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sábado, 31 de agosto de 2013

* No Brasil do desperdício, a cada ano, 26,3 milhões de toneladas de comida são jogadas fora


comida4
O Brasil esbanja recursos naturais. De tudo se perde. A cada ano, 26,3 milhões de toneladas de comida são jogadas fora: volume suficiente para distribuir 131,5 kg para cada brasileiro ou 3,76 kg para cada habitante do planeta. Toda essa comida alimentaria facilmente os 13 milhões de brasileiros que ainda passam fome, nas contas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Poderia ainda facilitar o trabalho do Banco Central no combate à inflação. Com uma oferta maior de produtos, os preços não subiriam tanto e o país poderia até mesmo diminuir a importação de feijão preto da China.
O desperdício de comida provoca mais do que prejuízos financeiros, gera revolta e inconformismo. Ainda assim, o Brasil pouco se mobiliza no sentido de mudar esse quadro aterrador. Desde 1998, a chamada Lei do Bom Samaritano, em alusão a uma passagem bíblica, tramita no Congresso Nacional, e não há previsão alguma para que seja votada. A intenção da proposta é isentar doadores de alimentos de responsabilidade civil e penal, se agirem de boa-fé, na distribuição de comida — semelhante ao que ocorre em países da Europa e nos Estados Unidos.
Enquanto essa lei não é aprovada, o Estado brasileiro pune severamente os doadores. A legislação atual prevê até cinco anos de prisão caso quem receba os alimentos sofra algum tipo de dano em decorrência da comida. Com isso, donos de restaurantes, por exemplo, se sentem obrigados a despejar no lixo as sobras diárias da produção. “É um crime”, define o diretor executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Gustavo Timo.
O ajuste na legislação, segundo Timo, poderia ajudar — e muito — o Brasil a conter o desperdício. “A regra em vigor é completamente inapropriada. Por parte do setor, não falta boa vontade”, insiste o representante da Abrasel, ressaltando que, em outros países, existem programas organizados de doações para evitar que toneladas de comida em bom estado acabem no lixo.
Entraves
Combater a assombrosa perda de alimentos, no entanto, é muito mais complexo. O pesquisador Antônio Gomes, do Centro de Agroindústria de Alimentos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), enumera outros entraves, como o manuseio inapropriado dos produtos no campo, as embalagens inadequadas utilizadas no transporte e o armazenamento ineficaz no atacado.
Aprimorar o escoamento da produção agrícola, sustenta Gomes, aumentaria a oferta de alimentos sem a necessidade de alterar a área plantada. Em determinados casos, como o da banana e o do morango, o desperdício no caminho entre a propriedade e a prateleira do supermercado chega a 40%. “Quem arca com esse prejuízo é o consumidor”, lembra o pesquisador da Embrapa, ao explicar que, no fim das contas, o produto que se perdeu no caminho se converte em aumento de preço.
O desperdício de que fala Gomes é facilmente percebido nas centrais de abastecimento. Por dia, os irmãos Berlândio e Ernandes da Silva jogam no lixo de 50 a 60 caixas de alimentos que, na avaliação deles, não poderiam ser aproveitados. “Às vezes, a comida já chega estragada. Ou então com uma aparência que a gente sabe que a dona de casa não vai comprar”, diz Ernandes.
Vida real
São muitos os brasileiros que, diariamente, ficam de prontidão nas Ceasas espalhadas pelo país, enquanto funcionários separam as frutas e verduras aceitáveis pelo mercado. “A gente fica sentido, porque, mesmo assim, a perda é muito grande. Tanta gente passando fome e nós aqui jogando essa comida no lixo”, desabafa Berlândio.
Desde que contraiu uma trombose na perna e perdeu o emprego de auxiliar de serviços gerais, Cilene de Sousa Rodrigues, 47 anos, vai à Ceasa de Brasília duas vezes por semana garantir os alimentos de casa, onde vive com seis pessoas. “Isso aqui é ouro”, afirma ela, segurando uma maçã retirada de uma caçamba de lixo. “Amanhã é dia de verdura”, avisava ela.
Cilene diz que “muita coisa boa” vai para o lixo. As maçãs descartadas na Ceasa, por exemplo, ela usa para fazer doces e geleias. E ainda distribui o que sobra para vizinhos e o motorista do ônibus que a leva de volta para casa. “Teria vergonha se estivesse roubando ou fazendo coisa errada. Pegar comida do lixo é algo honesto”, comenta a moradora do Recanto das Emas, na periferia da capital federal.
Todos os dias, milhares de pessoas também desperdiçam comida nos restaurantes. Além de não consumirem tudo o que foi produzido pelos estabelecimentos, deixam comida no prato. No restaurante self-service João Rosa, em Belo Horizonte, onde cerca de 350 refeições são servidas por dia — uma média de 120 quilos de comida —, a perda chega a 16% do total produzido, cerca de 20 quilos por dia. Em dinheiro, o prejuízo diário varia entre R$ 600 e R$ 800. No mês, considerando 20 dias úteis, pode chegar a R$ 16 mil.
Além da comida que sobra no buffet e vai para o lixo, em função das normas da vigilância sanitária que não permitem o reaproveitamento, a sócia-proprietária Catarina das Graças Artur, conta que parte do seu faturamento vai embora com aqueles que colocam a comida no prato, mas não comem. “Cerca de 30% não consomem tudo o que retiram dos recipientes”, afirma. (Colaborou Carolina Mansur)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

* Mandioca volta a ser valorizada para consumo!

A DESPREZADA MANDIOCA COMEÇARÁ A SER REVALORIZADA NO BRASIL?

Demanda maior que a oferta da mandioca faz com que agricultor ganhe mais vendendo raiz que produzindo farinha: estaria começando uma nova era para este alimento dos nossos índios?

O site brasileiro de temas socioambientais EcoDebate destaca hoje um estudo dos pesquisadores Raimundo Nonato Brabo Alves e Moisés de Sousa Modesto Júnior, ambos engenheiros agrônomos e ligados à Embrapa, cada um com uma especiliade, os dois com observações muito oportunas sobre a Mandioca, nome pelo qual é conhecida a espécie comestível mais largamente difundida do gênero Manihot (raízes comestíveis), uma tradição nativa na alimentação também dos índios brasileiros. "Talvez, por este detalhe e por ser entendida apenas somente como alimento de pobres, a Mandioca venha sendo historicamente e culturalmente desprezada no Brasil, mas agora diante do que escrevem estes dois cientistas especializados a situação comece a mudar, a bem da saúde e também da economia sustentável no país", comenta por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, nosso editor, que hoje abre este webespaço a informações do texto da dupla Raimundo Alves e Moisés Modesto. Confiram que vale. 


Junto com a mandioca se revalorizará a cultura nativa do Brasil?

"O Estado do Pará lidera o ranking nacional de produção de raiz de mandioca há 21 anos (1992 a 2012) com uma área colhida de 301.364 hectares e produção de 4.808.743 toneladas de raiz em 2012, com participação de 20,54 % da produção nacional (IBGE, 2013). A forte demanda por mandioca no estado do Pará fez com que a tonelada de raiz fosse comercializada a R$ 750,00, no mês de março de 2013, no município de Castanhal e vem provocando a elevação vertiginosa e atípica dos preços da farinha, com o saco de 60 kg sendo comercializado nas farinheiras ao preço de R$ 250,00. A farinha é um alimento tradicional na dieta paraense e a elevação no preço repercute de imediato na cesta básica. A farinha de mandioca foi o produto que mais impactou a cesta básica do brasileiro em 2012. Nos últimos 12 meses (março 2012 a março de 2013) a farinha aumentou no Pará de R$ 3,09 para R$ 7,41, um aumento de 139,81% (DIEESE/PA), enquanto a inflação para o mesmo período ficou em 7,22% (INPC/IBGE)
A situação inusitada dos preços dos produtos derivados da mandioca no mercado local resultou em condições de comercialização de alta rentabilidade para os agricultores que permaneceram com o cultivo da mandioca e dispõem de estoque do produto no campo. Vender raiz de mandioca tem sido mais lucrativo que produzir farinha.Este estudo foi feito em uma farinheira semi-artesanal de um agricultor que cultiva a mandioca em sistema semi-mecanizado com área média de 25 hectares anuais, com preparo de solo no sistema de aração e gradagem com reposição de fertilidade com esterco de aves, resíduos de cultura e fertilizante químico. Planta a mandioca com seleção de cultivares, preparo de manivas-semente e com definição de espaçamento entre plantas. Faz o controle de invasoras com até duas aplicações de herbicidas, complementado com uma a duas capinas manuais e colhe a mandioca conforme a necessidade de processamento, após os 12 meses, obtendo produtividade média de raiz na ordem de 42,7 t/ha. Contrata toda a mão-de-obra composta por oito descascadores, um lavador, um prensador e dois torradores, para o processamento médio de 280 sacos de farinha por mês. Na Tabela abaixo, são apresentados os indicadores de rentabilidade da farinheira tomando-se por base um hectare de mandioca com produtividade de 42,70 t/ha, rendimento de farinha de 25% em relação à produtividade e preço de R$ 750,00 para tonelada de raiz e R$ 250,00 para o saco de 60 kg de farinha.
Indicadores de rentabilidade de um hectare de mandioca para venda de raiz e para venda de farinha, em Castanhal, PA, março de 2013
IndicadoresVenda de raizVenda de farinha
Receita bruta (R$)32.025,0044.250,00
Custo operacional total (R$)5.205,7536.267,48
Margem bruta (R$)26.819,257.982,52
Relação benefício/custo (B/C)6,151,22
Custo unitário (R$/)121,91129,53
Ponto de nivelamento6,9145,1
Margem de segurança (%)(83,74)(18,04)
Fonte: Dados da pesquisa

A receita bruta foi maior com a comercialização da farinha (R$ 44.250,00) que com a venda de raiz (R$ 32.025,00), porém a margem bruta se inverte sendo maior para a venda de raízes (R$26.819,25) que para a venda de farinha (R$ 7.982,52), em função do alto custo operacional (R$ 36.267,48) que vai desde a colheita até a produção de farinha, atividade altamente absorvedora de mão-de-obra. O torrador da farinha que é considerada mão-de-obra especializada ganha uma diária de R$150,00 para produção de 10 sacos de farinha, em março de 2013. Verifica-se na Tabela acima que vender diretamente as raízes tem menor custo operacional de (R$ 5.205,75). Ao vender raízes o agricultor tem relação benefício/custo de 6,15 enquanto que vendendo farinha tem apenas 1,22. Isso significa dizer que para cada R$ 1,00 investido na produção, retorna R$ 6,15 na venda de raízes, enquanto que o retorno na venda de farinha é de apenas R$ 1,22. O negócio da venda de raízes é mais seguro (83,74%) que a venda de farinha (18,04%), o que depende apenas de um mercado com demanda aquecida como é o caso do mercado de fécula.
De acordo com o Cepea-Esalq/USP (2013) a produção nacional de fécula em 2012 foi de 519,67 mil toneladas e a região Sul de destacou como principal destino das vendas das fecularias, absorvendo 36,9 % do total, seguido pelo Sudeste (36,2 % do total), Centro-Oeste (13,4%), Nordeste (11,4 %) e Norte com apenas 2,1 %. O Pará produziu apenas 3.000 toneladas de fécula, o que corresponde a 0,6 % da produção nacional, mesmo tendo uma capacidade instalada para processamento de 200 toneladas/dia. O setor atacadista seguiu como principal comprador de fécula de mandioca em 2012 com 25 % das vendas totais, seguido pelo setor de massa, biscoito e panificação (18,6 %), papel e papelão (15,8 %), frigoríficos (13,2 %), varejistas (7,6 %), gerais (5,6 %), outras fecularias (5,2 %), indústria química (4,7 %), setor têxtil (3,7 %) e exportação com apenas 0,6 %. Não podemos esquecer que a farinha como o produto final, mesmo temporariamente com menor rentabilidade, em última instância, estimula a demanda, gerando emprego e renda no seu processamento. Esta realidade pode orientar dois novos segmentos de mercado no Pará: agricultores que cuidam exclusivamente do plantio e empreendedores que se dediquem exclusivamente ao processamento de farinha".

Referências
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Banco de dados SIDRA. Disponível em: http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/prevsaf/default.asp . Acesso em 24 de jun./2013.
CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM ECONOMIA APLICADA. Produção de fécula fica estagnada e margem diminui em 2012. São Paulo, SP: Eslq/USP. 2013. Disponível em: http://www.cepea.esalq.usp.br/pdf/Cepea_CensoFecula2013.pdf. Acesso em: 06 de Ago./2013.

Esta realidade no Pará pode orientar uma revalorização da mandioca em todo o país?


Fontes: www.ecodebate.com.br

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

* Lavouras de milho e soja transgênicos são atacadas por lagartas no RS


Por Marco Aurélio Weissheimer
Do Blog RS Urgente

Qual é mesmo o balanço das últimas décadas no que diz respeito à introdução de organismos geneticamente modificados na agricultura do Rio Grande do Sul? As promessas foram cumpridas? Quais foram os ganhos econômicos e as perdas ambientais? Qual é a situação atual? Essas são algumas das perguntas que serão abordadas no debate “As lavouras transgênicas e o desenvolvimento gaúcho: promessas, resultados e riscos sob a perspectiva do retrocesso ambiental”, que será realizado dia 12 de agosto, às 19 horas, no auditório da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Promovido pela Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), o encontro terá como debatedores: Leonardo Melgarejo (Engenheiro agrônomo, extensionista rural da Emater/RS – Ascar, atuando no Incra); José Renato Barcelos (Advogado ambientalista, pós-graduado em Direito Ambiental Nacional e Internacional); e Júlio Xandro Heck (Químico Industrial de Alimentos, Pró-reitor de Pesquisa e Inovações do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), em Bento Gonçalves.
Uma lagarta resistente à tecnologia transgênica?
Há um dado novo que vem preocupando agricultores no Rio Grande do Sul. Lavouras de milho com tecnologia Bt (transgênico) e áreas cultivadas com soja foram atacadas severamente por lagartas na safra atual, incluindo a lagarta-do-cartucho que, teoricamente, deveria estar controlada pelo milho transgênico. Pois não está. Uma nota técnica, de abril deste ano, assinada por Gervásio Paulus, diretor técnico da Emater e Superintendente Técnico da Ascar, adverte que alguma coisa está fora da ordem e aponta problemas na aplicação da tecnologia transgênica em lavouras gaúchas.
O milho transgênico Bt, lembra Paulus, leva este nome por que foi desenvolvido a partir da introdução de genes específicos de Bacillus thuringiensis que levam à produção de proteínas tóxicas a determinadas ordens de insetos considerados pragas para a cultura, especificamente uma espécie de lagartas conhecida como lagarta-do-cartucho do milho . No entanto, assinala o diretor técnico da Emater, bastaram apenas duas safras para essa lagarta desenvolver resistência a essa tecnologia.
As empresas produtoras de milho transgênico, assinala ainda Gervásio Paulus, recomendam a implantação de áreas de refúgio em torno das áreas cultivadas com o milho Bt. A função dessas áreas é fazer com que as lagartas contaminadas alimentem-se também de milho convencional e, desta forma, não adquiram resistência ao efeito do transgênico. O problema, explica, é que, na prática, a maioria dos agricultores ignora esta medida, e as lagartas, já no segundo ano de plantio de milho Bt, acabaram adquirindo uma resistência bastante elevada, comprometendo a eficácia de seu controle, e obrigando muitos agricultores a recorrer à aplicação de inseticidas.
E os problemas não param por aí, prossegue a nota:
“A lagarta-do-cartucho, com seu hábito canibal, ajudava a inibir o desenvolvimento de outras espécies de lagartas, como é o caso da lagarta-da-espiga, que até pouco tempo não causava maiores preocupações, mas que na última safra acabou se proliferando em lavouras de milho e migrando para lavouras de soja, ampliando dessa forma o uso de agrotóxicos e os custos de produção para estas culturas”.
Pelo fato de o milho ser uma espécie de polinização aberta, adverte ainda Paulus, há um risco quase inevitável de contaminação de pólen do milho geneticamente modificado com variedades crioulas, comprometendo a já fragilizada biodiversidade de sementes no Estado. Essa seria uma razão, defende, para não incluir o milho transgênico no sistema de troca-troca de sementes do governo do Estado, proposta que acabou sendo aprovada no primeiro semestre deste ano.
A nota técnica do diretor da Emater sugere uma alternativa para o controle da lagarta-do-cartucho do milho: implantar uma campanha massiva de uso de agentes biológicos para o controle da lagarta-do-cartucho do milho. Paulus lembra que já existe tecnologia eficaz para isso, desenvolvida pela Embrapa, viável técnica e economicamente, com a vantagem adicional de ser ambientalmente mais adequada. “O custo dessa tecnologia é relativamente baixo, em torno de R$ 17,00/hectare, mais as despesas de correio para o transporte dos agentes biológicos (no curto prazo, os mesmos viriam de outros estados, principalmente de São Paulo, que possui biofábricas com produção em grande escala, mas esse custo pode ser reduzido se a remessa for em grande quantidade”, assinala. E conclui:
“Atualmente o estado do RS cultiva em torno de 1,1 milhão de hectares de milho, se atingirmos com essa campanha em torno de 5%, isso significa aproximadamente 55.000 hectares, o que representa uma área significativa. Ao mesmo tempo, e talvez mais importante, com isso estaremos estimulando outra visão, um enfoque diferenciado nas formas de enfrentar a questão do controle de pragas no cultivo de lavouras de grãos”.

Fonte: Site do MST

domingo, 4 de agosto de 2013

* 12° Jornada de Agroecologia do Paraná

Por , 03/08/2013 16:14

Foto: Joka Madruga
Foto: Joka Madruga
IHU – Na próxima semana, entre os dias 7 a 10 de agosto, começa a 12ª edição da Jornada de Agroecologia do Paraná, a ser realizada no centro de formação em agroecologia dos Movimentos Sociais Populares do Campo, na Escola Milton Santos, em Paiçandu, região metropolitana de Maringá. A reportagem é do portal do MST.
Espera-se a presença de cerca de 3500 agricultores, entidades e instituições que trabalham a produção agrícola sob a perspectiva agroecológica, vindos de diversas regiões do país e da América Latina.
Com o lema Terra Livre de Transgênicos e Sem Agrotóxicos, a atividade deste ano visa a construção de um Projeto Popular e Soberano para a agricultura, em contrapartida às empresas transnacionais do agronegócio.
Programação
Entre as programações, destaca-se a participação de João Pedro Stedile (MST), Roberto Martins de Souza(Professor do Instituto Federal do Paraná), Denis Monteiro (Articulação Nacional da Agroecologia), entre outros.
Já na parte das noites, quem fica responsável pela programação são as apresentações artísticas, como o grupo Saci Arte, Grupo de Choro da UEM, Maracatu: Semente de Angola, Viola Caipira, LPJ MC’s, Veneno H2 e Babulina. O grupo de Teatro Universitário de Maringá (TUM) também estará presente no evento.
Os participantes também contarão com exposições fotográficas e artes plásticas no “Túnel do Tempo”, em que a arte será trabalhada enquanto um instrumento de luta e resistência dos povos, além de oficinas, seminários e feiras de produtos da Reforma Agrária.
Marcha pela Agroecologia
Na quarta-feira (7/8), acontece a Marcha da Agroecologia, Reforma Agrária e da Agricultura Camponesa, que sairá às 13h da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e seguirá até Praça Raposo Tavares. A marcha tem como objetivo apresentar a Jornada à população, e ampliar o diálogo com a sociedade sobre a agroecologia, em contraponto ao agronegócio.

sábado, 3 de agosto de 2013

* Agronegócio: Os especuladores de olho na agricultura

Com a perspectiva negativa do setor financeiro, as apostas estão cada vez mais nas terras dos países em desenvolvimento
Por Rui Daher, CartaCapital
O que faria o investidor norte-americano Jim Rogers, fundador junto com George Soros do Quantum Fund, em entrevista ao Financial Times, afirmar que seu foco atual está na compra de ativos agrícolas?
“Compro fazendas de capital aberto na Austrália, Indonésia e África. Mas é possível investir em tratores, fertilizantes, sementes”.
Além de insistir na tendência de queda na cotação do ouro, Rogers vê em fase terminal o ciclo de grandes ganhos no setor bancário: “Temos alavancagem gigantesca no setor e agora todos os governos estão sendo duros com os tipos financeiros. Acho que será um lugar terrível para estar nos próximos 10, 20, 30 anos”.
Ainda que o acerto dessa previsão possa chegar apenas a um insípido seis e meio, confirmada, é possível antever lances de filme de terror num país grandão abaixo da linha do equador.
Produtiva, até lá, a camada do pré-sal pode não ser suficiente para apaziguar os rapazes do mercado financeiro em busca de “meus sais, please!”.
A aposta de Rogers na agricultura é óbvia e de percepção pouco recente. Arrisco dizer que hipotéticos conflitos mundiais no futuro dever-se-ão à conquista de territórios capazes de permitirem produção farta de alimentos, fibras, produtos florestais e energia renovável.
Identificaram, pois não.
Jogando com um porvir que a mim não caberá, preocupo-me quando noto o imediatismo de governantes e empresários nacionais com o gerenciamento de um patrimônio que recebemos de grátis.
Riquíssimos biomas, biodiversidade farta, boas condições edafoclimáticas, amplos recursos hídricos. A isto, ainda que a trancos, barrancos e Embrapa, acrescentamos razoável aparelho tecnológico.
Bem, deu no que deu e fez aumentar a cobiça internacional por este “em se plantando, tudo dá”. Na mira, também a África, porém menos fácil, daí mais barata.
Dito isso, se os leitores estiverem ouvindo muito bochicho por aí com temas indígenas, mineratórios, assentamentos e de regulação da venda de terras a estrangeiros, se amofinem, sim. Podem estar querendo ampliar em alguns quilômetros quadrados os balcões imobiliários.
Quando presidente da República, o general Emílio Garrastazu Médici assinou a Lei nº 5.709, de 1971, que impunha restrições à compra de terras por estrangeiros, pessoas físicas ou jurídicas. Com a chegada das tantas subsidiárias “do Brasil”, no ritmo do processo de industrialização, a compra pôde correr solta. Bastava o capital lá de fora manter sede e administração aqui.
A Constituição de 1988, através do artigo nº 171, deu uma apertadinha, o que o Congresso Nacional tratou de revogar através de Emenda Constitucional, de 1995.
De lá para cá, quando a transação não é feita dentro de um cartório, o ato pode ser finalizado numa vasta plantação de laranjas. O fato perdura, sobretudo, após a Advocacia Geral da União (AGU) ter emitido parecer que classifica e limita a extensão das áreas passíveis de compra e, no caso de empresas, impõe capital majoritariamente nacional.
É claro que a dimensão dos interesses aí envolvidos tem gerado reações contrárias de ruralistas e do setor imobiliário. Forte lobby procura derrubar as restrições no Legislativo.
O mesmo acontece em instâncias do Judiciário, que vêm orientando os tribunais regionais a desconsiderarem o artigo constitucional e o parecer da AGU. Uma mixórdia jurídica capaz de legar às gerações futuras o mesmo caos que conflita a demarcação de terras indígenas.
A verdade é que fundos de investimento e mesmo governos estrangeiros salivam quando percebem fácil a aquisição de terras no Brasil e em partes do continente africano. Ainda mais se dos EUA, China, Japão e países do Golfo Pérsico. Seus faros replicam o de Jim Rogers.
Conta-se que, nos últimos dez anos, cerca de 80 milhões de hectares foram adquiridos por estrangeiros em América Latina e África.
São bem-vindos os investimentos estrangeiros diretos (IED). Desde que produtivos. Característica nem sempre garantida quando se trata de terras e de um futuro onde riquezas naturais e soberania estarão na essência da geopolítica no planeta.


* O agroturismo e a sustentabilidade



3 DE JULHO DE 2013

publicado por



Redação
Agroturismo
Foto: Viagem
O termo, que remete ao turismo rural, se faz cada vez mais presente nos negócios ligados à agricultura, já que é uma grande oportunidade de negócios para os produtores e, também, para os visitantes.
O agroturismo é reconhecido por ser um movimento de troca de experiências: os visitantes aprendem sobre os costumes, cultura e modos de vida dos agricultores. Mas afinal, por que optar por esse tipo de turismo?
Com propósitos educacionais e recreativos, esse tipo de turismo permite que o turista se reconecte à agricultura durante suas férias, acompanhando criações de gado, produção, cultivo e colheita de frutas e outros alimentos. Essa modalidade permite, também, que a relação consumidor e produtor seja reconstruída.
O produtor, por sua vez, se beneficia economicamente, já que recebe dinheiro de hospedagem e de venda de produtos aos turistas.
Nos últimos anos houve uma tendência de aumento no custo dos insumos para a pecuária e agricultura e de caída nos preços das commodities. Além disso, a globalização e a industrialização também foram fatores decisivos para os problemas financeiros dos fazendeiros, que estavam acostumados a enfrentar a concorrência apenas no mercado regional. O uso de tecnologia moderna também contribuiu, já que permitiu o aumento da produção em larga escala.

Sustentabilidade: a alma do negócio

O agroturismo é reconhecido, também, por ser um importante indicador de sustentabilidade em algumas cidades já que engloba os aspectos sociais, ambientais e econômicos. O projeto auxilia ainda no desenvolvimento regional e na inclusão social.
Apesar do número de visitantes nas propriedades e instalações, o agroturismo ainda não provoca impactos ambientais muito negativos. Isso porque ele estimula a conservação ambiental e a multiplicação de espécies.
A modalidade ajuda a estabilizar a economia local, criando empregos e permitindo um maior movimento no comércio de mercadorias, prestação de serviços e construção civil. Prova disso é o Community Supported Agriculture (CSA), criado nos Estados Unidos.
O CSA permite que as famílias mantenham a agricultura local assinando um compromisso financeiro com determinada fazenda em troca de visitas regulares ou produtos e mercadorias.

terça-feira, 9 de julho de 2013

* Economia Solidária recebida por assessores da Prefeitura Palmares

Quinta-feira, dia 24 de Janeiro de 2013 ocorreu uma Reunião de Coordenadores do Fórum Regional de Economia Solidária da Mata Sul de Pernambuco com alguns assessores do Governo Municipal dos Palmares da atual gestão do Prof. João Bezerra Cavalcanti Filho. Presentes à Reunião os coordenadores do Fórum: Irmã Sandra Leoni (CICAF – Congregação da Irmãs Catequistas Franciscanas), Jaorish Guarani-Kaiowá Gomes Teles da Silva (GRUCALP – Grupo Cultural dos Palmares que não aparece nas fotos porque está fotografando e filmando), Cícero e Mira; Francisco Assis Oliveira (Secretário de
Agricultura da Prefeitura dos Palmares), João Sobrinho (Secretário da Cidade e Articulação Comunitária), J. Gabriel M. dos Santos (Coordenador de Articulação da Secretaria de Agricultura da Prefeitura dos Palmares), Rita de Rita De Cássia Nascimento (da Coordenação da Secretaria da Mulher da Prefeitura dos Palmares) e Matias (técnico do IPA).
Na pauta abordaram vários assuntos concernentes às necessidades das comunidades rurais do nosso Município (tais como problemas nas estradas, insumos, transportes para os produtores da Feira de

Economia Solidária que ocorre toda quarta-feira em Palmares, assistência técnica, etc); além de urgentes ações em prol da educação ambiental municipal, substituição do lixão por aterro sanitário, arborização da cidade, reformas do Mercado Público Municipal e do Matadouro Público...
Houve grande atenção e cordialidade dos assessores do Governo (Palmares Gov) do Prof. João Bezerra com a equipe do Movimento de Economia Solidária. Um avanço de articulação e obtenção até de algo mais

que os reivindicares revindicaram porque o Secretário de Agricultura ofereceu fornecer matéria prima para adubação (estrume de galinha) das plantações dos produtores rurais. Além de mostrar está ciente de vários problemas enfrentados pelos produtores rurais, como por exemplo a preocupação da proximidade das chuvas de março, sendo por isso necessário providenciar urgentemente reparos nas estradas rurais (algo que o dito Secretário disse que irá pessoalmente com sua equipe e com o Secretário de Articulação Comunitária visitar os locais mais necessitados, tendo as lideranças rurais acompanhando também tal ação). 

1ª Parte


2ª Parte

3ª Parte

4ª Parte

* Manifesto parou obras da Barragem de Serro Azul!

Quinta-feira, dia 24 de Janeiro de 2013, nossa reportagem presenciou um Manifesto de moradores do Engenho Verde e vizinhanças, motivados por revoltas sobre a interdição da Rodovia PE 103 e consequente construção de um mal feito desvio. Enquanto a construtora empreiteira construiu uma estrada de melhores condições que passa pela obra da barragem e dá acessos aos Engenhos Canário e Verde. 
Esse mesmo desvio tem ramificação rumo a Cidade de Bonito, lugar repleto de ecoparques e rico em ecoturismo. Provocando um prejuízo grande aos econegócios. 
Outro grande problema é o estrangulamento do escoamento da produção agrícola que precisa chegar a várias cidades via aquela rodovia bloqueada. 
Os moradores revoltados também porque além de íngreme, o desvio tem percurso de 7 km até o Engenho Verde, num percurso com terreno muito acidentado, perigoso (os automóveis e motos precisam diminuir muito a velocidade de tráfego o que facilita a ação dos ladrões, algo a provocar alguns assaltos ocorridos) e não colocaram sequer britas no percurso de barro fofo, onde as motocicletas trafegam com dificuldades. Qualquer chuva transformará a estrada num grande atoleiro. 
Os transportes coletivos alternativos que iam até ao Engenho Verde via Rodovia PE 103, não mais chegam ao local, por não querer trafegar no perigoso dificultoso desvio. Isso isolou o povo dos lugarejos. 
E a empresa construtora empreiteira autorizou a população trafegar na estrada construída que passa dentro da construção da barragem, cedendo selos de acessos aos moradores. Mas hoje estavam proibindo tal tráfego. 
Diante da repressão sofrida, a população fez o manifesto em repúdio aos desrespeitos sofridos provindos das obras mal elaboradas pela Empresa Construtora Empreiteira da Barragem de Serro Azul. 
Um policial militar conversando com os manifestantes
e moderando a situação.

— em Distrito de Serro Azul -
Município dos Palmares - PE
.
Naquele dia, uma senhora esposa de um líder do Engenho Verde foi impedida de passar pela estrada por dentro das obras da barragem e não pôde ir ao Hospital retirar os pontos de uma cirurgia. Além disso, os agricultores sem poder levar à feira de Palmares seus produtos porque é impossível usar o desvio feito para eles cuja péssima estrutura citamos. 
Se a empresa construtora empreiteira não resolver o problema os moradores do Distrito de Serro Azul farão movimento maior e terão reações mais contundentes contra os opressores. Isso foi deixado claro hoje durante o manifesto, quando interromperam a estrada de acesso ao canteiro de obras da barragem; colocando pedregulhos e queimando pneus em vários trechos, enquanto gritavam reivindicações.
Nossa reportagem gravou tudo em vídeo e disponibilizará aos internautas leitores do nosso Jornal:



Durante o dia 24 de Janeiro de 2013 houve mais um manifesto de moradores do Distrito Serro Azul, numa revolta contra os sofrimentos deles por motivos de ações da construção da Barragem.
Queimaram pneus, colocaram pedregulhos na estrada, impedindo tráfego de veículos na estrada que corta o canteiro de obras da Barragem de Serro Azul.
Os moradores revoltados porque foram isolados sem poder levar suas produções rurais para as feiras de Palmares, entre outras coisas...

Entrevista cedida dia 23 de Janeiro de 2013, quando a Irmã Sandra Leoni (da Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas) relatou um resumo do que testemunhou durante 2 anos que acompanha os sofrimentos da população do Distrito de Serro Azul (principalmente do Engenho Verde) - Palmares - PE.
Os moradores daquele Distrito palmarense sofre agruras devidas à construção da Barragem de Serro Azul, obra do Governo do Estado de Pernambuco que está depredando o ecossistema e desrespeitando Direitos Humanos. 
Antes mesmo de iniciar as obras, o povo daquele lugar sofre fome e desamparos governamentais.


Reportagem realizada dia 23 de Janeiro de 2013, no Engenho Verde, com imagens sobre a situação dos pagamentos de idenizações e das transferências mal elaboradas dos moradores, expulsos de suas terras por motivos das obras da construção da Barragem de Serro Azul (obra do Governo do Estado de Pernambuco).
Camponeses revoltados, realizando manifestos pelos desrespeitos à biodiversidade e aos Direitos Humanos!


Devida a construção da Barragem de Serro Azul, foi construído um desvio absurdo e mal estruturado que ocasionou vários manifestos da população do Distrito de Serro Azul, em Palmares - PE.
Esse desvio está ocasionando podamentos de acessos aos ecoparques de Bonito e o escoamento da produção agrícola de quem ainda teima plantar alguma coisa naqueles arredores.
Nossa reportagem (Jaorish do GRUCALP e Irmã Sandra Leoni da Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas) trafegaram de moto pela estrada de desvio, acompanhados do líder Presidente da Associação de Moradores do Engenho Verde, Sr. José Ferreira e a filmagem está nesse vídeo.

Nossa reportagem se infiltrou nas obras da Barragem de Serro Azul e filmou algumas cenas da devastação ambiental.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

CMN aprova medidas para socorrer produtores rurais e urbanos do Nordeste

Em reunião extraordinária realizada no dia 4 de maio de 2012, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou três resoluções para ajudar os agricultores do Nordeste prejudicados pela falta de chuvas. A mais importante foi uma linha especial de crédito para os produtores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) de municípios em situação de emergência ou em estado de calamidade pública.
Os agricultores familiares, divididos por porte de atividade, poderão contratar financiamentos até R$ 12 mil para pagamento em até dez anos e encargos de 1% ao ano. Os produtores poderão abater ainda um bônus de adimplência equivalente a 40% das parcelas quitadas até a data do vencimento pactuado. Os recursos virão do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

Em sua segunda medida, o CMN criou uma linha de crédito para os produtores não beneficiados pelo Pronaf. Esses produtores - pessoas físicas ou jurídicas - podem contratar até R$ 100 mil para custeio da produção ou para capital de giro. O prazo de reembolso será oito anos, incluindo o de carência. A taxa efetiva de juros será 3,5% ao ano.

A terceira medida aprovada pelo CMN beneficiará empreendedores da indústria, do comércio e de prestação de serviços dos municípios atingidos pela seca. Eles poderão contratar financiamentos de até R$ 100 mil, com juros de 3,5% ao ano, e prazo de reembolso menor: cinco anos. A carência será de um ano.

FONTE

Agência Brasil
Stênio Ribeiro - Repórter
José Romildo - Edição

sexta-feira, 27 de maio de 2011

* Pé de couve de 5 m

Pé de couve de 5 m de altura chama a atenção em Joinville, Santa Catarina

Um pé de couve de cinco metros de altura tem atraído a atenção de curiosos em Joinville, Santa Catarina. Há três anos e meio o exemplar é cultivado com uma técnica especial de poda.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

* Invasão de ratos na Índia!


O agricultor Binoy Kumar Karmakar, de 40 anos, foi coroado o maior matador de ratos de Bangladesh ao exterminar em 2008 39.650 roedores. Ele usava armadilhas com veneno e guardava os rabos para provar sua eficiência.

Após exterminar quase 40 mil ratos, Binoy Kumar Karmakar reivindica o prêmio que o governo oferecia a quem matasse o maior número de roedores em 2008. Ele vai receber um aparelho de TV 14 polegadas."Durante o ano, nossos agricultores mataram cerca de 25 milhões de ratos", disse o porta-voz do departamento de agricultura, Abdul Halim. "Binoy Kumar Karmakar foi declarado o campeão ao matar 39.650", acrescentou ele. Funcionários do departamento de agricultura estimam que cerca de 10% dos alimentos produzidos em Bangladesh, principalmente arroz, trigo e batata, são devorados por milhões de ratos a cada ano. No ano passado, uma invasão de ratos em Chittagong, no sudeste do Bangladesh, dizimou culturas e provocou fome em algumas aldeias remotas. As Nações Unidas chegaram a distribuir ajuda alimentar a 120.000 pessoas por quatro meses.