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sábado, 12 de abril de 2014

* Rastros Químicos: Destruição de Ecossistemas – O que eles estão pulverizando no céu?

Poderia o alumínio, bário e outras substâncias de aerossol estratosférico estar destruindo os ecossistemas do nosso planeta?

Por Michael J. Murphy
O que você faria se você fosseinformado  que substâncias tóxicas estão sendo pulverizados no céu, contaminando o solo e dizimando os ecossistemas ao redor do planeta? Esta é a afirmação feita por vários cidadãos no lado de fora da reunião da AAAS – American Association for the Advancement of Science no mês passado em San Diego, que despertou meu interesse em investigar mais sobre o assunto.
A reunião da AAAS hospedou diversos cientistas de topo da geo-engenharia, que se reuniram para discutir a plausibilidade de implementar diversos programas de geo-engenharia em todo o mundo. Uma das opções abordado era aerossol estratosférico de geo-engenharia [stratospheric aerossol geo-engineering - SAG], apelidado de Chemtrail pelos teóricos de conspiração, onde os renomados cientistas discutiam a plausibilidade de pulverizar aerossóis de alumínio, bário e outras partículas metálicas no céu, como meio de bloquear o sol, ”reduzindo” a temperatura da terra. Quando questionados sobre os riscos potenciais associados à utilização de aerossóis metálicos no céu, os cientistas responderam que não havia estudos sobre os riscos associados com aerossóis metálicos, acrescentando que algo terrível poderia acontecer no futuro que não têm sido previsto atualmente. Quando perguntados sobre os programas de aerossóis em andamento, os cientistas responderam que não havia programas de aerossol implementado no momento.
As pessoas que conheci no lado de fora da reunião reivindicavam o oposto. Eles vieram em protesto depois de avistarem aviões que eles acreditam estar frequentemente pulverizando aerossóis no céu. Muitas pessoas neste grupo têm detectado níveis extremamente elevados de alumínio, bário e outras substâncias metálicas em seu solo, água e neve. Ironicamente, as substâncias achados correspondem exatamente com as substâncias que os cientistas estão ”considerando” usar em vários programas de geo-engenharia discutido na reunião. Eles acreditam também que os aerossóis metálicos estão levando a destruição de ecossistemas, e que são provenientes de pulverizações de Chemtrail em andamento. Devido à seriedade do problema e meu desejo de conhecer a verdade fui levado a Condado de Shasta, norte da Califórnia, para investigar não somente as reivindicações de que estão pulverizando substâncias no céu, mas também realizar testes de solo, água e neve que muitos moradores e pesquisadores afirmam estar contaminados devido á pulverização de Chemtrails.
Na minha primeira parada nesta viagem conheci Dane Wigington e sua bela propriedade particular de 200 acres, com vista para o lago Shasta. Depois de apreciar a vista deslumbrante da paisagem, Wigington apontou para o céu onde rastros múltiplos cobria o céu. Ele disse que os rastros estão presentes quase todos os dias no Norte de Califórnia. Ele considerou esta pulverização como moderado. Como muitos outros moradores no Condado de Shasta, Wigington mudou-se para esta propriedade para ficar longe da poluição do Sul da Califórnia. Seus sonhos de morar longe das cidades e viver em harmonia com a natureza foi interrompido porque atualmente ele está dedicando o seu tempo e energia sobre a questão da geo-engenharia.
Wigington ficou preocupado com Chemtrail quando começou a perceber mudanças dramáticas de energia solar que ele usa para abastecer a sua propriedade. Dono de um dos maiores sistemas de energia solar residencial no Norte da Califórnia, ele começou a notar declínio acentuado em fornecimento de energia solar. Em dias de pulverizações intensas, o fornecimento de energia solar era reduzida em até 60 por cento. Wigington disse: ”Os rastros estão literalmente bloqueando o sol.” Ele disse que passou a recolher regularmente amostras de finas camadas de poeira nos painéis solares e de outras superfícies exteriores e detectou constantemente níveis extremamente elevados de alumínio, bário e outras substâncias metálicas. Ele considera que estes são produtos da pulverização de Chemtrails.
Wigington percebeu também que, ao mesmo tempo que a energia solar reduzia, mudanças dramáticas ocorria em sua propriedade, as arvores, as plantas, os insetos e os animais selvagens misteriosamente começaram a morrer. Isto o levou a fazer o seu primeiro teste de chuva apenas quatro anos atrás. Os resultados foram chocantes, os níveis de alumínio resultaram em 7ug/L ou 7 partes por bilhão (ppb). Embora o alumínio possa ser encontrado em quantidades menores ao redor do mundo, geo-hidrologistas lhe disseram que esse número era bastante elevado. Desde aquela época ele teve resultados de alumínio aumentado para níveis tão elevados como 50.000% com 3.400 ug/L. Isto é literalmente uma chuva tóxica letal. Estes resultados o levaram a fazer novos testes adicionais de pH do solo com dois cientistas da USDA, que produziram resultados ainda mais chocantes. O pH do solo foi de 6,6 em uma área e 7,4 em outra. Isto é equivalente a 11 vezes a alcalinidade normal do solo, que deve estar na faixa de 5,0 a 5,5. É importante observar que os testes foram realizados na floresta, distante de quaisquer indústrias, estradas e rios. Quando perguntado sobre o que estas alterações poderiam fazer no ecossistema, Wigington respondeu que é devastador. Ele disse: ”Se isto continuar, só podemos esperar coisas muito piores. Não apenas estamos vendo as nossas árvores morrendo aqui, mas também um declínio dramático na vida selvagem e de peixes. Wigington citou que, segundo a The National Oceanic Atmospheric Administration, os cardumes de salmão que eram vistos em abundância nesta área diminuiu de 769.868 em 2002 para 39.530 em 2009. Isto é uma queda de 90 por cento. Curiosamente, este declínio começou a acontecer no mesmo período de tempo em que os moradores começaram a perceber um aumento dramático no que eles acreditam ser pulverização de Chemtrails. Os esforços de Wigington em divulgar os testes aos funcionários de agências governamentais tem sido praticamente ignorados.
O meu espanto inicial pela beleza deslumbrante da paisagem me levou a uma profunda tristeza, frustração e ódio diante da contaminação que está destruindo o ecossistema. Isso me incentivou a investigar mais profundamente, procurando um especialista em biologia. Arrumei o meu carro e rumei direto para o norte da vila do Monte Shasta. Mt. Shasta é conhecido pela sua paisagem, ar puro e fontes de água que abastecem as companhias de água mineral. Muitos viajantes ao redor do mundo escalam esta montanha e passam as férias nesta bela paisagem na parte oeste dos USA.
Francis Mengels, Bacharel em Ciências de Engenharia Florestais, mestrado em zoologia, um conservacionista do solo e um biólogo aposentado que trabalhou durante trinta e cinco anos para o Serviço Florestal dos USA, me recebeu em sua bela casa, na vila do Monte Shasta, para discutir a ”crise” escondida que está acontecendo. Mengels me alertou sobre o rápido declínio dos peixes nos rios e córregos próximos á casa. Mengels me apresentou um riacho que havia oferta abundante de peixes há alguns anos atrás. Porque a dieta principal dos peixes no rio é de insetos aquáticos, ele executou um método de amostra-padrão para medir a quantidade de insetos presentes no rio. As amostras colhidas antes das pulverizações de Chemtrails havia em média 1000 insetos aquáticos. A nossa atual amostra rendeu apenas 31 insetos. Uma queda espantosa de 96%. Mengels afirmou que os peixes sobrevivem de insetos, então eles estão morrendo de fome. Este rápido declínio na quantidade de insetos é provavelmente devido as mudanças químicas da água. As únicas alterações no rio que Mengels está consciente são aumento dramático de alumínio, bário e estrôncio, que ele acredita ser proveniente das pulverizações de Chemtrails.
Ele testou também o pH do solo nas proximidades e o resultado foi alcalinidade 10 vezes acima do normal. Mengels tem provas de que esta mudança drástica no nível de pH do solo é devido ao aumento maciço de alumínio. Ele afirmou que as florestas, os campos e as ecologias das fazendas prosperam em solos ácidos. O alumínio age como um tampão que aumenta a alcalinidade do solo, o que pode dizimar ecologia em grandes quantidades. Mengels testou também a neve do Monte Shasta, que foi enviado para o EPA – Enviromental Protection Agency, os resultados foram de 61.100 ug/L de alumínio, e 83 ug/L de bário. A quantidade padrão de alumínio na neve no Monte Shasta é de 0,5 ug/L. O alumínio em água potável é admissível no máximo em 50 ug/L. Isso significa que o alumínio detectado na neve no Monte Shasta é 1200 vezes mais tóxico do que o permitido em água potável. Mengels disse, ”os escaladores que vêm de todo o mundo estão bebendo a água envenenada da neve da montanha”. Mengel esclareceu que para o governo agir é necessário detectar apenas 1.000 ug/L de alumínio. Embora várias agências ambientais terem sidos alertados sobre os achados, nenhuma ação governamental foi tomada até agora. Mengels me levou a outros locais em torno da vila do Monte Shasta, onde ele testou o solo, a água e a neve, que também resultaram em pH de alcalinidade dez vezes acima do normal. Ele disse que estes tipos de alterações químicas no solo, água e neve são muito raros, excepto em outros lugares ao redor do mundo onde as pessoas têm testemunhado o que muitos acreditam ser a pulverização de Chemtrails. Mengels afirmou que essas contaminações são responsáveis por essa ”crise ecológica”, e terá terríveis consequências se continuar. Mengel disse: ”As perdas serão incrivelmente enormes para a nossa economia. O crescimento das árvores será dramaticamente reduzida o que irá resultar na perda de muitos empregos. O declínio das plantas naturais e cultivadas irá resultar no desaparecimento da indústria pecuária e de pesca, e o pior de todos, a perda total da agricultura básica no norte da Califórnia.”
O que é realmente surpreendente é que esses e muitos outros testes ao redor do mundo são completamente ignorados pelas entidades governamentais que existem para combater esse problema. Muitos políticos como o presidente do Concelho do Monte Shasta, Ed Valenzuela ignoram o problema. Valenzuela em uma reunião do concelho da cidade foi alertado sobre a contaminação em massa no Monte Shasta, onde ele afirmou que a cidade não queria examinar os testes, porque o pedido era uma ”Caixa de Pandora” e que ao ”abrir uma caixa de Pandora” a cidade teria que pagar caro. Apesar de vários cidadãos locais ter voluntariamente financiado US$22,000 do teste realizado no laboratório da EPA, ambos os chefes do comitê Russ Porterfield e Valenzuela votaram não para ter a água testada. O prefeito Stearns queria o teste, mas foi rejeitado por um voto de 3-2. Essa resposta não é incomum, Mengel apresentou esses problemas e dados científicos para mais de 15 agências locais e federais, incluindo o gabinete do senador Feinstein e senador Boxer. Apesar disto não recebeu qualquer resposta ou ação do governo até a data.
É coincidência que as substâncias achados na chuva, neve e solo aqui e outras regiões do planeta correspondem exatamente com as substâncias que os cientistas estão ”considerando” usar em vários programas de geo-engenharia ao redor do mundo? Porque é que as agências governamentais ignoram os resultados dos testes que indicam destruição maciça do nosso ecossistema? Será que os funcionários estão com medo de expor um crime ecológico mundial? Ou eles acreditam que este problema é demasiadamente grande e complexo para eles resolverem? Seja lá qual for a razão para esta ignorância, precisamos que as nossas perguntas sejam esclarecidas e os resultados chocantes dos testes serem publicadas e abordadas, não só em Condado de Shasta, mas também em todas as partes do mundo. Nosso futuro neste planeta depende sobre este problema ser abordado e solucionado.
Porque este movimento está sob constante ataque vindo de pessoas que parecem estar protegendo os interesses políticos e corporativos associados ás pulverizações de Chemtrail, é essencial que as pessoas ao redor do planeta se envolvam nos testes de chuva, solo, neve e outras superfícies exteriores e comunicar os resultados para os funcionários eleitos e as agências ambientais locais. Devemos estender a mão e educar todas as pessoas envolvidas com o programa Chemtrail, que podem não estar cientes das implicações ambientais catastróficas associados aos seus programas. Testes de detecção de pH é bem simples e podem ser realizados em qualquer lugar do mundo a um preço nominal.
Instrução de testes simples e mais informações sobre os programas de geo-engenharia podem ser encontrados na internet em, <http://geoengineeringwatch.org>
Biologist Francis Mengels can be contacted by e-mail at <mailto:bioguy0311@sbcglobal.net> para obter mais informações sobre esta questão, testes realizados e sugestões sobre os procedimentos de teste.
Por favor, tomem atitudes através de testes e relatórios, exigindo respostas sobre este assunto tão importante. Ambos, a natureza e a humanidade depende disto.


quarta-feira, 9 de abril de 2014

* Banco Mundial prevê guerra por comida e água nos próximos anos


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Efeitos das mudanças climáticas devem agravar a crise do sistema hídrico
Foto: UN Photo/Martine Perret


As batalhas por alimento e água devem eclodir dentro de cinco a dez anos, devido ao efeitos das mudanças climáticas. A projeção do presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, foi feita durante entrevista ao jornal britânico The Guardian.
Ele pediu que ativistas e cientistas trabalhem em conjunto para criar uma solução para este problema global, e usou o exemplo do HIV para demonstrar como a união de esforços pode resultar em soluções mais rápidas e mais eficazes.
A fim de manter o aquecimento global abaixo do limite acordado internacionalmente, de 2 graus Celsius, Kim observou que o mundo precisa de um plano para mostrar que está comprometido com a meta.
Ele delineou quatro áreas em que o Banco Mundial poderia ajudar a combater a mudança climática: investir em cidades mais limpas e sustentáveis, encontrar um preço estável para o carbono, reduzir os subsídios aos combustíveis fósseis e desenvolver uma agricultura mais inteligente e resistente ao clima.
Os comentários de Kim seguem a publicação da segunda parte do quinto relatório do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que advertiu que nenhuma nação ficaria intocada pelo aquecimento global.
O relatório também alertou para os efeitos que as mudanças climáticas teriam sobre os preços dos alimentos, assim como em muitas outras áreas, como recursos hídricos. A produtividade agrícola pode cair 2% por década até o final do século, ao passo que a demanda deverá aumentar 14% até 2050.

quinta-feira, 6 de março de 2014

* A Segunda Guerra Fria

À diferença do conflito original do século XX, desta vez a briga não se alimenta da ideologia, mas de interesses estratégicos dos EUA e da Rússia
tropas russas
Membros das tropas russas montam guarda perto do navio da marinha ucraniana no porto da cidade ucraniana de Sevastopol

O brasileiro que se desligou do mundo e caiu na folia durante o Carnaval tem motivos para um certo déjà vu ao voltar à realidade nesta quarta-feira de Cinzas. Em um lugar de nome esquisito e bem longe do Brasil, Estados Unidos e Rússia travam uma batalha diplomática que corre o risco de descambar para as armas. Aliados a forças locais distintas de um país em ebulição, Moscou e Washington lutam para que o poder caia nas mãos de um governo alinhado. E parece não haver meio termo: ou se está afinado com um lado ou com o outro. A Guerra Fria ressuscitou?
A crise na Ucrânia, aguçada com a queda do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovich em 22 de fevereiro, tem muitos dos ingredientes da disputa “capitalistas x comunistas” que rachou o globo após a II Guerra Mundial. No sábado 1°, o parlamento russo autorizou o presidente Vladimir Putin a enviar tropas à Ucrânia para defender instalações militares e cidadãos russos naquele país, cuja parte leste tem forte identidade com Moscou. Na terça-feira 4, Putin chamou de “golpe de Estado” a queda de Yanukovich e admitiu usar a autorização parlamentar. No mesmo dia, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, foi à Ucrânia manifestar o apoio de Washington ao governo de transição e acenar com 1 bilhão de dólares de ajuda.
Estes lances encaixam-se no que se poderia chamar de uma “segunda guerra fria”. À diferença do conflito original do século XX, porém, não se alimenta de ideologia, mas de interesses estratégicos dos EUA. O fenômeno foi descrito no livro “A Segunda Guerra Fria”, lançado no ano passado pelo cientista político, historiador e professor aposentado de política exterior do Brasil Luiz Alberto Moniz Bandeira.
Desde os anos 90, diz o livro, os EUA dão importância crescente à Eurásia, região onde está a Ucrânia. Em 1994, o Departamento de Energia norte-americano identificou o Mar Cáspio, próximo da Ucrânia, como uma das maiores fontes de petróleo do globo. Uma baita descoberta para quem não sobrevive sem petróleo importado. E mais ainda porque a principal fonte conhecida, o Golfo Pérsico, é um caldeirão de antiamericanismo islâmico. Dali em diante, diz Moniz Bandeira, a prioridade geopolítica dos EUA consistiu em atrair os governos de países da região do Cáucaso, alguns dos quais pertenciam à ex-URSS. Washington fez isso inclusive mediante o envolvimento militar e uma política de regime change, ou seja, desestabilizando governos eleitos.
Na década passada, houve uma leva de vitoriosas “revoluções coloridas” contra regimes na região do Cáucaso: a Rosa na Georgia (2003), a Lilás no Quirquistão (2005) e a Laranja na Ucrânia (2004/2005). As três, diz Moniz Bandeira, foram incentivadas pelos EUA com um modus operandi batizado de “guerra fria revolucionária”: ONGs defensoras dos valores norte-americanos instigaram as populações locais contra os governos e as estimularam a ir às ruas, tudo descrito pela mídia internacional como revoltas espontâneas e democráticas.
O que acontece agora na Ucrânia, diz Moniz Bandeira, é uma reedição da “Revolução Laranja” de dez anos atrás. O problema – não só no caso da Ucrânia como nas demais revoluções coloridas - é que as turbulências ocorrem muito perto das fronteiras da Rússia. Um país que, sob Putin, superou a crise econômica decorrente do colapso da URSS e voltou a pensar-se como superpotência.
A seguir, o leitor confere os principais trechos da entrevista concedida por e-mail por Moniz Bandeira, que mora na Alemanha.
CartaCapital: Os EUA estão por trás das turbulências na Ucrânia?
Moniz Bandeira: Essa participação na subversão dos regimes na Eurásia é comprovadamente antiga. Na edição de 24 de novembro de 2003, o Wall Street Journal atribuiu o movimento contra o regime na Georgia a operações de um grande número de “organizações não-governamentais (...) apoiadas por fundações americanas e por outras fundações ocidentais”. E não pode haver maior evidência agora do que a participação aberta de dois senadores americanos - John McCain (Partido Republicano) e Christopher Murphy (Partido Democrata) - como líderes nas manifestações em Kiev. O economista Paul Craig Roberts, que foi secretário assistente do Tesouro no governo Reagan (1981-1989), escreveu que "a Ucrânia ou a parte ocidental do país está cheia de ONGs mantidas por Washington cujo objetivo é entregar a Ucrânia às garras da União Europeia, para que os bancos da União Europeia e dos Estados Unidos possam saquear o país como saquearam, por exemplo, a Letônia; e simultaneamente enfraquecer a Rússia, roubando-lhe uma parte tradicional e convertendo esta área em área reservada para bases militares de Estados Unidos-OTAN".
CC: Que interesses norte-americanos o governo deposto da Ucrânia ameaçaria? Que evidências disso o sr. apontaria?
MB: Não se trata de "ameaça". Nenhum país, evidentemente, ameaça os EUA. O problema é que o governo da Ucrânia não atende e não se submete aos interesses econômicos, geopolíticos e estratégicos de Washington. O presidente Viktor Yanukovych recusou-se a aderir à União Europeia e tendia a incorporar-se à União Econômica Eurasiana, cujo tratado o presidente Putin, como um grande estadista, está a negociar com as antigas repúblicas soviéticas. Esse tratado permitirá à Rússia conquistar dimensão estratégica e geopolítica de igual dimensão à da extinta União Soviética e voltar a constituir outro polo de poder internacional. O problema é a rivalidade dos EUA com a Rússia. A questão não é ideológica. É geoestratégica.

CC: Diria que a crise na Ucrânia é um prolongamento da Revolução Laranja?
MB: Claro que é uma nova Revolução Laranja. E não terminou. A Ucrânia está na órbita de gravitação da Rússia. E o governo que substitua o de Yushchenko não terá condições de resistir à sua vis attractiva [força atrativa], principalmente porque os EUA e a União Européia não têm condições de bancar financeiramente os problemas da Ucrânia e ainda por cima pagar a conta do gás que o país recebe da Rússia, com a qual tem enorme débito. Yushchenko era a favor do Ocidente quando assumiu a presidência da Ucrânia, porém, tal como seu antecessor, Leonid Kuchma, que solicitara adesão à OTAN em 2002, teve de mudar sua posição, diante da realidade geopolítica. A queda de Yushchenko seria certa se ele consumasse a adesão à OTAN. A Rússia não vai admitir a integração da Ucrânia na União Europeia. Ela possui uma base naval em Sebastobol e mais um porto em Odessa desde o reinado de Catarina, a Grande (1762 e 1796). A frota russa, baseada na península da Crimeia, controla o Mar Negro e as comunicações de importantes zonas energéticas (de reservas de gás e petróleo) através dos estreitos de Bósforo e Dardanelos com o Mar Mediterrâneo. A Criméia pertenceu à Rússia até 1954, e o povo em Kiev, com a queda de Yushchenko, está a demandar a secessão. A Rússia, decerto, não apoiará, abertamente, o separatismo. Porém, milhares de pessoas já estão nas ruas de Sebastopol a clamar "Rússia, Rússia, Rússia" com a bandeira russa e a gritar "Não nos renderemos a esse fascistas". A Crimeia tem cerca de 2 milhões de habitantes etnicamente russos, que não se submeterão ao governo dos fascistas em Kiev, apoiado pelo Ocidente. Em Simferopol, capital da Crimeia, com cerca de 350 mil habitantes, já estão sendo organizadas milícias para resistir a qualquer força de Kiev.
CC: O sr. parece identificar um padrão de intervenção não-violenta por parte dos EUA no pós-guerra fria. Um padrão a combinar a ação de ONGs e de líderes oposicionistas financiados por Washington com propaganda midiática. Diria que esta combinação está presente hoje na Ucrânia?
MB: Não há nenhum padrão de intervenção não-violenta dos EUA no pós-Guerra Fria. Os EUA intervém militarmente, de forma unilateral ou sob o manto da OTAN, quando podem. Intervieram na Líbia, mas não tiveram condições de fazê-lo na Síria, devido à oposição da Rússia e da China, embora continuem a financiar os rebeldes - na realidade, terroristas de Al Qa'ida e organizações similares. A guerra fria, portanto, continua, em uma etapa histórica superior, como demonstram os acontecimentos na Ucrânia, na Síria e nos demais países do Oriente Médio. Os EUA não deixaram de perceber a Rússia como seu principal adversário. De fato, a Rússia não perdeu, militarmente, nenhuma guerra. O que lá ocorreu foi a implosão de um regime socialista autárquico, inserido em uma economia internacional de mercado capitalista, da qual dependia e não podia desprender-se. Como sucessora jurídica da URSS, a Rússia herdou todo o seu potencial militar: cerca de 1.800 ogivas nucleares estratégicas operacionais e reservas de 2.700 ogivas, contra 1.950 ogivas operacionais e 2.500 ogivas de reserva dos EUA. O poderio militar das duas potências era equivalente. Após a dura crise econômica e política que atravessou nos anos 1990, a Rússia recuperou-se economicamente sob o governo Putin. E outra guerra fria, assim, recomeçou, uma vez que os EUA se empenham em implantar o full spectrum dominance [domínio de espectro total]. Na Ucrânia, um dos teatros onde as ONGs ocidentais impulsaram a cold revolutionary war em 2004-2005, a guerra fria reacendeu em 2013, uma vez que o governo recuou nas negociações para incorporar o país à União Europeia, o que podia abrir as portas para o estacionamento de tropas da OTAN dentro do seu território, conforme os EUA pretendem.
CC: Quais as ONGs vinculadas a Washington que mais se destacam na desestabilização de governos não-alinhados com os EUA?
MB: Essas ONGs, que promovem a política de export of democracy [exportação de democracia], são muito variadas, assumem nomes diferentes, embora os patrocinadores sejam virtualmente os mesmos: National Endowment for Democracy (NED), CIA e entidades civis, entre as quais Freedom House, a USAID [United States Agency for Cooperation International], o Open Society Institute (renomeado Open Society Foundations em 2011) do megainvestidor George Soros. Estas e outras organizações não-governamentais são uma fachada para promover mudança de governo sem que pareça golpe de Estado. Na Ucrânia, operam ONGs financiadas pela União Europeia.
CC: A crise na Ucrânia teria o mesmo peso e a mesma importância sem a cobertura dada pelas mídias locais e pela mídia mundial? Por quê?
MB: A Ucrânia é um país econômica e financeiramente muito debilitado. Seu governo, por diversos fatores e em distintas circunstâncias, cometeu muitos erros. E Washington trata de aproveitar as forças domésticas de oposição para fazer avançar seus interesses econômicos e geoestratégicos, através de ONGs financiadas pela NED, USAID, CIA e outras instituições públicas e privadas. Elas representam a mão invisível Washington nessas crises. Consciente ou inconscientemente, a mídia internacional serve como instrumento de psychological warfare [guerra psicológica], ao repetir e reproduzir como se tudo fossem demonstrações de massas e revoltas espontâneas. Isso vale particularmente para a BBC, a CNN e a Fox News. O fato é que o governo Obama continua a implementar uma estratégia para consolidar o full spectrum dominance estabelecido desde o  governo George H. W. Bush. No atual contexto, isto significa que não interessa a Washington que a Ucrânia integre a União Econômica Eurasiana promovida pela Rússia.
CC: É possível para governos de países como a Ucrânia resistir à ofensiva da "guerra fria revolucionária" patrocinada por Washington? Por quê?
MB: Tudo depende das circunstâncias. É difícil prever. Apesar da decadência, os EUA são e serão uma superpotência por muitas décadas, enquanto o dólar for a moeda de reserva internacional. Militarmente, sem dúvida, os EUA nunca seriam derrotados. Mas uma superpotência devedora, cuja dívida pública se iguala ou mesmo supera sua produção de bens e serviços, uma superpotência que depende das importações, inclusive de capitais de outros países, para financiar guerras, sem as quais sua indústria bélica e toda a cadeia produtiva de tecnologia podem quebrar, não poder sustentar indefinidamente um sistema assim. Um dia, certamente, entrará em colapso. Certamente não mais estarei vivo. Mas o Império Americano, como todos os impérios, perecerá.
CC: Que desfecho considera mais provável para a crise na Ucrânia?
MB: Grande parte da oposição na Ucrânia é composta por elementos notoriamente fascistas. Eles são muito bem armados, muito bem organizados militarmente em companhias, patrulham as ruas em grupos de combate de dez pessoas, com capacetes e armas, alguns usando capacetes da divisão SS Galicia [região no Oeste da Ucrânia], que lutou ao lado dos nazistas alemães contra os soviéticos entre 1943 e 1945. Eles pertencem ao partido Svoboda, chefiado por Oleg Tiagnibog, forte especialmente no leste da Galícia, reduto da extrema-direita. Os chamados "ativistas" e "democratas" que fomentaram as demonstrações pro-União Europeia pertencem, em larga medida, a comandos do Svoboda e de outras tendências neonazistas e não escondem suas tendências xenófobas, racistas, anti-semitas e contra a Rússia. E foram com eles que os senadores americanos John McCain e Christopher Murphy se misturaram nas demonstrações contra o governo Yanukovych, democraticamente eleito e derrubado por um golpe, sob os aplausos dos EUA e da União Europeia. É muito provável que tais grupos neonazistas intentem a captura do poder em Kiev. Porém será difícil submeter a Crimeia.
CC: A Rússia jogou tudo o que podia diplomática e politicamente na atual crise na Ucrânia?
MB: A Rússia não jogou todas as suas cartas. O presidente Putin, que se revela o maior estadista da atualidade, sabe muito bem como dispor e lançar as pedras no xadrez da política internacional. Formado na KGB e havendo servido durante muitos anos na Alemanha Oriental, principal teatro do conflito Leste-Oeste, conhece muito bem como funciona a guerra nas sombras. A Ucrânia continuará ainda como cenário da segunda guerra fria e certamente a Rússia não aceitará, passivamente, que se integre na União Europeia. Haverá negociações ou derramamento de sangue. Quem viver verá.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

* Brasil está em guerra e não sabe

Com mais de 200 mil pessoas assassinadas no Brasil entre 2008 e 2011, o país faz frente às grandes zonas de guerra do globo, segundo Mapa da Violência

Jovem morto no Rio em 2006
No Brasil, mata-se 274 vezes mais do que em Hong Kong e 137 vezes maior do que na Inglaterra
Vivemos em um país em guerra, mesmo que não declarada. Esta é uma das conclusões possíveis a partir da leitura do estudo Mapa da Violência 2013, realizado pelo professor Julio Jacobo Waiselfisz, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais e divulgado hoje. Cerca de 170 mil pessoas foram mortas nos 12 maiores conflitos no globo entre 2004 e 2007 (veja tabela abaixo). No Brasil, mais de 200 mil perderam a vida somente entre 2008 e 2011.
Isto tudo sem que o país viva "disputas territoriais, movimentos emancipatórios, guerras civis, enfrentamentos religiosos, raciais ou étnicos, conflitos de fronteira ou atos terroristas", lembra o levantamento. 
Há dois anos - época dos últimos dados disponíveis - foram registradas mais de 50 mil mortes, o que confere ao Brasil uma taxa de 27,1 homicídios para cada 100 mil brasileiros. Desse total, cerca de 40% (18 mil pessoas) eram jovens entre 15 e 24 anos. 
O número de assassinatos no Brasil é 274 vezes maior do que em Hong Kong, 137 vezes maior do que na Inglaterra e 91 vezes maior do que na Sérvia, segundo o estudo divulgado hoje. 
Veja abaixo o total de mortes nas maiores zonas de conflito do planeta na década passada: 
País2004200520062007Total de mortes
Iraque9.80315.78826.91023.76576.266
Sudão7.2841.0982.6031.73412.719
Afeganistão91710004000650012417
Colômbia2.9883.0922.1413.61211.833
Congo3.5003.7507461.3519.347
Sri Lanka1093304.1264.5009.065
Índia2.6422.5191.5591.7138.433
Somália7602858796.5008.424
Nepal3.4072.9507921377.286
Paquistão8636481.4713.5996.581
Índia/Paquistão (Caxemira)1.5111.5521.1167774.956
Israel/Palestina8992266734492.247
Total dos 12 conflitos34.68333.23847.01654.637169.574
"São números tão altos que torna-se difícil, ou quase impossível, elaborar uma imagem mental, uma representação de sua magnitude e significação", afirma Jacobo, autor da pesquisa.
Segundo o sociólogo, a cultura da violência (caracterizada pelo hábito de resolver conflitos por meio da agressão), a certeza da impunidade (apenas 4% dos assassinos vão para cadeia) e a indiferença da sociedade com o grande número de mortes estão entre as causas do fenômeno. "A vida humana vale muito pouco", resume o pesquisador, que é argentino.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

* Escoteiros americanos treinamento de combate



Longe de ser um daqueles românticos grupos de escoteiros dos anos 50, “sempre alertas”, os escoteiros americanos da atualidade recebem treinamento de combate ao terrorismo, a ataques escolares, traficantes e até contra imigrantes ilegais!


Foto:Todd Krainin/ The New York Times

Fontes: The New York Times, ABC - Espanha

O jornal The New York Times de ontem publica uma preocupante matéria que traduz a situação da assustada América de hoje.
Uma Associação de escoteiros que existe há 60 anos, com atividades na maioria dos estados americanos, dedicada também a cursos profissionalizante, ficou mais popular nos últimos tempos, devido a um programa de treinamento conhecido como “exploradores” destinados a jovens em sua maioria com idade não superior a 16 anos, que se torna um verdadeiro guerreiro moderno.

Os meninos americanos aprendem na prática, técnicas de combate a terroristas, traficantes, atiradores eventuais em ambiente escolar e combate a imigração ilegal, focado na fronteira mexicana. As cenas são montadas de forma mais realista possíveis, como nos treinamentos de tropas de elites, ministrada por especialistas com vasta experiência. A única diferença é que as armas utilizadas são quase sempre de ar comprimido, mas o curso inclui o manuseio, e utilização de armas de fogo reais.

Os responsáveis pelos programas garantem que as sessões de treinamento não se destinam a ser aplicadas fora dos limites do acampamento, onde as cenas criminosas são simuladas e combatidas com grande realismo e muita violência pelos jovens treinados que não vacilam nunca em atirar e aniquilar o inimigo. Não se pode evidentemente avaliar a repercussão dessa proximidade com a violência para garotos e garotas de tão tenra idade. Não se sabe se eles estão sendo preparados para se defender ou se os novos escoteiros americanos transformar-se-ão em personagens violentos, como parte da educação americana desses novos tempos, após o 11 de setembro.


Foto: Todd Krainin/ The New York Times
Cathy Noriega, 16 anos, admite sentir atração por armas. "Gosto do som dos tiros." – diz a adolescente, causando arrepios. Ela disse que pretende no futuro trabalhar com uma carreira que envolva a aplicação da lei.

Os instrutores dos “Exploradores” analisam casos reais ocorridos em território americano e procuram em pormenores reproduzir a situação do ataque a uma sala de aula de universidade, por exemplo, instruindo os alunos a evitar ou saber se defender em tais situações. Avalia-se que um exército de 135 mil jovens podem estar participando desses cursos no momento.

Teoricamente jovens de ambos os sexos, entre 14 a 21 anos, poderiam participar das atividades, mas na prática, há um grande contingente de meninos e meninas na faixa de 13 anos entre os praticantes.Ressalta o jornal que algumas mães são entusiastas do programa e não perdem um só jogo, e comparecem com fossem torcer num evento esportivo. Na verdade tudo funciona como um gigantesco e quase real vídeo game de guerra. Deus salve a América de si mesma!

sexta-feira, 13 de março de 2009

* No RS, MST sequestrou equipe da Imprensa!


Equipes do Grupo RBS são feitas reféns durante protesto


"A agência está fechada", gritavam os 54 agricultores ligados à Via Campesina que ocuparam a área de atendimento de uma agência do Banco do Brasil, em Erechim (RS), na tarde da última quarta-feira (11). Os manifestantes fizeram reféns 10 funcionários e 20 clientes, além de uma equipe da RBS TV e de uma repórter do diário gaúcho Zero Hora que cobria a manifestação.
Em princípio, o protesto, que visava chamar atenção para as perdas provocadas pela seca e para as dificuldades em saldar débitos dos insumos utilizados na safra, estava programado para acontecer às 10h, às margens da BR-153. No entanto, mudaram de ideia e se dirigiram ao Banco do Brasil.
Ao chegar à agência, um a um, os manifestantes tomaram a sala de autoatendimento do banco, onde ficam os caixas eletrônicos. "A gente veio pra ficar. Enquanto não tiver resposta de Porto Alegre ou Brasília, nós não vamos sair do banco", dizia Eliseu Dobrovolski, um dos coordenadores do movimento.
A repórter do jornal Zero Hora, Marielise Ferreira, disse ao Portal IMPRENSA, que ao se dar conta do que estava acontecendo, já era tarde. As portas da agência estavam fechadas. "A gente [reféns] requisitou a saída, mas não de imediato. Então, quando os Policias Militares cercaram a agência, pedimos que nos deixassem sair". Marielise diz que sempre teve liberdade durante as coberturas das manifestações do grupo e que o episódio é uma exceção.
Cristiane Rhoden, repórter da RBS - afiliada da TV Globo - contou que os manifestantes não interferiram em momento algum em seu trabalho e do cinegrafista Sérgio Vieira. "Pude fazer entrevistas e passagens dentro da sala de autoatendimento, sem problemas". Ela relata que o clima ficou tenso quando os policias anunciaram que, caso os manifestantes não liberassem os reféns, invadiriam o local. "Aí, eu fiquei um pouco preocupada com o que poderia acontecer caso eles invadissem", disse a repórter.
Ela salienta que os manifestantes não portavam armas de fogo, apenas enxadas, ferramentas agrícolas, faixas com dizeres de protesto e, alguns deles, tinham o rosto coberto, como usualmente fazem em suas manifestações.
Após duas horas de negociação, a porta foi aberta pelo grupo, os policias invadiram o local e determinaram: "manifestantes para um lado, reféns pro outro". Em um canto da agência, os 54 manifestantes. Do outro, Cristiane Rhoden, Sérgio Vieira e Marielise Ferreira. Os demais reféns, na parte de dentro da agência, foram libertados em seguida.
Ainda permanecem presos 39 manifestantes no Presídio Estadual de Erechim. Pessoas ligadas à Via Campesina e ao Movimento de Atingidos por Barragens se reuniram, na manhã desta quinta-feira (12), para decidir sobre novos atos de protesto no Rio Grande do Sul.

terça-feira, 3 de março de 2009

* Governo Lula financia MST!



O governo Lula já repassou ilegalmente R$47 milhões para os movimentos invasores de terra e similares



Fotomontagem



Fonte: O GLOBO



O governo Lula está financiando as invasões e a baderna ao repassar para os violentos movimentos sociais, tipo MST, verbas ilegais, proibidas por lei, numa gritante o malversação dos recursos públicos, que constitui crime.

O presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes pôs o dedo na ferida, ao denunciar o fato, convocando a responsabilidade o Ministério Publico Federal e os órgãos responsáveis pela fiscalização das ações do executivo.

O fato é que a legislação proíbe desde 2001 o repasse de verbas públicas para entidades que comandam invasões de terra.

O jornalista Evandro Éboli diz em matéria hoje no O Globo, que “o governo federal repassou, nos últimos sete anos, R$49,4 milhões para movimentos sociais invasores”, dos quais R$ 47 milhões no governo Lula.“Os recursos beneficiaram, principalmente, entidades ligadas ao Movimento dos Sem Terra (MST) e ao Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST). “De 2002 a novembro de 2008, foram registradas 1.667 invasões de terra no país, e o MST foi o que mais invadiu. Desde setembro de 2004, quando a Ouvidoria Agrária Nacional passou a identificar as entidades responsáveis pelas invasões, foram registradas 711 ocupações do MST - ou 66% de todas as ocupações no período.

Na lista dos beneficiados está também a Associação Nacional de Apoio à Reforma Agrária (Anara), ligada ao MLST, controlado por Bruno Maranhão, que comandou a invasão do Congresso, em 2006. A Anara recebeu R$5,6 milhões. Medida provisória editada no governo Fernando Henrique, além de proibir repasse de recursos, também vetou vistoria para fins de reforma agrária, durante dois anos, nos imóveis ocupados por sem-terra.

O Globo ouviu o Ministro do Desenvolvimento Agrário à época, o hoje deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) que corroborou que a lei não vem sendo cumprida pelo atual governo e explica como funciona o mecanismo da corrupção generalizada, onde os corruptos são encarregados de fiscalizar a si mesmos: “- A lei não está sendo respeitada. Essas entidades, atrás das quais movimentos como o do MST se escondem, continuam recebendo recursos. O INCRA nos estados é ocupado por pessoas do MST ou ligadas a ele. Como aplicar a lei contra eles mesmo?"

sábado, 28 de fevereiro de 2009

* MST afronta STF!




José Rainha, o chefe da guerrilha, pede ao Ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal, o mesmo tratamento dispensado ao banqueiro Daniel Dantas!





Ministro Gilmar Medes publicamente repreendido pelo bandido José Rainha







Como o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, disse com jeitinho, que quem repassa recursos a entidades que cometem atos ilícitos também está cometendo uma ilegalidade, referindo-se as invasões de terra feitas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no feriado de carnaval, em São Paulo e Pernambuco, (onde quatro pessoas foram mortas pelos guerrilheiros do MST).



Hoje foi rebatido pelo prestigiado chefe da guerrilha o intocável José Rainha que liderou a ocupação de 21 fazendas no Pontal do Paranapanema durante o carnaval, que cobrou do ministro o mesmo tratamento dispensado ao banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity e acusado de corrupção, durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, no ano passado e recebeu dois habeas corpus seguidos do Presidente do STF. Gilmar Mendes muito diplomático com os guerrilheiros do MST, na entrevista que irritou o líder da quadrilha do MST, quando questionado se o repasse de recursos que o Ministério do Desenvolvimento Social faz ao MST é ilegal, saiu de fininho para não polemizar, respondendo que quem deve analisar o caso é o Ministério Público.


Embora tenha afirmado em seguida que os movimentos sociais devem ter liberdade para agir, mas devem ter respeito pelo estado de direito.


“No estado de direito todos estão submetidos à lei, não há soberanos. Se alguém pode invadir sem autorização judicial ele se torna soberano, logo ele está num quadro de ilicitude”, explicou.

Rainha ensina ao Ministro que a invasão de terra não é um crime e disse que vai pedir ao senador Eduardo Suplicy (PT-SP) (foto) que intermedie um encontro com o Presidente do Supremo Tribunal Federal, o próprio Ministro Gilmar Mendes, possivelmente para lhe dizer alguns desaforos.


Óbvio que o poderoso e perigoso José Rainha está mais uma vez desafiando a justiça e insinuando que o Ministro soltou Daniel Dantas de maneira suspeita, é assim que faz sempre quando quer desqualificar uma autoridade.


Quando for questionado de novo, vai dizer que não falou bem assim, que não queria desrespeitar o ministro, que estava só pedindo de forma geral, que os pobres tivessem os mesmos direitos diante da justiça, que os ricos.


Isso é uma velha tática guerrilheira de atacar e soprar, pondo sob suspeitas as autoridades constituídas e tentar se equiparar a elas, exigindo de público que um senador da republica sirva de intermediario para uma reunião com ele.


Será uma bela reunião: um senador traído, um guerilheiro cínico, atrevido e condenado e a maior autoridade judiciária do país, que sofre da sindorme do habeas corpus.

Foto: Arquivo José Rainha e Daniel Dantas, no momento de prisões e depois soltos: dois belos exemplos de impunidade.



José Rainha não tem o que se queixar da Justiça, ele já obteve vários habeas corpus e também está em liberdade esperando recursos de condenações.


É verdade que o banqueiro Daniel Dantas foi preso duas vezes e acabou solto após habeas corpus concedidos pelo Ministro Mendes, mas foi condenado em dezembro a dez anos de prisão pelo juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Fausto de Sanctis, mas aguarda julgamento de recursos em liberdade.


Rainha foi bem menos incomodado pela justiça, do que merecia, tem contra si três condenações: porte ilegal de arma, incêndio criminoso e furto qualificado (ficou com R$ 1,4 mil de um assentado), juntas elas somam quase 13 anos de prisão.


Os dois estariam mais adequadamente instalados, em celas de presídios, longe da sociedade e do dinheiro público, que aguardando recursos em liberdade, continuando na prática criminosa.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

* Israelenses e palestinos tocam juntos em orquestra

Grupo toca em Berlim após concertos no Oriente Médio terem sido cancelados.


Enquanto o conflito entre israelenses e palestinos continua na Faixa de Gaza, um grupo de músicos mostra que a convivência pacífica entre os dois povos é possível.
Jovens israelenses e palestinos tocam juntos na orquestra West-Eastern Divan, que se apresenta em Berlim, na Alemanha, nesta segunda-feira.





Em uma entrevista coletiva, os músicos fizeram um apelo pelo fim da violência em Gaza.
"Tenho medo que o conflito não leve a nada, que se termine onde se começou, só que com muito menos pessoas vivas", afirmou o violinista israelense Guy Braunstein.
"Ninguém está fazendo nada de concreto para pressionar o governo israelense para suspender os ataques. Até na ONU a maioria dos países votou por um cessar-fogo, mas isso não foi respeitado", disse o violinista palestino Ramzi Aburedwan.
Fonte: BBC
Mais reportagens sobre o assunto "paz entre israelenses e palestinos":
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

* Clipe da Rainha da Jordânia conta o sofrimento em Gaza!


Rania al-Abdullah (na foto acima), chama a ação de Israel, contra a faixa de Gaza de "crime contra a dignidade humana", em video da ONU

Fonte:
Blog do Noblat, El Pais

Reconhecida como a primeira dama mais bonita do planeta e a mais engajada politicamente, a mulher do rei Abdalá, que é palestina, emprestou sua imagem para um anúncio com o qual a agência da ONU para os Refugiados Palestinos pede contribuições para socorrer o território bombardeado.

Com um tom grave, Rania, que é palestina, descreve em inglês o inferno na terra em que se converteu Gaza, uma das áreas mais densamente povoadas do mundo, depois dos ataques israelenses. Fome, sujeira, maus odores, ratos, explosões, medo... As palavras ditas pela Rainha vão aparecendo sobre um fundo negro até que no final se materializam em algumas imagens chocantes do conflito. Só no final aparece a Rainha com uma camisa branca e uma jaqueta azul, pedindo ajuda para os refugiados.

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Eis os vídeos da Rainha falando sobre Gaza:

Rania, esposa del rey Abdalá de Jordania, denuncia la destrucción de Gaza en un vídeo de la ONU llamado "Hell on Earth". En él, pide ayuda para los refugiados y describe la situación real de Gaza: hambre, sed, suciedad, explosiones... http://br.youtube.com/watch?v=2_cYojm5zgQ

AMMAN, Jordan, 5 January 2009 At a UNICEF-organized press conference here this morning, Her Majesty Queen Rania Al Abdullah made an urgent plea on behalf of all the civilians living in Gaza especially children for a humanitarian ceasefire and for the international community to do all it can to help alleviate the suffering.Queen Rania, who is UNICEFs Eminent Advocate for Children, was accompanied by UNICEF Regional Director Sigrid Kaag and other UN agency representatives. http://br.youtube.com/watch?v=dzDCXMUTNq0

Queen Rania speaks about the tragedy unfolding in the Gaza strip since the Israeli offensive began last week.Hundreds of people have been killed, including unarmed civilians, women and children. http://br.youtube.com/watch?v=y7y0Be6QMC4



Mais vídeos da Rainha da Jordânia:
2007 Skoll World Forum - Her Majesty Queen ... (9 min) www.youtube.com


Her Majesty Queen Rania Al Abdullah (10 min) www.youtube.com

* Relatos de um palestino que nao odeia Israel nem odeia judeus


Amigos,

Meu nome é Achmed Assef, sou palestino e vivo no Brasil atualmente.

Desde que iniciou novamente os conflitos no Oriente Médio, não se fala em outra coisa a não ser nesta guerra infeliz que tanto vem fazendo vitimas dos dois lados.

Nasci na Palestina, um pais que ainda não existe oficialmente e quando a situação ficou insustentável para minha família, tivemos o feliz e sagrado convite de um amigo de meus pais a virmos ao Brasil, e desde meus 5 anos de idade, moro neste lindo país acolhedor.

Quando digo que a situação na Palestina ficou insustentável, não estou me referindo aos inúmeros conflitos com o exército de Israel ou os religiosos judeus que mantinham suas casas lindas em território palestino, e que hoje essas mesmas casas foram tomadas a força pelos terroristas, mas sim de uma insustentabilidade provocada pelos próprios "governantes" palestinos em todos esses anos.

Para quem está no Brasil ou qualquer outro lugar do mundo, na seguranca de seu lar e de sua vizinhança não vai conseguir imaginar nunca o que é viver em Gaza. Somente de lembrar minha breve infância nas cidades em que vivi, me dá aperto no coração e vontade de chorar, porém, ninguém que está no conforto de seus lares também recebendo milhares de informações, fotos e noticias do atual conflito pode imaginar também o que é sentir-se traído por aqueles que se intitulam líderes palestinos.

Os líderes palestinos nunca quiseram um Estado. E eu posso falar isso em alto e bom tom, porque é uma verdade. Se quisessem teriam criado antes de 1948, quando ainda nao existia o Estado de Israel, se quisessem o teriam feito em 48 também quando a ONU decidiu pela criação de 2 Estados, mas nossos grandes líderes preferiram incitar o povo à violência de lutar contra os judeus do local a fazer lobby por um Estado palestino viável.

Não quiseram também os líderes palestinos quando os territórios, chamados "ocupados por Israel" e que hoje estão em sua grande maioria em nosso domínio, criar um Estado palestino. O que dizer então da mais recente escalada de violência, quando ocorreu a segunda intifada causada pelo grande líder Arafat que em 2000 rejeitou o melhor acordo de paz de todos os tempos propostos pelo premier israelense Ehud Barak e mais uma vez incitou ao povo palestino à violência e a brutalidade através de homens-bomba, enquanto a família do Sr. Arafat vivia com regalias, mordomias e riquezas em Paris, tudo fruto de doações dignas estrangeiras mas que nunca chegaram ao povo sofrido da Palestina.

Ao invés de comprar comida, água, remédios e oferecer uma vida digna e boa ao povo palestino, nossos lideres preferiram o caminho da violência, da brutalidade e da estupidez de promover o ódio e a discriminação contra o povo judeu, que se não são anjos, também não são demônios como pregam nossos líderes.

As mesmas criançaas que hoje morrem inocentemente no colo de suas mães, são as mesmas que recebem a criação e educação militar desde cedo a odiar Israel e o povo judeu, sabendo atirar com armas pesadas com menos de 5 anos de idade e ainda recebem a lavagem cerebral de se tornarem mártires, explodindo-se para causar ainda mais vítimas do outro lado.

Os líderes palestinos não possuem nenhum sentimento humanitário como se espera para uma população cansada e calejada de sofrimento. Pois se tivessem, não mandariam para o suicídio seus parentes e suas crianças, enquanto esses covardes assassinos escondem-se em outros países ou até mesmo utilizando escudos humanos dentro da população civil, como vemos hoje na faixa de Gaza.

O Hamas, que há muito tempo vem promovendo barbaries dentro e fora de Gaza, desde que em seu único ato inteligente na história, transformou-se em partido político somente para dar legitimidade ao seu terrorismo praticado diariamente nas ruas de Gaza, matou, perseguiu, torturou e aniquilou todos os "inimigos" do Fatah, o partido moderado que hoje é representado pelo incapaz Mahmoud Abbas.

Senhores, como pode um grupo terrorista, dizendo-se líder do povo palestino matar nossos irmãos??? Como entender que eles não estão defedendo nosso povo, mas sim seus próprios ideais que não refletem a opinião da maioria desse meu povo palestino? Matar palestinos somente porque não concordam com seus atos e idéias é arcaico e acima de tudo terrorista. Sobrou a Cisjordania para o Fatah e que se não tomarem cuidado, servirá de base para mais atos de violência dos terroristas do Hamas.

Vocês podem argumentar que os terroristas do Hamas praticam atos sociais e de solidariedade, mas nâo acreditem em tudo que vêem na mídia e muito menos em tudo que ouvem. Para que vocês consigam compreender, faço uma analogia com os traficantes no Rio de Janeiro, pois é legitimo o que eles fazem? Aliciar crianças inocentes para o tráfico de drogas, colocando armas pesadas em suas mãos? Acredito que não, mesmo que os traficantes promovam atos sociais e atos solidários com os moradores dos morros onde estão alojados. Continuam desrespeitando o direito de crianças crescerem com educação saudável e não para a guerra, como os terroristas do Hamas fazem hoje.

Amigos brasileiros que tanto respeito e tanto quero bem, faço um apelo como palestino, como muçulmano, mas acima de tudo como um ser humano que não aguenta mais ver a ignorância e a falta de conhecimento por parte de muitas pessoas neste lindo Brasil: Parem de atacar Israel, parem de atacar os judeus e também parem de achar que o povo palestino é somente de terroristas. Há muita gente boa, inocente e que não quer mais conflitos com os israelenses e não os odeiam, assim como não odeiam os americanos.

Muita gente lá, incluindo minha família está cansada de tanta dor e sofrimento e sabemos que devemos ter uma convivência pacífica com Israel, afinal, é de israel que vem nossa água, nossa comida, nosso trabalho e nosso dinheiro.

Israel inclusive nos oferece ajuda militar sabiam? Quando houve acordo com a Autoridade Palestina no governo de Arafat, a polícia de Israel treinou muitos de nossos homens que não queriam envolvimento com o conflito para que pudessem trabalhar na ordem de nossas cidades. Israel ofereceu treinamento para seus supostos inimigos, inclusive com armamento para que tivessemos nossa própria segurança.

Terroristas que tentaram e não conseguiram se explodir nas cidades de Israel, receberam atendimento médico nos hospitais israelenses!! E muitas das escolas em Israel promovem a educação igualitária com alunos palestinos e judeus, convivendo em perfeita harmonia e recebendo educação sadia e de respeito ao próximo. Diferentemente do que acontece em Gaza por exemplo.

Se nossos líderes nao fossem tão burros e estúpidos, nosso povo sofrido não teria mais o que reclamar, pois em Israel estão as maiores oportunidades para um palestino que vive em gaza ou Cisjordania e quem tem um mínimo de inteligência lá sabe que não vai conseguir nunca varrer Israel do mapa ou exterminar todos os judeus, como apregoam certos líderes maníacos do nosso lado.

Quanto ganharíamos se estivessemos do lado de Israel e dos judeus? Por que aqui no Brasil a convivência entre os dois povos sempre foi motivo de orgulho e quando estamos em sociedade ganhamos em tudo?

Meu tio recebeu visto de trabalho em Israel. Todos os dias levantava cedo e ia trabalhar em Israel e voltava de noite para sua casa em Gaza. Quando o Hamas tomou o poder a força e iniciou seus diários ataques às cidades israelenses, meu tio perdeu o emprego e a fronteira foi fechada. A culpa é de Israel? Do meu tio que nunca odiou os judeus? Não, a culpa é dos terroristas do Hamas. Meu tio hoje continua não odiando os israelenses nem os judeus. Vive na Síria, onde a situação não é das melhores mas lá não há grupos terroristas como o Hamas ou o Hezballah que somente acabam com a vida dos cidadãos de bem.

O povo palestino foi expulso de diversos países chamados "amigos dos palestinos", incluindo Jordania, Libano, Siria e Libia. O Egito fecha sua fronteira com Gaza porque não nos querem por lá, inclusive no tratado de paz com Israel, na devolução do Sinai ao Egito, foi oferecido por Israel devolver Gaza também e os egipcios não quiseram porque chamaram de terra sem lei e o pior lugar do mundo para se viver.

Por que países fortes e com um território gigantesco como Arábia Saudita, Jordania, Irã e outros não tão grandes mas muito ricos, como Kweit, Emirados Arabes ou Catar não nos recebem de braços abertos? Preferem somente financiar atentados terroristas e mandar todo seu dinheiro para líderes palestinos terroristas e que não pensam no bem estar da população mas somente em enriquecimento próprio e incentivo ao ódio e intolerância?

Por isso, meus amigos, escrevo esta mensagem. Sei que esta carta não vai fazer nenhum dos dois lados pararem com o atual conflito e muito menos mudar o pensamento dos líderes que hoje determinam o rumo do meu povo palestino, mas se servir para fazer o povo brasileiro pensar nisso e entender que não precisamos importar um conflito que não serve pra nada aqui e também para que todos vocês realmente entendam quem são os principais responsáveis pela matança generalizada que ocorre atualmente em Gaza, fico feliz.

Israel nao é culpado, estã se defendendo dos irresponsáveis líderes terroristas palestinos que diariamente ataca nosso vizinho com seus nada caseiros foguetes para depois se esconderem atrás de mulheres e crianças, colocando toda a culpa nos israelenses, enquanto esses terroristas que infelizmente também são palestinos covardemente se escondem em áreas altamente populosas para causar ainda mais mortes e ganharem fotos sensacionalistas nos jornais do mundo todo.

O povo palestino também não é culpado, o povo palestino, tirando esses terroristas que são minoria quer a paz, quer o convivio pacífico com israel e com os judeus. Quer uma vida digna e viver em seu território chamando-o de lar, sem precisar fugir para qualquer outro país maravilhoso como o Brasil como eu fiz, pois a Palestina é o melhor lugar para viver um palestino.

Pensem nisso antes de escolher algum lado no conflito, mas acima de tudo, escolham o lado da paz, da tolerância e do respeito com quem quer que seja.

Grato,

Achmed Assef