quinta-feira, 28 de agosto de 2014
* CPT: “Onde está a Reforma Agrária” no futuro desses possíveis governantes?
terça-feira, 13 de agosto de 2013
* Indígenas protestam às portas do Palácio do Planalto na manhã desta terça, 13
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
* Jornada das crianças Sem Terrinha
domingo, 4 de agosto de 2013
* 12° Jornada de Agroecologia do Paraná
sexta-feira, 26 de julho de 2013
* URGENTE: Quilombo Cambury em risco de receber despejo!
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
* Plebiscito Popular pelo limite da terra será realizado em setembro
Sociedade brasileira está sendo conscientizada e mobilizada para a
campanha do limite; vários Estados já estão se organizando para levar
a população às urnas entre os dias 01 e 07 de setembro
[1]VAMOS ÀS URNAS MOSTRAR NOSSO PODER POPULAR
por Assessoria de Comunicação FNRA
O Plebiscito Popular pelo limite da propriedade da terra será o ato concreto do povo brasileiro contra a concentração de terras no país, que é o segundo maior concentrador do mundo, perdendo apenas para o Paraguai. Esta consulta popular é fruto da Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade da Terra, promovida pelo Fórum Nacional da Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA) desde o ano 2000.
A campanha foi criada com o objetivo de conscientizar e mobilizar a sociedade brasileira sobre a necessidade e a importância de se estabelecer um limite para a propriedade. Mais de 50 entidades, organizações, movimentos e pastorais sociais que compõem o FNRA estão engajadas na articulação massiva em todos os estados da federação.
Cada cidadã e cidadão brasileiro será convidado a votar entre os dias 01 e 07 de setembro, durante a Semana da Pátria, junto com o Grito dos Excluídos, para expressar se concorda ou não com o limite da propriedade. O objetivo final é pressionar o Congresso Nacional para que seja incluída na Constituição Brasileira um novo inciso que limite a terra em 35 módulos fiscais, medida sugerida pela campanha do FNRA. Áreas acima de 35 módulos seriam automaticamente incorporadas ao patrimônio público e destinadas à reforma agrária.
"A Campanha da Fraternidade deste ano também propõe como gesto concreto de compromisso a participação no plebiscito pelo limite da propriedade. Um limite para a propriedade faz parte de uma nova ordem econômica a serviço da vida", afirmou Dirceu Fumagalli, membro da coordenação nacional da CPT. Para ele, uma consulta popular, mais do que obter resultados concretos com a votação, é um processo pedagógico importante de formação e conscientização do povo brasileiro sobre a realidade agrária. "São milhares de famílias acampadas à espera de uma reforma agrária justa. São índices crescentes da violência no campo. É o crescimento desordenado dos grandes centros urbanos. Tudo isso tem relação direta com a absurda
concentração de terras no Brasil."
Segundo Luiz Claudio Mandela, membro da coordenação colegiada da Cáritas Brasileira, os promotores do plebiscito querem dialogar com a sociedade sobre a concentração de terras no Brasil. "Isso interfere na estrutura política, social, econômica e geográfica do país", ressaltou. De acordo com Mandela, durante toda a campanha estão sendo coletadas assinaturas para que esta proposta seja convertida em um projeto de iniciativa popular. "Para isso precisamos de, no mínimo, 1,5 milhão de assinaturas. Mas pretendemos superar esta meta."
Outras informações:
POR QUE LIMITAR AS PROPRIEDADES DE TERRA NO BRASIL?
_PORQUE A PEQUENA PROPRIEDADE FAMILIAR, SEGUNDO DADOS DO CENSO
AGROPECUÁRIO DO IBGE 2006:_
* Produz a maior parte dos alimentos da mesa dos brasileiros: toda a produção de hortaliças, 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 21% do trigo; 58% do leite, 59% dos suínos, 50% das aves.
* Emprega 74,4% das pessoas ocupadas no campo (as empresas do agronegócio só empregam 25,6% do total.)
* A cada cem hectares ocupa 15 pessoas (as empresas do agronegócio ocupam 1,7 pessoas a cada cem hectares).
* Os estabelecimentos com até 10 hectares apresentam os maiores ganhos por hectare, R$ 3.800,00.
_ENQUANTO A CONCENTRAÇÃO DE TERRAS NO LATIFÚNDIO E GRANDES EMPRESAS:_
* Expulsa as famílias do campo, jogando-as nas favelas e áreas de risco das grandes cidades;
* É responsável pelos conflitos e a violência no campo. Nos últimos 25 anos, conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT):
*
* 1.546 trabalhadores foram assassinados e houve uma média anual de
* 2.709 famílias expulsas de suas terras!
* 13.815 famílias despejadas!
* 422 pessoas presas!
* 765 conflitos diretamente relacionados à luta pela terra!
* 92.290 famílias envolvidas em conflitos por terra!
* Lança mão de relações de trabalho análogas ao trabalho escravo.
Em 25 anos 2.438 ocorrências de trabalho escravo foram registradas, com
163 mil trabalhadores escravizados.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
* Acampamento de MST em Palmares resiste há 8 anos!
EI! ESSA TERRA É MINHA!
Essa é a primeira frase que as pessoas que têm "terra" falam quando se sentem ameaçadas de perdê-las. Outra frase ditas pelos latifundiários é: se não saírem daí, vou mandar tirar na bala!Outros dizem: como é que vocês (os sem-terras) querem invadir "as terras dos outros"? Essas terrras são de herdeiros. Foi do meu bisavó, depois passou para o meu avó que deixou para o meu pai e agora o dono sou eu! Acho que muita gente já ouviu esses argumentos dos latifundiários e de pessoas que os defendem por aí.
Eu nunca vi alguém dizer que é dono do Sol, da Lua, das estrelas, dos oceanos, dos planetas, da chuva, do tempo, da gravidade, do oxigênio. Por que algumas pessoas insistem em dizer que que "as terras"são deles? O que leva um ser humano a dizer que ele é dono de terras e mais ninguém tem direito de tê-las? Onde está escrito isso?
Quando os invasores europeus chegaram ao Brasil no século XVI, havia mais de cinco milhões de seres humanos divididos em várias etnias, línguas, costumes e religiões diferentes. É claro que havia rivalidades entre esses povos, mas a terra, entre eles, era um bem que pertencia a todos e e ao mesmo tempo era sagrada, pois era da terra que eles tiravam seus alimentos. Para esses povos, a terra é como uma mãe que alimenta seus filhos todos os dias. Os índios não consegem entender a destruição que os caras-pálidas causam a natureza!
Os europeus tomaram as terras dos povos indígenas (dando origem aos latifúndios no Brasil) e passaram a utiliza-la para atender ao mercantilismo, política econômica que oxigenou o sistema capitalista nascente baseada na exploração de metais preciosos e na produção de produtos tropicais como no caso brasileiro, a cana-de-açúcar. Para os invasores europeus, a "terra" era um instrumento de enriquecimento e de conquista de poder.
A posse da terra é uma questão que vem se arrastando há séculos na história da humanidade e os conflitos que surgiram a partir dela foram provocados a partir do aparecimento da divisão de classes e da propriedade privada dos meus de produção. Nas primeiras comunidades criadas pelo homem, a terra e tudo que havia nela pertenciam a toda a comunidade. Os índios brasileiros ainda mantêm essa relação de propriedade coletiva. Com o surgimento da propriedade privada, surgem instituições que exigem um aperfeiçoamento social e político para dirigi-las e um grupo de pessoas para administrá-las. É dessa complexidade político-social que surge o Estado.
É dessa estrutura que vão surgir as pessoas que mandam e as que obedecem, as pessoas que decidem e as que cumprem, as pessoas que administram e as que trabalham, e também, as pessoas que passam a ter propriedades (dentre elas, a terra) e as que deixam de possuí-las e passam a trabalhar para aquelas que as têm.
Desde o mundo antigo até os dias atuais que a questão agrária vem causando conflitos, mortes e grandes transformações sociais e econômicas. Isso mostra que "a questão agrária" não é nova, não é uma questão de um povo, nem de um país, mas algo que cabe a humanidade resolver. É uma questão que vai definir a sobrevivência da espécie humana.
O latifundio é um câncer social que trás no seu DNA a fome e a miséria para milhões de seres humanos. A visão que as pessoas têm sobre a terra é histórica e, sendo assim, foi construída ao longo do tempo, podendo perfeitamente ser transformada. Tudo que é histórico foi construído pelo homem e, tudo aquilo que é construído pelo homem pode ser transformado.
Crônica do Professor Valter Ferreira
*
sexta-feira, 13 de março de 2009
* No RS, MST sequestrou equipe da Imprensa!

Em princípio, o protesto, que visava chamar atenção para as perdas provocadas pela seca e para as dificuldades em saldar débitos dos insumos utilizados na safra, estava programado para acontecer às 10h, às margens da BR-153. No entanto, mudaram de ideia e se dirigiram ao Banco do Brasil.
Ao chegar à agência, um a um, os manifestantes tomaram a sala de autoatendimento do banco, onde ficam os caixas eletrônicos. "A gente veio pra ficar. Enquanto não tiver resposta de Porto Alegre ou Brasília, nós não vamos sair do banco", dizia Eliseu Dobrovolski, um dos coordenadores do movimento.
A repórter do jornal Zero Hora, Marielise Ferreira, disse ao Portal IMPRENSA, que ao se dar conta do que estava acontecendo, já era tarde. As portas da agência estavam fechadas. "A gente [reféns] requisitou a saída, mas não de imediato. Então, quando os Policias Militares cercaram a agência, pedimos que nos deixassem sair". Marielise diz que sempre teve liberdade durante as coberturas das manifestações do grupo e que o episódio é uma exceção.
Cristiane Rhoden, repórter da RBS - afiliada da TV Globo - contou que os manifestantes não interferiram em momento algum em seu trabalho e do cinegrafista Sérgio Vieira. "Pude fazer entrevistas e passagens dentro da sala de autoatendimento, sem problemas". Ela relata que o clima ficou tenso quando os policias anunciaram que, caso os manifestantes não liberassem os reféns, invadiriam o local. "Aí, eu fiquei um pouco preocupada com o que poderia acontecer caso eles invadissem", disse a repórter.
Ela salienta que os manifestantes não portavam armas de fogo, apenas enxadas, ferramentas agrícolas, faixas com dizeres de protesto e, alguns deles, tinham o rosto coberto, como usualmente fazem em suas manifestações.
Após duas horas de negociação, a porta foi aberta pelo grupo, os policias invadiram o local e determinaram: "manifestantes para um lado, reféns pro outro". Em um canto da agência, os 54 manifestantes. Do outro, Cristiane Rhoden, Sérgio Vieira e Marielise Ferreira. Os demais reféns, na parte de dentro da agência, foram libertados em seguida.
Ainda permanecem presos 39 manifestantes no Presídio Estadual de Erechim. Pessoas ligadas à Via Campesina e ao Movimento de Atingidos por Barragens se reuniram, na manhã desta quinta-feira (12), para decidir sobre novos atos de protesto no Rio Grande do Sul.
terça-feira, 3 de março de 2009
* Governo Lula financia MST!
Fotomontagem

Fonte: O GLOBO
O fato é que a legislação proíbe desde 2001 o repasse de verbas públicas para entidades que comandam invasões de terra.
O jornalista Evandro Éboli diz em matéria hoje no O Globo, que “o governo federal repassou, nos últimos sete anos, R$49,4 milhões para movimentos sociais invasores”, dos quais R$ 47 milhões no governo Lula.“Os recursos beneficiaram, principalmente, entidades ligadas ao Movimento dos Sem Terra (MST) e ao Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST). “De 2002 a novembro de 2008, foram registradas 1.667 invasões de terra no país, e o MST foi o que mais invadiu. Desde setembro de 2004, quando a Ouvidoria Agrária Nacional passou a identificar as entidades responsáveis pelas invasões, foram registradas 711 ocupações do MST - ou 66% de todas as ocupações no período.
Na lista dos beneficiados está também a Associação Nacional de Apoio à Reforma Agrária (Anara), ligada ao MLST, controlado por Bruno Maranhão, que comandou a invasão do Congresso, em 2006. A Anara recebeu R$5,6 milhões. Medida provisória editada no governo Fernando Henrique, além de proibir repasse de recursos, também vetou vistoria para fins de reforma agrária, durante dois anos, nos imóveis ocupados por sem-terra.
O Globo ouviu o Ministro do Desenvolvimento Agrário à época, o hoje deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) que corroborou que a lei não vem sendo cumprida pelo atual governo e explica como funciona o mecanismo da corrupção generalizada, onde os corruptos são encarregados de fiscalizar a si mesmos: “- A lei não está sendo respeitada. Essas entidades, atrás das quais movimentos como o do MST se escondem, continuam recebendo recursos. O INCRA nos estados é ocupado por pessoas do MST ou ligadas a ele. Como aplicar a lei contra eles mesmo?"
domingo, 25 de janeiro de 2009
* Raul Jungman criticando Reforma Agrária do Governo Lula
Reforma Agrária DE REVOLUCIONÁRIOS A BARNABÉS
Os números de assentamentos e de hectares de terra distribuídos são claramente inferiores, ainda que o volume permaneça razoável. Já os conflitos e assassinatos por causa da terra explodiram no início do atual governo, fruto da expectativa (frustrada) da reforma de uma canetada só. Em seguida, estabilizaram-se em patamares mais baixos, sem chegar, entretanto, ao nível dos anos finais do governo FHC. O Banco da Terra, que motivara uma enorme campanha de desqualificação por parte do MST, foi rebatizado de "Crédito Fundiário". No Nordeste, berço das Ligas Camponesas e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), programa de assentamentos resultante da transposição do Rio São Francisco não será implantado - ao menos no atual governo. A MP das invasões não foi revogada, mas também não é cumprida. Sempre haverá algum governista a bradar que os recursos destinados à reforma agrária são maiores no governo Lula. Claro. O País cresceu, a arrecadação de impostos e o orçamento global, idem. E há ainda a questão da produtividade da terra. O governo Lula assumiu compromisso com o MST de rever os índices que medem a produtividade agrária, de modo a ampliar o estoque de áreas improdutivas. É risível! Sabíamos, por experiência própria, que o empresariado rural vai à guerra antes de admitir tal mudança, a qual incendiaria, de verdade, o País. Resultado: mais uma promessa que não deu em nada.
E o que faz o MST diante desse quadro?
Perdeu o rumo, o prumo e a razão de ser: derrotar e, se possível, derrubar o governo Fernando Henrique. Isso é cristalino quando se comparam os dois governos e a atuação do movimento. Fosse a reforma agrária razão de ser real do MST, seu desempenho no governo Lula seria mais agressivo que no de FHC. Haveria mais pressões. Mas ocorre justamente o contrário. Por quê?

sábado, 17 de janeiro de 2009
* MST aproveitará crise mundial para promover mais invasões!
Foto: Roberto Jayme/Reuters
Fonte: Reuters
O MST, filiado à organização internacional Via Campesina, apoiou a eleição do presidente Lula em 2002, mas na reeleição, em 2006, aderiu apenas no segundo turno. Segundo seus dirigentes, a organização procura manter independência em relação ao governo e ao mesmo tempo manter aberto um canal de diálogo. Na verdade vivem dependurados nas tetas do governo.
Criado em 1984, o MST comemora os 25 anos com um ato em 24 de janeiro na fazenda Annoni, com a participação de políticos, representantes da sociedade civil e da Igreja. Foram convidados autoridades, como governadores, mas o governo federal não faz parte da lista. A fazenda Annoni, em Sarandi, no Rio Grande do Sul, é o local da primeira ocupação organizada pelos sem-terra, em 1981. Três anos depois, os militantes se reuniram em Cascavel (PR) e fundaram o MST com representantes de 13 Estados. A organização representa hoje cerca de 1,5 milhão de sem-terra, incluindo 120 mil famílias acampadas, à espera da terra, e 370 mil famílias assentadas. Apesar dos números, o MST se ressente da proliferação de organizações sociais no campo que, segundo a direção, enfraquece a luta como um todo. O MST tem a metade da representação dos sem-terra. Principal instrumento de pressão dos sem-terra, as ocupações mantiveram uma trajetória estável no governo Lula, com um pico em 2004. Os dados indicam 703 ocupações em 2004 e cerca de 500 em cada um dos outros anos. Desde 1988, quando a pesquisa teve início, o maior número de ocupações ocorreu em 1999, no segundo governo de Fernando Henrique Cardoso, com 903.



