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quarta-feira, 10 de julho de 2013

* Militares fortalecendo crime ambiental no Xingu!


O Ministério da Justiça publicou uma portaria na edição desta quarta-feira (10/07) do Diário Oficial da União autorizando a prorrogação do emprego efetivo da FNSP (Força Nacional de Segurança Pública) por tempo indeterminado no sul do Pará. O objetivo é assegurar a continuidade das obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, localizado nas proximidades da cidade de Altamira (PA), no rio Xingu.

O ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardoso, tomou a decisão após pedido do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (através de aviso ministerial publicado em 26 de junho), que considerava a presença da FNSP fundamental para a continuidade das obras ou, como consta no texto “para o fim de garantir a incolumidade das pessoas, do patrimônio e a manutenção da ordem pública nos locais em que se desenvolvem as obras, demarcações, serviços e demais atividades atinentes ao Ministério de Minas e Energia”.

O artigo 2.º da portaria garante que as forças de segurança poderão ficar o tempo que o Ministério das Minas e Energia achar necessário. “O prazo do apoio prestado pela FNSP poderá ser prorrogado, se necessário, conforme o art. 4º, § 3º, inciso I, do Decreto nº 5.289, de 29 de novembro de 2004”.

O projeto de Belo Monte contra com forte oposição de ambientalistas e das comunidades indígenas locais, que terão de ser removidas do local. As pressões levaram a diversas reduções do projeto original, que previa a construção de várias outras barragens no rio Xingu, e uma área alagada muito maior dos os 516 quilômetros atuais – em 2008 ficou decidido que o rio teria apenas uma barragem. A barragem está prevista para começar a operar em 2015, mas as obras deverão continuar até 2019.

terça-feira, 9 de julho de 2013

* Manifesto parou obras da Barragem de Serro Azul!

Quinta-feira, dia 24 de Janeiro de 2013, nossa reportagem presenciou um Manifesto de moradores do Engenho Verde e vizinhanças, motivados por revoltas sobre a interdição da Rodovia PE 103 e consequente construção de um mal feito desvio. Enquanto a construtora empreiteira construiu uma estrada de melhores condições que passa pela obra da barragem e dá acessos aos Engenhos Canário e Verde. 
Esse mesmo desvio tem ramificação rumo a Cidade de Bonito, lugar repleto de ecoparques e rico em ecoturismo. Provocando um prejuízo grande aos econegócios. 
Outro grande problema é o estrangulamento do escoamento da produção agrícola que precisa chegar a várias cidades via aquela rodovia bloqueada. 
Os moradores revoltados também porque além de íngreme, o desvio tem percurso de 7 km até o Engenho Verde, num percurso com terreno muito acidentado, perigoso (os automóveis e motos precisam diminuir muito a velocidade de tráfego o que facilita a ação dos ladrões, algo a provocar alguns assaltos ocorridos) e não colocaram sequer britas no percurso de barro fofo, onde as motocicletas trafegam com dificuldades. Qualquer chuva transformará a estrada num grande atoleiro. 
Os transportes coletivos alternativos que iam até ao Engenho Verde via Rodovia PE 103, não mais chegam ao local, por não querer trafegar no perigoso dificultoso desvio. Isso isolou o povo dos lugarejos. 
E a empresa construtora empreiteira autorizou a população trafegar na estrada construída que passa dentro da construção da barragem, cedendo selos de acessos aos moradores. Mas hoje estavam proibindo tal tráfego. 
Diante da repressão sofrida, a população fez o manifesto em repúdio aos desrespeitos sofridos provindos das obras mal elaboradas pela Empresa Construtora Empreiteira da Barragem de Serro Azul. 
Um policial militar conversando com os manifestantes
e moderando a situação.

— em Distrito de Serro Azul -
Município dos Palmares - PE
.
Naquele dia, uma senhora esposa de um líder do Engenho Verde foi impedida de passar pela estrada por dentro das obras da barragem e não pôde ir ao Hospital retirar os pontos de uma cirurgia. Além disso, os agricultores sem poder levar à feira de Palmares seus produtos porque é impossível usar o desvio feito para eles cuja péssima estrutura citamos. 
Se a empresa construtora empreiteira não resolver o problema os moradores do Distrito de Serro Azul farão movimento maior e terão reações mais contundentes contra os opressores. Isso foi deixado claro hoje durante o manifesto, quando interromperam a estrada de acesso ao canteiro de obras da barragem; colocando pedregulhos e queimando pneus em vários trechos, enquanto gritavam reivindicações.
Nossa reportagem gravou tudo em vídeo e disponibilizará aos internautas leitores do nosso Jornal:



Durante o dia 24 de Janeiro de 2013 houve mais um manifesto de moradores do Distrito Serro Azul, numa revolta contra os sofrimentos deles por motivos de ações da construção da Barragem.
Queimaram pneus, colocaram pedregulhos na estrada, impedindo tráfego de veículos na estrada que corta o canteiro de obras da Barragem de Serro Azul.
Os moradores revoltados porque foram isolados sem poder levar suas produções rurais para as feiras de Palmares, entre outras coisas...

Entrevista cedida dia 23 de Janeiro de 2013, quando a Irmã Sandra Leoni (da Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas) relatou um resumo do que testemunhou durante 2 anos que acompanha os sofrimentos da população do Distrito de Serro Azul (principalmente do Engenho Verde) - Palmares - PE.
Os moradores daquele Distrito palmarense sofre agruras devidas à construção da Barragem de Serro Azul, obra do Governo do Estado de Pernambuco que está depredando o ecossistema e desrespeitando Direitos Humanos. 
Antes mesmo de iniciar as obras, o povo daquele lugar sofre fome e desamparos governamentais.


Reportagem realizada dia 23 de Janeiro de 2013, no Engenho Verde, com imagens sobre a situação dos pagamentos de idenizações e das transferências mal elaboradas dos moradores, expulsos de suas terras por motivos das obras da construção da Barragem de Serro Azul (obra do Governo do Estado de Pernambuco).
Camponeses revoltados, realizando manifestos pelos desrespeitos à biodiversidade e aos Direitos Humanos!


Devida a construção da Barragem de Serro Azul, foi construído um desvio absurdo e mal estruturado que ocasionou vários manifestos da população do Distrito de Serro Azul, em Palmares - PE.
Esse desvio está ocasionando podamentos de acessos aos ecoparques de Bonito e o escoamento da produção agrícola de quem ainda teima plantar alguma coisa naqueles arredores.
Nossa reportagem (Jaorish do GRUCALP e Irmã Sandra Leoni da Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas) trafegaram de moto pela estrada de desvio, acompanhados do líder Presidente da Associação de Moradores do Engenho Verde, Sr. José Ferreira e a filmagem está nesse vídeo.

Nossa reportagem se infiltrou nas obras da Barragem de Serro Azul e filmou algumas cenas da devastação ambiental.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

* BARRAGENS: OUTRO CRIME AO NOSSO MEIO AMBIENTE

O CRIME NÃO É SOMENTE AO TRAZER USINA NUCLEAR PARA NOSSO ESTADO DE PERNAMBUCO. HÁ O PROJETÃO NACIONAL DAS BARRAGENS.
ENQUANTO A EUROPA DESCARTA USINAS NUCLEARES E BARRAGENS ESSES PROJETOS CRIMINOSOS AO MEIO AMBIENTE SÃO IMPLANTADOS NO BRASIL!

NOSSO JORNAL CONTINUA ENGAJADO NA CAMPANHA DE PRESERVAÇÃO DOS ECOPARQUES E DO PATRIMONICO CULTURAL DE SERRO AZUL E ARREDORES.
E EIS REPORTAGEM COM ESPECIALISTAS DEFENDENDO A PRESERVAÇÃO E MOSTRANDO OUTRAS ALTERNATIVAS QUE NÃO DESTRUAM OS ECOPARQUES E O BELO CASARÃO DO ENGENHO VERDE ONDE NASCEU HERMILO BORBA FILHO:

http://sosriouna-e-ecoparques.blogspot.com/2012/01/movimento-ambientalista-se-mobilica.html

sexta-feira, 15 de julho de 2011

* Brasil quer reservas para proteção de baleias no Atlântico Sul

Criar grandes zonas protegidas onde as baleias possam viver sem medo de arpões, mesmo que a moratória vigente sobre a caça de cetáceos seja suspensa, é o objetivo de países como Brasil e Argentina, conscientes de seu potencial turístico.

Durante a reunião anual da CBI (Comissão Baleeira Internacional), que ocorre até quinta-feira na ilha de Jersey, Brasil e Argentina colocaram novamente na agenda do dia um projeto de refúgio para o Atlântico Sul, que se somaria a duas grandes reservas já existentes, no oceano Índico (desde 1979) e no oceano Austral (1994).

"A finalidade de uma reserva é fortalecer a moratória. Se um dia ela se abrir, serão conservadas grandes porções de oceanos fechadas à caça comercial", explica Vincent Ridoux, membro do comitê científico da CBI, a única instância de gestão dos grandes cetáceos.

No entanto, há poucas probabilidades de que esta proposta seja adotada neste ano. "Isso faz parte das coisas que os japoneses rejeitam sistematicamente", destacou Ridoux, membro da delegação francesa em Jersey.

O Japão continua capturando todos os anos pequenos rorquais na reserva do oceano Austral, no âmbito de sua caça chamada científica, diante da ira dos defensores dos cetáceos.

Para nós, o mais importante é enviar um sinal político e conservar o tema na agenda do dia", destacou o responsável da delegação brasileira, Marcus Paranagua.

ESPÉCIES BENEFICIADAS

Uma reserva no Atlântico Sul seria útil para "ao menos sete espécies, entre as quais encontram-se a baleia azul, a baleia jorobada, a baleia franca e o rorqual comum", segundo Javier Rodríguez, professor de biologia da Costa Rica e fundador da Fundação Promar.

A criação de uma nova grande reserva no Atlântico Sul, cujo trecho iria do Equador até os limites do oceano Austral, permitiria sem dúvida proteger de forma mais eficaz as baleias que percorrem milhares de quilômetros.

"A baleia jorobada, por exemplo, passa sua temporada de reprodução nas águas quentes, e depois sua temporada de alimentação nas águas frias, o que significa que o refúgio do oceano Austral não é suficiente para esta espécie", explicou Willie McKenzie, militante britânico do Greenpeace.

"Ao criar uma reserva maior, você protege todo o ciclo vital da baleia", acrescentou.

Além da simples preservação das baleias, o "objetivo dos países sul-americanos, apoiados pela África do Sul", é também "desenvolver uma atividade turística sobre uma população de baleias com boa saúde", lembrou Vincent Ridoux, referindo-se à observação destes cetáceos.

Para muitos países que não são caçadores, as baleias permitem em primeiro lugar atrair os turistas.

Segundo um estudo, o primeiro deste tipo, apresentado durante a reunião da CBI em Agadir, em 2010, esta atividade poderia arrecadar potencialmente US$ 3 bilhões anuais e criar 24 mil empregos no mundo.

Esta perspectiva também explica a razão de, regularmente há cerca de dez anos, os sul-americanos apoiarem este projeto, que para ser adotado deve obter a aprovação de três quartos dos 89 membros da CBI.

Não há dúvida de que voltará a se falar da reserva do Atlântico Sul no próximo ano, durante a próxima sessão da CBI, que será realizada no Panamá.


Fonte: France Presse

Data: 14/7/2011 16:49:51

sexta-feira, 13 de maio de 2011

* Morador do Distrito de Serro Azul diz que comunidades são contra barragem

Após Reunião da Articulação Municipal de Entidades dos Palmares (AME - PALMARES) o Sr. Severino Lima (popularmente conhecimo como Vero), expressou indignação sobre Governador anunciar construção de barragem gigante no Engenho Verde, Distrito de Serro Azul, Palmares - PE. Ele é morador da localidade e disse que o povo está revoltado principalmente porque não houve estudos de impactos ambientais e culturais e a população não foi ouvida, apenas soube da notícia.


Outro assunto abordado foi que há dívidas de desapropriações há anos. Governo foi caloteiro com moradores de Serro Azul e por isso existe descredibilidades sobre como os moradores serão ressarcidos nas idenizações provindas das despropriações para a construção da Barragem no Engenho Verde.
Qual motivo o Governo do Estado de Pernambuco decidiu destruir uma área rica de belezas naturais onde existem ecoparques atraindo turistas para nossa Região e grande produção agrícola desenvolvendo?
Se o Governador Eduardo Campos diz não governar de costas para o povo, esse caso da barragem de contenção prova ao contrário porque as comunidades que serão inundadas não foram contactadas. O povo é cônscio sobre as consequências. Principalmente porque Serro Azul é região com ecoparques (que serão destruídos pelas barragens), local de turismo rural de grande beleza natural, além de ter desenvolvido diversidade agrícola e abastece Palmares e cidades dircunvizinhas com seus produtos agrícolas (produção de bananas, inhames, acerolas, principalmente).
A AME - PALMARES está solidária e concorda em manter uma luta em prol de salvar aquela área ecológica e história (há um casarão no Engenho Verde, onde nasceu Hermilo Borba Filho e que teve arquiteto Louiz Vauthier, o mesmo que projetou o Theatro de Santa Izabel do Recife).
Quando vemos que o povo da localidade tem informações sobre as consequências e os Órgãos Públicos Estaduais da área de preservação ambiental e hnistórica não agem, acusamos irresponsabilidade do Governo.
CLIQUE AQUI E LEIA SOBRE PRIMEIRA REUNIÃO DA AME-PALMARES SOBRE CRIAÇÃO DE UM FÓRUM DE DISCUSSÃO PARA A RECONSTRUÇÃO DA CIDADE DOS PALMARES - PE!
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