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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

* Mandioca volta a ser valorizada para consumo!

A DESPREZADA MANDIOCA COMEÇARÁ A SER REVALORIZADA NO BRASIL?

Demanda maior que a oferta da mandioca faz com que agricultor ganhe mais vendendo raiz que produzindo farinha: estaria começando uma nova era para este alimento dos nossos índios?

O site brasileiro de temas socioambientais EcoDebate destaca hoje um estudo dos pesquisadores Raimundo Nonato Brabo Alves e Moisés de Sousa Modesto Júnior, ambos engenheiros agrônomos e ligados à Embrapa, cada um com uma especiliade, os dois com observações muito oportunas sobre a Mandioca, nome pelo qual é conhecida a espécie comestível mais largamente difundida do gênero Manihot (raízes comestíveis), uma tradição nativa na alimentação também dos índios brasileiros. "Talvez, por este detalhe e por ser entendida apenas somente como alimento de pobres, a Mandioca venha sendo historicamente e culturalmente desprezada no Brasil, mas agora diante do que escrevem estes dois cientistas especializados a situação comece a mudar, a bem da saúde e também da economia sustentável no país", comenta por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, nosso editor, que hoje abre este webespaço a informações do texto da dupla Raimundo Alves e Moisés Modesto. Confiram que vale. 


Junto com a mandioca se revalorizará a cultura nativa do Brasil?

"O Estado do Pará lidera o ranking nacional de produção de raiz de mandioca há 21 anos (1992 a 2012) com uma área colhida de 301.364 hectares e produção de 4.808.743 toneladas de raiz em 2012, com participação de 20,54 % da produção nacional (IBGE, 2013). A forte demanda por mandioca no estado do Pará fez com que a tonelada de raiz fosse comercializada a R$ 750,00, no mês de março de 2013, no município de Castanhal e vem provocando a elevação vertiginosa e atípica dos preços da farinha, com o saco de 60 kg sendo comercializado nas farinheiras ao preço de R$ 250,00. A farinha é um alimento tradicional na dieta paraense e a elevação no preço repercute de imediato na cesta básica. A farinha de mandioca foi o produto que mais impactou a cesta básica do brasileiro em 2012. Nos últimos 12 meses (março 2012 a março de 2013) a farinha aumentou no Pará de R$ 3,09 para R$ 7,41, um aumento de 139,81% (DIEESE/PA), enquanto a inflação para o mesmo período ficou em 7,22% (INPC/IBGE)
A situação inusitada dos preços dos produtos derivados da mandioca no mercado local resultou em condições de comercialização de alta rentabilidade para os agricultores que permaneceram com o cultivo da mandioca e dispõem de estoque do produto no campo. Vender raiz de mandioca tem sido mais lucrativo que produzir farinha.Este estudo foi feito em uma farinheira semi-artesanal de um agricultor que cultiva a mandioca em sistema semi-mecanizado com área média de 25 hectares anuais, com preparo de solo no sistema de aração e gradagem com reposição de fertilidade com esterco de aves, resíduos de cultura e fertilizante químico. Planta a mandioca com seleção de cultivares, preparo de manivas-semente e com definição de espaçamento entre plantas. Faz o controle de invasoras com até duas aplicações de herbicidas, complementado com uma a duas capinas manuais e colhe a mandioca conforme a necessidade de processamento, após os 12 meses, obtendo produtividade média de raiz na ordem de 42,7 t/ha. Contrata toda a mão-de-obra composta por oito descascadores, um lavador, um prensador e dois torradores, para o processamento médio de 280 sacos de farinha por mês. Na Tabela abaixo, são apresentados os indicadores de rentabilidade da farinheira tomando-se por base um hectare de mandioca com produtividade de 42,70 t/ha, rendimento de farinha de 25% em relação à produtividade e preço de R$ 750,00 para tonelada de raiz e R$ 250,00 para o saco de 60 kg de farinha.
Indicadores de rentabilidade de um hectare de mandioca para venda de raiz e para venda de farinha, em Castanhal, PA, março de 2013
IndicadoresVenda de raizVenda de farinha
Receita bruta (R$)32.025,0044.250,00
Custo operacional total (R$)5.205,7536.267,48
Margem bruta (R$)26.819,257.982,52
Relação benefício/custo (B/C)6,151,22
Custo unitário (R$/)121,91129,53
Ponto de nivelamento6,9145,1
Margem de segurança (%)(83,74)(18,04)
Fonte: Dados da pesquisa

A receita bruta foi maior com a comercialização da farinha (R$ 44.250,00) que com a venda de raiz (R$ 32.025,00), porém a margem bruta se inverte sendo maior para a venda de raízes (R$26.819,25) que para a venda de farinha (R$ 7.982,52), em função do alto custo operacional (R$ 36.267,48) que vai desde a colheita até a produção de farinha, atividade altamente absorvedora de mão-de-obra. O torrador da farinha que é considerada mão-de-obra especializada ganha uma diária de R$150,00 para produção de 10 sacos de farinha, em março de 2013. Verifica-se na Tabela acima que vender diretamente as raízes tem menor custo operacional de (R$ 5.205,75). Ao vender raízes o agricultor tem relação benefício/custo de 6,15 enquanto que vendendo farinha tem apenas 1,22. Isso significa dizer que para cada R$ 1,00 investido na produção, retorna R$ 6,15 na venda de raízes, enquanto que o retorno na venda de farinha é de apenas R$ 1,22. O negócio da venda de raízes é mais seguro (83,74%) que a venda de farinha (18,04%), o que depende apenas de um mercado com demanda aquecida como é o caso do mercado de fécula.
De acordo com o Cepea-Esalq/USP (2013) a produção nacional de fécula em 2012 foi de 519,67 mil toneladas e a região Sul de destacou como principal destino das vendas das fecularias, absorvendo 36,9 % do total, seguido pelo Sudeste (36,2 % do total), Centro-Oeste (13,4%), Nordeste (11,4 %) e Norte com apenas 2,1 %. O Pará produziu apenas 3.000 toneladas de fécula, o que corresponde a 0,6 % da produção nacional, mesmo tendo uma capacidade instalada para processamento de 200 toneladas/dia. O setor atacadista seguiu como principal comprador de fécula de mandioca em 2012 com 25 % das vendas totais, seguido pelo setor de massa, biscoito e panificação (18,6 %), papel e papelão (15,8 %), frigoríficos (13,2 %), varejistas (7,6 %), gerais (5,6 %), outras fecularias (5,2 %), indústria química (4,7 %), setor têxtil (3,7 %) e exportação com apenas 0,6 %. Não podemos esquecer que a farinha como o produto final, mesmo temporariamente com menor rentabilidade, em última instância, estimula a demanda, gerando emprego e renda no seu processamento. Esta realidade pode orientar dois novos segmentos de mercado no Pará: agricultores que cuidam exclusivamente do plantio e empreendedores que se dediquem exclusivamente ao processamento de farinha".

Referências
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Banco de dados SIDRA. Disponível em: http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/prevsaf/default.asp . Acesso em 24 de jun./2013.
CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM ECONOMIA APLICADA. Produção de fécula fica estagnada e margem diminui em 2012. São Paulo, SP: Eslq/USP. 2013. Disponível em: http://www.cepea.esalq.usp.br/pdf/Cepea_CensoFecula2013.pdf. Acesso em: 06 de Ago./2013.

Esta realidade no Pará pode orientar uma revalorização da mandioca em todo o país?


Fontes: www.ecodebate.com.br

domingo, 4 de agosto de 2013

* Bom exemplo de boicote ao imperialismo: Bolivianos rejeitaram McDonald's!

Rejeição nacional obriga McDonald’s a fechar todas as lojas na Bolívia

Por , 03/08/2013 15:51
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Por Amary Nicolau, da Redação ANDA
A população boliviana não acredita na publicidade e no preparo rápido de alimentos, como nos EUA. Os bolivianos simplesmente não confiam em alimentos preparados em tão pouco tempo. As informações são da Natural News.
Sessenta por cento dos bolivianos são indígenas que preferem não trocar um alimento saudável, a gastar dinheiro em um lugar como o McDonald’s. Apesar de preços convidativos oferecidos pela rede, o McDonald’s não conseguiu convencer os bolivianos a comerem seus BigMacs, McNuggets ou McRibs.
A boliviana, Esther Choque disse, enquanto esperava um ônibus em frente a uma das franqueadas já fechada do McDonald´s: “O mais perto que eu já cheguei desse restaurante foi em um dia que estava chovendo e subi os degraus para me manter seca. Mas os funcionários me enxotaram, dizendo que eu estava sujando o restaurante. Por mim podem ir embora da Bolívia mesmo.”
Rede de ‘fast food’ permaneceu na Bolívia por uma década, apenas com perdas anuais
Oito restaurantes da rede de ‘fast food’, localizados nas cidades de La Paz, Cochabamba e Santa Cruz de La Sierra, supostamente operaram com perdas anuais. Após 14 anos de presença no país, loja após loja foi fechando as portas.
Uma profunda rejeição cultural
A partida do McDonald’s da Bolívia foi algo tão importante que um documentário começou a ser filmado, chamado “Porque o McDonald’s quebrou na Bolívia”, apresentando cozinheiros, nutricionistas, historiadores e educadores rompendo a realidade repugnante do alimento oferecido pelo McDonald’s.
A rejeição não é necessariamente com base no sabor ou no tipo de alimento, mas sim uma rejeição ao sistema ‘fast food’. De forma que os bolivianos valorizam a qualidade do alimento que ingerem. O tempo de preparo das refeições de ‘fast food’ serve como um tipo de alerta para eles. Os bolivianos buscam refeições locais e querem saber que foram preparadas da maneira correta.
Este pensamento boliviano evita o processamento da carne utilizado por várias redes de ‘fast food’, como o McDonald’s.
Você sabia que o McRib é processado com 70 ingredientes diferentes, que incluem azodicarbonamida, a farinha de branqueamento usada na produção de espuma e plástico? McRib se constitui por misturas de tripas, coração e estômago. As proteínas são extraídas da mistura muscular que se liga a carne de porco, de forma que possa ser moldada nas fábricas. Embora seja vendido como costela, não existe nada de costela.
A rejeição boliviana contra o McDonald’s criou um bom exemplo para o resto do mundo seguir.
Enviada para Combate Racismo Ambiental por José Carlos.

* 12° Jornada de Agroecologia do Paraná

Por , 03/08/2013 16:14

Foto: Joka Madruga
Foto: Joka Madruga
IHU – Na próxima semana, entre os dias 7 a 10 de agosto, começa a 12ª edição da Jornada de Agroecologia do Paraná, a ser realizada no centro de formação em agroecologia dos Movimentos Sociais Populares do Campo, na Escola Milton Santos, em Paiçandu, região metropolitana de Maringá. A reportagem é do portal do MST.
Espera-se a presença de cerca de 3500 agricultores, entidades e instituições que trabalham a produção agrícola sob a perspectiva agroecológica, vindos de diversas regiões do país e da América Latina.
Com o lema Terra Livre de Transgênicos e Sem Agrotóxicos, a atividade deste ano visa a construção de um Projeto Popular e Soberano para a agricultura, em contrapartida às empresas transnacionais do agronegócio.
Programação
Entre as programações, destaca-se a participação de João Pedro Stedile (MST), Roberto Martins de Souza(Professor do Instituto Federal do Paraná), Denis Monteiro (Articulação Nacional da Agroecologia), entre outros.
Já na parte das noites, quem fica responsável pela programação são as apresentações artísticas, como o grupo Saci Arte, Grupo de Choro da UEM, Maracatu: Semente de Angola, Viola Caipira, LPJ MC’s, Veneno H2 e Babulina. O grupo de Teatro Universitário de Maringá (TUM) também estará presente no evento.
Os participantes também contarão com exposições fotográficas e artes plásticas no “Túnel do Tempo”, em que a arte será trabalhada enquanto um instrumento de luta e resistência dos povos, além de oficinas, seminários e feiras de produtos da Reforma Agrária.
Marcha pela Agroecologia
Na quarta-feira (7/8), acontece a Marcha da Agroecologia, Reforma Agrária e da Agricultura Camponesa, que sairá às 13h da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e seguirá até Praça Raposo Tavares. A marcha tem como objetivo apresentar a Jornada à população, e ampliar o diálogo com a sociedade sobre a agroecologia, em contraponto ao agronegócio.

terça-feira, 9 de julho de 2013

* Assembléia dos Sindicatos da Agricultura Familiar da Mata Sul PE

Givanildo Ferreira, Presidente REgional SINTRAF Mata Sul Pernambucana
e João Santos, Coordenador Estadual SINTRAF PE.
Assembléia dos Sindicatos da Agricultura Familiar (SINTRAF) da Região Mata Sul - PE ocorrendo no Centro Cultural do GRUCALP (Pontodecultura Grucalp), durante manhã e tarde de hoje, dia 06 de Março/2013. João Santos, Coordenador Estadual do SINTRAF Estadual está presente, junto com Givanildo Ferreira, Presidente REgional Mata Sul PE do SINTRAF. 
Reportagem da Rádio Cultura dos Palmares esteve presente entrevistando às lideranças para veicular ainda hoje no Programa Combate, da Rádio Cultura dos Palmares.
Em pauta da Assembleia: 
Ações diante dos Governos Municipais e Estadual e Federal, formação de uma comissão eleitoral para a eleição do SINTRAF que será dia 31 de Março/2013. E outras necessidades. 
Jaorish Guarani-Kaiowá Gomes Teles da Silva (Presidente do GRUCALP) deu boas vindas aos produtores da agricultura familiar Mata Sul. Todos gostaram muito do prédio cedido pelo Prefeito Prof. João Bezerra Cavalcanti FilhoPalmares Gov para o funcionamento do Centro Cultural do GRUCALP, local onde funcionará o escritório Regional Mata Sul do SINTRAF que manterá parcerias com as ações culturais e de solidariedade social e educacional; onde ocorrerão reuniões e capacitações



Toinho de Taibaiaré

Jaorish Gomes Teles da Silva desejando boas vindas aos agricultores SINTRAFE Mata Sul ao Centro Cultural do GRUCALP.
Diretores dos Sindicatos da Agricultura Familiar da Região Mata Sul Pernambucana reunidos no Centro Cultural do GRUCALP, dia 06 de Março;2013
Givanildo Ferreira, Presidente SINTRAFE Mata Sul PE e Mirian Rodrigues, sua assessora de Diretoria atendendo aos SINTRAFES dos Municípios na Biblioteca Iraci de Brito Gomes, no Centro Cultural do GRUCALP (Pontodecultura Grucalp)
Giselda Muniz, do Grupo Rede Cheque está aqui no Centro Cultural do GRUCALP (Pontodecultura Grucalp) durante todo o dia de hoje atendendo aos dirigentes das ONGs que queiram implantar nas suas Sedes para atender às consultas SPC-SERASA (um meio de prestar um serviço à população e ter mais uma fonte de renda para as ONGs ao fornecer esse serviço à toda a população.
Ela veio trazer propostas para os dirigentes sindicais da Agricultura Familiar da Mata Sul Pernambucana.

Giselda Muniz, do Grupo Rede Cheque está aqui no Centro Cultural do GRUCALP (Ponto) durante todo o dia de hoje atendendo aos dirigentes das ONGs que queiram implantar nas suas Sedes para atender às consultas SPC-SERASA (um meio de prestar um serviço à população e ter mais uma fonte de renda para as ONGs Giselda Muniz, do Grupo Rede Cheque está aqui no Centro Cultural do GRUCALP (Pontodecultura Grucalp) durante todo o dia de hoje atendendo aos dirigentes das ONGs que queiram implantar nas suas Sedes para atender às consultas SPC-SERASA (um meio de prestar um serviço à população e ter mais uma fonte de renda para as ONGs.
Giselda Muniz, do Grupo Rede Cheque está aqui no Centro Cultural do GRUCALP (Pontodecultura Grucalp) durante todo o dia de hoje atendendo aos dirigentes das ONGs que queiram implantar nas suas Sedes para atender às consultas SPC-SERASA (um meio de prestar um serviço à população e ter mais uma fonte de renda para as ONGs.