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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

* Universitários desenvolvem esmalte de unha que pode detectar a presença de drogas em bebidas

O produto permite que a mulher identifique discretamente a presença de drogas mexendo a bebida com o dedo


Estudantes da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, desenvolveram um esmalte de unha que pode apresentar se há drogas em bebidas como Rohypnol, Xanax e GHB, que são usadas por estupradores para adulterar bebidas e fazer vítimas.
Para detectar a presença dessas drogas basta inserir o dedo dentro da bebida, que o esmalte muda a cor.
Essa iniciativa tem certa utilidade, já que segundo um recente relatório do Washington Post, os casos de agressão sexual usados com essas drogas têm aumentado.
Com o nome de Undercover colors, a empresa criada por quatro universitários afirma que o objetivo é desenvolver tecnologia que permitam às mulheres se protegerem contra esses crimes hediondos e silenciosos.
“Para o nosso primeiro produto, estamos desenvolvendo um emalte que muda de cor quando entra em contato com as drogas de estupro, como Rohypnol, Xanax, e GHB. Com esse emalte qualquer mulher pode identificar discretamente a presença das drogas mexendo a bebida com o dedo. Se a cor mudar, logo ela vai saber que algo está errado”, diz a empresa em sua página no Facebook.
O produto ainda não tem data para chegar ao mercado, mas em breve a equipe deve apresentar o novo esmalte à mídia.
Os estudantes Ankesh Madan, Stephan Cinza, Tasso Von Windheim, e Tyler Confrey-Maloney, criadores do produto, trabalham nesse projeto desde o ano passado. Atualmente, eles estão em busca investidores e já arrecadaram U$$ 100.000 dólares em investimento.
 Redação O POVO Online

domingo, 24 de agosto de 2014

* Denúncia e repúdio à onda de violência no campo no Brasil em 2014


Em 2014, já foram registrados 23 assassinatos em conflitos no campo.


A diretoria e a coordenação executiva nacional da CPT divulgam uma nota pública na qual denunciam e repudiam a onda de violência no campo, intensificada nos meses de julho e agosto deste ano. Além das quatro mortes na última semana, no mês de julho, em apenas 20 dias, a CPT registrou sete assassinatos
De acordo com informações do Centro de Documentação da CPT Dom Tomás Balduino, em 2014, já foram registrados 23 assassinatos em conflitos no campo, sendo que mais três estão sob averiguação. Confira os dados parciais de assassinatos em 2014, em anexo na matéria.
A Diretoria e a coordenação executiva nacional vêm a público se manifestar diante da onda de violência no campo na semana de 10 a 17 de agosto, com o assassinato de três trabalhadoras e um trabalhador. Mais uma vez são mortes anunciadas, sem que se tomem as devidas providências para evitá-las.
No último dia 12 de agosto, no sudeste do Estado do Pará, Maria Paciência dos Santos, 59 anos, foi atropelada por um caminhoneiro que avançou sobre os 1.500 manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que marchavam pela BR-155, chamando a atenção para o descaso com a Reforma Agrária. O local é próximo à curva do "S”, onde ocorreu o Massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996, quando a polícia matou 19 Sem Terra. O trânsito estava liberado em uma faixa, mas foi bloqueado pelos manifestantes após o brutal assassinato de Maria, que morreu na hora.
No dia 13, foi assassinada a tiros a ex-presidenta do Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura de União do Sul, no Estado do Mato Grosso, Maria Lúcia do Nascimento, que morava no assentamento Nova Conquista II. Tanto ela quanto outras famílias assentadas e dirigentes do Sindicato de Trabalhadores na Agricultura local já haviam sofrido ameaças do dono da fazenda, Gilberto Miranda, registradas em Boletins de Ocorrência e em atas de denúncias feitas, diretamente, ao ouvidor Agrário Nacional, desembargador Gercino José da Silva Filho. As ameaças foram testemunhadas, inclusive, por oficiais de justiça.
No último sábado, 16, o presidente da Associação ASPRONU (Associação de Produtores Rurais Nova União), Josias Paulino de Castro, 54 anos, e sua esposa, Ireni da Silva Castro, 35 anos, foram assassinados, no Distrito de Guariba, Município de Colniza, Mato Grosso. Em 05 de agosto, Josias havia participado, em Cuiabá, de uma audiência com o ouvidor Agrário Nacional, desembargador Gercino, e com várias outras autoridades de Mato Grosso. Josias denunciara políticos da região por extração ilegal de madeira, a Polícia Militar por irregularidades e órgãos públicos por emissão irregular de títulos de terras, assim como a existência de "pistoleiros” na região. Josias, segundo o site Pantanal, nesse mesmo dia, teria afirmado: "Estamos morrendo, somos ameaçados, o Governo de Mato Grosso é conivente, a PM (Polícia Militar) de Guariba protege eles, o governo federal é omisso, será que eu vou ter que ser assassinado para que vocês acreditem e tomem providências?”.
Foto de arquivo


Além dessas mortes, acontecidas nos últimos dias, o Centro de Documentação Dom Tomás Balduino, da CPT, registrou um sangrento mês de julho, com sete assassinatos em 20 dias, em quatro estados da federação. O ano de 2014 já apresenta-se como mais violento que o ano anterior. De janeiro a 18 de agosto, se contabilizam 23 assassinatos em conflitos no campo, havendo ainda três casos em averiguação. No mesmo período de 2013, o número de assassinatos registrado era de 21.
"A violência está presente em todo o território nacional. Diante dos olhos das autoridades, que deveriam, concretamente, agir de forma a exterminá-la, definitivamente. O ouvidor agrário nacional, assim como a Secretaria de Direitos Humanos, tem acompanhado todas as denúncias, ameaças, indícios de irregularidades, mas nada foi feito em vista de barrar o avanço dos assassinatos e do extermínio dos povos do campo”, afirma a CPT.
Quando estas mortes provocarão respostas claras e sérias dos órgãos públicos?
De acordo com a Comissão, toda essa violência se dá no momento em que a Reforma Agrária estaria sumindo dos programas de governo dos principais partidos políticos, que disputam a Presidência da República. A demarcação de terras indígenas e quilombolas, da mesma forma, estariam paralisadas. "E os candidatos à Presidência assistindo de camarote, sem nenhuma resposta clara a essas demandas em seus planos de governo”.
A CPT destaca que, de fato, o programa político da atual presidenta, Dilma Rousseff, à reeleição, não reserva nenhuma linha à Reforma Agrária. O programa de Aécio Neves, principal candidato da oposição, passa pela tangente, somente citando a Reforma Agrária como necessária para garantir a segurança alimentar. O programa do PSB [Partido Socialista Brasileira], cuja candidata é a ex-ministra do Meio Ambiente do Governo Lula, Marina Silva – após a morte trágico do ex-candidato Eduardo Campos, na última semana – ainda fez duas ou três leves insinuações sobre a Reforma Agrária. "Fica mais que patente que a reforma agrária não é hoje prioridade para nenhum dos partidos com chance de chegar à Presidência”.
Violência tem gerado fuga do campo.


Ironia do destino, na visão da Comissão: ao mesmo tempo em que três grandes figuras femininas despontam na disputa à Presidência da República, numa semana, três mulheres, lutadoras, são assassinadas em conflitos pela terra. A CPT espera ainda que providências efetivas sejam tomadas no caso dessas mortes, e não apenas reduzidas a grupos de trabalho que, até o momento, não se provaram eficazes. "Que o Estado brasileiro (Executivo, Judiciário, Legislativo) crie ações efetivas para a diminuição da violência no campo. Que a apuração dos fatos sejam eficientes, que o Judiciário não seja subserviente, que a legislação não seja flexibilizada e o Executivo crie condições efetivas de manter a população no campo”.

sábado, 10 de maio de 2014

* Carros são furtados por hackers na Inglaterra

Metade dos carros furtados em Londres foram levados com o uso de dispositivos eletrônicos

Ladrão usam computador para furtar carros - Reprodução
Reprodução
Ladrão usam computador para furtar carros
Vidros quebrados, pés de cabras e ladrões encapuzados. Não é esse mais o cenários de furtos de carros, pelo menos na Inglaterra. De acordo com a Polícia Metropolitana de Londres, dos 21 mil carros furtados no ano passado na cidade, metade foi hackeada, ou seja, foram levados com o uso de tecnologia, sem abuso de força ou danos ao veículo.
Os números do relatório foram gerados depois que hackers "do bem" avisaram as autoridades sobre o uso de dispositivos modernos para levar os carros. Os modelos usados para mostrar o procedimento foram um Toyota Prius e um Ford Escape, que abriram com um apertar de botão.
Não é difícil achar na internet tutoriais que ensinam como manusear os aparelhos para o furto do carro, que custam apenas 12 libras (cerca de R$ 45) no mercado negro. Inclusive, o hacker que denunciou o caso usou o mesmo aparelho e um computador portátil para controlar remotamente os freios, acelerador, faróis e até mesmo explodir os air bags de um dos carros. O governo inglês disse que agora vai trabalhar em conjunto com as fabricantes do país para que se dificulte a invasão de hackers nos automóveis. 

domingo, 23 de março de 2014

* Entrevista com o líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola


O BRASIL INTEIRO DEVERIA LER ESTA ENTREVISTA
Entrevista com o líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, ao jornal O Globo.
Estamos todos no inferno. Não há solução, pois não conhecemos nem o problema

O GLOBO: Você é do PCC?
- Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução é que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”, essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu? Sou culto… Leio Dante na prisão…
O GLOBO: – Mas… a solução seria…
- Solução? Não há mais solução, cara… A própria idéia de “solução” já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma “tirania esclarecida”, que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC…) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios…). E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução.
O GLOBO: – Você não têm medo de morrer?
- Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar… mas eu posso mandar matar vocês lá fora…. Nós somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba… Estamos no centro do Insolúvel, mesmo… Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira. Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração… A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala… Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em “seja marginal, seja herói”? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha… Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né? Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.000 livros e leio Dante… mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem.Vocês não ouvem as gravações feitas “com autorização da Justiça”? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.
O GLOBO: – O que mudou nas periferias?
- Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$40 milhões como o Beira-Mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório… Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá ligado? Nós somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no “microondas”… ha, ha… Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Nós lutamos em terreno próprio. Vocês, em terra estranha. Nós não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão de três-oitão. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em superstars do crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos globais. Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.
O GLOBO: – Mas o que devemos fazer?
- Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas… O país está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz, “Sobre a guerra”. Não há perspectiva de êxito… Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas… A gente já tem até foguete anti-tanques… Se bobear, vão rolar uns Stingers aí… Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas… Aliás, a gente acaba arranjando também “umazinha”, daquelas bombas sujas mesmo. Já pensou? Ipanema radioativa?
O GLOBO: – Mas… não haveria solução?
- Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a “normalidade”. Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência. Mas vou ser franco…na boa… na moral… Estamos todos no centro do Insolúvel. Só que nós vivemos dele e vocês… não têm saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela. Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê? Porque vocês não entendem nem a extensão do problema. Como escreveu o divino Dante: “Lasciate ogna speranza voi cheentrate!” Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno.

domingo, 2 de março de 2014

* Usada como prostituta, fêmea de orangotango é salva na Indonésia


O antes e depois de Pony, escrava sexual na Indonésia
O antes e depois de Pony, escrava sexual na Indonésia Foto: Reprodução / “Jornal de Notícias”

Camila Elias - Expresso
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Escrava sexual, uma orangotango fêmea foi salva pela Associação Protetora dos Orangotangos, na vila de Borneo Apes na Indonésia. Pony foi encontrada com o pelo raspado e cheia de picadas de mosquito, numa casa de saliência. Maltratada, ela estava presa por uma corrente de aço a uma parede e deitada num colchão todo manchado. Segundo o "Jornal de Notícias", Pony era a preferida dos homens que frequentavam o local, em busca de sexo.
Há um ano, a associação tentava resgatar a fêmea. Considerada a “galinha dos ovos de ouro”, ela tinha segurança forte. Sempre que alguém tentava salvá-la, sofria ameaças com armas.
A associação conseguiu arrecadar dinheiro suficiente para pedir ajuda a 35 policiais e contratar homens armados com fuzil Ak 47, para, enfim, convencerem a “dona” de Pony e os homens da vila a deixarem a orangotango ir embora.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

* Novo equipamento impede funcionamento de carros através de ondas eletromagnéticas

Máquina ajudará policiais a encerrar perseguições de forma mais segura



 (Arte D.A Press)
Brasília – Na luta contra o crime, Batman usa facilidades tecnológicas que parecem possíveis apenas na ficção. Uma delas, mostrada no filme O cavaleiro das trevas, é uma arma que não dispara projéteis ou fogo, mas sim pulsos eletromagnéticos capazes de danificar equipamentos elétricos ao redor. Pois o artefato deve deixar de ser exclusividade do Homem Morcego e pode estar disponível para policiais europeus em 2016. 
Um consórcio de pesquisadores trabalha no desenvolvimento de um equipamento semelhante ao do super-herói. Com financiamento de 4,3 milhões de euros, o Savelec (sigla para controle seguro de veículos não cooperativos por meio de meios eletromagnéticos) tem a missão de parar carros em fuga de maneira mais segura. A ideia é que, com os pulsos eletromagnéticos, os policiais sejam capazes de danificar os circuitos eletrônicos dos veículos e não precisem manter perseguições perigosas nem recorrer a armas de fogo ou choques propositais. 

O projeto é desenvolvido desde 2012 – coincidentemente, o mesmo ano em que o filme de Christopher Nolan foi lançado – por empresas, universidades e institutos de pesquisa de França, Alemanha, Grécia, Espanha e Suécia, com coordenação do Instituto Tecnológico de Informação, Aplicações e Comunicações Avançadas de Valência.

Apesar de parecer surpreendente, a tecnologia de emissão de ondas eletromagnéticas já é estudada por forças militares. Seu uso é polêmico, por poder danificar de maneira indistinta diversos tipos de infraestrutura, incluindo, por exemplo, equipamentos hospitalares e marca-passos. Por isso, segundo o Direito Internacional dos Conflitos Armados (Dica), esse recurso seria uma violação aos princípios de distinção entre alvos civis e militares. 

Desafios
Diante de tantos riscos, os desafios do consórcio europeu que busca criar um equipamento do tipo para circular nas ruas de cidades são vários. Além de se certificar de que a arma funcione, os cientistas precisam garantir que ela não represente risco aos policiais que a utilizarem nem às pessoas dentro do carro atingido, além de assegurar que os efeitos não sejam sentidos em outros equipamentos ao redor. As consequências à exposição humana são avaliadas no contexto da legislação europeia.

Uma das preocupações, a cargo da fabricante francesa de mísseis MBDA, tem sido simular, com voluntários, como motoristas reagem quando seus carros param de funcionar em alta velocidade. No entanto, os perigos vão além da inércia: as ondas eletromagnéticas, assim como as luzes ultravioleta, podem causar queimaduras na pele.

“Imagine o Sol irradiando por uma lupa sobre um papel. Ele incendeia. Isso acontece porque toda a luz está concentrada em um ponto apenas, em vez de estar distribuída. Isso também pode ocorrer nessa tecnologia, se a intensidade não estiver bem calibrada”, explica João Paulo Chaib, professor do Departamento de Física da Universidade Católica de Brasília (UCB)

Carlos Daniel Ofugi Rodrigues, professor de Física do Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar, da Universidade do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, observa que, além da intensidade, a velocidade de vibração vai definir a maneira de a onda interagir com os materiais e estruturas que atingir. “O forno de micro-ondas doméstico interage com a água. O nosso corpo é formado por 70% de água, o que significa que uma pessoa exposta a uma energia dessas seria cozida”, lembra Rodrigues. “É preciso ainda observar os efeitos de longo prazo nas pessoas. Isso é perigoso, porque ninguém vai esperar 50 anos para saber o que essas ondas podem fazer nos organismos. Quais são os efeitos cumulativos ninguém sabe”, acrescenta.

Obviamente, a intenção dos pesquisadores europeus não é cozinhar pessoas nem “fritar” o sistema eletrônico dos carros. Segundo o site do Savelec, o objetivo é apenas desorientar a eletrônica do carro para que ele pare, sem quebrá-lo. Chaib ressalta que o os impactos na eletrônica vão depender da sensibilidade dos materiais à onda. “Existe uma relação entre sensibilidade e intensidade da arma, porque cada material responderá de forma diferente aos feixes. Se a força das ondas for grande a ponto de queimar a matéria, então haverá perigo. Outra coisa que pode acontecer é um material que está dentro do carro, como um telefone, ser mais sensível. Então, ele sofrerá danos, mas o carro não.”

Outra preocupação ligada ao projeto são as reações do controlador humano, no caso o policial, em diferentes cenários e condições de condução. Estudos jurídicos sobre o uso da tecnologia por parte das forças de segurança europeias ainda serão realizados e um marco regulatório será proposto. Especial atenção será dada às medidas necessárias para assegurar um uso seguro e limitado apenas aos fins para os quais a tecnologia está sendo desenvolvida.

Só novos
Além disso, engenheiros da Agência Aeroespacial Alemã DLR, que integra o consórcio, têm se empenhado em estudar a fundo as unidades de controle de motores (ECUs), que funcionam como a CPU dos carros, para identificar vulnerabilidades. As ondas do Savelec devem atingir a fiação do veículo, que funcionará como uma espécie de antena. Os pulsos desativarão temporariamente as ECUs, como se as reiniciasse constantemente, até que elas simplesmente parem de funcionar. São basicamente duas as forças lançadas sobre o veículo, os pulsos eletromagnéticos e as micro-ondas de alta potência (veja quadro ao lado).

Os pesquisadores ainda não conhecem os efeitos dos pulsos no controle da direção e dos freios, mas já sabem que carros antigos são imunes às ondas. “Se o carro for antigo, daqueles de carburador, sem injeção eletrônica, não será afetado pelas ondas. Em relação aos mais modernos, pelo menos o que se sabe é que não existe blindagem capaz de conter esses pulsos. A única saída para os bandidos seria, por exemplo, desenvolver uma tecnologia igual à dos policiais e imobilizar os carros deles também”, imagina Rodrigues.

Para Chaib, embora a tecnologia seja teoricamente viável, ela poderia ser repensada e dar lugar a um dispostivo mais simples. Os chips localizadores de veículos, por exemplo, podem rastrear e parar um carro roubado. “Eles poderiam fornecer informações em código para a polícia, que poderia simplesmente ativar o chip para cortar a energia do carro, o que o faria frear. Esses alarmes já existem, e muitos travam os carros exatamente na hora em que ele está sendo roubado”, sugere o professor.

Descobertas
Em 1873, o escocês James Maxwell previu com equações a existência e a propagação de ondas eletromagnéticas. As ondas de rádio foram produzidas pela primeira vez por Heinrich Hertz, em 1888, e foram o ponto de partida para um novo tipo de comunicação. Até então, a luz era a única representante do espectro eletromagnético na ciência. O primeiro indício de outras formas apareceu em 1800, quando um cientista chamado William Herschel encontrou a luz infravermelha. Em 1845, Michael Faraday observou que a luz polarizada poderia percorrer um material transparente relacionado a um campo magnético. A última porção do espectro eletromagnético foi desvendada com a descoberta dos raios gama por Paul Villard, em 1900.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

* Ordem Criminal cinismo assassino que enriquece oligarquia mundial



A ORDEM CRIMINOSA DO MUNDO [DOCUMENTÁRIO]


Excelente! Documentário exibido pela TVE espanhola, que aborda a visão de dois grandes humanistas contemporâneos sobre o mundo atual: Eduardo Galeano e Jean Ziegler.
Pode se dizer que há algo de profético em seus depoimentos, pois o documentário foi feito antes da crise que assolou os países periféricos da Europa, como a Espanha.
A Ordem Criminal do Mundo, o cinismo assassino que a cada dia enriquece uma pequena oligarquia mundial em detrimento da miséria de cada vez mais pessoas pelo mundo. O poder se concentrando cada vez mais nas mãos de poucos, os direitos das pessoas cada vez mais restritos. As corporações controlando os governos de quase todo o planeta, dispondo também de instituições como FMI, OMC e Banco Mundial para defender seus interesses. Hoje 500 empresas detém mais de 50% do PIB Mundial, muitas delas pertencentes a um mesmo grupo. (Docverdade)



sexta-feira, 20 de setembro de 2013

* 350 TONELADAS DE LIXO TÓXICO VINDO DOS EUA SÃO APREENDIDOS EM SANTA CATARINA


Fiscais da Receita Federal e do Ibama apreenderam lixo tóxico no porto de Navegantes (SC)
Fiscais da Receita Federal e do Ibama apreenderam no porto de Navegantes (a 111 km de Florianópolis), nessa terça-feira (10), 353 toneladas de lixo tóxico, importado dos Estados Unidos em 15 contêineres. Exames feitos na carga indicaram contaminação por chumbo, um metal pesado altamente poluente.
O importador declarou "cacos, fragmentos e resíduos de vidro" para burlar a vigilância. De fato, eram cacos de vidro, mas de tubos de raios catódicos (usado em tubos de imagem de televisores antigos), que têm um teor de chumbo de 11%. A Receita não divulgou o nome do importador.

O material era destinado ao processamento em indústrias. Segundo a Receita, o valor da mercadoria era baixo, quase o mesmo do frete. De acordo com o Ibama, a importação de material contaminado é vedada pelo acordo internacional da Convenção da Basileia. O país exportador (no caso os Estados Unidos) é obrigado a receber de volta o material exportado, no prazo de cinco dias. Os procedimentos para a devolução já foram tomados pela Receita. 
Fonte: UOL

sábado, 31 de agosto de 2013

* Menina de 18 anos é agredida covardemente por policiais


Foto : Reprodução

'Foi constrangedor’, diz menina de 18 anos agredida por policial em Curitiba.


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Uma menina de 18 anos foi agredida por policiais militares em Curitiba. Parte da agressão foi filmada por outra mulher que participava da escolta realizada pela PM até um estádio de futebol, e as imagens mostram um policial batendo a cabeça da vítima contra um portão de ferro.

“Foi bem constrangedor”, resumiu a estudante de administração Ana Paula Lima. Ela conta que a atitude violenta dos policiais começou ainda na Praça Santos Andrade, após um evento organizado chamado de “Caminhada pela paz”, e horas antes da partida de futebol. “Nós juntamos torcedores e resolvemos fazer uma caminhada pacífica em homenagem a colegas que faleceram recentemente”.

Também presente no local, a fotógrafa Ana Paula Ribeiro confirmou a versão da vítima. “Chegou uma viatura da polícia mandando o pessoal calar a boca, que lugar de cantar é no estádio. A galera obedeceu, ficou quieta reunida ali na praça. Sem tumulto algum, nenhuma algazarra, tinha até crianças de colo”, relatou. Ambas relatam que na sequência os policiais mandaram os participantes se encaminharem ao Couto Pereira.

Segundo Lima, os policiais partiram para cima dela e outra amiga começou a filmar. “Eles me pediram para apagar imagens, eu disse que não ia, porque não tinha nada de errado em filmar. Então eles tentaram tirar da minha mão e vieram em dois para cima de mim. Um deles pegou meu braço e pôs para trás, de forma que eu fiquei com uma mão livre apenas. Então decidi colocar o celular dentro da minha calça”, denunciou Lima.

O vídeo ainda mostra outro policial retirando do local a torcedora que filmou a agressão, e não há registros de imagens do que acontece na sequência. “Eles continuaram me batendo, mais umas cinco ou seis vezes. Ameaçavam me levar presa, eu perguntava um motivo para me levarem, e diziam que eu estava desobedecendo ordem policial. Mas com esse tipo de ordem eu não concordo”, questionou a vítima. Ela conta que o celular continuou gravando o áudio das agressões de dentro da roupa, mas que ela não pretende divulgar o material por conta do constrangimento.

Veja o vídeo :

Reportagem de 2012 reproduzida com intuito de causar discussão

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

* ESTUPRADOR DE CRIANÇA DE 3 ANOS É ESPANCADO ATE A MORTE.ATENÇÃO IMAGENS MUITO FORTES



                                    



Bonda na net o vídeo onde mostra Um homem que foi brutalmente linchado por uma multidão enfurecida depois que alguém espalhou a notícia de que ele havia estuprado um menino de 3 anos de idade. O incidente aconteceu em  na aldeia Moxenja, Santa Cruz Verapaz, Coban, na Guatemala.Nas imagens podemos ver uma multidão enfurecida fazendo justiça com as próprias mãos;É tudo que sei sobre o caso AGORA SE TIVER CORAGEM VEJA O VÍDEO ATENÇÃO: CENAS MUITO FORTES              


                                                                            
    por: Portal A Desgraça Vídeo BestGore

* Batalhão envolvido em violações aos direitos humanos recebe homenagens

14.agosto.2013 16:09:36

Comissão de vereadores aprova homenagem à Rota

A Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal de São Paulo aprovou hoje o projeto de decreto legislativo que concede homenagem “Salva de Prata”  às Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), batalhão de elite da PM. Na justificativa do projeto, o Coronel Telhada (PSDB) cita o processo de formação da Rota, criada em 1970, durante a repressão do Regime Militar.
O projeto foi aprovado por 6 votos favoráveis e 2 contrários e entrou na pauta de votação da sessão que é realizada agora no plenário do Palácio Anchieta. Eleito vereador em 2012, Telhada foi tenente da Rota entre 1986 e 1992 e tenente-coronel entre 2009 e 2011.
Votaram a favor da homenagem à Rota os vereadores Adilson Amadeu (PTB), Wadih Mutran (PP), Ricardo Nunes (PMDB), Roberto Tripoli (PV), Marta Costa (PSD) e Aurélio Nomura (PSDB). Só Paulo Fiorilo (PT) e Jair Tatto (PT) votaram contra. Relator da proposta, Mutran deu parecer favorável e encaminhou o texto para votação definitiva no plenário.
A polêmica proposta de Telhada tramita na Casa desde abril. No início, 55 dos 34 vereadores paulistanos assinaram a proposta. Sete dos 11 vereadores do PT foram signatários da homenagem – Alessandro Guedes, Alfredinho, Arselino Tatto, Jair Tatto, Reis, Senival Moura e Vavá.
Desde o início a oposição à aprovação do projeto foi feita pelos parlamentares petistas Juliana Cardoso, Nabil Bonduki, Paulo Fiorillo e José Américo. Orlando Silva (PCdoB) e Toninho Vespoli (PSOL) foram contrários.
SESSÃO SOLENE
Caso o projeto seja aprovado hoje no plenário, a “Salva de Prata” será concedida ao batalhão em sessão solene e com coquetel no Palácio Anchieta.  A  aprovação definitiva depende do voto de maioria qualificada – 37 dos 55 vereadores.  Mas esses projetos normalmente são aprovados em votação simbólica, sem pedido de votação nominal.
Veja abaixo, no último projeto, como foi a votação da homenagem à Rota na Comissão de Finanças:

Homens da Rota: batalhão envolvido em violações aos direitos humanos e suspeitas de participação em chacinas na periferia recebe homenagem da Câmara

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

* Criminoso nazista mais procurado do mundo morre aos 98 anos

Húngaro László Csatáry era acusado de ter colaborado na deportação de milhares de judeus para campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Ela tinha 98 anos e morava em Budapeste.
O húngaro László Csatáry, que ocupava o topo da lista de criminosos nazistas mais procurados do Centro Simon Wiesenthal, morreu aos 98 anos neste sábado (10/08) num hospital de Budapeste, anunciou nesta segunda-feira o advogado dele, Gabor Horvath.
Segundo o advogado, a morte foi causada por uma pneumonia contraída durante uma hospitalização para tratar de outros problemas de saúde.
Em 1944, Csatáry era chefe de polícia em Kosice, cidade hoje pertencente à Eslováquia, e teria facilitado a deportação de cerca de 15 mil judeus para campos de concentração, principalmente para Auschwitz. Ele sempre negou as acusações.
De acordo com promotores húngaros, Csatáry "frequentemente agredia judeus que moravam no gueto da cidade, chicoteando-os sem qualquer motivo, independentemente de gênero, idade ou estado de saúde".
Em 1948, ele foi condenado à morte na Tchecoslováquia, mas conseguiu fugir para o Canadá, onde viveu até os anos 1990, quando sua cidadania foi cancelada. Ele então retornou à Hungria, onde investigações contra ele foram iniciadas apenas em 2011. Desde julho de 2012, Csatáry se encontrava sob prisão domiciliar em Budapeste.
Nos últimos anos, as autoridades europeias têm feito esforços renovados para punir acusados de haver colaborado para o Holocausto. O veredito contra John Demjanjuk, condenado como cúmplice no homícidio de mais de 27 mil judeus por haver trabalhado como guarda em um campo de concentração, abriu um precedente para que outros indivíduos que atuaram nesses locais também sejam julgados.
Atualmente, promotores na Alemanha estão investigando cerca de 50 casos de supostos ex-guardas de Auschwitz.
DM/afp/rtr/lusa/dpa

* Gastam-se bilhões em propinas nas negociatas politiqueiras no Brasil!




Soma se refere a 'comissões' pagas por Alstom e Siemens desde os anos 1990 em dezenas de países do mundo, incluindo o Brasil 
Dados de investigações realizadas na Alemanha, na Suíça, no Reino Unido, na França e nos EUA mostram que possíveis acertos em licitações e pagamentos de agentes públicos envolvendo a Alstom e a Siemens totalizam R$ 3 bilhões desde os anos 1990. As duas empresas são suspeitas de repetir o esquema de cartéis também no Brasil, a partir da mesma década, conforme documentos sigilosos do Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade) revelados nos últimos dias. Naquele período, as multinacionais se valiam de uma brecha legal em seus países de origem. Até o início da década de 2000, não existiam normas na Europa que proibissem o pagamento de propinas a funcionários públicos estrangeiros. Dessa forma, a alemã Siemens e a francesa Alstom argumentavam estar dentro das regras. Propinas eram chamadas de "comissões".
Os métodos utilizados por diversas empresas eram similares, segundo o resultado das investigações internacionais. A partir de dezenas de companhias registradas em centros offshore, eram realizados os pagamentos das "comissões" por serviços de "consultorias". Diretores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na época do governo do tucano Mário Covas (1995-2001) são suspeitos, por exemplo, de receber propina via essas offshores. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) adotou a proibição de subornar funcionários públicos estrangeiros em 1997. Diversos países demoraram para implementar suas próprias leis.

Leia Governo de São Paulo deu aval a cartel no metrô, diz jornal

A Suíça, por exemplo, passou a considerar o suborno como crime apenas no em 2003, 25 anos após a adoção de uma lei parecida nos Estados Unidos. As investigações mostraram, porém, que a prática não parou. Uma apuração realizada pela Alemanha em colaboração com os EUA revela que, no total, a Siemens usou US$ 1,3 bilhão para subornar pessoas. No total, 4,2 mil transações foram registradas pela empresa para o pagamento de subornos pelo mundo até o final dos anos 2000.
Medidas
No caso da Alstom, um processo liderado pelo Ministério Público da Suíça condenou a empresa a uma multa milionária por pagar propinas para funcionários públicos de outros países para obter contratos de licitação. A decisão foi tomada no final de 2011, depois de dois anos de investigação que incluiu a avaliação de contratos da empresa em 15 países diferentes. A conclusão foi de que a empresa não teria tomado as medidas necessárias para evitar que funcionários públicos da Letônia, Tunísia e Malásia fossem alvo de propinas.
A investigação constatou que foi graças ao pagamento de propinas para funcionários públicos que a Alstom conseguiu influenciar autoridades a dar contratos milionários para a empresa francesa. Para fazer esse dinheiro chegar ao destinatário, a Alstom contratava um consultor que, por meio de acordos em contratos públicos, repassava o dinheiro aos funcionários públicos. Na sexta-feira, o Ministério Público de São Paulo abriu inquérito criminal para investigar o esquema de cartel nos governos tucanos. Já há 45 inquéritos civis. Não há previsão para o envio dos casos à Justiça.
Qual sua opinião sobre o assunto?
Fonte: Estadão

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

* Estudante universitária, revoltada, denuncia na rede social trambique em Concurso da Prefeitura da Água Preta!

Atualização de status
De Lenny Silva
Estou extremamente indignada com a prefeitura de Água Preta, estive na promotoria publica dessa mesma cidade procurando informações a respeito do ultimo concurso feito em 2010, e fui informada que o mesmo já havia sido cancelado e que a empresa responsável pelo concurso (select) nem mais existia, foi fechada por fraudes em concursos, ao perguntar das pessoas que já estava atuando em seus cargos, a mesma respondeu que quando o atual prefeito termina-se sua gestão todos "os concursados" sairia juntamente com ele, agora eu pergunto: como é que fica a situação das pessoas que se esforçaram, estudaram, passaram e tão ali trabalhando sem consciência da sua real situação. Gostaria muito de esclarecimentos sobre esse assunto, porque também sou uma vitima e estou completamente irritada com tanta cachorrada que acontece nessa cidade sem lei.

* Hong Kong confisca carregamento de marfim e peles de R$ 12,2 milhões

Carregamento de marfim, chifres de rinoceronte e pele de leopardo é exposto. (Foto: AP Photo/Vincent Yu)
Carregamento de marfim, chifres de rinoceronte e pele de leopardo é exposto. (Foto: AP Photo/Vincent Yu)
Funcionários da alfândega de Hong Kong confiscaram um carregamento de marfim, chifres de rinoceronte e pele de leopardos no valor de US$ 5,3 milhões (ou R$ 12,2 milhões), de acordo com a AP. Esta é a segunda grande apreensão de produtos relacionados a espécies ameaçadas em um mês.
A ação foi motivada por uma dica de funcionários da alfândega da China continental, as autoridades do porto de Hong Kong confiscaram 1.120 presas de marfim, 13 chifres de rinocerontes e 5 peles de leopardo. O carregamento todo pesava 2.266 quilos, de acordo com Vincent Wong, coordenador da alfândega dos portos.
Os produtos foram encontrados nesta terça-feira (6) em 21 engradados escondidos em um container cheio de madeira vindo da Nigéria. De acordo com a AFP, o porto de Hong Kong é um dos mais movimentados do mundo.
Ativistas ambientais afirmam que a presença crescente da China na África é responsável por uma onda de caça de elefantes para obtenção de suas presas, a maioria das quais são contrabandeadas para a China e para a Tailândia para fazer ornamentos de marfim.
De acordo com um órgão internacional que monitora espécies em perigo, CITES, o comércio de marfim mais do que dobrou desde 2007.
O marfim pode chegar a US$ 2 mil (ou R$ 4,6 mil) por quilo no mercado negro. Uma presa inteira pode valer mais do que US$ 50 mil (ou R$ 115 mil).
Ninguém foi preso. Na lei de Hong Kong, a punição pelo contrabando de produtos relativos a espécies em perigo é de até dois anos de prisão e multa de até US$ 645 mil (ou R$ 1,5 milhões).

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

* Saúde Brasil: Cirurgião trabalhando sob a luz de lanterna!

Médico que postou foto usando lanterna em cirurgia na Santa Casa é demitido


Uma foto com um médico usando uma lanterna em uma cirurgia na Santa Casa está repercutindo na internet desde o mês de julho. O NJ procurou o cirurgião Eduardo Capela Galeazzi, que na época não quis comentar o caso. Agora demitido, ele resolveu falar e concedeu entrevista ao portal G1. Na entrevista, o médico afirmou que a foto não tinha a intenção de prejudicar a imagem do hospital, mas expor a situação enfrentada por muitos médicos e cobrar melhores condições no exercício da profissão. “Eu não denunciei, eu expus a situação. Achei aquilo um bom exemplo de que o médico não é o problema. Médico tem, o que não tem é estrutura. A saúde está sucateada porque outros médicos não mostram situações como essa. Se mostrarem, muita coisa pode ficar melhor".
O cirurgião afirmou também que , a foto foi feita no dia 16 de julho enquanto ele operava uma criança de 10 anos, que sofria de uma apendicite em estado avançado. Na sala da cirurgia, havia dois aparelhos de foco cirúrgico, mas o médico afirma que não sabia que um deles já não funcionava. “Comecei a cirurgia com ele, mas quando já estava dentro da cavidade abdominal da criança ele queimou. E aí a assistente de enfermagem me disse que o outro estava queimado e que ia buscar uma lanterna para continuarmos”.
O médico, que prestava serviço ao hospital há dois anos, teve seu contrato rescindido no começo de agosto.
De acordo com Galeazzi, após a publicação da imagem a administração o procurou pedindo que retirasse a foto da internet.  “Pediram para tirar a foto, mas só tirei o nome da instituição. Depois me procuraram e resolveram cancelar meu contrato. Quando assinei a rescisão perguntei se era pela foto e me disseram que não, mas ficou claro que é o motivo. Muitos não têm coragem de falar, eu tive e deu nisso”.
Por meio de nota, a assessoria da Santa Casa disse que já estudava rescindir o contrato com o médico antes da publicação da foto com objetivo de ampliar a equipe de cirurgiões.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

* PSTU denuncia Black Blocs como grupo provocador nas manifestações

PSTU foi primeiro partido a criticar Black Blocs abertamente. Para legenda, grupo provoca a repressão policial e é responsável por acabar com diversas passeatas
Black Blocs: eles se identificam como anarquistas e autonomos,  e “levantam a bola” para a repressão e o fascismo

Via O Estado de S. Paulo

“A verdadeira revolução é a ação das massas, não a de pequenos grupos.” A afirmação é de um documento do PSTU, primeiro partido a criticar abertamente a ação dos Black Blocs. Conforme o documento, “nas grandes mobilizações, houve momentos em que milhares de pessoas se defenderam como puderam dos ataques violentos da polícia. Naturalmente, acreditamos que essas atitudes foram totalmente legítimas”.
“Os Black Blocs, porém, têm uma ação distinta. Entram nas passeatas e, sem que tenha havido nenhuma deliberação por parte dos manifestantes ou dos grupos que organizaram o protesto, atacam de forma provocativa a polícia, que reage, sistematicamente, reprimindo e acabando com as mobilizações. Agem como provocadores da repressão policial, tendo sido responsáveis, muitas vezes, por acabar com várias passeatas.”

Black Blocs já se articulam em 23 Estados do País

Bruno Paes Manso - O Estado de S. Paulo
No Maranhão, os integrantes da página dos Black Blocs no Facebook contam a história da Balaiada, movimento popular rebelde formado por "escravos aquilombados e caboclos" que tomou a segunda maior cidade do Maranhão no século 19. Os de São José dos Campos colocaram na internet a imagem da "mãozinha do curtir" segurando um coquetel molotov.
Confronto entre manifestantes e PM em ato em São Paulo - Daniel  Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE
Confronto entre manifestantes e PM em ato em São Paulo
Já os goianos, assim como os demais, se dizem anarquistas e afirmam que "sua "pátria é o mundo inteiro" e "sua lei é a liberdade". No Pará, a bandeira brasileira está pintada de preto e vermelho, com o "A na bola", símbolo do anarquismo, no lugar do Ordem e Progresso.
Quase dois meses depois do começo dos protestos do Movimento Passe Livre (MPL), discussões virtuais e presenciais sobre o uso da violência como estratégia política nas manifestações de rua já são feitas em 23 Estados. Por enquanto, só Amapá, Tocantins, Sergipe e Acre ainda não têm fóruns de internet dos Black Blocs.
A página mais popular dos Black Blocs no Facebook é a do Rio, com mais de 18 mil seguidores. Em São Paulo, além da capital e de São José dos Campos, outras cinco cidades têm fóruns de discussão anarquistas (Ribeirão Preto, Rio Preto, Rio Claro, Piracicaba e Sertãozinho). Os cearenses fizeram o documentário "Com Vandalismo", sobre as ações do grupo na Copa das Confederações, com mais de 50 mil acessos no YouTube.
No 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, eles pretendem promover um "badernaço" nacional. A articulação vem sendo feita na página do Black Bloc Brasil, com quase 40 mil seguidores. "Muitos dos jovens que estão usando essa estratégia da violência nas manifestações vieram das periferias brasileiras. Eles já são vítimas da violência cotidiana por parte do Estado e por isso os protestos violentos passam a fazer sentido para eles", afirma o professor Rafael Alcadipani Silveira, coordenador de pesquisas organizacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). Silveira tem acompanhado as discussões virtuais dos anarquistas e esteve nos últimos dois protestos.
História. Inspirada inicialmente em ativistas alemães, que atuavam de preto e com máscaras de gás como segurança nas manifestações nos anos 1990, a estética e ação Black Bloc se fortaleceu principalmente depois de ganhar os Estados Unidos, onde o pacifismo era discurso hegemônico graças às vitórias nas lutas pelos direitos civis, lideradas por Martin Luther King Júnior, e às passeatas hippies contra a Guerra do Vietnã, sob o lema "faça amor, não faça guerra".
Atos de depredação em Seattle, em 1999, que impediram diversos delegados de chegarem à reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), conseguiram provocar o debate sobre o papel da violência nas manifestações. Uma das referências do debate foi o livro Como a não-violência protege o Estado, do ativista americano Peter Gelderloos, que já passou duas temporadas em prisões americanas e espanholas.
Esses manifestantes passaram a argumentar que depredação não é violência, mas uma intervenção simbólica que atinge o cerne do capitalismo: a proteção à propriedade. De acordo com essa filosofia, seriam atos violentos somente as ações que ferem os indivíduos.
"Depois de Seattle, os movimentos sociais passaram a aceitar a violência como uma das estratégias políticas e a debater abertamente a questão", explica o filósofo Pablo Ortellado, coautor do livro Estamos Vencendo! (Conrad), sobre os movimentos autonomistas no Brasil. Além da estratégia dos Black Blocs, há nos movimentos globais as ações lúdicas e festivas (chamadas de Pink Blocs), estratégias no Brasil representadas pelas Paradas Gays, Marchas da Maconha e das Vadias, e as pacifistas (White Blocs).
"Não se pode dizer que alguém é do grupo Black Bloc, já que se trata de uma estratégia de ação. Ainda que seja adepta da violência nas manifestações, a pessoa pode variar suas atitude conforme a situação. As ações nas ruas podem ser de resistência e pacifistas, conforme a necessidade. O integrante de um coletivo, por exemplo, pode usar essas diferentes formas de ação de acordo com o protesto", explica um integrante do coletivo Desentorpecendo a razão, que pediu para não se identificar. "Não há repressão na Parada Gay, por exemplo. Por isso, nunca haverá Black Blocs nesse evento."
Na atual fase brasileira, onde o Estado está em descrédito, a moda da violência e da anarquia acabou pegando mais do que as outras, contagiando rapidamente a nova geração de jovens. Ortellado acredita que é só uma fase, já vivida pela Argentina e pela Espanha em épocas de crise política. "São momentos de indignação", diz. A violência, no entanto, costuma escurecer qualquer bola de cristal.