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sábado, 10 de maio de 2014

* Mané Garrincha custa 61% mais do que arena nababesca da Arábia Saudita

O complexo esportivo saudita custou R$ 1,18 bilhão e tem estádio, ginásio, estádio de atletismo, quadras de tênis, campos de futebol, estacionamento para 45.000 carros e uma mesquita
Quando o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, discursou na inauguração do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, em maio do ano passado, a grandiosidade da obra inspirou-lhe uma comparação suntuosa. "Se Darcy Ribeiro dizia que o Brasil é uma nova Roma, só que mais democrática, pois lavada em sangue negro e índio, essa Roma acaba de ganhar seu Coliseu".

No entorno do Estádio Mané Garrincha, há um ginásio esportivo interditado em ruínas. 
A comparação do estádio brasileiro com a arena romana, cujas ruínas sobrevivem há quase 2.000 anos na Itália, talvez pareça exagerada hoje em dia, um ano após a inauguração do Mané Garrincha, já que o equipamento apresentou goteiras e vazamentos generalizados há cinco meses. A cobertura de mais de R$ 200 milhões não apresentou a resistência ao tempo que o Coliseu já provou ter.
O Governo do DF prometeu reformar as quadras e ginásios do complexo esportivo do qual faz parte o Mané Garrincha só depois da Copa. O R$ 1,9 bilhão da obra não eram suficientes para isso 

É possível, entretanto, que não tenha sido a estrutura da arena a musa inspiradora do ministro. Talvez tenha sido o custo do estádio o que tenha levado o Anfiteatro Flaviano à mente de Rebelo. Afinal, se a arena brasiliense, de acabamento espartano e cobertura efêmera, não remete à grandeza da arena da Cidade Eterna, seu preço poderia muito bem ser suficiente para erguer monumentos de até maior vulto.
 No último dia 1º, foi inaugurada, a 50 quilômetros da cidade de Juddah, na Arábia Saudita, a suntuosa Cidade do Esporte Rei Abdullah. Ela engloba um estádio de futebol de mesmo nome para 60.000 torcedores, um ginásio poliesportivo para 2.000 pessoas, um estádio de atletismo para 1.000 espectadores, uma mesquita para 500 fiéis, um estacionamento para 45.000 veículos, quadras de tênis e campos de futebol para treino e recreação. Além, é claro, de uma luxuosa suíte para receber o rei que empresta o nome ao estádio.
O custo total da obra, de acordo com as autoridades sauditas e com as construtoras que ergueram o complexo, foi de 384 milhões de euros, ou R$ 1,18 bilhão. O TC-DF (Tribunal de Contas do Distrito Federal) calcula que as obras do Mané Garrincha e de seu entorno, que ainda não estão completas, sairão por R$ 1,9 bilhão, valor 61% maior do que foi empregado no complexo saudita.
Apesar disso, a Cidade do Esporte Rei Abdullah em pouco lembra o estádio brasileiro que inspirou Rebelo. Dentro do estádio, 150 quadros e esculturas de artistas árabes ornamentam os ambientes, em nada remetendo às paredes sem pintura de cimento queimado do estádio Nacional.
Tampouco as vias de acesso perfeitamente pavimentadas e escoltadas por palmeiras da arena saudita fazem lembrar os campos de terra (e lama, quando chove) que servem de caminho de chegada ao público para o Mané Garrincha.
No entorno do Estádio Rei Abdullah, o ginásio poliesportivo climatizado, com suas 2.000 cadeiras numeradas e sistema de wi-fi para todos, ou as seis quadras de tênis e três campos de futebol, ou ainda a mesquita acarpetada capaz de receber 500 fiéis não podem servir de comparação com o Complexo Esportivo Ayrton Senna (veja fotos abaixo), dentro do qual está o Mané Garrincha.
No folder de propaganda que o Governo do Distrito Federal confeccionou e distribuiu em hoteis e aeroportos, o complexo, que possui quadras de vôlei e basquete, dois ginásios, complexo aquático, um autódromo e até um Cine Drive-in, está novo em folha.
Na realidade, porém, encontra-se praticamente todo em ruínas. Talvez daí tenha vindo a inspiração do ministro Rebelo. 

Buraco sem fundo

A torneira que pinga dinheiro público na construção do Mané Garrincha ainda não foi fechada. Em dezembro do ano passado, sete meses após inaugurado, o governo do DF liberou mais R$ 150 milhões para pagar a empreitada ao consórcio construtor.
"É importante destacar que o valor de R$ 150,7 milhões se refere a pagamentos de contratos já firmados anteriormente à inauguração da arena, pela Terracap [estatal do DF], proprietária do estádio", diz a nota enviada pela assessoria de imprensa da Secopa-DF (Secretaria Extraordinária da Copa do Distrito Federal) ao questionamento da reportagem sobre o valor. "São recursos já previstos e não despesas adicionais. Esclarecemos, ainda, que reajustamento, previsto em todos os contratos de obras, é atualização monetária, e não aditivos".
O governo do DF diz que o "Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha teve seu cronograma de obras antecipado em oito meses. Era para ter sido entregue apenas na Copa do Mundo. A obra foi inaugurada em maio de 2013, mas não estava paga na sua completude".
Nas contas oficiais, a arena sairá no total por R$ 1,4 bilhão. Apesar disso, o TC-DF diz que o Mané Garrincha já custou R$ 1,6 bilhão aos cofres do DF, R$ 200 milhões a mais do que diz o governo. Quando estiver completo, sairá por pelo menos R$ 1,9 bilhão de acordo com órgão de controle. Os R$ 300 milhões a mais são para a construção de dois túneis nas imediações para facilitar o acesso ao Mané Garrincha, assim como a urbanização e paisagismo no entorno, que até hoje não foi feita.
Segundo o governo do DF, o pacote pendente também diz respeito à "revitalização da área central de Brasília", e assim não pode ser considerado como pertencente ao estádio. Mas cerca de R$ 200 milhões deste total serão gastos apenas nos túneis, e o governo não detalha qual área além do entorno do estádio será beneficiada. De concreto, está prevista apenas algumas intervenções viárias no setor hoteleiro, anexo à região da arena.
Apesar de, no final, o custo do Mané Garrincha ser quase o dobro da arena construída pelo rei árabe, o acabamento nem de longe lembra aquele que os torcedores encontram na "jóia do deserto" ou seu entorno. No Mané garrincha, mármore ou pedras nobres, apenas nos camarotes e na maior parte em áreas no geral não disponíveis para o torcedor comum.
A maior parte da arena está no concreto cru mesmo, apenas com uma mão de tinta ou verniz por cima (dependendo do lugar analisado). Decoração, obras de arte e outras amenidades? Nem pensar. Os elevadores não podem ser usados por torcedores. Até a Copa das Confederações, jogadores e comissões técnicas enfrentavam banho frio nos vestiários. A sujeira também é um problema no Mané Garrincha: é possível constatar poeira e marca de barro por todos os lados nas arquibancadas.
Apesar de estar inaugurado desde maio de 2013, ainda há um canteiro de obras instalado anexo ao estádio. Faltam obras de sustentabilidade (captação de energia solar e conclusão do sistema de aproveitamento da água da chuva), no entorno, de acessibilidade e paisagismo.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

* A equipe de futebol que preferiu morrer a perder


 9 de abril de 2014
Nunca, em uma partida de futebol, a expressão “vida ou morte” foi tão levada a sério. O contexto histórico não era para menos. A coisa toda começou em 1941, quando a Alemanha nazista invadiu Kiev, capital da Ucrânia, trazendo centenas de prisioneiros de guerra. Entre eles, estava um tal de Nikolai Trusevich, que anos antes havia sido o badalado goleiro do Dínamo, um dos principais clubes soviéticos.
Josef Kordik, um padeiro alemão – que, por sua descendência, era tratado de maneira “mais suave” pelos nazistas – e torcedor fanático do Dínamo, caminhava distraído pela rua quando encontrou… advinha quem? Sim, o goleiro Trusevich.
O padeiro o acolheu em sua casa, burlando a vigilância alemã e, de quebra, deu uma ideia para o goleirão: encontrar os outros jogadores do Dínamo. Em poucas semanas, a padaria já escondia, entre seus empregados, a equipe completa.
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Volta aos campos
O passo seguinte era evidente: jogar bola. Como estava proibido ao Dínamo atuar em qualquer jogo, batizaram o “novo” clube de FC Start. Começaram desafiando seleções formadas pelo III Reich como uma “desforra” pelas atrocidades praticadas pelo Exército de Hitler.
Na primeira partida, realizada em 1942, venceram por 7 a 2. Depois veio uma guarnição húngara: emplacaram 6 a 2. Depois, mais 11 gols contra uma equipe romena. A coisa foi ficando séria e já chamava a atenção dos alemães, que novamente os desafiaram e, também novamente, foram goleados por 6 a 2. Trouxeram da Hungria outra equipe para pará-los: nova goleada por 5 a 1. Pediram revanche e perderam de 3 a 2.
Com apenas uma bola, os caras ameaçavam toda a meticulosa propaganda de Hitler de superioridade da raça ariana. E isso, claro, não poderia ficar barato. Os nazistas formaram uma equipe com jogadores da Luftwaffe, o Flakelf, um grande time da época. A missão: a qualquer custo – e isso incluía violência futebolística generalizada – deveriam vencer. Só esqueceram de avisar isso para o Start, que novamente venceu, por 5 a 1.
É vida ou morte
Essa humilhação sofrida pela raça ariana não poderia ficar barato e o alto comando nazista deu ordens para fuzilar o time todo. Mas os oficiais locais queriam, antes, vencer o Star. Precisavam desmoralizá-los, primeiramente, diante do povo ucraniano, para, aí sim, matá-los.
A revanche foi marcada. O estádio de Zenit estava lotado. Um oficial da SS advertiu aos jogadores ucranianos que, em campo, saudassem o Führer, com o clássico braço esticado. Os jogadores do Start levantaram o braço diante do estádio, porém no momento da saudação, levaram a mão ao peito e gritaram “Fizculthura!” (expressão que proclama a cultura física), ao invés do obrigatório “Heil Hitler!”.
No segundo tempo, nova visita ao vestiário. Só que agora com armas! E ordens bem claras: se vencerem, ninguém vivo. Os jogadores até se propuseram a não voltar para o segundo tempo, mas pensaram em suas famílias, nos crimes cometidos pelos nazistas e nas pessoas que torciam nas arquibancadas.
Voltaram e deram um baile nos rivais. Quando já ganhavam por 5 a 3, o atacante Klimenko ficou cara a cara com o goleiro alemão, driblou-o e, debaixo das traves, debochadamente voltou e chutou a bola para o centro do campo. O estádio veio abaixo.
Revanche sangrenta
Os nazistas deixaram que o Star saísse do campo como se nada tivesse ocorrido, mas a vingança não tardou. A Gestapo visitou a padaria e dizimou a equipe. Somente Goncharenko e Sviridovsky, que não estavam na padaria naquele dia, sobreviveram. Aquele fatídica partida ficou conhecida, mundialmente, como o “Jogo da Morte”.
Ainda hoje, no estádio Zenit, uma placa homenageia: “aos jogadores que morreram com a cabeça levantada ante o invasor nazista”.
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Fotos: Duke.edu
Fontes: UOL, Ukemonde, The Guardian

quarta-feira, 12 de março de 2014

* 'Popeye Brasileiro' arrisca vida com coquetel para músculos


O fisiculturista brasileiro Arlindo de Souza foi destaque no site britânico Daily Mail por estar arriscando a própria vida ao se submeter a aplicações de um coquetel potencialmente letal, que leva óleo e álcool e promete fazer os músculos crescerem. Segundo a publicação, Arlindo, que foi batizado pelo site de "Popeye Brasileiro", conquistou bíceps com cerca de 74 centímetros, o maior do País, depois de injetar o preenchimento no corpo.
Ele admite, no entanto, que o hábito causa sérias infecções e que alguns usuários já tiveram seus braços amputados, enquanto outros até morreram. “Meu amigo Paulinho morreu por fazer essas coisas”, contoi Arlindo. “Ele foi muito além do limite. Eu não aconselho ninguém a tomar este óleo”, observou, acrescentando que parou de usar a substância.
Fã de Arnold Schwarzenegger, o brasileiro é chamado de “Montanha” em sua cidade natal, Olinda, em Pernambuco, e admite que, para “crescer”, já tomou um coquetel de esteroides, hormônios e vitaminas para cavalo.  Até que um amigo de academia ofereceu a ele um “óleo de aprimoramento” para ajudá-lo a sair na frente de seus rivais. Ao experimentar a fórmula, Arlindo, que é solteiro e mora com a mãe, disse que viu o resultado na mesma hora e que não sentiu nada além de um pouco de tontura. “Eu estava malhando da mesma forma, a força continuou a mesma. Nada mudou”, conta.
Arlindo afirma ainda que a maioria das pessoas que toma esta combinação não sabe a forma correta de aplicar. “Buscam qualquer vaso sanguíneo. Alguns terminam perdendo um braço, outros precisam de uma operação. Ainda há os que perdem a vida.” A aplicação de injeções de óleo traz o risco de infecções e compromete o desenvolvimento do músculo.
Fã de Arnold Schwarzenegger, Souza é chamado de "Montanha" em sua cidade natal, Olinda, em Pernambuco Foto: Youtube / Reprodução
Fã de Arnold Schwarzenegger, Souza é chamado de "Montanha" em sua cidade natal, Olinda, em Pernambuco
Foto: Youtube / Reprodução
O brasileiro teme pela própria saúde e está em busca de ajuda. Mas, até agora, os médicos que ele visitou se recusaram a operá-lo, alegando que “ele fez isso a si mesmo”. “Se eu ficar doente, ou se meus braços explodirem, então eu posso visitar um médico. Mas, para mim isso é normal, é algo que aceito”, ressaltou.
Desde que começou com as injeções, há dois anos, Arlindo se tornou o assunto da cidade para o horror de sua família. A irmã, Marineide Gomes de Souza, diz que os parentes estão extremamente preocupados, mas ainda esperam que ele construa sua própria família. “Ele é uma boa pessoa, muito amigável e faz muitos favores para as pessoas”, elogiou. No entanto, ela conta que muitos tiram sarro e, enquanto alguns acham o visual de Arlindo interessante, outros pensam que “ele é de outro planeta”. O outro irmão, Adriano Josi Jordco de Souza, diz que as mulheres aprovam. “As mulheres ao redor dele e de outros lugares o admiram”, observa.
Ao que tudo indica, a mistura utilizada por Arlindo contém óleo mineral, semelhante à óleo de bebê, mas com menores quantidades de álcool e anestésico. O mais preocupante é que ele afirma que o produto pode ser facilmente comprado online ou em farmácias “desonestas”. E apesar de afirmar que parou de usar a mistura e segue alertando as demais pessoas a não usar, Arlindo diz que é muito difícil conquistar um corpo como o dele sem tomar nada. “Você já viu um cara grande como eu dizer que é tudo natural?”, questiona, ressaltando que é comum as pessoas usarem produtos escondidas. 

sexta-feira, 7 de março de 2014

* Mais prazer ao pedalar

Bicicleta com vibrador

Não é piada. Mas até parece.
Estão lançando uma invenção, apresentada como um estímulo para que as mulheres tornem ainda mais prazerosos seus passeios de bicicleta: um vibrador acoplado ao selim, com controle de intensidade.
O mecanismo, batizado de Happy Ride ( Feliz Passeio), cobre o banco como se fosse uma capa, impossível de ser visto por outras pessoas.
divulgação
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* "Praias" e esporte de prancha com remo redescobrem o lazer no rio Capibaribe

O rio pernambucano está sendo utilizado em novas formas de diversão e esporte

Publicação: 06/03/2014 08:30 Atualização: 06/03/2014 10:55

A edição anterior do projeto Praias do Capibaribe aconteceu na Fundação Joaquim Nabuco, no Derby. Foto: Fundaj/ Reprodução do Facebook
A edição anterior do projeto Praias do Capibaribe aconteceu na Fundação Joaquim Nabuco, no Derby. Foto: Fundaj/ Reprodução do Facebook

As águas que cortam a capital pernambucana são atualmente pouco usadas para o lazer. É só um passeio de catamarã aqui e ali, ou o bloco Galinha d’água durante o desfile do Galo da Madrugada, no sábado de carnaval. Para mudar esta realidade e chamar a atenção para a necessidade de revitalização do rio, o projeto Praias do Capibaribe e o grupo Stand Up Paddle Recife promovem iniciativas de lazer na área.

Neste domingo (9), o projeto Praias do Capibaribe realiza a sua 17ª edição, em frente ao Museu Murillo La Greca, no bairro do Parnamirim, que servirá como ponto de apoio. O encontro começa ao meio-dia e tem previsão para terminar por volta das 20h. A iniciativa foi fundada há dois anos pela arte-educadora Bruna Pedrosa e o arquiteto Julien Ineichen como uma possibilidade de usar as margens do rio como espaço público.

A cada edição, o projeto aporta em um local diferente, como Derby, Parnamirim, Rua da Aurora e Cais José Estelita. Segundo Bruna, já está prevista para acontecer neste ano em uma prainha na comunidade do Coque, no bairro de Joana Bezerra. “Enquanto nadar no rio é um sonho, a gente promove o contato com Capibaribe de outras formas”, explica a arte-educadora.

Como é uma atividade pública e gratuita, o projeto conta com a participação ativa dos seus integrantes. Por isso, preocupados com diversos problemas, como a mobilidade, os participantes são incentivados a chegar ao local da praia de bicicleta, por exemplo. “No nosso bar, promovemos uma forma consciente de consumo em relação ao meio ambiente. Só vendemos o líquido e cada pessoa deve levar sua própria caneca”, explica Bruna.

Para divertir, o projeto oferece uma série de atividades e atrações diferentes. “Criamos uma piscina flutuante, com água limpa, que fica no mesmo nível do rio, como se a pessoa estivesse dentro dele”, conta Bruna. Já através de uma ação de crowdfunding (uma espécie de “vaquinha”), o Praias do Capibaribe comprou uma bolha plástica. “De barco, levamos as pessoas para nosso píer móvel, construído com tonéis e madeirites reaproveitados, para passearem pelo rio na bolha”, conta Bruna.

Praias do Capibaribe já contou com 17 edições. A próxima acontece neste domingo. Foto: Fundaj/Reprodução
Praias do Capibaribe já contou com 17 edições. A próxima acontece neste domingo. Foto: Fundaj/Reprodução

Ainda no quesito diversão, o projeto inscreve artistas, ativistas e especialistas para a realização de apresentações culturais e entrevistas na rádio praia - que funciona durante todo o evento. Além disso, o Praias do Capibaribe promove atividades com os moradores das áreas ribeirinhas, principalmente com as crianças. Os pequenos fazem apresentações de dança e participam de oficinas com material reciclado.

Mesmo promovendo diversão, o projeto pretende ajudar a reverter a condição do Capibaribe. “Nossa atitude é educar a população a cuidar do meio ambiente. Queremos promover o sentimento de pertencimento do lugar, porque a gente cuida do que a gente ama. Ao ocupar a margem, ela se torna um espaço público ativo e a relação das pessoas com ela muda”, explica Bruna.

As próximas edições do projeto Praias do Capibaribe estão previstas para acontecer no primeiro domingo de cada mês.

Stand up paddle no Capibaribe


O stand up paddle é praticado com uma prancha e um remo. Para participar do grupo é preciso já ter experiência. Foto: Suprecife/ Divulgação
O stand up paddle é praticado com uma prancha e um remo. Para participar do grupo é preciso já ter experiência. Foto: Suprecife/ Divulgação

Para quem quer curtir o Capibaribe enquanto pratica um esporte, uma opção é participar de um dos passeios marcados pelos integrantes do grupo Stand Up Paddle (SUP) - Recife. O primeiro percurso pelo rio aconteceu no último dia 23 de fevereiro. Quem estiver interessado em participar do próximo só precisa ficar ligado na página do grupo no Facebook e aparecer na data e local marcados. É de graça.

Um dos organizadores do passeio é o gerente comercial Jota Neves, que também é instrutor de stand up paddle nos finais de semana. Para quem não conhece, este esporte consiste, basicamente, em percorrer rios, mares e lagos, remando em pé em cima de uma prancha. Após a realização de outros percursos, como por Maria Farinha, Coroa do Avião e até na barragem de Pirapama, os integrantes do grupo resolveram passear pelo Capibaribe.

Agora, para participar, Jota afirma ser necessário já ter experiência. “Fizemos um percurso de oito quilômetros, ida e volta. É uma remada tranquila, leve, mas não dá para se aventurar sem nunca ter subido em uma prancha”, conta Jota. Além disso, tem toda a questão dos equipamentos. Quem não tem pode alugar em lojas especializadas.

O primeiro passeio marcado pelo grupo teve como ponto de saída as Torres Gêmeas, no Cais de Santa Rita. “Passamos pela ponte giratória e seguimos até um pouco depois da Casa da Cultura”, conta Jota. Para ele, o passeio vale muito a pena. “É muito bom poder ver o Recife por outro ângulo. Apesar da poluição, o rio está muito vivo”, explica.

Passeio pelo Capibaribe foi do píer das Torres Gêmeas até a Casa da Cultura. Próximo passeio no rio ainda não tem data. Foto: Suprecife/Divulgação
Passeio pelo Capibaribe foi do píer das Torres Gêmeas até a Casa da Cultura. Próximo passeio no rio ainda não tem data. Foto: Suprecife/Divulgação

Como o passeio foi feito durante o período de maré cheia, segundo Jota, o Capibaribe se enche de vida. “Como a água limpa do mar entra no rio, oxigena e traz animais marinhos. Você vê muitas aves, garças pegando peixes, cardumes passando”, conta Jota.

Para aqueles que ficam preocupados com a sujeira, Jota avisa que o rio só vai ficar mais sujo mesmo depois da Casa da Cultura. Mesmo assim, ele diz que o passeio não causa asco. “Dá para passear perfeitamente. E não é mal cheiroso, é possível para ir sem máscaras”, explica.

O próximo passeio do grupo Stand Up Paddle (SUP) - Recife, que também conta com a participação de adeptos do caiaque, ainda não está marcado.

Serviço
Praias do Capibaribe 
Quando: domingo (9), a partir do meio-dia
Onde: Museu Murillo La Greca (Rua Leonardo Bezerra Cavalcante, 366 - Parnamirim)
Site: http://capibaribe.info
Fan page: facebook.com/PraiasDoCapibaribe 

Stand Up Paddle (SUP) - Recife 

Site: suprecife.wordpress.com
Grupo: facebook.com/groups/suprecife

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

* O poder econômico do esporte

Moderna cadeia de produção do espetáculo esportivo é analisada em artigo da CH. Megaeventos são considerados oportunidades de transformação das cidades que os sediam, com impactos sociais, ambientais e econômicos.
Por: Luiz Martins de Melo
Publicado em 27/02/2014 | Atualizado em 27/02/2014
O poder econômico do esporte
Entre os impactos econômicos e sociais da realização de um megaevento esportivo, como a Copa do Mundo de Futebol, está a geração de empregos e melhorias na infraestrutura pública. (foto: Carol Garcia – SECOM GOVBA/ Flickr – CC BY-NC-SA 2.0)
O esporte já era praticado sob diferentes formas (lutas, corridas, saltos, arremessos, natação e outros) em muitas civilizações antigas. Ressurgiu como atividade social na segunda metade do século 19, como resultado do aumento do tempo para o lazer decorrente da revolução industrial e da maior interação da população trazida pela urbanização. A cidade foi o lugar propício para esse reaparecimento, assim como ocorreu no nascimento das disputas esportivas.
Passaram-se mais de 2 mil anos para que a sociedade voltasse a apresentar condições para a prática de atividades físicas como entretenimento. Por muito tempo, tais atividades ficaram relegadas ao treinamento militar e às práticas de adestramento e lazer da aristocracia. A revalorização da educação física nas escolas, a maior circulação de informações sobre os esportes incipientes e a busca de diversão pelas camadas menos favorecidas da população colaboraram para disseminar as práticas esportivas.
A revalorização da educação física nas escolas, a maior circulação de informações sobre os esportes incipientes e a busca de diversão pelas camadas menos favorecidas da população colaboraram para disseminar as práticas esportivas
A segunda metade do século 19 foi um período de profundas transformações na estrutura social. O filósofo alemão Karl Marx (1818-1883) já tinha advertido que um espectro rondava a Europa. Os valores aristocráticos de honra, dignidade e berço estavam sendo solapados pelos valores burgueses de acumulação de riqueza e capital. A burguesia industrial reformava o mundo pela transformação em mercadoria de todas as coisas, entre elas os valores morais e espirituais.
A reação no campo das ideias não demorou, e veio principalmente nas obras de outros filósofos, como os também alemães Arthur Schopenhauer (1788-1860) e Friedrich Nietzsche (1844-1900), que repudiavam aquele admirável novo mundo das massas proletárias e da ascensão burguesa, que não valorizava a cultura clássica, em especial a grega, por ignorância e por necessidade de sobrevivência. 
Para o primeiro desses pensadores, a retomada dos valores tradicionais da civilização clássica exigia uma profunda renúncia a esse mundo de extrema irracionalidade. Para o segundo, dependia do ato de afirmação da vontade do “super-homem”, que imporia seus valores sobre a pobreza espiritual dos proletários e burgueses.

Jogos Olímpicos da era moderna

Esse contexto de reafirmação dos valores clássicos fundamentou as propostas do pedagogo e historiador francês, Pierre de Frédy (1863-1937), conhecido pelo título de barão de Coubertin. Defensor da inclusão do esporte como disciplina escolar em todo o mundo, ele promovia competições de atletismo e se tornaria o idealizador dos Jogos Olímpicos da era moderna.
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Os Jogos Olímpicos, iniciados com base em uma visão elitista da prática de esportes, hoje são grandes espetáculos que movimentam imenso volume de recursos financeiros. (foto: Sxc. hu)
O renascimento dos Jogos começou a se tornar realidade em um congresso, em junho de 1894, na Universidade de Sorbonne, na França. O sonho do barão de reviver as Olimpíadas, competições que aconteciam na cidade de Olímpia, na Grécia antiga, agradou aos participantes do encontro. Representantes gregos disseram ao barão que seu país se dispunha a retomar a tradição e sediar a primeira Olimpíada da era moderna. Em consequência, a Grécia recebeu 241 atletas, todos homens, vindos de 14 países, para os Jogos de 1896.
O amadorismo, por definição, excluía da prática esportiva – ao menos dos esportes inicialmente considerados olímpicos – as pessoas que precisavam trabalhar para ganhar a vida
O barão de Coubertin procurava, com a criação do movimento olímpico e a realização das Olimpíadas modernas, reforçar os ideais da vida aristocrática que, em sua opinião, estavam desaparecendo em um mundo predominantemente competitivo, sem regras de honra, voltado para o enriquecimento e marcado pela formação de uma enorme massa de proletários ignorantes. Assim, ele propunha o amadorismo como símbolo da nobreza dos atletas e lançava o lema ‘o importante é competir’, desde que respeitadas as regras elevadas do esporte.
O amadorismo, por definição, excluía da prática esportiva – ao menos dos esportes inicialmente considerados olímpicos – as pessoas que precisavam trabalhar para ganhar a vida. 
Os primeiros Jogos Olímpicos quase não se realizaram: a Grécia estava falida, e os recursos necessários foram obtidos com doações da população e com a ajuda de um magnata, o arquiteto Georgios Averof (1815-1899), que bancou a reforma do centro de Atenas e a construção de locais apropriados para as disputas. No dia 6 de abril de 1896, cerca de 60 mil espectadores assistiram à inauguração dos Jogos, com a presença do rei grego, George I.
 
Você leu apenas o início do artigo publicado na CH 311. Clique no ícone a seguir para baixar a versão integral.PDF aberto (gif)

Luiz Martins de Melo

Instituto de Economia
Universidade Federal do Rio de Janeiro

sexta-feira, 12 de julho de 2013

* Primeira bicicleta voadora foi criada por britânicos



Britânicos lançam a primeira bicicleta voadora


ReproduçãoE nem é preciso carregar um ET na cestinha
Dois designers da Inglaterra revelaram uma invenção que acreditam ser capaz de mudar como nos deslocamos nas cidades. Trata-se da XploreAir X1, uma bicicleta que, com o auxílio de uma poderosa hélice e um paraquedas, é capaz de atingir 1,2 mil metros de altitude e viajar a uma velocidade de 40 km/h.
Yannick Read e John Foden, os criadores, passaram dois anos desenvolvendo o conceito, e agora apostam em uma campanha na internet para arrecadar fundos suficientes para iniciar uma produção em massa. Eles garantem que não seria preciso uma habilitação especial para pilotar – o que deve mudar, caso o projeto faça sucesso.
A bicicleta pode ser dobrada, com o objetivo de não ocupar muito espaço quando armazenada. O motor é movido a biocombustíveis e a asa flexível, semelhante aos paragliders, é inflada com o auxílio de um motor elétrico.
Confira o vídeo:

quarta-feira, 10 de julho de 2013

* Um novo campeão palmarense de lutas

Marconi Pezão (esquerda da foto acima) iniciou aprendizado de Capoeira na adolescência, no Centro Cultural do GRUCALP. Paixão grande pela luta. Sonha ser campeão MMA.
Com o passar do tempo quis mais. Dedicou-se ao Tae-kwon-do, Jiu-Jitso. À luta livre...
Semana passada ele e Nicholas Ribeiro (à direita da foto acima) foram campeões no I Open de Tae-Kwon-Do da Mata Sul!
Marconi Pezão é oficineiro de Dança Popular e Capoeira do Centro Cultural do GRUCALP (
Pontodecultura Grucalp).




* Reunião da Associação Palmarense de Xadrez (APAX) 27Abril2013

Diretores e Conselheiros Fiscais da Associação Palmarense de Xadrez (APAX) reuniram-se no Centro Cultural do GRUCALP (Pontodecultura Grucalp), durante a noite do dia 27 de Abril de 2013. Presença de Erivaldo Adão da Silva, da Direção da Federação Pernambucana de Xadrez (FEPEX). 
O encontro dos xadrezistas abordou sobre Metas a cumprir para o restante deste ano, objetivando ações com estudantes e nas comunidades. 
Fizeram uma análise sobre como o culto do Xadrez por estudantes tem melhorado o rendimento escolar, aumentando as notas de quem pratica esse esporte milenar que é também uma arte e meio de intelectualização. 
Xadrez exercita áreas do cérebro responsáveis pelo raciocínio matemático, treina o culto ético, o respeito ao semelhante. Desenvolve psicomotricidade, a cognição e a ética das crianças e jovens. 
Vários Educandários da Cidade dos Palmares - PE implantaram o culto do xadrez. Uma das lutas da APAX e FEPEX é ter apoio dos Governos Municipais para estimular a prática do xadrez nas Escolas, promovendo palestras, workshops e cursos através dos instrutores da Associação.
Estavam presentes à reunião: Genival Mario Batista, João Henrique Alves da Cunha, João Bosco Pereira, Adalberto Pereira da Silva e Jairo Teodoro de Paula. 
Estão abertas inscrições para aulas de xadrez no Centro Cultural do GRUCALP durante o horário comercial de segunda-feira à sexta-feira. Os intessados podem procurar a recepção e se inscrever.





terça-feira, 9 de julho de 2013

* Tricampeão brasileiro de xadrez em Palmares - PE

Erivaldo Adão da Silva, Prof. Mauricio Horta e o repórter Alberto Passos.
Centro Cultural do GRUCALP (Pontodecultura Grucalp) foi palco de um evento inédito em Palmares - PE: Um jogo seletivo do tricampeão Prof. Maurício Horta, tricampeão brasileiro de xadrez. Presença do aguapretano Carlos Capivara.
Maravilhoso foi ver hoje um Mestre de Xadrez, tricampeão brasieliro, Professor Mauricio Horta, jogando com 17 jovens ao mesmo tempo. Vencendo todos eles. 
Os 3 jogadores mais resistentes foram adolescentes com idades de 12 anos a 16 anos. 
Incrível ver a humildade do Prof. Mauricio Horta dizendo que se não prestasse muita atenção seria vencido pelos garotos... 
O recorde do Prof. Mauricio Horta é vencer 105 jogadores ao mesmo tempo.
E assim houve cerimônia de fundação da Associação Palmarense de Xadrex. Erivaldo Adão da Silva, da Direção do GRUCALP é um dos Diretores da Federação Pernambucana de Xadrez.
No Centro Cultural do GRUCALP funcionará a Direção Regional Mata Sul da Federação Pernambucana de Xadrez. Quem trouxe o Prof. Mauricio Horta foi o Prefeito do Município da Água Preta,Eduardo Coutinho , xadrezista dedicado. Importante estimular o desenvolvimento cognitivo das crianças e adolescentes. O xadrez desenvolve o intelecto e a ética (além de desenvolver o raciocínio matemático e espacial, o xadrez dá as bases da honestidade e honra porque é um jogo cujos jogadores têm liames com o respeito e sinceridade, não podem ludibriar). A tal ponto que ocorrem jogos até com os jogadores em cidades distantes, via telefone ou via inernet porque a confiança cavaleiresca leva aos competidores a confiar nos oponentes. Jogadores de xadrez têm melhor concentração e melhor desenvoltura nos estudos. 
Para estudar o xadrez, os interessados poderão encontrar instrutores lá no Centro Cultural do GRUCALP, situado na Rua Diário de Pernambuco, 435 (rua do Pastel Dom Paulista), Bairro Centro - Palmares - PE