Essa música foi lançada por Elvis Presley em 1972...
E é igual a música gravada por Roberto Carlos, tema da novela "Salve Jorge". Melodia e letra apenas traduzida. Total cópia! Que decepção com Roberto Carlos!
sábado, 1 de março de 2014
* O primeiro raio-X do mundo de uma célula viva
Hoje em dia, para conseguir uma visão raio-X superdetalhada dentro de uma célula – diferenciando até entre uma molécula e outra – cientistas precisam mergulhá-la em conservantes químicos. Isso não só mata a célula, como muda um pouco sua estrutura interna; ou seja, os pesquisadores não conseguem ver exatamente o estado natural da célula.
Agora, cientistas do Centro de Pesquisa DESY na Alemanha descobriram uma forma de contornar isso, com uma técnica que produziu o primeiro raio-X do mundo de uma célula viva.
Sim, tecnicamente falando, o raio-X que você tirou na sua última consulta ao médico exibe células vivas. Mas estamos falando aqui de algo diferente, uma técnica precisa e de alta energia que nunca produziu imagens de células vivas antes – e ela é necessária para visualizar estruturas com meros nanômetros. Seu raio-X de osso quebrado não permite isso.
Em um artigo publicado na Physical Review Letters, a equipe descreve um sistema para manter vivas as células cancerígenas do córtex adrenal durante uma análise com raios-X.
Primeiro, eles cultivaram as células em placas de nitrito de silício, material quase invisível para o raio-X. Os cientistas bombearam nutrientes para as células, e evacuaram os resíduos metabólicos através de canais extremamente pequenos de 0,5 mm.
Então, eles usaram pequenos pulsos de raio-X que duravam 0,05 segundos, pois uma longa exposição pode danificar ou matar uma célula viva. Assim, eles conseguiram produzir imagens bem nítidas, onde até mesmo estruturas em escala nanométrica são visíveis.

Estes raios-X, quando comparados a imagens de células tratadas quimicamente, provam que o processo tradicional faz mudanças significativas nas pequenas estruturas de 30 a 50 nanômetros dentro da célula.
Uma técnica como esta pode revolucionar a nossa visão das estruturas dentro das células. Na verdade, ao provar que o tratamento químico altera a estrutura celular, ela já mudou muita coisa. [DESY via EurekAlert]
* Celebridades com QI: eles são mais inteligentes que você
or trás de um guitarrista cabeludo, um ator fortão e uma musa pornô escondem-se um astrofísico, um poliglota e uma expert em html. Conheça 8 histórias de cerébros que, apesar das aparências, põem seu QI no chinelo
Texto Ivan Paganotti
Linda, famosa ou inteligente. Escolha um desses adjetivos para qualificar a atriz Natalie Portman. Aposto que você escolheu uma das duas primeiras alternativas. Não se culpe: ela é linda mesmo. Famosa também. Só que, além de tudo, a moça é bem inteligente: formou-se em Harvard, uma das mais prestigiosas universidades americanas.
Ela e outros artistas, como o roqueiro Brian May, o ator Dolph Lundgren e a pornstar Asia Carrera, têm em comum impressionantes QIs – “quocientes de inteligência”, obtidos a partir de testes inspirados nos estudos do psicólogo francês Alfred Binet. Os parâmetros de avaliação variam um pouco, mas, em geral, um QI superior a 120 indica alta capacidade cognitiva.
Simples até demais. E foi exatamente esse o argumento usado por outros teóricos para questionar o método. Para o psicólogo americano Howard Gardner, criador da Teoria das Inteligências Múltiplas, essa avaliação prioriza a inteligência lingüística e lógico-matemática em detrimento de outras menos convencionais, como a espacial, a musical e a pessoal. Segundo ele, cada momento histórico valoriza um tipo específico de inteligência. Hoje em dia, por exemplo, as habilidades clássicas estariam perdendo espaço para as práticas. Talvez por isso esses personagens tenham abandonado um futuro acadêmico para tentar a vida como celebridades. Ou, quem sabe, sua perspicácia lógico-matemática os tenha feito perceber que os palcos lhes renderiam bem mais que os livros...
Brian May
O que você sabe - É guitarrista do Queen, banda de rock inglesa surgida nos anos 80.
O que você Não sabe - Ele é doutor em astrofísica e publicou um livro sobre o big-bang.
A julgar pelos posts do seu blog, Brian May é um cara dividido. Ali, o guitarrista do Queen intercala notícias sobre shows com entusiasmadas descrições das noites que passa fotografando constelações. Para ele, o Universo é mais que um hobby. Formado em física, Brian concluiu, em 2007, um doutorado em astrofísica com a tese Velocidade Radial na Nuvem de Poeira Zodiacal. A pesquisa, que analisa a trajetória de partículas interestelares que atravessam o sistema solar, deve ser bem interessante: Ray recebeu 3 títulos honoris causa por serviços prestados às universidades de Exeter, Hertfordshire e John Moores, de Liverpool.
Mesmo tendo preferido o mundo do rock, May nunca se desligou da física (se você for um fã do Queen, ouça a canção 39: o jet lag de 100 anos citado na música está previsto na Teoria da Relatividade de Einstein). Nos últimos anos, publicou livros sobre o big-bang e a evolução do Universo, além de participar com freqüência de programas televisivos sobre astronomia. Depois de retomar sua pesquisa na Universidade Imperial de Londres, foi nomeado chanceler honorário da John Moores. E tudo isso sem abandonar a música. “Trabalho mais que qualquer um que eu conheço, mas não trocaria isso por uma vida de ócio. Não agüentaria uma semana”, diz em seu blog. É ou não é um pouquinho acima da média?
Asia Carrera
O que você sabe - É uma atriz pornô, protagonista de mais de 300 filmes.
O que você Não sabe - Toca Bach, adora física quântica e fez a própria página na web.
Fãs da atriz pornô Asia Carrera podem ter decorado suas medidas de busto (91 cm), cintura (66 cm) e quadril (91 cm). Mas, apreciando seus talentos cinematográficos, jamais perceberiam que grande mesmo era o seu QI: 150 pontos, que garantiram à ela uma vaga na Mensa, a sociedade internacional que agrega pessoas com alto QI.
A jovem Jessica Steinhauser tinha tudo para ter um brilhante futuro acadêmico: aos 16 anos, ela já havia tocado piano no Carnegie Hall, conceituada sala de espetáculos americana, participado de olimpíadas de matemática e ganhado o campeonato regional de soletrar de Nova Jersey. Acordes e números eram fichinha diante da pressão de seus pais: qualquer nota abaixo de 8 era motivo de castigo. Cansada de tanta repressão, Jessica fugiu de casa pouco antes de ganhar uma bolsa integral para estudar administração e japonês na Universidade Rutgers. Mas logo percebeu que podia ganhar mais com seu sorriso e outras partes menos inocentes da sua anatomia.
Com o nome de Asia Carrera, ficou famosa no mundo do “entretenimento adulto”. Entre um close e outro, costumava escrever, desenhar, tocar piano e ler sobre a bolsa de valores e física quântica. Hoje, viúva e aposentada, se dedica aos filhos pequenos e ao seu site, que construiu sozinha depois de gastar horas estudando html.
Dave Rowntree e Alex James
O que você sabe - São baterista e baixista da banda britânica Blur.
O que você Não sabe - Participaram do projeto da missão espacial Beagle 2.
Quando souberam que a Inglaterra preparava uma missão para buscar sinais de vida em Marte, Alex James e Dave Rowntree, da Blur, sugeriram que o toque de rádio que estabelecesse o contato da sonda Beagle 2 com a Terra fosse uma música baseada em uma seqüência matemática mixada com trechos do álbum 13, da banda. A criação do código de tons foi facilitada pela formação de Rowntree, que estudou ciências da computação na Politécnica de Thames. O centro de controle perdeu o contato com a sonda, mas isso não afetou a obsessão do baixista Alex James por outros mundos. Atualmente, ele trabalha com o Departamento de Astrofísica da conceituada Universidade de Oxford, na Inglaterra.
Dolph Lundgren
O que você sabe - Atuou em clássicos como He-Man e Rocky 5.
O que você Não sabe - É poliglota e mestre em engenharia química.
Ele emprestou sua densidade dramática levemente robótica para interpretar sucessos dos anos 80, como He-Man, o Justiceiro e o vilão Ivan Drago do filme Rocky IV. Pois essa pilha de músculos é coordenada por um QI de 160.
Lundgren fez mestrado em engenharia química e recebeu uma bolsa do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Mas abandonou as pipetas para fazer uma ponta no filme 007 na Mira dos Assassinos. Daí para o estrelato foi mais rápido do que gritar “pelos poderes de Grayskull”. A manifestação em carne e músculos do princípio “mente sã, corpo são” também domina 7 idiomas: além do sueco (sua língua materna), fala inglês, alemão, francês e espanhol, e arranha japonês e italiano.
Natalie Portman
O que você sabe - É a rainha Amidala, de Guerra nas Estrelas.
O que você Não sabe - Estudou em Harvard e publicou estudo sobre os processos de retenção de memórias.
Você, que já a achava linda e talentosa, vai ter que engolir mais esta: Natalie Portman conseguiu o que 9 em cada 10 alunos americanos almejam – estudar em Harvard, a universidade mais conceituada do mundo. Mesmo tendo estreado no cinema aos 12 anos, Natalie nunca deixou de ser uma aluna exemplar. Com sua verdadeira identidade (Natalie Hershlag) protegida para que a fama não atrapalhasse seu desempenho na escola, Natalie chegou a faltar à cerimônia de lançamento do filme Guerra nas Estrelas: Episódio I – quando estreou no papel de Rainha Amidala – para se dedicar aos estudos para os exames finais da escola.
Funcionou: foi aceita no curso de psicologia. Questionada sobre o seu futuro profissional, declarou ao jornal New York Post: “Eu vou entrar na faculdade e não me importo se isso vai arruinar minha carreira. Prefiro ser inteligente que ser uma estrela de cinema”. Conseguiu ser as duas coisas. Durante a faculdade, atuou em filmes como Cold Mountain e Guerra nas Estrelas: Episódio II ao mesmo tempo em que estudava os processos de retenção de memórias sobre objetos e sua relação com o lobo frontal do cérebro – tema sobre o qual publicou um estudo. No final de 2003, recebeu seu diploma de psicóloga. E não se deu por satisfeita: no ano seguinte, aproveitou filmagens em Jerusalém para estudar antropologia da violência pela Universidade Hebraica.
Fascinada com a nova profissão, Natalie Portman até considerou deixar Hollywood para se dedicar à psicologia. Mas pensou bem e, inteligente que é, resolveu que, por enquanto, vai tentar conciliar as duas carreiras.
Dexter Holland
O que você sabe - É líder da banda de punk rock The Offspring.
O que você Não sabe - Tem mestrado em biologia molecular.
Foi o melhor aluno do colegial, formou-se em biologia na Universidade do Sul da Califórnia e fez mestrado em biologia molecular. Durante o doutorado, Dexter Holland passou a dividir seu tempo entre os laboratórios e os palcos de festivais de punk rock com a banda The Offspring. Aos poucos, seu orientador perdeu espaço para os acordes distorcidos que ensaiava com o guitarrista Kevin Wasserman, zelador do seu antigo colégio. Quando o sucesso atingiu os 11 milhões de cópias com o cd Smash, ficou evidente para Holland que seu contato com a bioquímica deveria se restringir ao gel dos seus cabelos espetados. Mas ele ainda pode seguir o caminho de Brian May, o guitarrista do Queen, e retomar os livros quando sua banda acabar.
James Woods
O que você sabe - Ator americano que concorreu duas vezes ao Oscar.
O que você Não sabe - Tem QI de 180.
Ele é muito mais que um rostinho esquisito. Só para refrescar a memória, o ator americano James Woods atuou como um correspondente de guerra no cult Salvador – O Martírio de um Povo, de Oliver Stone, e como um assassino degenerado em Fantasmas do Passado. Nas duas vezes chegou perto de levar para casa um Oscar. Mas nem mesmo os mais cinéfilos perceberiam que, por trás de suas atuações, operava um QI de 180, um dos maiores de Hollywood.
Quando ainda estava no colegial, sua impressionante pontuação no exame SAT (um vestibular americano unificado) lhe rendeu uma bolsa para o curso de ciências políticas no MIT. Lá, estudou a análise de defesa e teoria dos jogos e entrou para o grupo de teatro. Uma hora, teve que escolher: ou concluía seus estudos ou abandonava tudo, no último ano da faculdade, para seguir sua recém-descoberta veia artística. E deu no que deu.
Apesar do desvio de rota, Woods descobriu que podia retomar o contato com as teorias de jogos e defesa em um novo palco: as mesas de pôquer. Jogando por hobby, alcançou um honroso 24º lugar no campeonato de Los Angeles do World Poker Tour, em fevereiro de 2006, quando superou quase 700 competidores. O prêmio de pouco menos de US$ 40 mil fica pequeno quando comparado a um cachê hollywoodiano. Mas mostra que sua capacidade para o cálculo, aliada a uma atuação, pode ser bastante recompensadora.
Danica Mckellar
O que você sabe - É a Winnie Cooper, da série Anos Incríveis.
O que você Não sabe - Ela largou tudo para se dedicar aos teoremas matemáticos.
Por onde anda Winnie Cooper de Anos Incríveis? Deixou as câmeras para estudar matemática na Universidade da Califórnia. Em 1998, Danica, uma colega e um professor provaram um teorema sobre o alinhamento de campos magnéticos, batizado de Chayes-McKellar-Winn.
Empolgada, ela publicou, no ano passado, o livro Math Doesn’t Suck (“Matemática Não É um Saco”), em que mostra como é possível, por exemplo, estudar análise combinatória ao preparar pulseiras com miçangas coloridas. Quem, ainda assim, se encontrar perdido no meio dos números pode tirar dúvidas com ela através do site
www.danicamckellar.comsexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
* Para ganhar R$ 20 mil e um curso de cinema em Nova York
Ainda dá tempo de inscrever seu filminho no festival The Walkers – as inscrições vão até o dia 24 de março. Os vídeos precisam ser inspirados na frase: “Não existe futuro incerto. O caminho é construído ao percorrê-lo”. Os dois vencedores do concurso levam R$ 20 mil cada e um curso na New York Film Academy. Mais informações aqui.
Diretor Fernando Meirelles fará parte da comissão que escolherá os melhores.
Tema da coluna veiculada pela rádio Estadão em 7 de fevereiro de 2014
* Vereadora Luciana Miranda se afasta do grupo João Bezerra
A Vereadora Luciana Miranda que demonstra engajamento na defesa dos Direitos da população palmarense,- e mantém uma linha de denúncias tais como os problemas de falta de merenda nas escolas e de desestruturas nos postos médicos, - publicou uma carta de afastamento do grupo político do Prefeito João Bezerra (Palmares - PE).
Os outros Vereadores que aderiram ao Prefeito dos Palmares continuam no grupo político dele que mantém a maioria no Poder Legislativo Palmarense.
Os outros Vereadores que aderiram ao Prefeito dos Palmares continuam no grupo político dele que mantém a maioria no Poder Legislativo Palmarense.
* O poder econômico do esporte
Moderna cadeia de produção do espetáculo esportivo é analisada em artigo da CH. Megaeventos são considerados oportunidades de transformação das cidades que os sediam, com impactos sociais, ambientais e econômicos.
Por: Luiz Martins de Melo
Publicado em 27/02/2014 | Atualizado em 27/02/2014
Entre os impactos econômicos e sociais da realização de um megaevento esportivo, como a Copa do Mundo de Futebol, está a geração de empregos e melhorias na infraestrutura pública. (foto: Carol Garcia – SECOM GOVBA/ Flickr – CC BY-NC-SA 2.0)
O esporte já era praticado sob diferentes formas (lutas, corridas, saltos, arremessos, natação e outros) em muitas civilizações antigas. Ressurgiu como atividade social na segunda metade do século 19, como resultado do aumento do tempo para o lazer decorrente da revolução industrial e da maior interação da população trazida pela urbanização. A cidade foi o lugar propício para esse reaparecimento, assim como ocorreu no nascimento das disputas esportivas.
Passaram-se mais de 2 mil anos para que a sociedade voltasse a apresentar condições para a prática de atividades físicas como entretenimento. Por muito tempo, tais atividades ficaram relegadas ao treinamento militar e às práticas de adestramento e lazer da aristocracia. A revalorização da educação física nas escolas, a maior circulação de informações sobre os esportes incipientes e a busca de diversão pelas camadas menos favorecidas da população colaboraram para disseminar as práticas esportivas.
A revalorização da educação física nas escolas, a maior circulação de informações sobre os esportes incipientes e a busca de diversão pelas camadas menos favorecidas da população colaboraram para disseminar as práticas esportivas
A segunda metade do século 19 foi um período de profundas transformações na estrutura social. O filósofo alemão Karl Marx (1818-1883) já tinha advertido que um espectro rondava a Europa. Os valores aristocráticos de honra, dignidade e berço estavam sendo solapados pelos valores burgueses de acumulação de riqueza e capital. A burguesia industrial reformava o mundo pela transformação em mercadoria de todas as coisas, entre elas os valores morais e espirituais.
A reação no campo das ideias não demorou, e veio principalmente nas obras de outros filósofos, como os também alemães Arthur Schopenhauer (1788-1860) e Friedrich Nietzsche (1844-1900), que repudiavam aquele admirável novo mundo das massas proletárias e da ascensão burguesa, que não valorizava a cultura clássica, em especial a grega, por ignorância e por necessidade de sobrevivência.
Para o primeiro desses pensadores, a retomada dos valores tradicionais da civilização clássica exigia uma profunda renúncia a esse mundo de extrema irracionalidade. Para o segundo, dependia do ato de afirmação da vontade do “super-homem”, que imporia seus valores sobre a pobreza espiritual dos proletários e burgueses.
Jogos Olímpicos da era moderna
Esse contexto de reafirmação dos valores clássicos fundamentou as propostas do pedagogo e historiador francês, Pierre de Frédy (1863-1937), conhecido pelo título de barão de Coubertin. Defensor da inclusão do esporte como disciplina escolar em todo o mundo, ele promovia competições de atletismo e se tornaria o idealizador dos Jogos Olímpicos da era moderna.

- Os Jogos Olímpicos, iniciados com base em uma visão elitista da prática de esportes, hoje são grandes espetáculos que movimentam imenso volume de recursos financeiros. (foto: Sxc. hu)
O renascimento dos Jogos começou a se tornar realidade em um congresso, em junho de 1894, na Universidade de Sorbonne, na França. O sonho do barão de reviver as Olimpíadas, competições que aconteciam na cidade de Olímpia, na Grécia antiga, agradou aos participantes do encontro. Representantes gregos disseram ao barão que seu país se dispunha a retomar a tradição e sediar a primeira Olimpíada da era moderna. Em consequência, a Grécia recebeu 241 atletas, todos homens, vindos de 14 países, para os Jogos de 1896.
O amadorismo, por definição, excluía da prática esportiva – ao menos dos esportes inicialmente considerados olímpicos – as pessoas que precisavam trabalhar para ganhar a vida
O barão de Coubertin procurava, com a criação do movimento olímpico e a realização das Olimpíadas modernas, reforçar os ideais da vida aristocrática que, em sua opinião, estavam desaparecendo em um mundo predominantemente competitivo, sem regras de honra, voltado para o enriquecimento e marcado pela formação de uma enorme massa de proletários ignorantes. Assim, ele propunha o amadorismo como símbolo da nobreza dos atletas e lançava o lema ‘o importante é competir’, desde que respeitadas as regras elevadas do esporte.
O amadorismo, por definição, excluía da prática esportiva – ao menos dos esportes inicialmente considerados olímpicos – as pessoas que precisavam trabalhar para ganhar a vida.
Os primeiros Jogos Olímpicos quase não se realizaram: a Grécia estava falida, e os recursos necessários foram obtidos com doações da população e com a ajuda de um magnata, o arquiteto Georgios Averof (1815-1899), que bancou a reforma do centro de Atenas e a construção de locais apropriados para as disputas. No dia 6 de abril de 1896, cerca de 60 mil espectadores assistiram à inauguração dos Jogos, com a presença do rei grego, George I.
Você leu apenas o início do artigo publicado na CH 311. Clique no ícone a seguir para baixar a versão integral.

Luiz Martins de Melo
Instituto de Economia
Universidade Federal do Rio de Janeiro
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
* Novo equipamento impede funcionamento de carros através de ondas eletromagnéticas
Máquina ajudará policiais a encerrar perseguições de forma mais segura
Um consórcio de pesquisadores trabalha no desenvolvimento de um equipamento semelhante ao do super-herói. Com financiamento de 4,3 milhões de euros, o Savelec (sigla para controle seguro de veículos não cooperativos por meio de meios eletromagnéticos) tem a missão de parar carros em fuga de maneira mais segura. A ideia é que, com os pulsos eletromagnéticos, os policiais sejam capazes de danificar os circuitos eletrônicos dos veículos e não precisem manter perseguições perigosas nem recorrer a armas de fogo ou choques propositais.
O projeto é desenvolvido desde 2012 – coincidentemente, o mesmo ano em que o filme de Christopher Nolan foi lançado – por empresas, universidades e institutos de pesquisa de França, Alemanha, Grécia, Espanha e Suécia, com coordenação do Instituto Tecnológico de Informação, Aplicações e Comunicações Avançadas de Valência.
Apesar de parecer surpreendente, a tecnologia de emissão de ondas eletromagnéticas já é estudada por forças militares. Seu uso é polêmico, por poder danificar de maneira indistinta diversos tipos de infraestrutura, incluindo, por exemplo, equipamentos hospitalares e marca-passos. Por isso, segundo o Direito Internacional dos Conflitos Armados (Dica), esse recurso seria uma violação aos princípios de distinção entre alvos civis e militares.
Desafios
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Brasília – Na luta contra o crime, Batman usa facilidades tecnológicas que parecem possíveis apenas na ficção. Uma delas, mostrada no filme O cavaleiro das trevas, é uma arma que não dispara projéteis ou fogo, mas sim pulsos eletromagnéticos capazes de danificar equipamentos elétricos ao redor. Pois o artefato deve deixar de ser exclusividade do Homem Morcego e pode estar disponível para policiais europeus em 2016.
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O projeto é desenvolvido desde 2012 – coincidentemente, o mesmo ano em que o filme de Christopher Nolan foi lançado – por empresas, universidades e institutos de pesquisa de França, Alemanha, Grécia, Espanha e Suécia, com coordenação do Instituto Tecnológico de Informação, Aplicações e Comunicações Avançadas de Valência.
Apesar de parecer surpreendente, a tecnologia de emissão de ondas eletromagnéticas já é estudada por forças militares. Seu uso é polêmico, por poder danificar de maneira indistinta diversos tipos de infraestrutura, incluindo, por exemplo, equipamentos hospitalares e marca-passos. Por isso, segundo o Direito Internacional dos Conflitos Armados (Dica), esse recurso seria uma violação aos princípios de distinção entre alvos civis e militares.
Desafios
Diante de tantos riscos, os desafios do consórcio europeu que busca criar um equipamento do tipo para circular nas ruas de cidades são vários. Além de se certificar de que a arma funcione, os cientistas precisam garantir que ela não represente risco aos policiais que a utilizarem nem às pessoas dentro do carro atingido, além de assegurar que os efeitos não sejam sentidos em outros equipamentos ao redor. As consequências à exposição humana são avaliadas no contexto da legislação europeia.
Uma das preocupações, a cargo da fabricante francesa de mísseis MBDA, tem sido simular, com voluntários, como motoristas reagem quando seus carros param de funcionar em alta velocidade. No entanto, os perigos vão além da inércia: as ondas eletromagnéticas, assim como as luzes ultravioleta, podem causar queimaduras na pele.
“Imagine o Sol irradiando por uma lupa sobre um papel. Ele incendeia. Isso acontece porque toda a luz está concentrada em um ponto apenas, em vez de estar distribuída. Isso também pode ocorrer nessa tecnologia, se a intensidade não estiver bem calibrada”, explica João Paulo Chaib, professor do Departamento de Física da Universidade Católica de Brasília (UCB)
Carlos Daniel Ofugi Rodrigues, professor de Física do Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar, da Universidade do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, observa que, além da intensidade, a velocidade de vibração vai definir a maneira de a onda interagir com os materiais e estruturas que atingir. “O forno de micro-ondas doméstico interage com a água. O nosso corpo é formado por 70% de água, o que significa que uma pessoa exposta a uma energia dessas seria cozida”, lembra Rodrigues. “É preciso ainda observar os efeitos de longo prazo nas pessoas. Isso é perigoso, porque ninguém vai esperar 50 anos para saber o que essas ondas podem fazer nos organismos. Quais são os efeitos cumulativos ninguém sabe”, acrescenta.
Obviamente, a intenção dos pesquisadores europeus não é cozinhar pessoas nem “fritar” o sistema eletrônico dos carros. Segundo o site do Savelec, o objetivo é apenas desorientar a eletrônica do carro para que ele pare, sem quebrá-lo. Chaib ressalta que o os impactos na eletrônica vão depender da sensibilidade dos materiais à onda. “Existe uma relação entre sensibilidade e intensidade da arma, porque cada material responderá de forma diferente aos feixes. Se a força das ondas for grande a ponto de queimar a matéria, então haverá perigo. Outra coisa que pode acontecer é um material que está dentro do carro, como um telefone, ser mais sensível. Então, ele sofrerá danos, mas o carro não.”
Outra preocupação ligada ao projeto são as reações do controlador humano, no caso o policial, em diferentes cenários e condições de condução. Estudos jurídicos sobre o uso da tecnologia por parte das forças de segurança europeias ainda serão realizados e um marco regulatório será proposto. Especial atenção será dada às medidas necessárias para assegurar um uso seguro e limitado apenas aos fins para os quais a tecnologia está sendo desenvolvida.
Só novos
Uma das preocupações, a cargo da fabricante francesa de mísseis MBDA, tem sido simular, com voluntários, como motoristas reagem quando seus carros param de funcionar em alta velocidade. No entanto, os perigos vão além da inércia: as ondas eletromagnéticas, assim como as luzes ultravioleta, podem causar queimaduras na pele.
“Imagine o Sol irradiando por uma lupa sobre um papel. Ele incendeia. Isso acontece porque toda a luz está concentrada em um ponto apenas, em vez de estar distribuída. Isso também pode ocorrer nessa tecnologia, se a intensidade não estiver bem calibrada”, explica João Paulo Chaib, professor do Departamento de Física da Universidade Católica de Brasília (UCB)
Carlos Daniel Ofugi Rodrigues, professor de Física do Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar, da Universidade do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, observa que, além da intensidade, a velocidade de vibração vai definir a maneira de a onda interagir com os materiais e estruturas que atingir. “O forno de micro-ondas doméstico interage com a água. O nosso corpo é formado por 70% de água, o que significa que uma pessoa exposta a uma energia dessas seria cozida”, lembra Rodrigues. “É preciso ainda observar os efeitos de longo prazo nas pessoas. Isso é perigoso, porque ninguém vai esperar 50 anos para saber o que essas ondas podem fazer nos organismos. Quais são os efeitos cumulativos ninguém sabe”, acrescenta.
Obviamente, a intenção dos pesquisadores europeus não é cozinhar pessoas nem “fritar” o sistema eletrônico dos carros. Segundo o site do Savelec, o objetivo é apenas desorientar a eletrônica do carro para que ele pare, sem quebrá-lo. Chaib ressalta que o os impactos na eletrônica vão depender da sensibilidade dos materiais à onda. “Existe uma relação entre sensibilidade e intensidade da arma, porque cada material responderá de forma diferente aos feixes. Se a força das ondas for grande a ponto de queimar a matéria, então haverá perigo. Outra coisa que pode acontecer é um material que está dentro do carro, como um telefone, ser mais sensível. Então, ele sofrerá danos, mas o carro não.”
Outra preocupação ligada ao projeto são as reações do controlador humano, no caso o policial, em diferentes cenários e condições de condução. Estudos jurídicos sobre o uso da tecnologia por parte das forças de segurança europeias ainda serão realizados e um marco regulatório será proposto. Especial atenção será dada às medidas necessárias para assegurar um uso seguro e limitado apenas aos fins para os quais a tecnologia está sendo desenvolvida.
Só novos
Além disso, engenheiros da Agência Aeroespacial Alemã DLR, que integra o consórcio, têm se empenhado em estudar a fundo as unidades de controle de motores (ECUs), que funcionam como a CPU dos carros, para identificar vulnerabilidades. As ondas do Savelec devem atingir a fiação do veículo, que funcionará como uma espécie de antena. Os pulsos desativarão temporariamente as ECUs, como se as reiniciasse constantemente, até que elas simplesmente parem de funcionar. São basicamente duas as forças lançadas sobre o veículo, os pulsos eletromagnéticos e as micro-ondas de alta potência (veja quadro ao lado).
Os pesquisadores ainda não conhecem os efeitos dos pulsos no controle da direção e dos freios, mas já sabem que carros antigos são imunes às ondas. “Se o carro for antigo, daqueles de carburador, sem injeção eletrônica, não será afetado pelas ondas. Em relação aos mais modernos, pelo menos o que se sabe é que não existe blindagem capaz de conter esses pulsos. A única saída para os bandidos seria, por exemplo, desenvolver uma tecnologia igual à dos policiais e imobilizar os carros deles também”, imagina Rodrigues.
Para Chaib, embora a tecnologia seja teoricamente viável, ela poderia ser repensada e dar lugar a um dispostivo mais simples. Os chips localizadores de veículos, por exemplo, podem rastrear e parar um carro roubado. “Eles poderiam fornecer informações em código para a polícia, que poderia simplesmente ativar o chip para cortar a energia do carro, o que o faria frear. Esses alarmes já existem, e muitos travam os carros exatamente na hora em que ele está sendo roubado”, sugere o professor.
Os pesquisadores ainda não conhecem os efeitos dos pulsos no controle da direção e dos freios, mas já sabem que carros antigos são imunes às ondas. “Se o carro for antigo, daqueles de carburador, sem injeção eletrônica, não será afetado pelas ondas. Em relação aos mais modernos, pelo menos o que se sabe é que não existe blindagem capaz de conter esses pulsos. A única saída para os bandidos seria, por exemplo, desenvolver uma tecnologia igual à dos policiais e imobilizar os carros deles também”, imagina Rodrigues.
Para Chaib, embora a tecnologia seja teoricamente viável, ela poderia ser repensada e dar lugar a um dispostivo mais simples. Os chips localizadores de veículos, por exemplo, podem rastrear e parar um carro roubado. “Eles poderiam fornecer informações em código para a polícia, que poderia simplesmente ativar o chip para cortar a energia do carro, o que o faria frear. Esses alarmes já existem, e muitos travam os carros exatamente na hora em que ele está sendo roubado”, sugere o professor.
Descobertas
Em 1873, o escocês James Maxwell previu com equações a existência e a propagação de ondas eletromagnéticas. As ondas de rádio foram produzidas pela primeira vez por Heinrich Hertz, em 1888, e foram o ponto de partida para um novo tipo de comunicação. Até então, a luz era a única representante do espectro eletromagnético na ciência. O primeiro indício de outras formas apareceu em 1800, quando um cientista chamado William Herschel encontrou a luz infravermelha. Em 1845, Michael Faraday observou que a luz polarizada poderia percorrer um material transparente relacionado a um campo magnético. A última porção do espectro eletromagnético foi desvendada com a descoberta dos raios gama por Paul Villard, em 1900.
Em 1873, o escocês James Maxwell previu com equações a existência e a propagação de ondas eletromagnéticas. As ondas de rádio foram produzidas pela primeira vez por Heinrich Hertz, em 1888, e foram o ponto de partida para um novo tipo de comunicação. Até então, a luz era a única representante do espectro eletromagnético na ciência. O primeiro indício de outras formas apareceu em 1800, quando um cientista chamado William Herschel encontrou a luz infravermelha. Em 1845, Michael Faraday observou que a luz polarizada poderia percorrer um material transparente relacionado a um campo magnético. A última porção do espectro eletromagnético foi desvendada com a descoberta dos raios gama por Paul Villard, em 1900.
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