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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

* Gastam-se bilhões em propinas nas negociatas politiqueiras no Brasil!




Soma se refere a 'comissões' pagas por Alstom e Siemens desde os anos 1990 em dezenas de países do mundo, incluindo o Brasil 
Dados de investigações realizadas na Alemanha, na Suíça, no Reino Unido, na França e nos EUA mostram que possíveis acertos em licitações e pagamentos de agentes públicos envolvendo a Alstom e a Siemens totalizam R$ 3 bilhões desde os anos 1990. As duas empresas são suspeitas de repetir o esquema de cartéis também no Brasil, a partir da mesma década, conforme documentos sigilosos do Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade) revelados nos últimos dias. Naquele período, as multinacionais se valiam de uma brecha legal em seus países de origem. Até o início da década de 2000, não existiam normas na Europa que proibissem o pagamento de propinas a funcionários públicos estrangeiros. Dessa forma, a alemã Siemens e a francesa Alstom argumentavam estar dentro das regras. Propinas eram chamadas de "comissões".
Os métodos utilizados por diversas empresas eram similares, segundo o resultado das investigações internacionais. A partir de dezenas de companhias registradas em centros offshore, eram realizados os pagamentos das "comissões" por serviços de "consultorias". Diretores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na época do governo do tucano Mário Covas (1995-2001) são suspeitos, por exemplo, de receber propina via essas offshores. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) adotou a proibição de subornar funcionários públicos estrangeiros em 1997. Diversos países demoraram para implementar suas próprias leis.

Leia Governo de São Paulo deu aval a cartel no metrô, diz jornal

A Suíça, por exemplo, passou a considerar o suborno como crime apenas no em 2003, 25 anos após a adoção de uma lei parecida nos Estados Unidos. As investigações mostraram, porém, que a prática não parou. Uma apuração realizada pela Alemanha em colaboração com os EUA revela que, no total, a Siemens usou US$ 1,3 bilhão para subornar pessoas. No total, 4,2 mil transações foram registradas pela empresa para o pagamento de subornos pelo mundo até o final dos anos 2000.
Medidas
No caso da Alstom, um processo liderado pelo Ministério Público da Suíça condenou a empresa a uma multa milionária por pagar propinas para funcionários públicos de outros países para obter contratos de licitação. A decisão foi tomada no final de 2011, depois de dois anos de investigação que incluiu a avaliação de contratos da empresa em 15 países diferentes. A conclusão foi de que a empresa não teria tomado as medidas necessárias para evitar que funcionários públicos da Letônia, Tunísia e Malásia fossem alvo de propinas.
A investigação constatou que foi graças ao pagamento de propinas para funcionários públicos que a Alstom conseguiu influenciar autoridades a dar contratos milionários para a empresa francesa. Para fazer esse dinheiro chegar ao destinatário, a Alstom contratava um consultor que, por meio de acordos em contratos públicos, repassava o dinheiro aos funcionários públicos. Na sexta-feira, o Ministério Público de São Paulo abriu inquérito criminal para investigar o esquema de cartel nos governos tucanos. Já há 45 inquéritos civis. Não há previsão para o envio dos casos à Justiça.
Qual sua opinião sobre o assunto?
Fonte: Estadão

* Na maior cidade da União Europeia, nem o prefeito tem direito a carro oficial.


Prefeito e vereador de Londres ganham vale-transporte em vez de carro


Na maior cidade da União Europeia, nem o prefeito tem direito a carro oficial. Eleito em 2008 para governar Londres, Boris Johnson costuma se deslocar para o trabalho de metrô ou de bicicleta.
Ele e os vereadores da capital britânica recebem um vale-transporte anual válido para ônibus, trens e metrô. Ao tomar posse, todos são avisados de que o uso do transporte público é quase uma das obrigações do cargo. 
As regras da prefeitura e da London Assembly, equivalente londrino à Câmara dos Vereadores paulistana, são bem claras quanto à ausência de motoristas e carros oficiais: "O prefeito e os membros da London Assembly têm o compromisso de usar o transporte público", diz um documento.
Boris fez da austeridade uma poderosa arma de marketing. Colou sua imagem ao cicloativismo, uma bandeira cada vez mais popular no Reino Unido.
Além de aparecer em público de capacete, ele virou garoto-propaganda do programa de aluguel de bicicletas nas ruas da cidade, uma aposta para reduzir as viagens de carro e até de ônibus em pequenas distâncias.
O município só reembolsa despesas com táxi caso as autoridades provem que não puderam optar por uma opção mais barata. 
Depois de aprovadas, as prestações de contas podem ser acessadas por qualquer cidadão na internet (os dados da Câmara e da Assembleia de São Paulo também estão na rede).
No ano passado, por exemplo, Boris recebeu R$ 382 de reembolso por quatro viagens de táxi.
Qual sua opinião sobre o assunto?
Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

* Papa aprova medidas contra a lavagem de dinheiro no IOR, mas operação é de risco


Tiro ao alvo – O argentino Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, aprovou nesta quinta-feira (8) novas medidas de combate à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e à proliferação de armas de destruição em massa, informou o Vaticano.
Por meio de um decreto papal (Motu Proprio), o pontífice reforçou as atribuições da Autoridade de Informação Financeira (AIF), criada em 2010 pelo antecessor e papa emérito Bento XVI, agora com a incumbência de avaliar e aprovar todos os serviços de natureza financeira que tenham origem e destino nas diferentes instituições que integram o organograma do Vaticano.
As leis do Estado do Vaticano estendem-se aos ministérios, organismos e instituições dependentes da Santa Sé e às organizações sem fins lucrativos, como a Caritas, que estão relacionadas à Igreja Católica.
À AIF foi atribuída uma nova função de avaliação e aprovação de todos os organismos que “realizem atividades de natureza financeira, em resposta a uma recomendação da Comissão Moneyval [de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo], do Conselho da Europa”, destaca o comunicado.
O “Motu Proprio” confirma o empenho do novo chefe da Igreja Católica para garantir a transparência do Vaticano, especialmente nos assuntos relacionados ao “Istituto per le Opere di Religione (IOR)”, também conhecido como Banco do Vaticano e palco de um sem fim de escândalos e crimes ao longo das últimas seis décadas.
O decreto papal representa “a continuidade e uma ligeira extensão” em relação ao Motu Proprio, de 30 de dezembro de 2010, do papa Bento XVI, explicou aos jornalistas o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.
“É um instrumento que dá [aos parceiros internacionais como a Moneyval] a garantia de que o caminho escolhido vai adiante. No mundo atual, trata-se de resistir a formas, cada vez mais insidiosas, de criminalidade financeira. E nós devemos estar à altura desses desafios para proteção da legalidade, não podemos ficar para trás”, disse o porta-voz.
As medidas juntam-se à criação, em abril, de um grupo de oito cardeais para aconselhar o papa no governo da igreja e estudar um projeto de revisão da Cúria Romana, e à constituição da comissão de investigação, em junho, para reformar o Banco do Vaticano.
Detalhe estranho
Entre as novas medidas adotada pelo pontífice, pelo menos uma chama a atenção. A do combate à proliferação de armas de destruição em massa. Primeiro é preciso saber qual é a definição do Vaticano para armas de destruição em massa. A partir de então será possível definir o foco dessa medida.
A estranheza está no fato de o diretor-geral do Banco do Vaticano, o advogado alemão Ernst von Freyberg, nomeado para o cargo por Bento XVI, ter ligações com um estaleiro especializado em navios de guerra.
Perigo na Praça São Pedro
Como já noticiou o ucho.info, acabar com o crime organizado que atua no intramuros do Vaticano é uma operação tão delicada quanto extirpar um tumor que cresceu na aorta. Caso a cirurgia não seja realizada com precisão de relojoeiro suíço, a morte por hemorragia do paciente é absolutamente certa.
As quadrilhas que há décadas atuam nas coxias da sede da Igreja Católica sempre contaram com a impunidade e a conivência cada vez maior de clérigos que sob a batina escondiam a essência criminosa. Tanto é assim, que Albino Luciani, o papa João Paulo I, foi assassinado após 33 dias de papado porque decidiu promover uma profunda faxina no Vaticano, começando pelo IOR.
Seu sucessor, o polonês Karol Józef Wojtyła, papa João Paulo II, foi alvo de um atentado, na Praça São Pedro, operado por Mehmet Ali Agca, braço avançado da máfia Urca na Itália. Os religiosos que integravam o staff de Wojtyla sabiam do perigo que representava a exposição do papa ente a multidão, mas agiram em conluio com os criminosos.
O alemão Joseph Ratzinger, papa Bento XVI, sucessor de Wojtyla, renunciou ao comando da Igreja Católica porque com o passar do tempo percebeu o risco que corria ao tentar eliminar os bandidos da Santa Sé.
Jorge Bergoglio não está livre de se tornar alvo desses criminosos profissionais que há mais de meio século frequentam as entranhas do Vaticano. Nesse período, o IOR funcionou como uma quase insuspeita usina de branqueamento de capitais, operada por um grupo de bandidos de todos os naipes que cooptaram religiosos com aptidão para o crime.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

* Vai promover um manifesto contra a corrupção? Veja aqui como cadastrar no Movimento Nacional!

Cadastro para manifestações


   Preencha os dados a seguir e envie paracontracorrupcaomovimento@gmail.com.

Desse modo, você será individual e antecipadamente informado sobre manifestações, podendo contribuir na organização, na divulgação e no comparecimento às mesmas.

   A associação ao Movimento Contra Corrupção é gratuita, não há qualquer custo de inscrição ou mensalidade.



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Contamos com a sua participação. 

* "Por que lutar contra a corrupção?"

Entrevista concedida por um dos fundadores do MCC

Um dos fundadores do MCC, Ernani Fernandes, concedeu uma entrevista para TCM de Natália Felício no âmbito de curso de Técnico em Publicidade do SENAC. A leitura do conteúdo a seguir é essencial para a compreensão de nossa atuação, de nossos objetivos e ideais.

Quando foi fundado e o que motivou vocês a criar o MCC?

  O MCC foi fundado em 16 de janeiro deste ano (2013).
  Entre as motivações, podem-se citar várias: a constatação do estado deletério do cenário político brasileiro coetâneo, a percepção do caráter tendencioso dos meios de comunicação, aventando a necessidade de uma forma de divulgação de informações isenta, a ausência de mecanismos e grupos contra a corrupção apartidários, impessoais, ativos, confiáveis e abertos, de modo a unir a população em torno do problema, ensejando formas de combate, a ausência de conscientização a respeito do problema, a demanda por uma atuação que externe e ensine valores como cidadania, apreço pela civilização, honestidade social, laboral e política, imparcialidade, a necessidade de uma estrutura organizada e perene para união da população no que toca a tais problemas, a necessidade de estruturas para o combate à corrupção em diversos âmbitos, tanto federais quanto estaduais ou municipais, a urgência de meios de divulgação, para  o cidadão comum, de direitos, materiais legais e deveres, a necessidade de promoção de estudos focados, a necessidade de um meio livre para denúncias de corrupção, um corpo de apoio a testemunhas, conscientização a respeito da importância do voto e do funcionamento do sistema eleitoral, necessidade de grupos estaduais e municipais despidos de interesse partidário, colimando atuação em prol do bem comum, um modo de divulgação de obras a respeito da temática, entre muitos outros.
  Haja vista a gravidade do problema, cremos que os meios de contraposição a tais práticas são, ainda, incipientes, iniciais. Nosso intuito é colaborar para tal atuação política, de modo a minorar, ainda que não se erradiquem, todos os danos advindos.


Por que devemos lutar contra a corrupção?

  A corrupção consiste em um mal de natureza ímpar, afetando, de modo substancial, as mais diversas expressões e condições da sociedade, do poder e da economia. Conforme estudo que citarei adiante, as subtrações decorrentes de tais desvios seriam suficientes, consoante alguns cálculos singelos, para a resolução de problemas crônicos do país de modo, senão imediato, extremamente rápido e tempestivo.
  A corrupção macula os valores sociais, morais, cívicos e civilizacionais, divide a população, desprestigia a ética, destitui o Estado de legitimidade, prolifera a valorização do ilícito, subtrai a lógica de atuação da Administração Pública, subverte planos e projetos, promove a indiferença, acentua a ilegalidade. O discurso político passa a tender à teatralização, pois que, em simulacro, planejam-se ações, mas as mesmas não são concretizadas por causa de desvios e outras deturpações. “Desliga-se” a fraternidade, a solidariedade e a confiança necessária entre cidadãos comuns e agentes do Estado. Muitos passam a se desinteressar da política, inclusive pela ojeriza despertada. Cria-se espaço para o desenvolvimento do crime organizado, o qual tende a ser dimanado para outros “ramos”, que por sua vez também afetam a sociedade de maneira bastante detrativa. Os montantes desviados tendem, inclusive, a ser aplicados no exterior, implicando não apenas o desvio de propriedade e usufruto no âmbito interno do país, como também a subtração de divisas do país como um todo.
  Deve-se entender que de nada adianta a luta pela educação, pela saúde, por maior segurança pública, pelo desenvolvimento econômico, pela melhoria nas condições da população, se o capital necessário à adequada persecução de tais fins é subtraído do erário. Como afirmado, tais lutas, quando concomitantes a uma contextura de corrupção endêmica, tendem inclusive a se tornar inermes, posto que são amputadas pelo desvio, pelo atraso, pela carência de recursos, pela manipulação, entre outras consequências da corrupção. Portanto, tais lutas sociais devem ser, ao menos, conjugadas, sob a pena de, em caso contrário, apresentarem-se inúteis, quando não teatrais. Ademais, é a corrupção um dos maiores - senão o maior - fatores de concentração de renda e geração de miséria, de forma que um combate verdadeiro e sincero a diversas mazelas sociais deve passar, necessariamente, pela correção de tais patologias no âmbito do Estado e da sociedade: tanto para que haja eficácia e efetividade das ações estatais, quanto para que não se torne, o próprio Estado, um pólo de subversão dos escopos sociais basilares.
  
Houve algum motivo específico, pessoal ou de terceiros, que estimulou a criação do MCC?

  Predominou a necessidade vigente no meio social, como o arrolado acima, mais que motivações específicas. De todo modo, em termos pessoais, o aprofundamento no problema da corrupção, o conhecimento a respeito de todas as avarias causadas à sociedade findou por nos instigar a tomar atitudes a respeito. No meu caso, em específico, também o fato de ter estudado em uma instituição pública (estou me formando no curso de Direito do Largo de São Francisco/USP) influiu para o sentimento de que eu detenho certa dívida para com a sociedade, na medida em que tive acesso, de modo gratuito, a estudos e informações não tão facilmente disponíveis ao cidadão comum, sendo isso financiado, “bancado”, pelos mesmos. Um impulso adicional consistiu no esforço para fazer valer o investimento em mim realizado pela sociedade, uma espécie de “contraprestação” pelos benefícios que recebi.
  Ademais, a fundação do movimento foi concomitante à notícia da esperada gravidez de minha esposa, o que, de certo modo, passou a influir, de modo mais categórico, para o surgimento de pensamentos a respeito da realidade do país. Passei a, de modo talvez mais sério que antes, refletir sobre a condição do país, sobre de que forma poderia contribuir para que se erigisse um país mais justo, próspero e mesmo civilizado para o crescimento de minha filha e, quem sabe, de outros descendentes.




Quais objetivos a serem alcançados? Quais resultados já obtiveram?

  Além de prestar contributo para sanar os problemas citados na primeira resposta, uma parcela razoável de nossos objetivos pode ser acessada nestes links:
  Quanto aos resultados, ainda que tenhamos usufruído de pouco tempo desde a fundação, podemos citar alguns resultados amealhados até o momento:
1.     Criação de um grupo focado de estudos sobre a corrupção e modos de combate: o GECCOR.
2.     Alcance em conscientização da população: com nossa atuação nas redes sociais, por exemplo, atingimos cerca de 17 milhões de pessoas por semana, com conteúdo crítico, informações, notícias, incentivos ao desenvolvimento e à cidadania, reunião de cidadãos, entre outros.
3.     Divulgação de legislação pertinente, tal como a Constituição Federal, a Lei de Acesso à Informação, entre outros (atingindo, também, dezenas de milhões de pessoas).
4.     Criação do Portal Auditoria Popular, um meio de controle, pelos cidadãos - de modo simples e organizado - dos gastos públicos.
5.     Organização e promoção de manifestações, inclusive de iniciativas parceiras, como o “Fora, Renan!”, a “Marcha Contra a Corrupção”, o “Dia do Basta”, entre outros.
6.     Divulgação de problemas legais e petições para assinatura, tais como contra a assunção de políticos a cargos, pela elaboração de leis relativas ao combate à corrupção, contra a PEC 33 e a PEC 37, entre outros.
7.     Criação de organizações estaduais para controle regional e, também, municipalizado (Projeto Seccionais).
8.     Colaboração para a divulgação de outros projetos.
9.     Divulgação de entrevistas, livros e estudos a respeito do tema, contribuindo para agregar conhecimento e informações para o debate.
10.  Divulgação de denúncias, movimentos e manifestações ignorados total ou relativamente pela “grande mídia”.
11.  Entre outros.

Vocês imaginavam que o MCC tomaria tamanha proporção?

  Creio que seja um questionamento complexo, tendo em vista que supõe, de certa maneira, que atingimos um patamar bastante alto. É certo que, inclusive pelo referido na pergunta anterior, que já atingimos alguns resultados bastante atípicos.
  No entanto, cremos que todo o nosso trabalho ainda é incipiente, inicial. A participação dos cidadãos deve ser acrescida e acentuada. Todos os projetos estão começando, além de outros ainda não iniciados, como a criação de uma biblioteca de estudos sobre corrupção, sociedade e política, uma sede para o movimento, na qual seriam ministradas aulas sobre auditoria, controladoria, formação de instrutores cívicos, formação de estudiosos e investigadores especializados no tema, entre outros. Ademais, precisamos continuar a luta pela aprovação de dispositivos legais, pela aprovação de outros etc.
  Deve-se entender que a luta pela probidade nos meios públicos é perene, devendo ser contínua, ininterrupta. Assim como os valores da civilização devem ser reafirmados intergeracionalmente, pois que não são imanentes ao homem em seu estado bruto, também o labor pela aplicação correta dos recursos públicos requer ações integrais.
  É importante que as pessoas entendam que a corrupção não pode ser combatida apenas pontualmente. O trabalho deve ser contínuo, estrutural, cultural, organizacional, amplo e também difuso. Não se resolve a corrupção com apenas uma manifestação: ainda que venha a ter efeitos benévolos, com a saída de um corrupto, apenas esta ação nada impede que sobrevenha um corrupto ou uma quadrilha de estirpe ainda pior. Não se pode organizar manifestações sem a conscientização necessária: em caso contrário, as pessoas nem mesmo saberão pelo que estão lutando, podendo estar a servir, infelizmente, de “massa de manobra” para interesses escusos.
  Desse modo, de nada adiantam a mobilização e o ativismo sem a consciência dos problemas, assim como de pouco serve a informação sem a correspondente atitude. Ainda que haja o conhecimento e a atitude, de nada valem se as ações concretas são deturpadas por interesses e pela desonestidade, por exemplo. Ainda que haja conhecimento de causa, atitude e honestidade, não haverá valia se não se sabe a atitude correta a se tomar e o modo de proceder ao “combate”. Ainda que todos esses coexistam, as ações podem ser inócuas se representadas por apenas um segmento mínimo da população.
  Enfim, o trabalho contra a corrupção, para ser eficiente, deve ser multiaxial e holístico, isto é, albergar todas as problemáticas concernentes, não se atendo a apenas um ponto, sob pena de ruir.

Existe algum medo ou/e receio na exposição de vocês por conta do MCC e de assuntos abordados? Já sofreram alguma ameaça por conta do MCC?

  Sabe-se que o aparato estatal brasileiro, englobando tanto o Legislativo quanto o Executivo e o Judiciário, em níveis federal, estadual e municipal, é, se não dominado, ao menos vulnerável, submetido ou afetado pela atuação de máfias e quadrilhas de toda ordem, a depender do caso. Ainda que haja exceções, que não são, inclusive, poucas, muitos grupos atuam em conluio para a dominação do aparato estatal, pervertendo-o, corrompendo-o, coagindo agentes, interferindo em decisões.
  Como exposto, segundo estudo recente da ONU, a corrupção desviaria ao menos R$200.000.000.000,00 (duzentos bilhões de reais) por ano no Brasil. O cálculo é modesto, não considerando, também, os gastos inúteis, mal aplicados, relativos ao pão e circo, funcionários inúteis, cargos concedidos por promessa política, ineficiência da máquina administrativa etc. Sendo isto considerado, os valores seriam muito maiores.
  Com tamanha apropriação, tais quadrilhas angariam poder extremamente incomum, além de tenderem a atuar com violência, coação e ameaças contra aqueles que se contrapõem. Já recebemos ameaças de toda ordem. Ameaças de morte “anônimas”, além de ameaças de processo por diversos políticos. Além disso, sofremos com tentativas de ataques realizadas por “hackers”, bem como com a censura e com difamações.
  Cremos que isto poderá ser evitado ou diminuído pelo crescimento do movimento, de forma que a publicidade e a união do povo “blinde”, de certa maneira, as tentativas de coerção. A força adviria da união, da conscientização e da coragem da população.

Quais conselhos daria aos jovens que, assim como vocês, canalizam suas revoltas para buscarem melhorias para o Brasil?
  
  Não sei se estou na posição de dar conselhos a alguém (risos), mas posso recomendar algumas posturas que julgo essenciais para aqueles que desejam mudanças efetivas.
  Primeiramente, que estudem, de modo que possam entender a magnitude e a essência dos problemas do país. Para que se faça o necessário, deve-se saber o caminho a seguir. Precisa-se de humildade e esforço para o estudo e o entendimento, assim como é necessária a persistência para a tomada de atitudes amplas, verdadeiras e, não raro, pacientes. O estudo da Ciência Política, da Sociologia, da Auditoria, da Mídia, dos discursos, da História, da Psicologia, da Criminologia, da Administração Pública, da Economia, entre outros, é imprescindível para uma evolução pessoal que torne os sujeitos aptos a ações efetivas, verdadeiras, concretas e bem postas.
  
 Em seguida, unam-se a seus pares, coliguem-se àqueles que têm ideais similares, congruentes, confluentes ou correspondentes, fortaleçam-se, procurem a união e a honestidade, não se deixando corromper por propostas indecorosas, ainda que comuns, bem como pela sedução do “sistema”, o qual é “especialista” na oferta de vantagens escusas e vias fáceis de auto-inutilização.

Como os interessados podem conhecer melhor e fazer parte do MCC?
  Para nos conhecer melhor, recomendo que acessem nosso site: www.contracorrupcao.org e conheçam nossa atuação, inclusive mas mídias sociais. Nesses, há os modos de contato com os coordenadores nacionais, regionais e municipais. Estamos abertos a toda forma de ajuda sincera e orientamos os candidatos em todas as etapas, capacitando-os gratuitamente e conduzindo-os para as funções mais adequadas, de acordo com a conveniência, as capacidades, habilidades e o interesse de cada um.  Precisamos de estudiosos, organizadores, associados, escritores, criadores de conteúdo, coordenadores nacionais e regionais, entre outros. Quanto a correio eletrônico, nosso e-mail écontracorrupcaomovimento@gmail.com.

* Movimento Contra a Corrupção por Estado

Páginas do MCC por estado


Projeto de Organizações Estaduais (Seccionais do Movimento Contra Corrupção)


    Prezados amigos do Movimento Contra Corrupção, gostaríamos de anunciar que começamos a organizar componentes estaduais do movimento. Dessa maneira, existirão organizações estaduais holisticamente interligadas, com lideranças e participação regional ativa.

  Com isto, pretendemos começar a sanar alguns obstáculos à nossa atuação na mudança de nosso país:
  1. Distância: Ainda que os meios virtuais em muito contribuam para a divulgação da informação, para a conscientização, a reflexão, a mudança de si e a mobilização, a distância física entre os organizadores do movimento e as diversas comunidades conscientes do país impede maior contato e desenvolvimento de relações autônomas, ainda que coligadas.
    Páginas específicas para cada estado e, futuramente, para cada cidade ou microrregião concederão ensejo para atuação mais unida e majorada no âmbito das situações regionais, entendendo as idiossincrasias e especificidades de um país de dimensões continentais.
  2. Imprecisão: Haja vista a necessidade de acompanhamentos próximos das temáticas em cada região, cremos que isto auxiliará na resolução de problemas de carência de Especialização e Especificação (abordados infra).
  3. Falta de União: Mediante a solução de problemáticas próximas, cotidianas e mesmo pessoais, promovendo um contato mais direto e com efeitos mais práticos e breves - ainda que não imediatos - na resolução de problemas típicos e específicos de cada unidade federativa. Maior união será promovida, cremos, pela observância de resultados - além dos dimanados - também próximos e facilmente mensuráveis.
  4. Regionalização Excessiva e Polarização: Pretendemos que seja reduzida drasticamente a polarização coetânea da atuação de nosso movimento, a qual está se dando, precipuamente, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
  5. Efetivo: A organização de comunidades estaduais coligadas permitirá acréscimo de efetivo para a conscientização da população, para a organização de manifestações, passeatas, entre outros (inclusive de modo mais eficaz e eficiente em suas respectivas regiões).
  6. Especialização: A divisão em estados permitirá uma maior especialização dos discursos, dos modos de atingir a população, dos temas e conteúdos a serem abordados segundo os problemas típicos de cada região.
  7. Especificação: Cremos que isto permitirá a abordagem mais efetiva e hígida de temas concretos e próximos, o que é, não raro, distanciado quando ocorre a necessidade de abrangência de temáticas de relevância nacional, posto que pouca distinção fariam para cidadãos de outras regiões, tendo em vista a distância.
    Destarte, não olvidando que a corrupção no país não ocorre apenas no Governo Federal (mormente, no Congresso Nacional), mas em prefeituras, subprefeituras, órgãos públicos em geral, câmaras de vereadores, entre outros, a existência de subgrupos do movimento altamente especializados permitirá e endossará a fiscalização, o controle, a crítica e a denúncia a respeito desses problemas.
  8. Contato com a População: Almejamos sanar o problema da carência de contato físico e “real” (por este termo, contrapondo-se ao virtual) em manifestações e reuniões de interesse do país. Assim, aventando-se agrupamentos organizados para cada realidade específica do país, poderemos induzir um contato mais próximo com a população, inclusive com aqueles privados ou semi-privados dos meios de comunicação virtual.
  9. Desenvolvimento de Efetivo por Contatos Pessoais: Desse modo, amealharemos novos participantes por meio de convites diretos a familiares, amigos e conhecidos em geral, não nos cingindo a abordagens virtuais distanciadas.
  10. Aporte de Informações de Relevância Nacional: Tendo em tela a carência dos meios de comunicação na divulgação e promanação de informações pertinentes à causa, inúmeras informações a respeito de métodos, ocorrências, situações, contexturas e outras, típicos de certas regiões, poderão vir a lume com a participação de indivíduos insertos nas mais variadas situações e alocações do país.
  11. Mobilização Específica: Possibilitação de definição de locais específicos, divulgação física e virtual especializada de manifestações, promoção de encontros e atuações sociais, passeatas, entre outros. Grupos específicos coesos, ainda que menores, possibilitarão maior controle, movimentação e angariamento de adeptos.
  12. Disponibilização de Sedes Físicas para o Atendimento da População: viabilização de sedes físicas e virtuais para a conscientização, a promoção de palestras, atos educacionais, formação de parcerias com entidades conterrâneas etc.
  13. Formação de Reservas da Liderança Nacional: em caso de imprevistos e de ocorrência de óbices aos responsáveis e sub-responsáveis pela liderança nacional, as seccionais, com suas subestruturas, possibilitarão maior segurança organizacional, servindo, inclusive, como cadastros-reserva para a organização do movimento.

  Isto posto - entre outras motivações -, anunciamos que precisamos da colaboração de interessados provindos de todas as partes de país, de forma que nossos projetos para o Brasil possam se tornar, ainda que paulatinamente, efetivamente concretos. Convocamos todos os interessados a nos contatar pelos seguintes meios:
  
E-mail: contracorrupcaomovimento@gmail.com
 
Texto de autoria de Caio Mecenas, com a colaboração de Ernani Fernandes.

Assinam este documento:

Caio Nogueira
Paula Waldrich
Ernani Fernandes
Allan Carvalho
Caio Mecenas
Antônio Martins
Stephanie Almeida
Mário Almeida
Thaïs Chaves
Fernando Nogueira
Felipe Carvalho
Flávio Dërlin
Luísa Menezes
Tâmara Sembranely
Gabriel Fortunato
Miguel Prim
Paulo Otack
Felipe Cantareira
Rodrigo Vieira

  Páginas específicas para cada estado:

São Paulo


Minas Gerais

Espírito Santo

Distrito Federal

Goiás

Mato Grosso do Sul

Mato Grosso

Rio de Janeiro


Paraná

Santa Catarina

Rio Grande do Sul

Rondônia


Acre


Amazonas


Pará

Tocantins

Amapá

Maranhão

Piauí

Ceará

Rio Grande do Norte

Paraíba

Pernambuco

Alagoas

Sergipe

Bahia

A seguir, conheça as páginas das seccionais - organizações estaduais do MCC -, pelas quais você poderá contribuir para expandir a luta contra a corrupção em sua região, conhecer pessoas próximas e coligar forças, agendar, avençar e divulgar ações, colaborar em grupos de fiscalização estadual, entre outros. 
Saiba mais sobre as organizações estaduais clicando aqui.

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