncer estavam relacionadas com o processo de envelhecimento e com o sistema imunológico do corpo.
As células respondem a infecções virais ativando uma classe se enzimas que modificam os vírus até que eles não funcionem mais.
“Acreditamos que quando ela (a célula) faz isso, há efeitos colaterais ─ seu próprio genoma se modifica também e ela fica muito mais propensa a se tornar uma célula cancerígena, já que tem uma série de mutações ─ é uma espada de dois gumes”, diz Stratton.
No entanto, doze dessas marcas genéticas encontradas no genoma do câncer ainda estão sem explicação.
Espera-se que se algumas delas puderem ser atribuídas a fatores ambientais, novas formas de prevenir a doença possam ser desenvolvidas.
As dúvidas também podem fomentar novas pesquisas. Uma das causas desconhecidas das mutações cancerígenas acontece no neuroblastoma, um câncer em células nervosas que normalmente afeta crianças.
“Sabemos que fatores ambientais como o fumo e a superexposição aos raios UV podem causar modificações no DNA que podem levar ao câncer, mas em muitos casos nós não sabemos o que provoca as falhas no DNA”, afirmou o professor Nic Jones, da instituição britânica voltada para pesquisa do câncer Cancer Research UK.
“As marcas genéticas encontradas nesse estudo fascinante e importante identificam muitos processos novos por trás do desenvolvimento do câncer.”
De acordo com Jones, entender o que causa esses processos pode levar a novas maneiras de prevenir e tratar a doença.
Fonte: BBC News, 14/10/2013

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

* Laser mais potente do mundo pode ajudar no combate ao câncer


laser
Para enfrentar o câncer com mais eficácia, o Instituto de Física Nuclear de Magurule, próximo a Bucareste, maior cidade da Romênia, trabalha no feixe de luz que pretende ser o mais poderoso já criado. Se tudo correr bem, será possível eliminar resíduos radioativos e abrir novos espaços para a física de materiais.
O experimento será colocado em teste em 2015, e é parte de um projeto mais abrangente apoiado por 40 instituições de 13 países europeus. Chamado ELI (Extreme Light Infrastructure), o objetivo é atingir intensidades de laser elevadas com pulsos mais curtos.
Segundo a agência Efe, o projeto prevê a aplicação de prótons, nome dado ao tratamentoque combate tumores de forma mais consistente ao passo que reduz possíveis danos às áreas saudáveis.
“Se conseguir realizar este tratamento com este novo tipo de laser, ele poderá ser aplicado com um custo menor à medida e que a tecnologia avançar e os raios ficarem mais baratos”, disse Nicole Zamfir, responsável da filial romena da ELI.
Entre os benefícios médicos estariam, ainda, maior eficácia contra a radioterapia e a quimioterapia. “Cerca de um quarto dos pacientes tratados com quimioterapia recebem um tratamento inútil, já que a substância utilizada não chega diretamente no tumor”, afirma a cientista.
Fonte: Olhar Digital

* Minas e Paraná produzirão drogas mais baratas contra câncer


 Visita de representantes da Blipack à Funed, que receberá tecnologia para produzir o anastrozol, que combate o câncer de mama

Visita de representantes da Blipack à Funed, que receberá tecnologia para produzir o anastrozol, que combate o câncer de mama
Funed, em parceria com laboratório argentino, fará o remédio com preço 30% menor que mercado
Queila Ariadne
Minas Gerais vai ser pioneiro na fabricação de medicamento de câncer de mama no Brasil. A Fundação Ezequiel Dias (Funed), de Belo Horizonte, será o primeiro laboratório brasileiro a produzir o anastrozol. A produção será possível a partir de uma parceria com o laboratório argentino Blipack e vai permitir a redução de custo do tratamento em aproximadamente 30%, segundo o representante da empresa no Brasil, Eduardo Machado.
Segundo dados do presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), Anderson Silvestrini, cada caixa custa no mínimo R$ 300 e cada paciente precisa usar o anastrozol por cinco anos, o que daria um custo total de R$ 18 mil. Com a economia de 30% estimada pela Blipack, o valor da caixa cairia para R$ 210 e, o custo do tratamento seria reduzido para R$ 12.600. A economia, de R$ 5.400 por paciente, é o equivalente a 18 caixas de anastrozol, pelo preço atual.
“Essa é a economia por paciente privado, mas, considerando que surgem cerca de 50 mil novos casos de câncer de mama por ano, a economia do governo com o tratamento pode chegar a R$ 270 milhões”, calcula Machado, considerando o período de cinco anos. Por ano, a economia seria de R$ 54 milhões.
Ontem, a diretora de projetos da Blipack, María Gabriela Fechino, e o gerente de produção, Alberto Giuliodori, visitaram o laboratório da Funed e constataram que a fundação está pronta para iniciar a produção do anastrozol. “Só faltam pequenas adaptações e ajustes, mas são processos corriqueiros. A Funed está apta”, afirmou Gabriela.
Antes dessa visita, eles receberam o presidente da Funed, Augusto Monteiro Guimarães, que foi à fábrica na Argentina, verificar a produção da Blipack e apresentar os projetos. “As tratativas estão adiantadas e temos a intenção de apresentar ao Ministério da Saúde um projeto para mostrar a economia que o governo terá ao comprar um medicamento feito dentro do Brasil”, destacou.
Atualmente, o anastrozol é feito pela AstraZenica, uma indústria biofarmacêutica de origem sueca e inglesa, que traz a matéria-prima de fora. “No caso da Funed, serão etapas até a transferência de tecnologia da Blipack ser feita. Mas, dentro de dois anos, o anastrozol já será totalmente feito no Brasil, o que vai baratear muito o processo em relação a redução de impostos, por exemplo”, afirma Eduardo Machado.
Fonte: O Tempo



Maringá fabricará remédio contra câncer


O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) vai produzir o medicamento biológico Bevacizumabe, de última geração para o combate ao câncer e a degeneração macular (perda de visão) relativa à idade, no Parque Tecnológico de Maringá.
O produto usa o princípio ativo do Avastin, da Roche, cuja patente expirou em 2012. A produção do medicamento no Paraná foi concretizada durante viagem de uma missão do Tecpar à Rússia, com o propósito de acertar os detalhes do acordo de cooperação firmado entre o instituto e a Biocad Brazil.
Pelo prazo oficial do compromisso firmado entre o Tecpar e a Biocad, em 2017 os primeiros produtos do novo laboratório a ser instalado começarão a ser entregues.
Comitiva paranaense visita a Biocad Brazil na Rússia para afina
Comitiva paranaense visita a Biocad Brazil na Rússia para afinar acordo de cooperação. Secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior Alípio Leal, Secretário da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul Ricardo Barros, Deputada Cida Borghetti e representantes do Tecpar e da Biocad Brazil Foto: Divulgação
Fonte: O Diário

* Cuidados com dores ósseas!

Mieloma Múltiplo
Mieloma Múltiplo é um câncer que se desenvolve na medula óssea, devido ao  crescimento descontrolado de células plasmáticas. Embora seja mais comum empacientes idosos, há cada vez mais jovens desenvolvendo a doença.
As células plasmáticas fazem parte do sistema imunológico do corpo. Elas são produzidas na medula óssea, sendo liberadas para a corrente sangüínea. Normalmente, as células plasmáticas constituem uma porção muito pequena (menos de 5%) das células da medula óssea. Os portadores de mieloma têm uma produção aumentada de células plasmáticas e, portanto, um número aumentado dessas células na medula óssea que pode variar de 10% a 90%.
Quando ocorre esse aumento de células plasmáticas, essas podem se acumular na medula óssea (intramedular) ou em outras localizações (extramedular), habitualmente nos ossos. Tais acúmulos de células plasmáticas são denominados plasmocitomas. Os pacientes com mieloma múltiplo podem apresentar plasmocitomas intra ou extramedular.
O fato do paciente apresentar um acúmulo de plasmócitos em um único local (um único tumor localizado) é considerado um sinal de que o paciente tem um risco significativo de um dia desenvolver mieloma múltiplo. Sendo assim, esse acúmulo local não é considerado mileloma múltiplo. O mieloma múltiplo é caracterizado por múltiplas lesões líticas (ósseas) e/ou proliferação difusa de células plasmáticas na medula óssea.
As células plasmáticas produzem citoquinas chamadas de fatores de ativação dos osteoclastos (FAOs), essas substâncias estimulam o crescimento e a atividade desta célula denominada osteoclasto, e esse estímulo faz com que ocorram as lesões ósseas.
Sintomas
Quando há mais do que 30% de células plasmáticas, podem aparecer lesões ósseas disseminadas muito parecidas com uma osteoporose severa. As lesões líticas podem teraparência de mancha escura ao raio-X. Essas lesões enfraquecem o osso e, como resultado, ocorrem dores ósseas e/ou fraturas patológicas que são os primeiros sintomas perceptíveis do mieloma.
As células plasmáticas secretam proteínas chamadas de anticorpos (imiunoglobulinas), que são uma parte chave do sistema imunológico. O aumento das proteínas secretadas pelas células plasmáticas malignas e detectadas no sangue. Estas são denominadas proteínas M. Fragmentos dessas proteínas, chamadas de cadeias leves ou proteína de Bence-Jones, são evidenciados em exames de urina. Por essa razão, em muitos pacientes o diagnóstico de mieloma é suspeitado pela primeira vez quando, em exames de rotina de sangue ou urina, são demonstrados níveis elevados de proteínas.
Quando o osso é reabsorvido, o cálcio é liberado em níveis elevados na corrente sangüínea. Essa condição é chamada de hipercalcemia que, quando descontrolada pode causar efeitos colaterais graves, incluindo insuficiência renal.
O aumento das células plasmáticas, do cálcio e o excesso de proteínas no sangue podem danificar as células sangüíneas vermelhas e brancas, levando, muitas vezes, à anemia e fadiga. Podem também alterar o sistema imunológico, predispondo o paciente à infecção. Também é comum a trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas), podendo causar sangramentos.
Os sinais e sintomas mais freqüentes são: dores ósseas que não respondem ao uso medicações para dor ou fraturas ósseas patológicas isto é que ocorrem com pequenos traumas e alterações bioquímicas do sangue ou da urina. A confirmação do diagnóstico de mieloma requer a ocorrência de pelo menos dois dos seguintes itens:
1. Uma amostra de medula óssea com células plasmáticas acima de 10% (geralmente acima de 20 a 30%). Essas células plasmáticas normalmente são monoclonais.
2. Uma série de raio-X de todo o esqueleto que mostra lesões líticas em pelo menos três ossos diferentes.
3. Amostras de sangue ou urina com níveis anormalmente elevados de anticorpos (imunoglobinas) ou proteínas de Bence-Jones: secretadas por células plasmáticas e detectadas por um processo chamado eletroforese de proteínas.
4. Uma biópsia mostrando um tumor de células plasmáticas (plasmocitoma) dentro ou fora do osso.
O diagnóstico de plasmocitoma solitário se faz quando:
1. A biópsia cirúrgica demonstrar um tumor de células plasmáticas dentro ou fora do osso.
2. A proliferação de células plasmáticas for abaixo de 10% do total de células da medula óssea, e nenhuma lesão lítica seja detectada além do local do tumor.
Os pacientes com plasmocitomas solitários podem também apresentar proteína M no sangue ou Bence-Jones na urina, quando o tumor for descoberto. Se a proteína M não for mais detectada após o tumor ter sido removido e/ou tratado com radioterapia, o diagnóstico de plasmocitoma solitário estará confirmado.
O plasmocitoma solitário em geral é considerado como um dos estágios iniciais do mieloma. O fato é que uma porcentagem de pacientes que apresentaram plasmocitomas solitários desenvolvem mieloma. Esse risco é mais alto para os pacientes com tumores intramedulares (dentro do osso). O desenvolvimento do mieloma pode ocorrer após muito tempo do tratamento do plasmocitoma.
Alguns pacientes apresentam níveis anormalmente elevados de proteínas no sangue ou na urina, sem demonstrar nenhum outro sintoma. Essa condição é chamada de Gamopatia Monoclonal de Significado Indeterminado (GMSI). Os pacientes com GMSI podem desenvolver mieloma múltiplo, mas a GMSI por si só não é prejudicial e não requer tratamento, somente visitas periódicas ao médico.
Após ter sido confirmado o diagnóstico de mieloma, é importante avaliar o estágio da doença. Os médicos geralmente se baseiam em duas questões:
1. Qual o estadiamento do mieloma?
A quantidade é indicada pela porcentagem de células plasmáticas na medula óssea, pela quantidade e severidade das lesões ósseas e pelo valor de proteínas no sangue ou na urina. Essa avaliação é importante para quantificar a progressão da doença.
2.Qual o grau de agressividade do mieloma?
Com que velocidade as células plasmáticas estão se multiplicando? Os tumores crescem quando as células malignas que os compõem se reproduzem pelam mitose, que é um processo pelo qual uma célula replica seu DNA (genes) e depois se divide em duas células idênticas. A agressividade geralmente é medida através de técnicas avançadas, como por exemplo, o índice de marcação das células plasmáticas com timidina tritiada, que mede a porcentagem de células que estão em vias de se reproduzir. Quanto mais alto esse índice, mais rápido será a instalação da doença.
Essas questões são importantes porque ajudam a prever o sucesso de diferentes esquemas de tratamento. Por exemplo, alguns esquemas de tratamento funcionam melhor com mielomas mais agressivos. Portanto, os pacientes com mieloma múltiplo devem ser submetidos a uma grande quantidade de testes para avaliar o mieloma e a sua agressividade, além de medir os fatores prognósticos relevantes e conhecer os efeitos da doença nas funções corporais vitais, antes de se tomar quaisquer decisões sobre o tratamento.
Tanto o estadiamento como a agressividade do mieloma são valiosos marcadores na medida da resposta ao tratamento. Se qualquer um dos dois puder ser reduzido durante o tratamento, é um sinal de que o paciente está respondendo ao tratamento proposto pelo médico.
Tratamento
Os tratamentos para o mieloma têm quatro objetivos:
1) Estabilização: tomar medidas para evitar os desequilíbrios bioquímicos e do sistema imune que podem ocorrer durante a evolução do mieloma e que constituem ameaças fatais.
2) Paliativo: aliviar o desconforto e aumentar a capacidade do paciente de ter funções normais.
3) Indução à remissão: diminuir a severidade dos sintomas, reduzindo a velocidade ou interrompendo temporariamente a evolução da doença.
4) Cura: atingir uma remissão completa e permanente.
Em outras palavras, a finalidade do tratamento é que o paciente se sinta melhor e seu organismo funcione melhor, isto é, que uma melhor qualidade de vida. O tratamento também deve controlar os efeitos da doença no funcionamento normal do corpo, reduzindo a velocidade desses efeitos ou parando temporariamente. As remissões podem durar anos ou até décadas.
Tratamentos disponíveis: os tratamentos disponíveis para o mieloma múltiplo, que até o momento viam o controle dos sintomas, são:
1) Quimioterapia
2) Radioterapia
3) Interferon Alfa (como tratamento de manutenção)
4) Transplante de Medula Óssea e transplante de células tronco-periféricas (TCTP).
5) Coleta de células tronco-periféricas
6) Plasmaférese
7) Esquemas para controle dos sintomas: a administração de drogas para controlar a hipercalcemia, a destruição do osso, dores e infecções.
Os bisfosfonatos podem reduzir a destruição óssea significativamente e melhorar a hipercalcemia.
Os antibióticos e as vacinas (como a Pneumovax, por exemplo) podem desempenhar um papel importante na prevenção e combate às infecções.
A eritropoetina pode ser utilizada para melhorar a anemia e os sintomas que a acompanham por exemplo, fadiga, falta de apetite.
A cirurgia pode ser utilizada para diminuir ou retirar os tumores, reparar alterações ósseas e reduzir a dor. Uma gama de medicações e procedimentos contra a dor está disponível para aliviar o desconforto.
O mieloma múltiplo é uma doença crônica que pode ser tratada e controlada por tempo muito prolongado e o paciente poderá ter uma vida normal, com as atividades pouco interrompidas se seu tratamento e seguimento for realizado corretamente. Por essa razão tal patologia não deve ser encarada como uma doença fatal, em que o paciente terá pouco tempo de vida, pois com os novos avanços, a terapia para o mieloma é possível e o paciente pode permanecer anos com a doença controlada. Por essa razão converse com seu médico sobre a patologia e faça os questionamentos que julgar necessários para que se sinta seguro em relação ao seu tratamento e prognóstico.
Formas de tratamento para o Mieloma Múltiplo
Algumas questões podem ser discutidas e esclarecidas com seu especialista. A seguir, listamos algumas sugestões de perguntas:
Obtenha uma descrição completa do esquema de tratamento.
Quais são os objetivos do tratamento?
Qual o tratamento indicado?
Por quanto tempo será administrado?
Com que freqüência serão realizadas as consultas médicas?
Qual a necessidade de uma internação?
Qual o impacto na qualidade de vida do paciente?
Como as pessoas se sentem antes, durante e depois do tratamento?
Há alguma alteração física na aparência?
Será necessário um tratamento de manutenção?
Quanto custará? O seguro saúde cobrirá os custos?
Qual a experiência existente com o tratamento? Quantos pacientes já o receberam? Por quanto tempo esses pacientes foram acompanhados após o tratamento?
Quais as chances de atingir a remissão completa ou parcial?
Quanto tempo as remissões podem durar?
No caso de uma recaída, quais seriam as opções?
Quais as expectativas para a diminuição dos sintomas?
Qual a expectativa de vida das pessoas que receberam o tratamento?
Qual a gravidade dos efeitos colaterais?
Existem tratamentos para os efeitos colaterais?