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sábado, 17 de maio de 2014

* Insatisfação popular com o Governo é exposta durante greve da PMPE



Essa fotografia é de uma cena do filme "Ensaios sobre a Cegueira" mas ontem, 15/05/14, Recife e RMR foi mais ou menos isso...
A cegueira de achar que tudo que aconteceu foi apenas por causa da greve da PM... Será que se fôssemos uma sociedade menos desigual, com mais educação o quadro seria esse? E que isso não é um dos reflexos dos nossos muros, do nosso apartheid, do nosso racismo, da nossa raiva quando pessoas "br" (baixa renda) frequentam os mesmo locais que a gente?
E por favor sem esse papo que brasileir@ é assim mesmo" malandr@" que precisa da chibata... não por favor nããão - É triste escutar isso de pessoas estudadas e brasileiras. Ou será que você precisa da presença ostensiva da polícia para se comportar? Eu não.

"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa somos nós" José Saramago

Para sociólogo, atos de vandalismo são resposta à insatisfação popular


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Populares aproveitaram a greve da Polícia Militar para saquear estabelecimentos
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem


Do NE10
Apenas três dias de greve da Polícia Militar de Pernambuco foram suficientes para instaurar um clima de terror no Estado. De acordo com a Polícia Civil, 27 homicídios foram registrados até o fim da paralisação, na noite dessa quinta-feira (15). Só no Grande Recife, foram presas 234 pessoas por causa de furtos, roubos, perturbação do sossego, porte ilegal de armas e danos à propriedade. Mas o que mais assustou a população foi a reação e oportunismo das pessoas envolvidas nos crimes. O ocorrido dividiu opiniões entre os que acreditam que todos são criminosos e os que defendem a atitude de vandalismo como resposta da sociedade à exclusão e opressão.
Para o professor de ciência política e também sociólogo Valdir Eduardo Ferreira, a situação foi muito desagradável e alguns crimes foram provocados devido à insatisfação da população em relação a um governo que tem conhecimento das coisas, mas se omite. De acordo com Valdir, as pessoas vivem todos os dias as más condições de mobilidade, saúde, educação, entre outros, e isso faz com que elas percam o conceito de moral, do que deveria ser o correto.
"O sentimento é legítimo", diz. "Mas o que a sociedade passa todos os dias acaba gerando incerteza e tumulto", complementa. Valdir Eduardo compara a insatisfação de ontem com o movimento Vem Pra Rua, tema das movimentações populares ocorridas em junho do ano passado."São pessoas que não aguentam mais", afirmou.
Na concepção do estudioso, as instituições que são base da sociedade estão desestabilizadas, o que causa a desorganização social."Não deixa de ser vandalismo, mas isso é provocado porque o povo é hoje refém das instituições". Para ele, é necessário que seja feita uma reestruturação de espaços de discussão política, como as escolas, famílias, comunidades, igrejas, etc.
Remetendo às eleições e à importância do voto para as mudanças na democracia, o cientista político afirma que o partido é um mecanismo sério e importante para discussões, mas a maioria de seus integrantes "não conhece seu sentido". Para o professor, a sociedade está carente de líderes. "Talvez o que acontece agora seja necessário para enxergar que existe algo doente na sociedade, e é preciso que se encontre o medicamento", conclui.

40 pessoas foram assassinadas durante período de greve dos policiais militares e bombeiros em Pernambuco. Além disso, foram registrados 897 roubos e 348 furtos em todo o estado de Pernambuco. 


quarta-feira, 16 de abril de 2014

* Placas solares para bombear água são instaladas pela Celpe em Serra Talhada

A nova tecnologia utiliza painéis fotovoltaicos com equipamentos fabricados exclusivamente no Brasil



 / Foto: Divulgação/ Celpe

Foto: Divulgação/ Celpe

Um projeto pioneiro em Pernambuco implantou uma nova tecnologia para bombear água de poços.A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) instalou painés solares fotovoltaicos, construídos exclusivamente com equipamentos de fabricação, com a finalidade de gerar energia para bombeamento de água em poços artesianos da zona rural do município de Serra Talhada, Sertão de Pernambuco. 
A nova tecnologia funcionam da seguinte maneira: as placas solares transformam a radiação do Sol em energia elétrica suficiente para operação das bombas.A água excedente será aramazenada nos reservatórios de 10 mil litros para aproveitamento do recurso à noite, por exemplo, quando não há incidência da luz do sol.
No semi-árido, já foram implantados sete sistemas, que além de  funcionar por meio de uma fonte renovável de energia, têm a vantagem de baixo custo de operação e a pequena necessidade de manutenção, já que utiliza equipamentos produzidos no Brasil. Durante os primeiros meses de operação, uma equipe permanecerá monitorando o funcionamento das instalações, para analisar possíveis pontos de melhoria e realizar a manutenção, caso necessário.Após a conclusão dos estudos, o modelo de captação de água por meio de energia solar será disponibilizado para governos, instituições privadas e clientes particulares para que possa ser replicado e utilizado quando viável.
O projeto que tem o objetivo demonstrar a viabilidade técnica e econômica de sistemas de bombeamento compostos por equipamentos nacionais associados a módulos fotovoltaicos é um ação integrada do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e compõe o projeto que vem sendo desenvolvido há alguns meses pela Celpe em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a Secretaria de Recursos Hídricos e Energia do Governo do Estado (SRHE) e o Centro Brasileiro de Energia e Mudanças Climáticas (CBEM). Em todo o processo experimental, estão sendo aplicados cerca de R$ 900 mil.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

* Suco de uva integral do Brasil é o melhor do mundo

Bebida brasileira tem diversos benefícios ao organismo, do cérebro à redução de gordura. Produto do Vale do São Francisco tem a maior concentração de antioxidantes


Bebida integral tem indicação no rótulo / Divulgação/Terra Sol

Bebida integral tem indicação no rótulo

Divulgação/Terra Sol

Uma coisa que poucos sabem: o suco puro de uva, 100% integral, sem aditivos químicos, é exclusividade do Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), além de concentrar sais minerais, antioxidantes e outros nutrientes, a bebida também atua na redução da gordura. Essas e outras vantagens estão empurrando as vendas do produto, que cresceram 43% somente no ano passado. 
A bebida não deve ser confundida com seus congêneres menos valorosos (néctar, suco em pó, refrigerante, etc). As propriedades do suco são obtidas a partir dos bioativos naturais da fruta, enriquecidos no processo de fabricação: o líquido é aquecido, aumentando as trocas químicas entre casca, polpa e sementes. Essa troca libera mais polifenóis, as grandes estrelas dos derivados da uva, que ficaram mais conhecidas através dos vinhos. Mas as propriedades benéficas ao organismo são vastas: nove minerais, alto teor de vitamina C, fibras, efeitos anti-inflamatório, melhoria cognitiva e da memória, inibição da formação de coágulos (trombos), entre outros. 
Segundo a doutora em biomedicina Caroline Dani, que desenvolve pesquisas com o produto desde 2004, um teste recente feito com 30 ratos submetidos a uma dieta hiperlipídica provou seu papel ativo na redução da gordura corporal. Os animais foram divididos em dois grupos e aqueles que não ingeriram suco de uva integral engordaram mais e tiveram aumento de pressão arterial. “Isso ocorre porque o suco de uva aumenta o metabolismo, impedindo o acúmulo de gordura”, explica. A dosagem diária recomendada pela especialista é de 7 ul por grama de peso, o que dá cerca de 7 ml para cada quilo. “Para as crianças de 10 kg seria mais ou menos 70 ml; e adultos de 70 kg, o equivalente a 400 ml”, esclarece. No caso de diabéticos, pode haver restrições devido ao açúcar natural da fruta. 
DO SERTÃO - Se suco de uva integral é bom, o que vem do Vale do São Francisco é ainda melhor, como defende o doutor em engenharia de alimentos e professor do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE), Marcos dos Santos Lima. O Vale tem uma vantagem importante sobre as demais áreas produtoras: duas safras por ano, devido ao clima ensolarado do Tropical Semiárido e a irrigação constante. Lima explica que essas características influenciam na composição química da uva. “Os sucos do Vale do São Francisco apresentam maiores concentrações de compostos bioativos, como procianidinas e trans-resveratrol, do que em sucos de outras regiões mundiais”, detalha o pesquisador. 
Versatilidade no uso é um trunfo
Nas prateleiras dos supermercados, padarias e delicatessens, o suco de uva integral não é um item com preço popular. Garrafas de 300 ml podem custar de R$ 5 a R$ 7 e as de 1 litro podem chegar a quase R$ 17, embora rótulos pernambucanos como o Terra Sol sejam encontrados a R$ 9,50.
O valor é explicado pelo custo de produção. O processo de fabricação da bebida, especialmente sem aditivos químicos, ainda é caro, agravado pelo fato de não haver embalagens mais em conta além do vidro. Há, também, o dificultador da logística, que aumenta o custo do frete da bebida que vem da região Sul para cá. E mesmo quando não há tanta distância, como é o caso de Petrolina e demais cidades do Vale do São Francisco, o custo dos insumos acaba pesando no valor de venda. 
Entre as alternativas à bebida estão o consumo in natura e o suco feito em casa, tanto a partir da polpa congelada quanto da fruta, dos quais é possível obter parte dos bioativos da uva. Mas, nestes casos, além de o consumo ter que ser imediato, o resultado é mais pobre do que o produto fabricado nas vinícolas, uma vez que este envolve aquecimento, o que aumenta as trocas químicas entre a casca, a polpa e as sementes. “Não existem estudos científicos que comprovem a perda ou não de nutrientes no suco feito em casa com a uva. O que de fato pode trazer preocupação é a conservação, pois existe uma chance de fermentação caso não seja bem pasteurizado. Quanto às sementes, o maior cuidado está em não esmagá-las”, explica a doutora Caroline Dani. No caso do derivado a partir da polpa congeladas, também há perda de polifenóis, devido ao congelamento. 
Já os que aderirem ao suco de uva integral podem contar com outras formas de consumo. A sommelière da Vinícola Salton, Monica Coletti, diz que é possível fazer inúmeras receitas, compondo drinques sem álcool ou em preparações alcoólicas. “Por seu sabor forte, mais intenso, as pessoas também adicionam um pouco de água ou algumas pedras de gelo, mas isso não diminui os benefícios”, destaca. A chef de gastronomia na Salton, Idana Spassini, acrescenta que o suco de uva pode entrar no preparo de sobremesas, incluindo caldas doces e sorvetes. “Dependendo da receita, também pode ser utilizado em pratos salgados, em molhos para carnes vermelhas”, complementa Idana.
Independentemente da origem, cada vez mais consumidores aderem ao suco de uva. Segundo dados do Ibravin, em 2013 a produção aumentou 43,6% somente no Rio Grande do Sul, principal polo produtor do País, chegando a 72 milhões de litros. No Vale do São Francisco, o volume ainda é pequeno e não passa dos 300 mil litros anuais, mas deve triplicar nos próximos anos. Para continuar impulsionando esse mercado, o Ibravin desenvolveu a campanha Suco de uva 100% do Brasil para divulgar os benefícios da bebida. 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

* Prefeito de Caruaru anunciou o novo local da Feira da Sulanca




Prefeitura apresenta detalhes sobre a nova Feira da Sulanca


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Na tarde de quinta, 3, no auditório da Acic, o prefeito de Caruaru, José Queiroz, anunciou o novo local da Feira da Sulanca e assinou o decreto de desapropriação do terreno.
Zé Queiroz feira
Durante o evento, representantes das entidades envolvidas comemoraram a iniciativa, como é o caso de Pedro Moura, presidente da Associação dos Sulanqueiros, que ressaltou o progresso da cidade com o novo empreendimento. “A Feira da Sulanca precisa de uma estrutura moderna, que atraia mais compradores e aumente nossa economia. Caruaru entrará em uma nova fase de progresso”, comemorou.
De acordo com José Queiroz, a cidade precisa construir esta nova história: “Estamos escrevendo uma nova página na história de Caruaru, com mais empregos e oportunidades. Haveremos de construir aquilo que nós sonhamos. A força de servir a Caruaru nos faz cumprir o que prometemos: fazer a maior administração da das nossas vidas e o maior projeto de Caruaru”, pontuou.
O deputado Wolney Queiroz falou sobre a importância da nova fase que vive Caruaru: “Neste momento, a cidade está amadurecida para receber essa notícia, para receber esse projeto. É bom que as coisas começam como uma semente, como muda, depois vão crescendo até dar frutos. E hoje, eu acho que estamos começando a colher frutos do amadurecimento. A partir de hoje, as pessoas vão conhecer os detalhes dessa elaboração”, ressaltou.
Também estiveram presentes o vice-prefeito Jorge Gomes, a deputada estadual Laura Gomes, vereadores, secretários e representantes das entidades envolvidas, como sulanqueiros, CDL, Sindiloja e Acic.


Abaixo, seguem dados levantados pela pesquisa realizada na Feira da Sulanca.
Situação atual da Feira
§ Área Atual: 18 hectares
§ Início das atividades: 1983, na Rua 15 de Novembro. Em 1992, passou a se localizar no Parque 18 de Maio.
§ Consumidores – 32% vêm de 7 Estados do Nordeste: PB, CE, RN, MA, SE, PI, AL. 19.6% vêm da BA
Pesquisa
§ Realizada no primeiro semestre de 2013, através de questionários
§ 3.762 entrevistados
Perfil do Sulanqueiro
§ 47% dos sulanqueiros são de Caruaru
§ 33% negociam há mais de 10 anos na Feira
§ 72% são donos do ponto
§ Média de 1,92 bancas por empreendedor
§ 43% fabricam e comercializam a produção
§ 35% apenas comercializam
Produtos mais vendidos
§ 22,64% moda feminina
§ 14,4% moda íntima
§ 14,27% produtos da Feira do Paraguai
Características do terreno
§ Área: 60ha
§ Localização: próximo ao Hospital Mestre Vitalino e em frente ao Polo Comercial, na BR 104, do lado direito, sentido Toritama
§ Lado direito da rodovia – sentido Caruaru – Toritama

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

* Suape é multada em R$2,5 milhões por cometer crime ambiental

A Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH) multou em R$2,5 milhões o Complexo Portuário e Industrial de Suape por praticar crime ambiental. A multa diz respeito às denúncias de pescadores tradicionais feitas ainda em abril deste ano sobre os impactos ambientais provocados pelas obras de dragagem e derrocagem praticadas por Suape, localizada entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, litoral sul de Pernambuco. 
Na época, os pescadores denunciaram que estas obras realizadas no leito marinho, e que visam aprofundar o canal de acesso ao Porto, impactam toda a cadeia produtiva da pesca artesanal da região, causando a mortandade de peixes, inclusive de espécies protegidas por lei, como o Mero e o boto-cinza. 
Após quase cinco meses de investigação, o relatório técnico elaborado pelo órgão e divulgado nesta última segunda-feira, dia 2, confirma a denúncia dos pescadores tradicionais. De acordo com o relatório do CPRH, as obras de dragagem e derrocamento incidem diretamente sob áreas estuarinas, habitats de diversas espécies de peixes que são fonte de subsistência das comunidades e pescadores tradicionais da região. O estudo conclui que além de haver a relação direta entre as obras e a mortandade dos peixes protegidos por lei, constata principalmente que a atividade do Porto impacta e destrói todos os territórios pesqueiros da região. 
O relatório também aponta que há ausência e omissão de informações sobre os possíveis danos causados por Suape, em seus documentos de diagnóstico dos impactos ambientais. Também foi apontada a omissão de proposições de medidas compensatórias para casos como estes que motivaram a multa milionária. Apesar da autuação, Suape ainda poderá recorrer da multa. 

Para os pescadores, presença de Suape causa danos irreparáveis à população local e ao meio ambiente

Para os pescadores que atuam na região, a multa é considerada importante, mas não repara a destruição praticada por Suape desde que ela se instalou na região sob o comando do Governo Estadual e Federal.  
 A Colônia de pescadores Z-8, localizada no Cabo de Santo Agostinho, uma das entidades ouvidas durante a averiguação das denúncias, explica que o Porto de Suape foi instalado em território já ocupado por centenas de famílias de pescadores e comunidades tradicionais que viviam da agricultura e da pesca artesanal. 
Os pescadores locais ressaltam que o que aconteceu com a chegada do Complexo Portuário foi um verdadeiro processo de dizimação dos territórios camponeses e pesqueiros. Em relatório, a CPRH reconhece que "o primeiro impacto significativo aos territórios pesqueiros ocorreu através da restrição ao acesso dos pescadores aos seus territórios tradicionais que hoje fazem parte do Complexo Industrial Portuário”. 
Para os pescadores a presença e a instalação paulatina das atividades portuárias possuem caráter irreversível, ocasionando a destruição do meio ambiente e destes territórios da pesca artesanal, do qual dependem centenas de famílias de pescadores artesanais da região.

Informação adicional: Autos de infração n° 767 e 768, em  resposta à denúncia formalizada na ouvidoria do CPRH sob número 201356154

Outras informações:
Comissão Pastoral da Terra – Regional Nordeste II
Renata Albuquerque
Fone: (81) 9663.2716

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

* Estudante universitária, revoltada, denuncia na rede social trambique em Concurso da Prefeitura da Água Preta!

Atualização de status
De Lenny Silva
Estou extremamente indignada com a prefeitura de Água Preta, estive na promotoria publica dessa mesma cidade procurando informações a respeito do ultimo concurso feito em 2010, e fui informada que o mesmo já havia sido cancelado e que a empresa responsável pelo concurso (select) nem mais existia, foi fechada por fraudes em concursos, ao perguntar das pessoas que já estava atuando em seus cargos, a mesma respondeu que quando o atual prefeito termina-se sua gestão todos "os concursados" sairia juntamente com ele, agora eu pergunto: como é que fica a situação das pessoas que se esforçaram, estudaram, passaram e tão ali trabalhando sem consciência da sua real situação. Gostaria muito de esclarecimentos sobre esse assunto, porque também sou uma vitima e estou completamente irritada com tanta cachorrada que acontece nessa cidade sem lei.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

* Governo poderia ter evitado tragédia de incêndio no Bairro Coelhos, Recife e outros incêndios perigam ocorrer noutros lugares

Entrega de habitacionais poderia ter evitado tragédia nos Coelhos

Um Conjunto Habitacional foi anunciado pela prefeitura em 2006, com prazo de entrega para 2011

Publicado em 07/08/2013, às 06h15

Do JC Online

Obras não finalizadas de Habitacional poderiam evitar a tragédia na comunidade dos Coelhos / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Obras não finalizadas de Habitacional poderiam evitar a tragédia na comunidade dos Coelhos

Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Eraldo Fernandes da Silva é biscateiro. Mora no bairro dos Coelhos, Centro do Recife, há mais de 20 anos. Na manhã dessa terça-feira (6), ele cascavilhava os restos de sua casa, na beira do Rio Capibaribe, destruída num incêndio segunda-feira à tarde. “Sobrou nada”, constatou. “Não estaríamos nessa situação se o habitacional prometido para a gente tivesse sido entregue no prazo”, afirma. 

A moradia a que ele se refere é o Conjunto Habitacional Coelhos, anunciado pela prefeitura em 2006 e com obras iniciadas em 2009. O prazo de entrega era março de 2011. Eraldo tem razão. Se o prazo tivesse sido respeitado, na manhã de ontem ele estaria num apartamento de dois quartos na Praça Sérgio Loreto, bairro de São José, Centro do Recife. E não remexendo no rescaldo do incêndio, à procura de bichos de estimação, roupas e documentos, na comunidade Campinho.
Porém, o habitacional onde ele deveria estar morando há dois anos e cinco meses só tem 65% das obras executadas. Falta reboco nas paredes. Falta a infraestrutura para as prometidas moradias dignas. O secretário de Habitação do Recife, Eduardo Granja, quer entregar os 224 apartamentos, agrupados em sete blocos, este ano. “Em dezembro estará tudo pronto”, diz.
O Habitacional Coelhos, na verdade, tem 384 unidades residenciais. Outros 160 apartamentos, organizados em cinco blocos, tiveram as obras iniciadas em 2010, na Travessa do Gusmão, ao lado da Praça Sérgio Loreto. Mas apenas 40% da obra foi feita. Assim mesmo, a prefeitura pretende entregar as novas moradias no fim de janeiro de 2014.
Com os operários em férias coletivas, as obras estão paralisadas desde o mês passado. A previsão de retorno é 20 de agosto. No habitacional da Travessa do Gusmão, os blocos estão de pé, mas nem todos estão com os quatro pavimentos completos. Alguns só têm dois pisos levantados. Falta a coberta, o telhado e o reboco, colocar portas e janelas, instalações elétricas e sanitárias, concluir os reservatórios d’água e pavimentar as ruas.
De acordo com fontes do setor, pelo atual estágio do habitacional, o conjunto da Travessa do Gusmão não fica pronto em janeiro de 2014. Teria mais um ano e meio de obra, no mínimo. “Não falta tanto assim, todas as fundações estão prontas”, rebate o secretário Eduardo Granja. Na Praça Sérgio Loreto, diz ele, três blocos vão entrar em acabamento, ainda este mês, quando terminarem as férias coletivas.
A construção dos dois habitacionais – e de um terceiro imóvel também destinado a moradores de palafitas do Capibaribe, o Conjunto Vila Brasil, na Ilha Joana Bezerra – atravessam gestões municipais. Foi anunciada por João Paulo, no segundo ano do segundo mandato (2005-2008). Começou no primeiro ano da administração de João da Costa (2009-2012). Agora é conduzida por Geraldo Júlio.
A obra é um parceria da prefeitura com o governo federal e, segundo Eduardo Granja, teria começado sem autorização do controle urbano, sem licença ambiental e sem a aprovação do projeto de destinação dos resíduos sólidos. São três licenças concedidas por órgãos municipais. Sem os documentos, a Caixa Econômica não liberou a verba federal. Daí o atraso na execução do serviço, justifica o secretário.
“Resolvemos tudo isso agora”, afirma. O Habitacional Vila Brasil, para 448 famílias da beira do rio, no bairro de São José, está com as obras suspensas. “A empresa faliu e abandonou o serviço. Esta semana, vamos publicar licitação no Diário Oficial para retomada dos quatro blocos iniciados. Até o fim de setembro, faremos chamada pública para construção dos dez blocos restantes. A previsão de conclusão é fevereiro de 2015”, informa o secretário.
Enquanto isso, os ribeirinhos continuam à mercê de incêndios e à espera da casa prometida. “Só não perdi o principal: minha vida e a vida dos meus três filhos”, declara Eleonora Tomé de Santana, da comunidade Campinho, olhando o que restou da casa onde morava.

Tragédia como a dos Coelhos ainda pode se repetir em outras áreas de palafita

A situação é bem parecida na comunidade vizinha, Papelão, por exemplo

Publicado em 07/08/2013, às 06h16


Catharina Freitas

O cenário é de desordem e lama e em nada lembra moradia digna / Foto: Diego Nigro/JC Imagem

O cenário é de desordem e lama e em nada lembra moradia digna

Foto: Diego Nigro/JC Imagem

O incêndio que atingiu a comunidade do Campinho, no bairro dos Coelhos, Recife, na última segunda-feira (5), chocou a sociedade e alertou para o risco de a tragédia se repetir em várias outras localidades do Recife. “Há 12 anos participei da criação do projeto Recife sem Palafitas. Em dez anos, todos que morassem às margens de rios já deveriam ter moradias dignas. Hoje, a situação piorou e temos mais moradores em palafitas”, afirmou o arquiteto e ex-presidente da URB César Barros. 

Não é preciso procurar muito para concordar com César. Na comunidade Vila Brasil, no bairro de São José, Centro do Recife. O cenário é de desordem e lama e em nada lembra moradia digna. “Vivo com medo aqui, porque é tudo de papel e madeira. Se riscar um fósforo, queima todas as casas”, comentou a dona de casa Lucineide Soares Oliveira, 48 anos, moradora da localidade há 22 anos. “Nós moramos na sarjeta, no meio dos ratos e baratas. Todo mundo faz cadastramento e promete tirar a gente daqui, mas ninguém faz nada”, complementou.
A situação é bem parecida na comunidade vizinha, Papelão. “Tudo o que eu mais queria era uma casinha, mas muitos outros já fizeram esse cadastro. O que sobra é viver aqui com medo de chuvas e incêndios”, lamentou a dona de casa Luciene Gerônimo da Silva, 45, que vive há 18 anos no local.

* Seja solidário: ajude doações às vítimas do incêndio no Bairro dos Coelhos, Recife

RECIFE

Rede de solidariedade para desabrigados do incêndio dos Coelhos


Roupa, comida, água, material de higiene pessoal. Neste momento qualquer ajuda é bem-vinda para quem está desabrigado depois do incêndio que atingiu dezenas de barracos, nos Coelhos. Ontem muitas pessoas procuraram a comunidade para levar doações, gente de vários pontos da Região Metropolitana do Recife que fizeram questão de disponibilizar, além de mantimentos, uma palavra de conforto.
O empresário Fabio Silva, do movimento O Novo Jeito, conhecido por juntar voluntários através das redes sociais na internet, foi um dos primeiros a chegar ao local, ontem.
“Viemos aqui para saber o que eles precisam. Vamos listar as necessidades e colocar nossa rede de voluntários em ação na internet”, explicou Fábio. O movimento é responsável em levar constantemente mantimentos para vítimas da seca no interior de Pernambuco.
A fisioterapeuta Cláudia Assis não perdeu tempo. Assim que viu pela imprensa o estrago feito pelo fogo resolveu juntar os amigos. Saiu de Aldeia, em Camaragibe, no Grande Recife, para levar um carro cheio de doações. “Trouxe tudo que podia para cá”, citou. “É o mínimo que podemos fazer para conseguir melhorar a vida dessas pessoas, já tão sacrificadas”.
O líder comunitário dos Coelhos, Clóvis Mário Dindão, informou que vai tentar se reunir com representantes da Prefeitura do Recife para saber quais outros abrigos que podem receber algumas famílias.


SOLIDARIEDADE - População se úne para planejar ações de doação de comida, água, roupas e material de higiene pessoal aos desabrigados do incêndio no bairro dos Coelhos. Veja como ajudar:



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

* Um crime a ser evitado: Usina Nuclear em Pernambuco às margens do Rio São Francisco!





* Clube de Engenharia fala sobre energia nuclear e professor da UFPE se irrita!

Professor da UFPE irrita-se com a volta do debate sobre energia nuclear no Recife

POSTADO ÀS 01:07 EM 05 DE AGOSTO DE 2013

A insanidade de promover a eletricidade nuclearNa semana passada, o Blog de Jamildo revelou que a Eletronuclear retomou o debate sobre a energia nuclear no Nordeste e vai realizar um seminário nesta qinta-feira na Associação Comercial de Pernambuco (ACP). O professor da Universidade Federal de Pernambuco e membro da Articulação Antinuclear Brasileira (www.brasilantinuclear.ning.com) não gostou nadinha da movimentação e envia artigo ao blog protestando.
Heitor Scalambrini Costa

O Clube de Engenharia de Pernambuco (CE-PE) entidade que completou 94 anos de existência, em 1º de junho de 2013, apregoa que um dos seus objetivos é “realizar o estudo de questões técnicas, econômicas e sociais, especialmente, as de interesse público”.

Um dos temas abordados com insistência pelo CE-PE é a questão do desenvolvimento do Estado, em suas diversas regiões. A primeira vista é louvável esta iniciativa. Mas, infelizmente estas discussões têm se restringido a discussões subalternas a um modelo de sociedade consumista, industrial e capitalista. Nada de novo como exige o século XXI frente a inúmeros problemas e desafios enfrentados. As discussões sobre desenvolvimento caem no lugar comum, de promover um desenvolvimento econômico entendido como mero aumento da renda per-capita; baseado em empreendimentos governamentais, sem consultas prévias a sociedade, aos moradores que serão afetados, e sem a devida discussão da degradação ambiental decorrente (irmã siamesa do chamado desenvolvimento econômico). É presumido pelos governantes, e por aqueles que apóiam esta concepção, assim satisfazer as aspirações da população. Ledo engano.

É neste contexto que o CE-PE promove no dia 8 de agosto próximo em Recife, um Seminário intitulado “Desenvolvimento e  Energia Nuclear”, talvez mera coincidência com o título do recente artigo publicado em jornal de grande circulação pelo diretor regional da Eletrobrás “Energia Nuclear e Desenvolvimento”.  Com o apoio e a participação entre seus palestrantes, exclusivamente de quem defende o uso desta forma de energia na geração elétrica, conforme é verificado no material de divulgação distribuído. Este evento não terá discussão, nem debate, mas será meramente um ato promocional desta tecnologia. O CE-PE capitulou frente a interesses contrários aos interesses públicos, pois como publicado amplamente pela mídia nacional, pesquisa de opinião realizada pela BBC no Brasil (e em vários países do mundo), mostram que mais de ¾ da população brasileira é contraria as instalações nucleares no pais.

O exemplo do desastre de Fukushima alertou ao mundo o que representa um acidente nuclear. Mais o Brasil age na contramão dos países que outrora foram exemplos no uso desta tecnologia, como a Alemanha, Bélgica, Áustria, França, Itália, Japão, entre outros; que revisaram os planos para a construção de novas instalações nucleares. Aqueles governantes que ainda propõem novas instalações nucleares estão distantes das opiniões de seus cidadãos, o caso de países como a China e a Índia.

A questão nuclear é pouco discutida em nosso país, e isto tem favorecido o “lobby” nuclear (CE-PE incluído) em avançar nas propostas de novas instalações. No planejamento do setor elétrico, são mencionados a construção de 4 novas usinas nucleares até 2030. Sendo 2 no Nordeste brasileiro, possivelmente (somente ainda não oficializado) uma delas em nosso Estado, no município de Itacuruba, próximo de Floresta, na beira do Rio São Francisco. O velho Chico, como é conhecido o rio da integração nacional, banha 5 Estados e mais de 500 municípios. Imagine o que seria um desastre nuclear com vazamento de material radioativo naquela região? É óbvio que não desejamos tal desgraça, mas como em Engenharia não existe “risco zero”, devemos prevenir. E para não acontecer o desastre, não devemos instalar tal usina. Parece-me óbvio e sensato esta conclusão.

Pois bem, nos pareceu oportuno tornar público o fato de que este evento não é aceito pacificamente por todos os cidadãos que, além de pagar impostos, se sentem responsáveis pela elucidação de aspectos de interesse vital para a vida da população pernambucana. Aqui não se trata de mera reação daqueles opositores, mas sim em alertar a sociedade do papel que esta cumprindo hoje o CE-PE. Que ao meu ver deveria ser sim um local onde se pratica realmente o debate democrático, com autonomia, e com elevado interesse público. E não simplesmente que seja o lócus de “lobbying” de interesses distantes da sociedade.

Vejamos os argumentos do Professor Heitor Scalambrini Costa. Eis os slides de uma palestra dele no Fórum Interinstitucional de Defesa da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco: