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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

* Kremlin recorre a máquinas de escrever alemãs para evitar espionagem

Praticamente em desuso atualmente, velhas máquinas de datilografar viram solução para o serviço secreto russo, que cada vez mais prefere armazenar informação sigilosa em papel.
Em tempos em que trocar informação sem ser vigiado parece coisa rara, o Serviço Federal de Proteção (FSO), responsável pela segurança do presidente russo e das mais altas autoridades do Kremlin, vem recorrendo a um método improvável para armazenar alguns de seus dados mais sensíveis: as velhas máquinas de escrever.
Recentemente, o FSO fez uma encomenda superior a 11 mil euros à fábrica alemã Olympia Business Systems, uma das poucas que ainda produzem máquinas de escrever. E uma das razões é que a empresa fornece fitas de tecido, que, diferentemente das de carbono, não são reproduzíveis.
"Se uma fita de carbono cair em minhas mãos, é possível reproduzir o texto facilmente. No caso da fita impressora de tecido é diferente, uma vez que, em princípio, somente a tinta é retirada da fita, tornando a reprodução impossível", explica Andreas Fostiropoulos, diretor da Olympia.
Modelo de exportação: máquina Olympia Carrera de Luxe MD
O executivo diz que máquinas de escrever com fitas de tecido tornam mesmo para a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) praticamente impossível a espionagem dos dados trocados.
"Eu não saberia como. Não existe nenhuma conexão com outras redes", afirma Fostiropoulos, que, no entanto, não vê a opção do FSO como uma saída duradoura para driblar a espionagem. "Não devemos nos iludir. A máquina de escrever ainda deverá nos acompanhar por alguns anos. Mas não se trata de uma tecnologia-chave para o futuro."
Telefones da Guerra Fria
O FSO terá de esperar ainda por volta de quatro meses pelas máquinas de escrever. A empresa alemã produz quatro tipos diferentes de máquinas e vende cerca de 3 mil ao ano. São fabricados dois modelos eletrônicos portáteis e dois da chamada área compacta, que estão disponíveis com ou sem visor. Dependendo do modelo, o preço varia de 150 a 300 euros.
"Depois dos escândalos com o WikiLeaks e de relatórios do primeiro-ministro Dimitri Medvedev terem sido espionados durante a reunião do G20 em Londres em 2009, foi decidido que seria necessário expandir a prática de criar documentos em papel", disse recentemente uma fonte do FSO ao jornal russo Isvestiya.
Firma de Hattingen possui caracteres em todas as variações
Em entrevista ao mesmo jornal, um porta-voz do FSO disse que a Rússia continua a usar conexões telefônicas da época da Guerra Fria, que são à prova de escutas, para conversas secretas com outros países. O diário diz que máquinas de escrever também são usadas com frequência no Ministério da Defesa e no Ministério de Proteção Civil.
A revelação das precauções tomadas pelo Kremlin chega num de renovada tensão entre EUA e Rússia, sobretudo por conta do caso Edward Snowdem, responsável por relevar o megaequesma de espionagem online da NSA.
Ele conseguiu asilo político na Rússia. E, na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou Moscou por, em meio à controvérsia, devolver à mesa de negociações "uma retórica antiamericana própria da Guerra Fria".

DW.DE

* A história secreta dos espiões psíquicos dos Estados Unidos.



Não era um segredo mundial o fato de que a União Soviética mantinha um serviço de espionagem psíquica nos tempos da guerra fria. Os russos possuíam psicobiofísicos (como preferiam chamar os parapsicólogos) de um grande gabarito: Naumov, Leonid Vasiliev e outros, apesar do "sistema" então vigente. De vez em quando, corriam notícias acerca de "top secrets" dos Estados Unidos divulgados a partir da União Soviética o que, evidentemente, criava surpresa e mal estar aos americanos.

Um sistema de radar barato
- Parece-me que seria um tipo de sistema de radar barato, infernal. E se os russos o possuem e nós não, estamos envolvidos em um sério problema.
Repreentative Charlie Rose - D-NC, House Select Comittee on Intelligence (1979).

Radar barato? Que radar seria este?
Os americanos resolveram convocar dentro das suas Forças Armadas os oficiais que manifestassem talentos e pendores paranormais. Não teriam o dispêndio de fortunas extra, criação de novos cargos e, sendo militares, os convocados já estariam acostumados ao comando das hierarquias e a manterem o sigilo diante dos segredos que lhes fossem confiados. O livro de Sheila Ostrander e Lynn Shroeder - Descobertas Psíquicas atrás da Cortina de Ferro (Psychic Discoveries behind the Iron Curtain), publicado em 1970 acendeu o temor de que o atraso americano em relação ao emprego da "Energia Psi" como forma de espionagem, colocasse o país desarmado e sem reação diante daquele tipo inusitado de arma secreta. Ostrander e Shroeder noticiavam quarenta cidades do bloco soviético como possuidoras de "centros de adestramento" e pesquisas psíquicas muito bem administrados por um Prêmio Lenin - Leonid Vasiliev - também diretor de fisiologia da Universidade de Leningrado.

O estímulo

O "Caso Nautilus" foi um dos fortes estímulos que impulsionaram a "corrida psíquica" na União Soviética. A revista francesa "Science et Vie" publicou, em 1960, um artigo sensacional intitulado "O Segredo do Nautilus". O artigo relatava o fato de que os Estados Unidos haviam empregado a telepatia para se comunicarem, de terra, com o submarino Nautilus, o primeiro submarino nuclear americano, submerso sob a capa de gelo do Ártico. D acordo com o relato, o presidente Eisenhower dedicara um carinho especial a este projeto que demonstrou índices de sucesso superiores a todos os que envolviam, até então, o uso da telepatia. No projeto figuravam a Marinha, a Força Aérea, a Westinghouse, General Electric, laboratórios Bell e a Rand Corporation. O item de relevo era o de que um submarino quando imerso em águas muito profundas não conseguia receber ou transmitir informações, devido ao forte bloqueio feito pelas águas do mar nas freqüências do rádio. Para se comunicar, o submarino teria que emergir e subir a sua antena se expondo ao ataque inimigo, a telepatia aparecia como solução ideal para estes problemas devido a ausência de quaisquer obstáculos à sua ação. Se a telepatia podia ser usada com tal sucesso, todos os outros meios de comunicação, tecnológicos ou não, estariam, desde já, obsoletos. O autor do artigo, Gerard Messadiè, citou como FONTE o cientista, jornalista, escritor e herói da resistência francesa na 2ª Guerra Mundial, Jacques Bergier, co-autor do "best seller" - O Despertar dos Mágicos - Bergier desculpou-se e tirou o corpo fora da estória. Os americanos negaram o fato veementemente, mas a União Soviética acreditou piamente na existência do "affair", julgando que todas as negativas americanas eram devidas ao "SEGREDO", tão comum, em eventos como este. Estimulados, os russos mergulharam profundamente nos trabalhos referentes à espionagem psíquica. Eduard Naumov pode reportar que os russos haviam obtido um sucesso extremo em experiências semelhantes a do Nautilus e que já haviam desenvolvido um método de espionar telepaticamente as comunicações psíquicas de outros povos. O livro de Ostrander e Schroeder apareceu nesta época. Estes fatos dispararam os mecanismos de ATENÇÃO dos Estados Unidos. A CIA e o Pentágono, que jamais haviam dado a menor importância às pesquisas efetuadas no território americano (anos 50 e 60), resolveram observar e executar trabalhos e pesquisas mais concretas nesta área. Partiram para a seleção dos "talentos psíquicos", procurando-os dentro das suas Forças Armadas.

-"Nunca apreciei os debates mantidos com os céticos, porque se você não acredita que a "visão remota" (remote view) é real, você não fez o seu "Para Casa". Não sabemos explicá-la, mas não estamos interessados nisto e sim em determinarmos onde há um uso prático para ela". -
Major General Edmund R. Thompson.
Army Assitant Chief of Staff for Intelligence (1977/81).

Quando foi finalmente selecionado um "dream team" de atletas PSI, este time estabeleceu-se em Fort Mead com a denominação inicial de - Gondola Wish - um projeto apresentado por Skip Atwater, já entrosado no assunto da espionagem psíquica e com um curriculum realizado no SRI (Stanford Research Institute) de "efeitos" paranormais: a habilidade de "sair fora do corpo" (out of body experience - obe) adquirido na sua adolescência. A tarefa de selecionar "dream team" de operadores psíquicos lhe foi imposta, tendo como companheiro de trabalho o Major Watt. O grupo, inicialmente, foi composto por: Mel Riley, Steve Hauson, Nancy Stern, Bud Duncan, Fernand Gauvin, Steve Holloway, Ken Bell, Joe MacMoneagle e outros (alguns desses nomes são pseudônimos).
Joe MacMoneagle, posteriormente, foi eleito o mais-que-perfeito dentre todos eles e Mel Riley foi um outro destaque. Mais tarde, Pat Prince agigantou-se no cômputo geral de excelência do "dream team", como os chamou Jim Schnabel, biógrafo dos acontecimentos.

Remote viewing (visão remota)

O que é "visão remota"?
Esta designação foi cunhada por Joe MacMoneagle como um tipo de sinônimo para clarividência (clairvoyance). A visão remota ultrapassa as bases da clarividência e algumas das suas características. Tecnicamente, o clarividente possui a habilidade de perceber coisas à distância, mas, NO TEMPO DITO REAL. A visão remota ultrapassa a 4ª dimensão - O TEMPO. -
MacMoneagle e alguns dos seus companheiros conheceram tempos remotos e tempos futuros, visitaram e argüíram pessoas, mentalmente, no momento já ultrapassado de suas experiências e delas conseguiram extrair segredos capitais. Em alguns casos, os "remote viewers" tiveram o poder de influenciar mentes e inspirar acontecimentos futuros nas vidas das pessoas que pesquisavam. Ken Bell, um dos sensitivos, calcou na mente de um membro da KGB, a idéia de que deveria voltar para a União Soviética, pelos seus filhos, Sergei e Svetlana, que se ressentiam da sua ausência e das promessas que o pai lhes fizera. Segundo Jim Schnabel, esta foi uma das mais bizarras das investigações psíquicas levadas a efeito. Quando Bell percebeu que a resistência mental do russo havia arriado, conseguiu retirar as respostas de que necessitava, com urgência, no seu trabalho de espionagem.

The Monroe Institute

Fundado pelo engenheiro Robert Monroe, ele próprio um paranormal cuja especialidade era a "saída fora do corpo" / OBE. Bob Monroe escreveu três livros sobre o tema sendo que o primeiro deles em co-autoria com o Dr. Charles Tart, quem o pesquisou.
Monroe dedicou uma grande parte da sua vida à pesquisa dos Estados de Consciência Alterados, razão do seu instituto. O marco número 1 do seu programa de cursos e treinamentos - o Gateway Voyage - foi freqüentado por diversas turmas de oficiais graduados e de militares pertencentes às Forças Armadas Americanas. Joe MacMoneagle acabou por casar-se com a enteada de Bob Monroe, Nancy, quem dirigiu por anos a fio o The Monroe Institute. Hoje, o casal mantém o seu próprio centro de estudos. O vidente 518 (número código de Moneagle) foi apelidado de "Joe of Arc", devido à semelhança dos eventos paranormais na sua vida, com os ocorridos na vida de Joana D'Arc - a donzela de Orleans.

Uri Geller (The Trickster - o Prestidigitador)
-"Eu seria um enigma acima de qualquer outra coisa mais" - Uri Geller.
Até hoje Uri Geller, ao que parece, continua sendo um enigma para os cientistas: um paranormal genuíno? Um mágico? Ilusionista? Shaman? Prestidigitador?
Uri Geller já havia encontrado em Moshe Dayan um ardente fã, quando o herói da Guerra dos Seis Dias o testou e obteve a prova dos seus talentos.
- O que pode você fazer por Israel? - perguntou-lhe Dayan.
Uri Geller não pertencia ao exército americano, mas fora testado no SRI (Stanford Research Institute) pelo físico Harold Puthoff e Russel Targ. O astronauta Edgard Mitchell que após visitar a lua tornou-se em um entusiasta das pesquisas parapsicológicas fundando o "Institute of Noetic Science", também já fora conquistado pelos talentos do jovem israelense apresentado a ele por Andrija Puharich (na época, mentor de Geller), um cientista muito conhecido e afamado internacionalmente. Edgard Mitchell foi o introdutor de Geller no círculo da PSI americana. Testado, Uri continuou sendo um enigma: obtinha sucessos fenomenais e alguns fracassos desorientadores. As opiniões sobre as suas atuações eram divididas: uns o julgavam um talento genuíno e outros se mantinham céticos a respeito. Entretanto, alguns "efeitos" impressionantes aconteceram durante o período em que foi testado, dentro do local dos testes e... nas casas de alguns dos envolvidos na pesquisa. "Efeitos" estes iguais aos que ocorriam durante o tempo em que residia com Andrija Puharich e que foram relatados no livro "Uri", escrito pelo cientista.
Na temática deste livro, toma-se conhecimento de que, segundo Puharich, Uri Geller devia os seus talentos às monitorações de SPECTRA e HOOVA, artefatos espaciais alienígenas, que provocavam efeitos "especiais e espaciais" através de Uri Geller, os mesmos efeitos relatados por Jim Schnabel no seu livro sobre a espionagem psíquica secreta, nos Estados Unidos: vozes metálicas profetizando e advertindo fatos, energias coloridas invisíveis a olho nu e tornadas visíveis nos filmes dos pesquisadores, aparições terrificantes de discos voadores tipo hologramas... que apavoravam os familiares dos pesquisadores e outros etcéteras.

Harold Puthoff e Russel Targ, já trabalhando do SRI, foram chamados a colaborar com o programa. Através de Puthoff, Ingo Swann, um artista novaiorquino que já se submetera às experiências PSI no "City College of New York" e no "The American Sciety for Psychal Research", veio trabalhar com os pesquisadores e o "exército de espiões psíquicos". Deve-se a Swann o sistema de COORDENADAS, que recebeu psiquicamente, para facilitar os trabalhos dos "remote viewers" e a "observação apurada de exatidão" das pesquisas, que ele denominou de AOL.

AOL

Esta técnica separa o "sinal-psi" do revestimento turbulento representado pela racionalidade analítica do próprio "sujet" (sujeito - o paranormal) e que surge nas seguintes ocasiões: bem no início da "sessão" o vidente declara - "é igual a ..." ou "me parece ser..." ou "lembra-me..." ou quaisquer outras qualificações, especialmente "igual a..." Nestes casos, o AOL está se manifestando e estragando a informação subliminar recebida sempre nos primeiros instantes. O sensitivo irá se ater às suas racionalizações, deixando de lado as informações genuínas. Se o AOL ocorrer no final de uma "sessão" bem sucedida, então, tornar-se-á em um elemento valioso para os dados subliminares já recebidos. Exemplo: se a tarefa dada foi - a pirâmide do Egito - e após falar a intuição do sensitivo ele oferecer descrições como "é como uma tenda" ou "lembra-me o rio Nilo" o AOL é válido e irá complementar os dados intuitivos, desenvolvendo a análise racional do próprio sensitivo sobre a tarefa imposta para que nela trabalhasse através de coordenadas, isto é, sem saber de início, qual seria o alvo desejado pelo seu testador.

Fatos bizarros
Don Curtis, físico do grupo de Livermore, descansava em sua casa com a esposa. Curtis estava envolvido com os testes de Uri Geller. De repente, um braço holográfico, com a mão substituída por um gancho, pairou diante dos dois, balançou-se no ar e desapareceu. Em outra residência, a família de um dos cientistas já presenciara um holograma de um disco voador. Curtis relatou o fato a Kennett, pertencente à CIA, e os dois chamaram, imediatamente, Harold Puthoff e Russel Targ. Puthoff já patenteara a sua descoberta de um laser infravermelho e trabalhava no SRI, para o governo, na área dos lasers. Ele e Russel Targ estavam trabalhando com Uri Geller e foram interrogados se haviam usado lasers para comporem aquelas fantasmagorias. Os dois negaram veementemente a fraude. Então, foram chamados para colaborarem na investigação de uma possível fraude. Targ, Puthoff e Kennet encontraram-se em Washington, Kennet acabava de relatar-lhes a "aparição" do braço na casa de Curtis, quando uma mão pesada bateu na porta do quarto do hotel onde ele se hospedava. Apavorados, Targ escondeu-se atrás das cortinas e Puthoff voou para o banheiro, Kennet não teve opção: foi abrir a porta. Na soleira, um personagem vestido à moda da Idade Média. A inusitada e nebulosa figura caminhou vagarosa e pesadamente até chegar aos pés das camas do aposento, deu meia volta e falou com voz estranha e pomposa - Eu ... devo... estar... no... quarto... errado! E saiu de cena caminhando devagar e dando a chance de ser reconhecida a sua identidade: faltava-lhe um braço, umas das mangas do seu traje pendia vazia. De outra feita, no laboratório onde Geller estava sendo testado, apareceu uma voz metálica durante a gravação feita pelos pesquisadores, PROIBINDO que eles testassem Uri Geller.
Um outro pesquisador, testando uma das médiuns do programa, de repente, viu no teto da sala o rosto do seu próprio pai falecido há algum tempo.
O próprio Kennet, da CIA, passou por maus pedaços, quando "pescou" de um dos livros de Robert Monroe, a técnica para "sair fora do corpo". Kennett não soube fazer bem o seu para casa. Conseguiu o seu intento mas deparou com um grupo de monstrengos e um horrível duende (goblin) na outra dimensão do seu quarto. Apavorado, encontrou dificuldades extremas em refugiar-se dentro da fortaleza representada pelo seu próprio corpo físico estirado na cama. Bob Monroe sempre forneceu um ALERTA ignorado pelo temerário representante da CIA. Monstros e outras deformidades encontradas "lá fora", podem significar as NOSSAS PRÓPRIAS DEFORMIDADES INTERNAS: de caráter ou de personalidade. É a nossa parte sombria, que precisa ser trabalhada.
Com o passar do tempo o programa dos "remote viewers" foi encerrado devido a várias controvérsias nos altos comandos da iniciativa, somente o senador Byrd e Dick D'Amato, fizeram uma pálida reação contra a decisão dos que estavam na Colina do Capitólio, os suportes do programa, para que não encerrassem as pesquisas em Fort Mead: o quartel general dos espiões psíquicos dos Estados Unidos.


Fonte:
- "Remote Viewers" - The Secret History of America's Psychic Spies-
Autor: Jim Schnabel - Dell Book

Jim Schnabel, autor da pesquisa e do livro, é um escritor científico que contribui com os seus artigos para o The Washington Post, Science, Discover, New Scientist, The (London) Indenpendent, The Observer, The Guardian e The Economist. Autor dos livros: Round inCircles (sobre os "Crop Corcles" ingleses) e Dark White, sobre os pesquisadores de UFOS (OVNIS) na América. É possuidor de graus em engenharia elétrica e em sociologia da ciência, reside em Londres.
As pesquisas psíquicas americanas, tema do livro Remote Viewers , foram dirigidas ou financiadas pela CIA, FBI, SRI, Pentágono, dentre os principais Serviços de Inteligência dos Estados Unidos e do Governo Americano. 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

* 'Romantismo da internet' está no fim e audiovisual terá acesso condicionado!

As denúncias de espionagem dos Estados Unidos nas telecomunicações no mundo inteiro trouxeram uma certeza: está acabando o "romantismo da internet", disse, nesta segunda-feira (5), no Conselho de Comunicação do Congresso Nacional (CCS), o conselheiro da Agencia Nacional de Telecomunicações (Anatel), Marcelo Bechara.
A audiência pública foi convocada para discutir, entre outros pontos, a dupla atribuição da Agencia Nacional de Cinema (Ancine) que precisa fiscalizar, na distribuição das TVs por assinatura, a oferta de programação nacional, e ao mesmo tempo, fomentar a produção do mercado audiovisual brasileiro.
O tema da internet, no entanto, dominou a participação de Bechara, para quem as denúncias que criaram perplexidade no mundo inteiro, com a utilização, pelos Estados Unidos, de programas espiões que vão além do que se entende por defesa do Estado americano, ajudaram a acabar com a ingenuidade segundo a qual a rede mundial de computadores seria um "território livre". Para Bechara, apesar de a rede ser um "instrumento maravilhoso de liberdade de expressão", um caminho importante para mobilização social e comunicação e um valor do qual a sociedade não pode abrir mão, é preciso estar alerta.
- Não podemos ser ingênuos de achar que ela é nossa. Ela tem dono, existem empresas globais que prestam serviço, que estão especialmente nos Estados Unidos. Não existe nada gratuito ou ilimitado – ressaltou, na audiência pública.
Marco civil
Bechara defendeu a aprovação do marco civil da internet, proposta que já foi aprovada no Senado e tramita na Câmara dos Deputados. Em sua opinião, a violação de privacidade, aplicada pelos norte-americanos, é muito grave, e por isso é preciso existir no país um modelo que aumente a proteção. É preciso garantir, por exemplo, a cessão de informações por empresas sediadas em outros países, mas que atuam e ganham muito dinheiro no Brasil, além do sigilo e da privacidade dos cidadãos.
- Temos que ter um modelo de proteção. As empresas de conteúdo ganham muito dinheiro no Brasil. Temos aqui milhões de usuários de internet que usam redes sociais. O mínimo que essas empresas tem que ter com o país é um pouco mais de respeito - acrescentou.
Bechara frisou, entretanto, que a lei não diz respeito ao controle dos conteúdos ou do uso da internet.
Para o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel, o marco também é necessário para acabar com o domínio dos grandes conglomerados da internet. Segundo disse, quem regula a situação hoje são as grandes organizações, que construíram um marco regulatório invisível, violando até mesmo regras básicas da liberdade individual.
- O território de trocas livres tem que continuar livre, mas o que envolve atividade econômica precisa de um certo grau de regulação - alertou.
Na terça-feira (6), a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado ouvirá o jornalista Glenn Greenwald, do jornal britânico The Guardian, responsável por expor os programas secretos americanos de interceptação de dados vazados pelo ex-técnico da agência de segurança americana (NSA) Edward Snowden. Greenwald falará sobre denúncias a respeito da existência de uma rede de espionagem montada no Brasil pelo governo dos Estados Unidos.
Ancine
Para o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel, a agência cumpre bem seu papel fiscalizar, na distribuição das TVs por assinatura, a oferta de programação nacional, e ao mesmo tempo, fomentar a produção do mercado audiovisual brasileiro. No seu entendimento, não há incompatibilidades ou conflito de interesse. Ele lembrou que o mesmo modelo é praticado em vários lugares do mundo, como Portugal, Espanha, França e Canadá.
Rangel elogiou a aprovação, pelo Congresso, do projeto que originou a Lei 12.485/2011, que criou a comunicação audiovisual de acesso condicionado, a nova Lei das TVs por assinatura. Segundo disse, a lei é diretamente responsável pelo aquecimento do mercado audiovisual no país e o incremento da produção do país.
- Tivemos situações em que mais do que dobrou o carregamento de conteúdo brasileiro a partir da vigência da obrigação, há nove meses – disse.
Na avaliação de Rangel, o mercado procurou se adaptar, as grades dos canais de TV por assinatura se transformaram com a incorporação de novos canais, de programas que antes não eram ofertados e a presença expressiva de produtos brasileiros nos canais distribuídos.
- O esforço se cumpriu no geral. Nos casos em que não ocorreu, a agência atuou. Entendemos que cumprimos a primeira etapa – disse.
Um dos próximos passos, informou, é a redução dos preços dos pacotes. Isso já vem ocorrendo, ainda que de forma mais lenta que o esperado. Mas como ainda há um período de acomodação e aprendizado do disposto na lei, a redução deve ocorrer de forma mais significativa em pouco tempo.
A Anatel também tem parcela de responsabilidade no cumprimento de obrigações relativas aos canais pagos, na distribuição e estabelecimento de termos para a entrega dos canais obrigatórios, nas regras técnicas de programação e tecnologia, enquanto a Ancine cuida do conteúdo. Marcelo Bechara, da autarquia de telecomunicações, explicou de um jeito simples como funciona a atuação conjunta das agências:
- A Ancine cuida de quem faz a pizza e a Anatel cuida de levar a pizza.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) é outra figura central para assegurar o melhor serviço possível aos assinantes. Enquanto as agências reguladoras tem o dever de promover a competição, o Cade deve garantir o ambiente competitivo.
- O papel que o conselho [Cade] desempenha é preventivo, de obtenção de informações, e por outro lado repressivo, para agir com prontidão para que possamos corrigir e entregar à população um mercado competitivo e sem amarras - disse o procurador-geral do Cade, Gilvandro de Araujo.
Durante a audiência pública também houve a discussão de produtos que estão crescendo, como os serviços de oferta de filmes on demand, ou até mesmo de canais de internet com oferta de programação semelhante à dos canais de TV paga e que não estão submetidas à Lei 12.485/11. Os participantes concordaram que, em breve, será necessário discutir um regulamento de distribuição por esse meio.
Conselho
O CCS auxilia o Congresso em temas de comunicação social, como liberdade de expressão, concentração de meios de comunicação, programação de rádio e TV e propaganda de produtos. Não tem poder de aprovar medidas, mas pode sugerir alterações nas leis ou propor regulamentação para pontos omissos. O conselho é presidido por dom Orani João Tempesta, e o vice-presidente é o jornalista Fernando Cesar Mesquita.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

* O governo dos EUA lê as mensagens de quem usa Android!

Você usa Android? O governo dos EUA lê as suas mensagens de texto – e sabe a senha do seu Wi-Fi

Bruno Garattoni 18 de julho de 2013
obama
O Android tem uma função, chamada “Back up my data”, que é muito prática. Ela salva automaticamente, nos servidores do Google, vários dados do seu celular: mensagens de texto, registro de ligações telefônicas, bookmarks do navegador, nomes e configurações dos seus aplicativos e senhas das redes Wi-Fi que você usa. Isso é bom porque, quando você trocar de aparelho, não precisará instalar e configurar tudo de novo – bastará digitar sua senha do Google, e todas as informações serão baixadas para o telefone novo.
Mas também há um lado ruim. Essas informações são armazenadas pelo Google sem criptografia (codificação de dados) – e podem ser facilmente acessadas pelo FBI e pela NSA, a agência de espionagem do governo americano. O recurso já vem ativado de fábrica em alguns aparelhos, mas não todos. Se você quiser saber qual é o estado do seu, entre no menu de configurações do Android e procure a opção “Backup & reset”. Se o backup automático estiver ativado, aproveite e mande um alô para as autoridades dos EUA.
ps: ao contrário do que acontece no Android, os backups do iOS são criptografados.

Fonte: 

* Ex funcionária denuncia Facebook!

Facebook tem acesso às senhas dos usuários, alerta ex-funcionária

Katherine Losse veio a público para criticar política de privacidade da empresa

Diante do aumento das acusações de grandes empresas sobre a participação no Prism, o programa de vigilância dos EUA aos usuários da internet, uma ex-funcionária do Facebook foi a público para alertar sobre os riscos da inclusão de informações nas redes sociais.

Segundo Katherine Losse, que trabalhou durante cinco anos na empresa até 2010, a preocupação não deve ser apenas com a espionagem governamental, mas também com o cuidado com que o Facebooktrata as contas dos usuários.

Em entrevista à publicação britânica The Guardian, ela afirma que os empregados da rede social também têm acesso aos dados dos usuários, incluindo sua senha. A informação é importante, já que boa parte das pessoas usam a mesma palavra-chave para outros serviços, incluindo o e-mail de cadastro na rede social.

"Usuários de redes sociais entendem que eles são os únicos que podem acessar as informações que colocam na rede e, na maioria dos casos, isso não é verdade, porque alguns dos funcionários precisam ter acesso às contas para fazer seus trabalhos", ela alega, lembrando que em outras startups, os dados normalmente não são inacessíveis por empregados.

Losse, que foi uma das primeiras funcionárias do Facebook, afirma que "todos os funcionários de suporte ao cliente recebiam uma senha-mestra, com a qual era possível fazer login como qualquer usuário e ter acesso aos seus dados e suas mensagens". Ela acrescenta que com o passar do tempo, outras formas mais seguras de recuperação de contas foram implementadas.

O Facebook, no entanto, afirma que o acesso de funcionários a dados de usuários funciona com um sistema de "need-to-know", no qual a pessoa só tem acesso a informações que ele necessita para realizar uma tarefa específica. Desta forma, ele não pode acessar indiscriminadamente o perfil de outra pessoa.

Entretanto, ela afirma que, mesmo assim, não há garantia de segurança de seus dados nas redes sociais. "Mesmo se um funcionário comum não possa acessar suas informações, elas podem estar sendo gravadas em algum lugar para a NSA".

Durante o período em que trabalhou no Facebook, Katherine Losse operou o serviço de atendimento ao cliente, sendo promovida, posteriormente, ao cargo de redatora de discursos de Mark Zuckerberg.



sexta-feira, 12 de julho de 2013

* Ministra aconselha sair do Facebook

Ministra sugere a venezuelanos que saiam do Facebook

Atitude serviria para prejudicar a espionagem promovida pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos
11 de Julho de 2013 | 08:47h


Reprodução
Facebook
Incomodada com a revelação de que os Estados Unidos espionam quem usa os serviços de telecomunicações do país - incluindo os de internet -, uma ministra venezuelana sugeriu que seus compatriotas deixem o Facebook, maior rede social do mundo.

"Compatriotas: cancelem suas contas no Facebook, vocês têm trabalhado de graça como informantes da CIA. Revisem o caso Snowden!", escreveu no Twitter a ministra Iris Varela, do Serviço Penitenciário da Venezuela.
Compatriotas: cancelen sus cuentas en facebook ya que sin saberlo han trabajado gratis como informantes de la CIA! Revisen caso Snowden!

Ela se refere a Edward Snowden, ex-ag
Ela se refere a Edward Snowden, ex-agente da Agência Nacional de Segurança (NSA) que revelou um esquema gigante de espionagem promovido pelos EUA em que
 o Brasil é citado como um dos alvos principais.

Snowden não pode voltar aos EUA e, por isso, está sem conseguir deixar o aeroporto de Moscou, na Rússia. A Venezuela está entre os países que ofereceram asilo ao ex-agente, mas ele ainda não respondeu, segundo aReuters.